Foram encontradas 40 questões.
Dois ângulos adjacentes e suplementares são
representados pelas medidas (3x + 10)º e (2x - 20)º. Qual é a medida do maior ângulo?
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Considere o polinômio P(x) = 2x3 - 5x2 +kx + 6.Sabendo que x =1 é uma raiz desse polinômio,
determine o valor de k.
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Uma gráfica produz 900 panfletos em 6 horas,
usando 3 máquinas. Quantos panfletos serão
produzidos em 8 horas, utilizando 4 máquinas, no
mesmo ritmo?
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O preço de um produto sofreu dois reajustes
consecutivos: primeiro, um aumento de 20% e, em
seguida, um desconto de 25% sobre o novo preço.
Após esses reajustes, o produto passou a custar R$
180,00. Qual era o preço inicial do produto?
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Uma escola recebeu R$ 960,00 para a realização de um projeto educacional. Esse valor foi utilizado da seguinte forma:
1/4 do valor total foi gasto com materiais; Do valor restante, 1/3 foi utilizado para pagamento de serviços; O dinheiro que sobrou foi dividido igualmente entre 8 turmas.Quanto cada turma recebeu?
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Leia o texto para responder à questão.
Algumas pessoas são naturalmente ruins em matemática?
Um fazendeiro tem três tipos de animais em sua
fazenda. Seus animais são todos ovelhas, exceto três. Todos
cabras, exceto quatro. E todos cavalos, exceto cinco. Quantos
animais de cada tipo o fazendeiro tem? Se esse enigma te
deixou confuso, você não está sozinho. A resposta é um cavalo,
duas cabras e três ovelhas. Mas por que a matemática parece vir
com tanta facilidade para algumas pessoas, enquanto outras
parecem ter dificuldade?
Embora a genética possa desempenhar um papel, ela é
apenas uma peça de um quebra-cabeça muito maior, que
envolve uma combinação complexa de biologia, psicologia e
ambiente.
Estudos com irmãos gêmeos
A professora Yulia Kovas, do Goldsmiths, uma
Universidade de Londres, no Reino Unido, é geneticista e
psicóloga e estuda porque as pessoas têm diferentes habilidades
matemáticas. Ela trabalhou em um estudo de grande escala com
gêmeos, acompanhando cerca de 10 mil pares de gêmeos
idênticos e não idênticos desde o nascimento, para investigar
como fatores genéticos e ambientais moldam as capacidades de
aprendizagem. “Gêmeos idênticos são mais semelhantes do que
gêmeos não idênticos em todas as características psicológicas
que estudamos. Portanto, eles são mais parecidos em habilidade
matemática, e isso sugere que os ambientes domésticos não
explicam toda a variabilidade. Parece que os genes, sim,
contribuem”, explica.
Segundo a professora Kovas, no Ensino Médio e na vida
adulta, o componente genético da aprendizagem e da habilidade
matemática parece ficar em torno de 50% a 60%. “Isso reforça
a ideia de que genes e ambientes são ambos importantes”,
afirma. O ambiente a que somos expostos também é um fator
importante a ser considerado. E isso não se limita apenas à
qualidade da escola ou à quantidade de ajuda que recebemos
com a lição de casa. Pode ser algo “aleatório”, como algo
ouvido no rádio que mudou o rumo dos nossos interesses,
sugere a professora Kovas. Mas ela observa que predisposições
genéticas podem levar uma pessoa a se expor mais a
determinados estímulos.
Embora nem todos se tornem matemáticos especialistas,
a boa notícia é que todos podem melhorar sua capacidade,
segundo a doutora Iro Xenidou-Dervou, que pesquisa cognição
matemática na Universidade de Loughborough, no Reino
Unido. Há evidências de que, para desenvolver nossa
numeracia e nossas habilidades matemáticas, nossos
pensamentos, crenças, atitudes e emoções desempenham um
papel importante, explica ela. A doutora Xenidou-Dervou
afirma que a “ansiedade em relação à matemática” pode
influenciar o desempenho, e que é importante que as pessoas
que querem melhorar acreditem que são capazes.
'Ansiedade matemática'
Experiências negativas, como ouvir que você é ruim em
matemática ou tirar uma nota mais baixa em uma prova em
comparação com os colegas, podem levar a um “ciclo vicioso”
de pensamentos ansiosos, afirma ela. “A ansiedade em relação
à matemática leva à evitação da matemática, o que por sua vez
leva a um desempenho ruim, o que então aumenta ainda mais a
ansiedade matemática.” E isso sobrecarrega a nossa memória
de trabalho, onde o pensamento acontece. “O que ocorre com a
ansiedade é que esses pensamentos negativos e ansiosos
ocupam muito desse espaço precioso na nossa memória de trabalho, e sobra muito pouco para que você realmente use para
resolver o problema em questão”, explica Xenidou-Dervou.
Ela cita um estudo da Universidade de Loughborough
com crianças de nove e dez anos que investigou a relação entre
memória de trabalho e ansiedade em matemática. As crianças
receberam uma tarefa de cálculo mental com números de dois
dígitos, mas também passaram por uma condição em que
ouviam palavras antes da tarefa, que precisavam reter e depois
recordar verbalmente. O desempenho das crianças que
apresentavam “alta ansiedade em matemática” foi
particularmente afetado, observa ela.
[...]
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly0p23d3yvo
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Leia o texto para responder à questão.
Algumas pessoas são naturalmente ruins em matemática?
Um fazendeiro tem três tipos de animais em sua
fazenda. Seus animais são todos ovelhas, exceto três. Todos
cabras, exceto quatro. E todos cavalos, exceto cinco. Quantos
animais de cada tipo o fazendeiro tem? Se esse enigma te
deixou confuso, você não está sozinho. A resposta é um cavalo,
duas cabras e três ovelhas. Mas por que a matemática parece vir
com tanta facilidade para algumas pessoas, enquanto outras
parecem ter dificuldade?
Embora a genética possa desempenhar um papel, ela é
apenas uma peça de um quebra-cabeça muito maior, que
envolve uma combinação complexa de biologia, psicologia e
ambiente.
Estudos com irmãos gêmeos
A professora Yulia Kovas, do Goldsmiths, uma
Universidade de Londres, no Reino Unido, é geneticista e
psicóloga e estuda porque as pessoas têm diferentes habilidades
matemáticas. Ela trabalhou em um estudo de grande escala com
gêmeos, acompanhando cerca de 10 mil pares de gêmeos
idênticos e não idênticos desde o nascimento, para investigar
como fatores genéticos e ambientais moldam as capacidades de
aprendizagem. “Gêmeos idênticos são mais semelhantes do que
gêmeos não idênticos em todas as características psicológicas
que estudamos. Portanto, eles são mais parecidos em habilidade
matemática, e isso sugere que os ambientes domésticos não
explicam toda a variabilidade. Parece que os genes, sim,
contribuem”, explica.
Segundo a professora Kovas, no Ensino Médio e na vida
adulta, o componente genético da aprendizagem e da habilidade
matemática parece ficar em torno de 50% a 60%. “Isso reforça
a ideia de que genes e ambientes são ambos importantes”,
afirma. O ambiente a que somos expostos também é um fator
importante a ser considerado. E isso não se limita apenas à
qualidade da escola ou à quantidade de ajuda que recebemos
com a lição de casa. Pode ser algo “aleatório”, como algo
ouvido no rádio que mudou o rumo dos nossos interesses,
sugere a professora Kovas. Mas ela observa que predisposições
genéticas podem levar uma pessoa a se expor mais a
determinados estímulos.
Embora nem todos se tornem matemáticos especialistas,
a boa notícia é que todos podem melhorar sua capacidade,
segundo a doutora Iro Xenidou-Dervou, que pesquisa cognição
matemática na Universidade de Loughborough, no Reino
Unido. Há evidências de que, para desenvolver nossa
numeracia e nossas habilidades matemáticas, nossos
pensamentos, crenças, atitudes e emoções desempenham um
papel importante, explica ela. A doutora Xenidou-Dervou
afirma que a “ansiedade em relação à matemática” pode
influenciar o desempenho, e que é importante que as pessoas
que querem melhorar acreditem que são capazes.
'Ansiedade matemática'
Experiências negativas, como ouvir que você é ruim em
matemática ou tirar uma nota mais baixa em uma prova em
comparação com os colegas, podem levar a um “ciclo vicioso”
de pensamentos ansiosos, afirma ela. “A ansiedade em relação
à matemática leva à evitação da matemática, o que por sua vez
leva a um desempenho ruim, o que então aumenta ainda mais a
ansiedade matemática.” E isso sobrecarrega a nossa memória
de trabalho, onde o pensamento acontece. “O que ocorre com a
ansiedade é que esses pensamentos negativos e ansiosos
ocupam muito desse espaço precioso na nossa memória de trabalho, e sobra muito pouco para que você realmente use para
resolver o problema em questão”, explica Xenidou-Dervou.
Ela cita um estudo da Universidade de Loughborough
com crianças de nove e dez anos que investigou a relação entre
memória de trabalho e ansiedade em matemática. As crianças
receberam uma tarefa de cálculo mental com números de dois
dígitos, mas também passaram por uma condição em que
ouviam palavras antes da tarefa, que precisavam reter e depois
recordar verbalmente. O desempenho das crianças que
apresentavam “alta ansiedade em matemática” foi
particularmente afetado, observa ela.
[...]
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly0p23d3yvo
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Leia o texto para responder à questão.
Algumas pessoas são naturalmente ruins em matemática?
Um fazendeiro tem três tipos de animais em sua
fazenda. Seus animais são todos ovelhas, exceto três. Todos
cabras, exceto quatro. E todos cavalos, exceto cinco. Quantos
animais de cada tipo o fazendeiro tem? Se esse enigma te
deixou confuso, você não está sozinho. A resposta é um cavalo,
duas cabras e três ovelhas. Mas por que a matemática parece vir
com tanta facilidade para algumas pessoas, enquanto outras
parecem ter dificuldade?
Embora a genética possa desempenhar um papel, ela é
apenas uma peça de um quebra-cabeça muito maior, que
envolve uma combinação complexa de biologia, psicologia e
ambiente.
Estudos com irmãos gêmeos
A professora Yulia Kovas, do Goldsmiths, uma
Universidade de Londres, no Reino Unido, é geneticista e
psicóloga e estuda porque as pessoas têm diferentes habilidades
matemáticas. Ela trabalhou em um estudo de grande escala com
gêmeos, acompanhando cerca de 10 mil pares de gêmeos
idênticos e não idênticos desde o nascimento, para investigar
como fatores genéticos e ambientais moldam as capacidades de
aprendizagem. “Gêmeos idênticos são mais semelhantes do que
gêmeos não idênticos em todas as características psicológicas
que estudamos. Portanto, eles são mais parecidos em habilidade
matemática, e isso sugere que os ambientes domésticos não
explicam toda a variabilidade. Parece que os genes, sim,
contribuem”, explica.
Segundo a professora Kovas, no Ensino Médio e na vida
adulta, o componente genético da aprendizagem e da habilidade
matemática parece ficar em torno de 50% a 60%. “Isso reforça
a ideia de que genes e ambientes são ambos importantes”,
afirma. O ambiente a que somos expostos também é um fator
importante a ser considerado. E isso não se limita apenas à
qualidade da escola ou à quantidade de ajuda que recebemos
com a lição de casa. Pode ser algo “aleatório”, como algo
ouvido no rádio que mudou o rumo dos nossos interesses,
sugere a professora Kovas. Mas ela observa que predisposições
genéticas podem levar uma pessoa a se expor mais a
determinados estímulos.
Embora nem todos se tornem matemáticos especialistas,
a boa notícia é que todos podem melhorar sua capacidade,
segundo a doutora Iro Xenidou-Dervou, que pesquisa cognição
matemática na Universidade de Loughborough, no Reino
Unido. Há evidências de que, para desenvolver nossa
numeracia e nossas habilidades matemáticas, nossos
pensamentos, crenças, atitudes e emoções desempenham um
papel importante, explica ela. A doutora Xenidou-Dervou
afirma que a “ansiedade em relação à matemática” pode
influenciar o desempenho, e que é importante que as pessoas
que querem melhorar acreditem que são capazes.
'Ansiedade matemática'
Experiências negativas, como ouvir que você é ruim em
matemática ou tirar uma nota mais baixa em uma prova em
comparação com os colegas, podem levar a um “ciclo vicioso”
de pensamentos ansiosos, afirma ela. “A ansiedade em relação
à matemática leva à evitação da matemática, o que por sua vez
leva a um desempenho ruim, o que então aumenta ainda mais a
ansiedade matemática.” E isso sobrecarrega a nossa memória
de trabalho, onde o pensamento acontece. “O que ocorre com a
ansiedade é que esses pensamentos negativos e ansiosos
ocupam muito desse espaço precioso na nossa memória de trabalho, e sobra muito pouco para que você realmente use para
resolver o problema em questão”, explica Xenidou-Dervou.
Ela cita um estudo da Universidade de Loughborough
com crianças de nove e dez anos que investigou a relação entre
memória de trabalho e ansiedade em matemática. As crianças
receberam uma tarefa de cálculo mental com números de dois
dígitos, mas também passaram por uma condição em que
ouviam palavras antes da tarefa, que precisavam reter e depois
recordar verbalmente. O desempenho das crianças que
apresentavam “alta ansiedade em matemática” foi
particularmente afetado, observa ela.
[...]
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly0p23d3yvo
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Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão.
Algumas pessoas são naturalmente ruins em matemática?
Um fazendeiro tem três tipos de animais em sua
fazenda. Seus animais são todos ovelhas, exceto três. Todos
cabras, exceto quatro. E todos cavalos, exceto cinco. Quantos
animais de cada tipo o fazendeiro tem? Se esse enigma te
deixou confuso, você não está sozinho. A resposta é um cavalo,
duas cabras e três ovelhas. Mas por que a matemática parece vir
com tanta facilidade para algumas pessoas, enquanto outras
parecem ter dificuldade?
Embora a genética possa desempenhar um papel, ela é
apenas uma peça de um quebra-cabeça muito maior, que
envolve uma combinação complexa de biologia, psicologia e
ambiente.
Estudos com irmãos gêmeos
A professora Yulia Kovas, do Goldsmiths, uma
Universidade de Londres, no Reino Unido, é geneticista e
psicóloga e estuda porque as pessoas têm diferentes habilidades
matemáticas. Ela trabalhou em um estudo de grande escala com
gêmeos, acompanhando cerca de 10 mil pares de gêmeos
idênticos e não idênticos desde o nascimento, para investigar
como fatores genéticos e ambientais moldam as capacidades de
aprendizagem. “Gêmeos idênticos são mais semelhantes do que
gêmeos não idênticos em todas as características psicológicas
que estudamos. Portanto, eles são mais parecidos em habilidade
matemática, e isso sugere que os ambientes domésticos não
explicam toda a variabilidade. Parece que os genes, sim,
contribuem”, explica.
Segundo a professora Kovas, no Ensino Médio e na vida
adulta, o componente genético da aprendizagem e da habilidade
matemática parece ficar em torno de 50% a 60%. “Isso reforça
a ideia de que genes e ambientes são ambos importantes”,
afirma. O ambiente a que somos expostos também é um fator
importante a ser considerado. E isso não se limita apenas à
qualidade da escola ou à quantidade de ajuda que recebemos
com a lição de casa. Pode ser algo “aleatório”, como algo
ouvido no rádio que mudou o rumo dos nossos interesses,
sugere a professora Kovas. Mas ela observa que predisposições
genéticas podem levar uma pessoa a se expor mais a
determinados estímulos.
Embora nem todos se tornem matemáticos especialistas,
a boa notícia é que todos podem melhorar sua capacidade,
segundo a doutora Iro Xenidou-Dervou, que pesquisa cognição
matemática na Universidade de Loughborough, no Reino
Unido. Há evidências de que, para desenvolver nossa
numeracia e nossas habilidades matemáticas, nossos
pensamentos, crenças, atitudes e emoções desempenham um
papel importante, explica ela. A doutora Xenidou-Dervou
afirma que a “ansiedade em relação à matemática” pode
influenciar o desempenho, e que é importante que as pessoas
que querem melhorar acreditem que são capazes.
'Ansiedade matemática'
Experiências negativas, como ouvir que você é ruim em
matemática ou tirar uma nota mais baixa em uma prova em
comparação com os colegas, podem levar a um “ciclo vicioso”
de pensamentos ansiosos, afirma ela. “A ansiedade em relação
à matemática leva à evitação da matemática, o que por sua vez
leva a um desempenho ruim, o que então aumenta ainda mais a
ansiedade matemática.” E isso sobrecarrega a nossa memória
de trabalho, onde o pensamento acontece. “O que ocorre com a
ansiedade é que esses pensamentos negativos e ansiosos
ocupam muito desse espaço precioso na nossa memória de trabalho, e sobra muito pouco para que você realmente use para
resolver o problema em questão”, explica Xenidou-Dervou.
Ela cita um estudo da Universidade de Loughborough
com crianças de nove e dez anos que investigou a relação entre
memória de trabalho e ansiedade em matemática. As crianças
receberam uma tarefa de cálculo mental com números de dois
dígitos, mas também passaram por uma condição em que
ouviam palavras antes da tarefa, que precisavam reter e depois
recordar verbalmente. O desempenho das crianças que
apresentavam “alta ansiedade em matemática” foi
particularmente afetado, observa ela.
[...]
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly0p23d3yvo
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Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão.
Algumas pessoas são naturalmente ruins em matemática?
Um fazendeiro tem três tipos de animais em sua
fazenda. Seus animais são todos ovelhas, exceto três. Todos
cabras, exceto quatro. E todos cavalos, exceto cinco. Quantos
animais de cada tipo o fazendeiro tem? Se esse enigma te
deixou confuso, você não está sozinho. A resposta é um cavalo,
duas cabras e três ovelhas. Mas por que a matemática parece vir
com tanta facilidade para algumas pessoas, enquanto outras
parecem ter dificuldade?
Embora a genética possa desempenhar um papel, ela é
apenas uma peça de um quebra-cabeça muito maior, que
envolve uma combinação complexa de biologia, psicologia e
ambiente.
Estudos com irmãos gêmeos
A professora Yulia Kovas, do Goldsmiths, uma
Universidade de Londres, no Reino Unido, é geneticista e
psicóloga e estuda porque as pessoas têm diferentes habilidades
matemáticas. Ela trabalhou em um estudo de grande escala com
gêmeos, acompanhando cerca de 10 mil pares de gêmeos
idênticos e não idênticos desde o nascimento, para investigar
como fatores genéticos e ambientais moldam as capacidades de
aprendizagem. “Gêmeos idênticos são mais semelhantes do que
gêmeos não idênticos em todas as características psicológicas
que estudamos. Portanto, eles são mais parecidos em habilidade
matemática, e isso sugere que os ambientes domésticos não
explicam toda a variabilidade. Parece que os genes, sim,
contribuem”, explica.
Segundo a professora Kovas, no Ensino Médio e na vida
adulta, o componente genético da aprendizagem e da habilidade
matemática parece ficar em torno de 50% a 60%. “Isso reforça
a ideia de que genes e ambientes são ambos importantes”,
afirma. O ambiente a que somos expostos também é um fator
importante a ser considerado. E isso não se limita apenas à
qualidade da escola ou à quantidade de ajuda que recebemos
com a lição de casa. Pode ser algo “aleatório”, como algo
ouvido no rádio que mudou o rumo dos nossos interesses,
sugere a professora Kovas. Mas ela observa que predisposições
genéticas podem levar uma pessoa a se expor mais a
determinados estímulos.
Embora nem todos se tornem matemáticos especialistas,
a boa notícia é que todos podem melhorar sua capacidade,
segundo a doutora Iro Xenidou-Dervou, que pesquisa cognição
matemática na Universidade de Loughborough, no Reino
Unido. Há evidências de que, para desenvolver nossa
numeracia e nossas habilidades matemáticas, nossos
pensamentos, crenças, atitudes e emoções desempenham um
papel importante, explica ela. A doutora Xenidou-Dervou
afirma que a “ansiedade em relação à matemática” pode
influenciar o desempenho, e que é importante que as pessoas
que querem melhorar acreditem que são capazes.
'Ansiedade matemática'
Experiências negativas, como ouvir que você é ruim em
matemática ou tirar uma nota mais baixa em uma prova em
comparação com os colegas, podem levar a um “ciclo vicioso”
de pensamentos ansiosos, afirma ela. “A ansiedade em relação
à matemática leva à evitação da matemática, o que por sua vez
leva a um desempenho ruim, o que então aumenta ainda mais a
ansiedade matemática.” E isso sobrecarrega a nossa memória
de trabalho, onde o pensamento acontece. “O que ocorre com a
ansiedade é que esses pensamentos negativos e ansiosos
ocupam muito desse espaço precioso na nossa memória de trabalho, e sobra muito pouco para que você realmente use para
resolver o problema em questão”, explica Xenidou-Dervou.
Ela cita um estudo da Universidade de Loughborough
com crianças de nove e dez anos que investigou a relação entre
memória de trabalho e ansiedade em matemática. As crianças
receberam uma tarefa de cálculo mental com números de dois
dígitos, mas também passaram por uma condição em que
ouviam palavras antes da tarefa, que precisavam reter e depois
recordar verbalmente. O desempenho das crianças que
apresentavam “alta ansiedade em matemática” foi
particularmente afetado, observa ela.
[...]
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