Foram encontradas 25 questões.
Assinale a alternativa correta de acordo com a
legislação vigente acerca da organização pedagógica
do Atendimento Educacional Especializado (AEE).
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Estudos contemporâneos revelam que a avaliação
formativa, prevista nas práticas pedagógicas, indica
como finalidade principal:
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São consideradas competências gerais da educação básica, de acordo com a Base Nacional Comum
Curricular:
1. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais, apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
2. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
3. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
4. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais, apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
2. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
3. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
4. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V )
e falsas ( F ) a respeito dos princípios, da finalidade e
organização da educação nacional, conforme a Lei
nº 9394/1996 (LDB) e suas atualizações.
( ) A LDB define que a educação escolar deve vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social, reconhecendo a formação integral do estudante.
( ) A LDB indica que o ensino fundamental terá duração mínima de oito anos.
( ) A gestão democrática é um dos princípios previstos na LDB.
( ) Após atualizações recentes, a LDB estabelece o ensino médio como etapa opcional da educação básica.
( ) O pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, assegurando a coexistência de instituições públicas e privadas, está garantido na LDB.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
( ) A LDB define que a educação escolar deve vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social, reconhecendo a formação integral do estudante.
( ) A LDB indica que o ensino fundamental terá duração mínima de oito anos.
( ) A gestão democrática é um dos princípios previstos na LDB.
( ) Após atualizações recentes, a LDB estabelece o ensino médio como etapa opcional da educação básica.
( ) O pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, assegurando a coexistência de instituições públicas e privadas, está garantido na LDB.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
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4032461
Ano: 2026
Disciplina: Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei 13.146/2015
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Caxambu Sul-SC
Disciplina: Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei 13.146/2015
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Caxambu Sul-SC
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De acordo com a Lei nº 13.146/2015, Estatuto da
Pessoa com Deficiência, é correto afirmar que:
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Leia a crônica de Rubem Braga.
Meu ideal seria escrever…
Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada
que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse
tanto que chegasse a chorar e dissesse: “ai meu Deus,
que história mais engraçada!”. E então a contasse para
a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas
para contar a história; e todos a quem ela contasse
rissem muito e ficassem alegremente espantados de
vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como
um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo,
em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que
ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e
depois repetisse para si própria: “mas essa história é
mesmo muito engraçada!”.
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o
marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher
bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a
leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação
da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má
vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder
olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo
aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de
namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida
de estarem juntos.
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de
espera a minha história chegasse e, tão fascinante
de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que
todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha
história, mandasse soltar aqueles bêbados e também
aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes
dissesse -- “por favor, se comportem, que diabo! Eu
não gosto de prender ninguém!”. E que assim todos
tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e
fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um
persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um
japonês, em Chicago, mas que em todas as línguas ela
guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto
surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da
China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito
velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão
engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a
pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não
pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com
certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos
de um santo que dormia, e que ele pensou que já
estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que
se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina”.
E quando todos me perguntassem -- “mas de onde é
que você tirou essa história?”… eu responderia que ela
não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um
desconhecido que a contava a outro desconhecido e
que, por sinal, começara a contar assim: “Ontem ouvi
um sujeito contar uma história…”.
E eu esconderia completamente a humilde verdade:
que eu havia inventado toda a minha história em um
só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça
que está doente, que sempre está doente e sempre
está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta
de meu bairro.
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Leia a crônica de Rubem Braga.
Meu ideal seria escrever…
Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada
que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse
tanto que chegasse a chorar e dissesse: “ai meu Deus,
que história mais engraçada!”. E então a contasse para
a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas
para contar a história; e todos a quem ela contasse
rissem muito e ficassem alegremente espantados de
vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como
um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo,
em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que
ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e
depois repetisse para si própria: “mas essa história é
mesmo muito engraçada!”.
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o
marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher
bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a
leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação
da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má
vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder
olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo
aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de
namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida
de estarem juntos.
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de
espera a minha história chegasse e, tão fascinante
de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que
todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha
história, mandasse soltar aqueles bêbados e também
aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes
dissesse -- “por favor, se comportem, que diabo! Eu
não gosto de prender ninguém!”. E que assim todos
tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e
fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um
persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um
japonês, em Chicago, mas que em todas as línguas ela
guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto
surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da
China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito
velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão
engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a
pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não
pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com
certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos
de um santo que dormia, e que ele pensou que já
estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que
se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina”.
E quando todos me perguntassem -- “mas de onde é
que você tirou essa história?”… eu responderia que ela
não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um
desconhecido que a contava a outro desconhecido e
que, por sinal, começara a contar assim: “Ontem ouvi
um sujeito contar uma história…”.
E eu esconderia completamente a humilde verdade:
que eu havia inventado toda a minha história em um
só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça
que está doente, que sempre está doente e sempre
está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta
de meu bairro.
Agradeço ........... Vossa Senhoria ............ oportunidade para manifestar minha opinião ........... respeito daquilo que ............ meu ver não está correto.
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
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Leia a crônica de Rubem Braga.
Meu ideal seria escrever…
Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada
que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse
tanto que chegasse a chorar e dissesse: “ai meu Deus,
que história mais engraçada!”. E então a contasse para
a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas
para contar a história; e todos a quem ela contasse
rissem muito e ficassem alegremente espantados de
vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como
um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo,
em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que
ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e
depois repetisse para si própria: “mas essa história é
mesmo muito engraçada!”.
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o
marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher
bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a
leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação
da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má
vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder
olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo
aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de
namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida
de estarem juntos.
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de
espera a minha história chegasse e, tão fascinante
de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que
todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha
história, mandasse soltar aqueles bêbados e também
aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes
dissesse -- “por favor, se comportem, que diabo! Eu
não gosto de prender ninguém!”. E que assim todos
tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e
fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um
persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um
japonês, em Chicago, mas que em todas as línguas ela
guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto
surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da
China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito
velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão
engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a
pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não
pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com
certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos
de um santo que dormia, e que ele pensou que já
estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que
se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina”.
E quando todos me perguntassem -- “mas de onde é
que você tirou essa história?”… eu responderia que ela
não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um
desconhecido que a contava a outro desconhecido e
que, por sinal, começara a contar assim: “Ontem ouvi
um sujeito contar uma história…”.
E eu esconderia completamente a humilde verdade:
que eu havia inventado toda a minha história em um
só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça
que está doente, que sempre está doente e sempre
está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta
de meu bairro.
• “Opõe o peito magro ao para-choque”.
• “O amor-perfeito, traindo / a sempre-viva morrendo…”
• O pombo-correio pousou na couve-flor.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a flexão de número dos substantivos compostos.
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Meu ideal seria escrever…
Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada
que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse
tanto que chegasse a chorar e dissesse: “ai meu Deus,
que história mais engraçada!”. E então a contasse para
a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas
para contar a história; e todos a quem ela contasse
rissem muito e ficassem alegremente espantados de
vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como
um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo,
em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que
ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e
depois repetisse para si própria: “mas essa história é
mesmo muito engraçada!”.
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o
marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher
bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a
leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação
da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má
vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder
olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo
aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de
namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida
de estarem juntos.
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de
espera a minha história chegasse e, tão fascinante
de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que
todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha
história, mandasse soltar aqueles bêbados e também
aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes
dissesse -- “por favor, se comportem, que diabo! Eu
não gosto de prender ninguém!”. E que assim todos
tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e
fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um
persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um
japonês, em Chicago, mas que em todas as línguas ela
guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto
surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da
China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito
velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão
engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a
pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não
pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com
certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos
de um santo que dormia, e que ele pensou que já
estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que
se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina”.
E quando todos me perguntassem -- “mas de onde é
que você tirou essa história?”… eu responderia que ela
não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um
desconhecido que a contava a outro desconhecido e
que, por sinal, começara a contar assim: “Ontem ouvi
um sujeito contar uma história…”.
E eu esconderia completamente a humilde verdade:
que eu havia inventado toda a minha história em um
só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça
que está doente, que sempre está doente e sempre
está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta
de meu bairro.
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Leia a crônica de Rubem Braga.
Meu ideal seria escrever…
Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada
que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse
tanto que chegasse a chorar e dissesse: “ai meu Deus,
que história mais engraçada!”. E então a contasse para
a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas
para contar a história; e todos a quem ela contasse
rissem muito e ficassem alegremente espantados de
vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como
um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo,
em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que
ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e
depois repetisse para si própria: “mas essa história é
mesmo muito engraçada!”.
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o
marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher
bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a
leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação
da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má
vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder
olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo
aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de
namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida
de estarem juntos.
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de
espera a minha história chegasse e, tão fascinante
de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que
todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha
história, mandasse soltar aqueles bêbados e também
aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes
dissesse -- “por favor, se comportem, que diabo! Eu
não gosto de prender ninguém!”. E que assim todos
tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e
fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um
persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um
japonês, em Chicago, mas que em todas as línguas ela
guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto
surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da
China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito
velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão
engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a
pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não
pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com
certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos
de um santo que dormia, e que ele pensou que já
estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que
se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina”.
E quando todos me perguntassem -- “mas de onde é
que você tirou essa história?”… eu responderia que ela
não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um
desconhecido que a contava a outro desconhecido e
que, por sinal, começara a contar assim: “Ontem ouvi
um sujeito contar uma história…”.
E eu esconderia completamente a humilde verdade:
que eu havia inventado toda a minha história em um
só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça
que está doente, que sempre está doente e sempre
está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta
de meu bairro.
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