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Assinale a alternativa INCORRETA a respeito da Rede de Banco de Leite Humano Brasileira.
 

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A respeito da enchente que assolou o Rio Grande do Sul em maio de 2024, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Na cidade de Canoas, diversos bairros foram evacuados por determinação da prefeitura da cidade, em função das enchentes. ( ) Roca Sales, Eldorado do Sul e Porto Alegre estão entre as cidades atingidas. ( ) O Aeroporto Salgado Filho, na capital, foi fechado no dia 3 de maio devido à elevação das águas do Guaíba, que no dia 5 de maio já registrava 5,33 m.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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Em 1950, foi iniciada a construção da estrada que ligava Porto Alegre ao litoral, que contribuiu para o processo de urbanização de Cidreira/Pinhal. Em que ano essa construção foi concluída?
 

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O município de Cidreira faz divisa com quais outros municípios?
 

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De onde vem minha habilidade no futebol

Por Fabrício Carpinejar


Quem já me viu jogando futebol — sim, eu jogo bem, apesar da minha postura inofensiva

e cômica de gafanhoto — sabe que evito cair. Não tombo com facilidade. Não rolo no chão. Posso

levar peteleco no calcanhar, carrinho, trombada, voadora, e faço de tudo para me manter de pé.

Cambaleio, porém jamais me entrego. Tento me segurar em corrimões imaginários ou nas costas

dos meus adversários.

Eu mesmo me driblo, se for o caso. Prefiro seguir adiante a cavar uma falta ou um pênalti

e parar o jogo.

Minha resiliência partiu de um trauma, que me condicionou a jamais beijar o gramado na

boca.

A quadra da escola em que estudei no Ensino Fundamental — Escola Municipal Imperatriz

Leopoldina, no bairro Petrópolis — era simplesmente de piche e brita.

Uma BR seria mais convidativa. Uma pista de aeroporto seria mais confortável.

As pedras saltavam do solo escuro, pequenas lâminas e facas refletindo o sol.

Cair ali somente em último caso. Não fingia, não me dava ao luxo de fazer cera.

Eu me desequilibrava, tonteava, e permanecia ereto, de queixo erguido, aos trancos e

barrancos.

Tinha que sobreviver. Tinha noção do quanto custaria cada queda. Ficaria absolutamente

esfolado, como presunto fatiado em guilhotina de açougue.

Você não se machucava, você se acidentava. Tão grave quanto cair de uma moto.

As feridas terminavam absolutamente infeccionadas com o betume.

Havia a necessidade de limpar a pele com água oxigenada — e como ardia — e depois

pincelar camadas de mercúrio-cromo — e como ardia.

As sequelas continuavam doendo na hora de tomar o banho e de dormir.

Minha habilidade com a bola foi forjada a evitar aquela sensação da calça colando no corpo.

Nenhum band-aid era capaz de cobrir os ferimentos. Ao me machucar, sofria para colocar

ou tirar a roupa.

Isso quando o abrigo não rasgava por inteiro e vinha o suplício. Pois meus irmãos e eu

contávamos com um par de abrigos para o ano, e os pais não compravam outro.

Se estragávamos um deles em nossas peladas indevidas durante o recreio, a família

mandava para a costureira com o propósito cafona de colocar remendo de couro.

Começava o bullying. Vivíamos vestidos para uma festa junina.

Lembro que uma vez rasguei os fundilhos da calça descendo um barranco e, para minha

surpresa, recebi de volta a peça com um remendo de couro no traseiro.

Eu entrava na escola já com uma sela embutida em mim. Diante da piada pronta, precisava

ser, pelo menos, rápido como um cavalo nas notas, e nunca lento como um burro.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/de-onde-vem-a-minhahabilidade-no-futebol-cluwxbocp00bg01czsf1xfzxe.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento “Começava o bullying”, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta a correta classificação do verbo presente na oração.
 

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De onde vem minha habilidade no futebol

Por Fabrício Carpinejar


Quem já me viu jogando futebol — sim, eu jogo bem, apesar da minha postura inofensiva

e cômica de gafanhoto — sabe que evito cair. Não tombo com facilidade. Não rolo no chão. Posso

levar peteleco no calcanhar, carrinho, trombada, voadora, e faço de tudo para me manter de pé.

Cambaleio, porém jamais me entrego. Tento me segurar em corrimões imaginários ou nas costas

dos meus adversários.

Eu mesmo me driblo, se for o caso. Prefiro seguir adiante a cavar uma falta ou um pênalti

e parar o jogo.

Minha resiliência partiu de um trauma, que me condicionou a jamais beijar o gramado na

boca.

A quadra da escola em que estudei no Ensino Fundamental — Escola Municipal Imperatriz

Leopoldina, no bairro Petrópolis — era simplesmente de piche e brita.

Uma BR seria mais convidativa. Uma pista de aeroporto seria mais confortável.

As pedras saltavam do solo escuro, pequenas lâminas e facas refletindo o sol.

Cair ali somente em último caso. Não fingia, não me dava ao luxo de fazer cera.

Eu me desequilibrava, tonteava, e permanecia ereto, de queixo erguido, aos trancos e

barrancos.

Tinha que sobreviver. Tinha noção do quanto custaria cada queda. Ficaria absolutamente

esfolado, como presunto fatiado em guilhotina de açougue.

Você não se machucava, você se acidentava. Tão grave quanto cair de uma moto.

As feridas terminavam absolutamente infeccionadas com o betume.

Havia a necessidade de limpar a pele com água oxigenada — e como ardia — e depois

pincelar camadas de mercúrio-cromo — e como ardia.

As sequelas continuavam doendo na hora de tomar o banho e de dormir.

Minha habilidade com a bola foi forjada a evitar aquela sensação da calça colando no corpo.

Nenhum band-aid era capaz de cobrir os ferimentos. Ao me machucar, sofria para colocar

ou tirar a roupa.

Isso quando o abrigo não rasgava por inteiro e vinha o suplício. Pois meus irmãos e eu

contávamos com um par de abrigos para o ano, e os pais não compravam outro.

Se estragávamos um deles em nossas peladas indevidas durante o recreio, a família

mandava para a costureira com o propósito cafona de colocar remendo de couro.

Começava o bullying. Vivíamos vestidos para uma festa junina.

Lembro que uma vez rasguei os fundilhos da calça descendo um barranco e, para minha

surpresa, recebi de volta a peça com um remendo de couro no traseiro.

Eu entrava na escola já com uma sela embutida em mim. Diante da piada pronta, precisava

ser, pelo menos, rápido como um cavalo nas notas, e nunca lento como um burro.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/de-onde-vem-a-minhahabilidade-no-futebol-cluwxbocp00bg01czsf1xfzxe.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras retiradas do texto às suas respectivas classes gramaticais.
Coluna 1 1. Adjetivo. 2. Advérbio. 3. Conjunção. 4. Pronome.
Coluna 2 ( ) Bem (l. 01). ( ) Minha (l. 01). ( ) Imaginários (l. 04). ( ) Ou (l. 06).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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De onde vem minha habilidade no futebol

Por Fabrício Carpinejar


Quem já me viu jogando futebol — sim, eu jogo bem, apesar da minha postura inofensiva

e cômica de gafanhoto — sabe que evito cair. Não tombo com facilidade. Não rolo no chão. Posso

levar peteleco no calcanhar, carrinho, trombada, voadora, e faço de tudo para me manter de pé.

Cambaleio, porém jamais me entrego. Tento me segurar em corrimões imaginários ou nas costas

dos meus adversários.

Eu mesmo me driblo, se for o caso. Prefiro seguir adiante a cavar uma falta ou um pênalti

e parar o jogo.

Minha resiliência partiu de um trauma, que me condicionou a jamais beijar o gramado na

boca.

A quadra da escola em que estudei no Ensino Fundamental — Escola Municipal Imperatriz

Leopoldina, no bairro Petrópolis — era simplesmente de piche e brita.

Uma BR seria mais convidativa. Uma pista de aeroporto seria mais confortável.

As pedras saltavam do solo escuro, pequenas lâminas e facas refletindo o sol.

Cair ali somente em último caso. Não fingia, não me dava ao luxo de fazer cera.

Eu me desequilibrava, tonteava, e permanecia ereto, de queixo erguido, aos trancos e

barrancos.

Tinha que sobreviver. Tinha noção do quanto custaria cada queda. Ficaria absolutamente

esfolado, como presunto fatiado em guilhotina de açougue.

Você não se machucava, você se acidentava. Tão grave quanto cair de uma moto.

As feridas terminavam absolutamente infeccionadas com o betume.

Havia a necessidade de limpar a pele com água oxigenada — e como ardia — e depois

pincelar camadas de mercúrio-cromo — e como ardia.

As sequelas continuavam doendo na hora de tomar o banho e de dormir.

Minha habilidade com a bola foi forjada a evitar aquela sensação da calça colando no corpo.

Nenhum band-aid era capaz de cobrir os ferimentos. Ao me machucar, sofria para colocar

ou tirar a roupa.

Isso quando o abrigo não rasgava por inteiro e vinha o suplício. Pois meus irmãos e eu

contávamos com um par de abrigos para o ano, e os pais não compravam outro.

Se estragávamos um deles em nossas peladas indevidas durante o recreio, a família

mandava para a costureira com o propósito cafona de colocar remendo de couro.

Começava o bullying. Vivíamos vestidos para uma festa junina.

Lembro que uma vez rasguei os fundilhos da calça descendo um barranco e, para minha

surpresa, recebi de volta a peça com um remendo de couro no traseiro.

Eu entrava na escola já com uma sela embutida em mim. Diante da piada pronta, precisava

ser, pelo menos, rápido como um cavalo nas notas, e nunca lento como um burro.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/de-onde-vem-a-minhahabilidade-no-futebol-cluwxbocp00bg01czsf1xfzxe.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento “Minha resiliência partiu de um trauma, que me condicionou a jamais beijar o gramado na boca”, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta a correta classificação do termo sublinhado.
 

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De onde vem minha habilidade no futebol

Por Fabrício Carpinejar


Quem já me viu jogando futebol — sim, eu jogo bem, apesar da minha postura inofensiva

e cômica de gafanhoto — sabe que evito cair. Não tombo com facilidade. Não rolo no chão. Posso

levar peteleco no calcanhar, carrinho, trombada, voadora, e faço de tudo para me manter de pé.

Cambaleio, porém jamais me entrego. Tento me segurar em corrimões imaginários ou nas costas

dos meus adversários.

Eu mesmo me driblo, se for o caso. Prefiro seguir adiante a cavar uma falta ou um pênalti

e parar o jogo.

Minha resiliência partiu de um trauma, que me condicionou a jamais beijar o gramado na

boca.

A quadra da escola em que estudei no Ensino Fundamental — Escola Municipal Imperatriz

Leopoldina, no bairro Petrópolis — era simplesmente de piche e brita.

Uma BR seria mais convidativa. Uma pista de aeroporto seria mais confortável.

As pedras saltavam do solo escuro, pequenas lâminas e facas refletindo o sol.

Cair ali somente em último caso. Não fingia, não me dava ao luxo de fazer cera.

Eu me desequilibrava, tonteava, e permanecia ereto, de queixo erguido, aos trancos e

barrancos.

Tinha que sobreviver. Tinha noção do quanto custaria cada queda. Ficaria absolutamente

esfolado, como presunto fatiado em guilhotina de açougue.

Você não se machucava, você se acidentava. Tão grave quanto cair de uma moto.

As feridas terminavam absolutamente infeccionadas com o betume.

Havia a necessidade de limpar a pele com água oxigenada — e como ardia — e depois

pincelar camadas de mercúrio-cromo — e como ardia.

As sequelas continuavam doendo na hora de tomar o banho e de dormir.

Minha habilidade com a bola foi forjada a evitar aquela sensação da calça colando no corpo.

Nenhum band-aid era capaz de cobrir os ferimentos. Ao me machucar, sofria para colocar

ou tirar a roupa.

Isso quando o abrigo não rasgava por inteiro e vinha o suplício. Pois meus irmãos e eu

contávamos com um par de abrigos para o ano, e os pais não compravam outro.

Se estragávamos um deles em nossas peladas indevidas durante o recreio, a família

mandava para a costureira com o propósito cafona de colocar remendo de couro.

Começava o bullying. Vivíamos vestidos para uma festa junina.

Lembro que uma vez rasguei os fundilhos da calça descendo um barranco e, para minha

surpresa, recebi de volta a peça com um remendo de couro no traseiro.

Eu entrava na escola já com uma sela embutida em mim. Diante da piada pronta, precisava

ser, pelo menos, rápido como um cavalo nas notas, e nunca lento como um burro.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/de-onde-vem-a-minhahabilidade-no-futebol-cluwxbocp00bg01czsf1xfzxe.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

No fragmento “Diante da piada pronta, precisava ser, pelo menos, rápido como um cavalo nas notas, e nunca lento como um burro”, retirado do texto, o autor utiliza duas vezes a figura de linguagem denominada:
 

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Quem já me viu jogando futebol — sim, eu jogo bem, apesar da minha postura inofensiva

e cômica de gafanhoto — sabe que evito cair. Não tombo com facilidade. Não rolo no chão. Posso

levar peteleco no calcanhar, carrinho, trombada, voadora, e faço de tudo para me manter de pé.

Cambaleio, porém jamais me entrego. Tento me segurar em corrimões imaginários ou nas costas

dos meus adversários.

Eu mesmo me driblo, se for o caso. Prefiro seguir adiante a cavar uma falta ou um pênalti

e parar o jogo.

Minha resiliência partiu de um trauma, que me condicionou a jamais beijar o gramado na

boca.

A quadra da escola em que estudei no Ensino Fundamental — Escola Municipal Imperatriz

Leopoldina, no bairro Petrópolis — era simplesmente de piche e brita.

Uma BR seria mais convidativa. Uma pista de aeroporto seria mais confortável.

As pedras saltavam do solo escuro, pequenas lâminas e facas refletindo o sol.

Cair ali somente em último caso. Não fingia, não me dava ao luxo de fazer cera.

Eu me desequilibrava, tonteava, e permanecia ereto, de queixo erguido, aos trancos e

barrancos.

Tinha que sobreviver. Tinha noção do quanto custaria cada queda. Ficaria absolutamente

esfolado, como presunto fatiado em guilhotina de açougue.

Você não se machucava, você se acidentava. Tão grave quanto cair de uma moto.

As feridas terminavam absolutamente infeccionadas com o betume.

Havia a necessidade de limpar a pele com água oxigenada — e como ardia — e depois

pincelar camadas de mercúrio-cromo — e como ardia.

As sequelas continuavam doendo na hora de tomar o banho e de dormir.

Minha habilidade com a bola foi forjada a evitar aquela sensação da calça colando no corpo.

Nenhum band-aid era capaz de cobrir os ferimentos. Ao me machucar, sofria para colocar

ou tirar a roupa.

Isso quando o abrigo não rasgava por inteiro e vinha o suplício. Pois meus irmãos e eu

contávamos com um par de abrigos para o ano, e os pais não compravam outro.

Se estragávamos um deles em nossas peladas indevidas durante o recreio, a família

mandava para a costureira com o propósito cafona de colocar remendo de couro.

Começava o bullying. Vivíamos vestidos para uma festa junina.

Lembro que uma vez rasguei os fundilhos da calça descendo um barranco e, para minha

surpresa, recebi de volta a peça com um remendo de couro no traseiro.

Eu entrava na escola já com uma sela embutida em mim. Diante da piada pronta, precisava

ser, pelo menos, rápido como um cavalo nas notas, e nunca lento como um burro.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/de-onde-vem-a-minhahabilidade-no-futebol-cluwxbocp00bg01czsf1xfzxe.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Segundo o exposto pelo texto, assinale a alternativa correta.
 

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Por Fabrício Carpinejar


Quem já me viu jogando futebol — sim, eu jogo bem, apesar da minha postura inofensiva

e cômica de gafanhoto — sabe que evito cair. Não tombo com facilidade. Não rolo no chão. Posso

levar peteleco no calcanhar, carrinho, trombada, voadora, e faço de tudo para me manter de pé.

Cambaleio, porém jamais me entrego. Tento me segurar em corrimões imaginários ou nas costas

dos meus adversários.

Eu mesmo me driblo, se for o caso. Prefiro seguir adiante a cavar uma falta ou um pênalti

e parar o jogo.

Minha resiliência partiu de um trauma, que me condicionou a jamais beijar o gramado na

boca.

A quadra da escola em que estudei no Ensino Fundamental — Escola Municipal Imperatriz

Leopoldina, no bairro Petrópolis — era simplesmente de piche e brita.

Uma BR seria mais convidativa. Uma pista de aeroporto seria mais confortável.

As pedras saltavam do solo escuro, pequenas lâminas e facas refletindo o sol.

Cair ali somente em último caso. Não fingia, não me dava ao luxo de fazer cera.

Eu me desequilibrava, tonteava, e permanecia ereto, de queixo erguido, aos trancos e

barrancos.

Tinha que sobreviver. Tinha noção do quanto custaria cada queda. Ficaria absolutamente

esfolado, como presunto fatiado em guilhotina de açougue.

Você não se machucava, você se acidentava. Tão grave quanto cair de uma moto.

As feridas terminavam absolutamente infeccionadas com o betume.

Havia a necessidade de limpar a pele com água oxigenada — e como ardia — e depois

pincelar camadas de mercúrio-cromo — e como ardia.

As sequelas continuavam doendo na hora de tomar o banho e de dormir.

Minha habilidade com a bola foi forjada a evitar aquela sensação da calça colando no corpo.

Nenhum band-aid era capaz de cobrir os ferimentos. Ao me machucar, sofria para colocar

ou tirar a roupa.

Isso quando o abrigo não rasgava por inteiro e vinha o suplício. Pois meus irmãos e eu

contávamos com um par de abrigos para o ano, e os pais não compravam outro.

Se estragávamos um deles em nossas peladas indevidas durante o recreio, a família

mandava para a costureira com o propósito cafona de colocar remendo de couro.

Começava o bullying. Vivíamos vestidos para uma festa junina.

Lembro que uma vez rasguei os fundilhos da calça descendo um barranco e, para minha

surpresa, recebi de volta a peça com um remendo de couro no traseiro.

Eu entrava na escola já com uma sela embutida em mim. Diante da piada pronta, precisava

ser, pelo menos, rápido como um cavalo nas notas, e nunca lento como um burro.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/de-onde-vem-a-minhahabilidade-no-futebol-cluwxbocp00bg01czsf1xfzxe.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:
I. Os irmãos do autor e ele contavam apenas com um par de abrigos para o ano, sem possibilidade de substituição caso um deles se estragasse durante as brincadeiras.
LOGO
II. Quando um abrigo estragava, os pais do autor enviavam o abrigo danificado para a costureira, com o propósito de colocar remendo de couro, demonstrando uma atitude considerada cafona pelo autor.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
 

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