Foram encontradas 50 questões.
Em um ano não bissexto, o mês de janeiro começa numa
segunda-feira. Suponha que um calendário especial
numerado é utilizado onde os dias são numerados
sequencialmente a partir de 1, em janeiro, até o final do
ano, sem reiniciar a cada mês. Determine a razão entre o
número do último domingo de janeiro e o número do
primeiro domingo de fevereiro neste calendário.
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Considere um triângulo ΔABC onde os ângulos A, B, e C
medem, em graus, 60 , 80 e 40 respectivamente. Uma ,
linha é traçada do ponto A ao lado oposto BC, formando
um segmento de reta em que D é ponto médio de BC.
Calcule a razão entre a área do triângulo ΔABC e a área
do triângulo ΔACD.
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Em uma escola, há 12 professores, dos quais são de 5
matemática, 4 de ciências e 3 de literatura. Um comitê de 4
professores será formado para uma reunião de planejamento. Determine a probabilidade de que, pelo
menos, dois professores de matemática estejam
presentes no comitê.
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Grau de felicidade de povos tradicionais empata com
países ricos
Pois é, dinheiro realmente não traz felicidade:
encomenda online e manda entregar em casa. Que atire
primeira pedra quem nunca usou uma tirada cínica a
como essa quando a relação entre boa condição
financeira e satisfação pessoal vem à baila. Piadas à
parte, porém, parece que a conclusão verdadeira a se
tirar sobre esse eterno dilema é "depende": em alguns
contextos sociais, as pessoas podem se considerar um
bocado felizes sem um centavo na carteira.
Essa é a principal lição de um estudo tremendamente
simples, mas ainda assim intrigante, publicado há pouco
tempo na PNAS, o periódico da Academia Nacional de
Ciências dos EUA. Liderado por Victoria Reyes-García,
do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambientais da
Universidade Autônoma de Barcelona, o trabalho partiu
de um dado aparentemente banal: as pesquisas sobre o
nível (autodeclarado) de felicidade das pessoas em
diversos países, que volta e meia ganham as manchetes
de jornais como esta Folha e logo são esquecidas.
Numa primeira olhada, esse tipo de pesquisa parece
confirmar a atitude cínica segundo a qual o melhor é
encomendar felicidade em site de compras. De fato,
pessoas que moram em países com renda per capita
média mais alta tendem a se declarar mais satisfeitas
com a vida do que as moradoras de países pobres.
Parece haver inclusive limiares numéricos nisso. Por
exemplo, só em países com renda per capita anual
acima de US$ 40 mil a "nota" média de satisfação com a
vida é superior a 7 (numa escala de 0 a 10). E, nos
lugares onde essa renda está abaixo de US$ 4.500, não
há nenhuma nota média acima de 5,5.
Até agora, zero surpresa, infelizmente. Mas a sacada de
Reyes-García e seus colegas foi fazer a mesma
pesquisa em comunidades tradicionais do mundo inteiro.
Ou seja, eles fizeram a pergunta padronizada −
"Considerando todos os aspectos da sua vida, o quanto
você se considera satisfeito numa escala de 0 a 10?" −
para nômades tuaregues da Argélia, ribeirinhos
brasileiros do rio Juruá e pescadores das ilhas Fiji, na
Oceania, entre outros. No total, foram 19 comunidades
desse tipo, cujos membros têm renda "monetária"
(baseada em dinheiro oficial) inexistente, ou quase.
Resultado? Embora haja uma variação grande nas
respostas (o que é esperado, dadas as grandes
diferenças em quase todos os demais fatores de um
lugar para o outro), o "nível médio de felicidade" das
populações tradicionais é de 6,8. O que significa que ele
supera o de países ricos como Itália, Japão e Espanha,
além de empatar com o da Bélgica e do Reino Unido (o
do Brasil é 6,1). E quatro dos locais têm níveis altíssimos
de satisfação com a vida, superiores a 8 acima até dos −
países escandinavos, considerados os campeões de felicidade do século 21.
É claro que muitos fatores podem explicar esse resultado. Outro detalhe importante que tem emergido
nas pesquisas sobre satisfação com a própria vida é o
elemento comparativo. Ou seja, as pessoas tendem a
enxergar sua colocação no "pódio da felicidade" se
comparando com quem está à sua volta.
Assim, num círculo social relativamente pequeno e
igualitário, mesmo que com poucos recursos em termos
absolutos, a tendência é olhar em volta e pensar "é, até
que não estou tão mal". Em sociedades industrializadas,
por outro lado, um nível material mais alto seria
necessário para compensar a óbvia presença de gente
muito mais rica do que você.
Mas é bem possível que essa não seja a única
explicação. Entrevistas mais detalhadas com grupos
tradicionais tendem a revelar que a satisfação está
bastante ligada a fatores como a intensidade das
relações sociais com quem está próximo, a sensação de
harmonia trazida por esses laços e também o contato
com a natureza.
Há, em suma, muito mais de uma maneira de se sentir
um ser humano contente com a vida. Ainda que não seja
viável simplesmente copiar a experiência das
comunidades tradicionais nas metrópoles globais,
aprender com elas pode muito bem ser vital para o nosso
futuro.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 24 fev.
2024.
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Grau de felicidade de povos tradicionais empata com
países ricos
Pois é, dinheiro realmente não traz felicidade:
encomenda online e manda entregar em casa. Que atire
primeira pedra quem nunca usou uma tirada cínica a
como essa quando a relação entre boa condição
financeira e satisfação pessoal vem à baila. Piadas à
parte, porém, parece que a conclusão verdadeira a se
tirar sobre esse eterno dilema é "depende": em alguns
contextos sociais, as pessoas podem se considerar um
bocado felizes sem um centavo na carteira.
Essa é a principal lição de um estudo tremendamente
simples, mas ainda assim intrigante, publicado há pouco
tempo na PNAS, o periódico da Academia Nacional de
Ciências dos EUA. Liderado por Victoria Reyes-García,
do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambientais da
Universidade Autônoma de Barcelona, o trabalho partiu
de um dado aparentemente banal: as pesquisas sobre o
nível (autodeclarado) de felicidade das pessoas em
diversos países, que volta e meia ganham as manchetes
de jornais como esta Folha e logo são esquecidas.
Numa primeira olhada, esse tipo de pesquisa parece
confirmar a atitude cínica segundo a qual o melhor é
encomendar felicidade em site de compras. De fato,
pessoas que moram em países com renda per capita
média mais alta tendem a se declarar mais satisfeitas
com a vida do que as moradoras de países pobres.
Parece haver inclusive limiares numéricos nisso. Por
exemplo, só em países com renda per capita anual
acima de US$ 40 mil a "nota" média de satisfação com a
vida é superior a 7 (numa escala de 0 a 10). E, nos
lugares onde essa renda está abaixo de US$ 4.500, não
há nenhuma nota média acima de 5,5.
Até agora, zero surpresa, infelizmente. Mas a sacada de
Reyes-García e seus colegas foi fazer a mesma
pesquisa em comunidades tradicionais do mundo inteiro.
Ou seja, eles fizeram a pergunta padronizada −
"Considerando todos os aspectos da sua vida, o quanto
você se considera satisfeito numa escala de 0 a 10?" −
para nômades tuaregues da Argélia, ribeirinhos
brasileiros do rio Juruá e pescadores das ilhas Fiji, na
Oceania, entre outros. No total, foram 19 comunidades
desse tipo, cujos membros têm renda "monetária"
(baseada em dinheiro oficial) inexistente, ou quase.
Resultado? Embora haja uma variação grande nas
respostas (o que é esperado, dadas as grandes
diferenças em quase todos os demais fatores de um
lugar para o outro), o "nível médio de felicidade" das
populações tradicionais é de 6,8. O que significa que ele
supera o de países ricos como Itália, Japão e Espanha,
além de empatar com o da Bélgica e do Reino Unido (o
do Brasil é 6,1). E quatro dos locais têm níveis altíssimos
de satisfação com a vida, superiores a 8 acima até dos −
países escandinavos, considerados os campeões de felicidade do século 21.
É claro que muitos fatores podem explicar esse resultado. Outro detalhe importante que tem emergido
nas pesquisas sobre satisfação com a própria vida é o
elemento comparativo. Ou seja, as pessoas tendem a
enxergar sua colocação no "pódio da felicidade" se
comparando com quem está à sua volta.
Assim, num círculo social relativamente pequeno e
igualitário, mesmo que com poucos recursos em termos
absolutos, a tendência é olhar em volta e pensar "é, até
que não estou tão mal". Em sociedades industrializadas,
por outro lado, um nível material mais alto seria
necessário para compensar a óbvia presença de gente
muito mais rica do que você.
Mas é bem possível que essa não seja a única
explicação. Entrevistas mais detalhadas com grupos
tradicionais tendem a revelar que a satisfação está
bastante ligada a fatores como a intensidade das
relações sociais com quem está próximo, a sensação de
harmonia trazida por esses laços e também o contato
com a natureza.
Há, em suma, muito mais de uma maneira de se sentir
um ser humano contente com a vida. Ainda que não seja
viável simplesmente copiar a experiência das
comunidades tradicionais nas metrópoles globais,
aprender com elas pode muito bem ser vital para o nosso
futuro.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 24 fev.
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países ricos
Pois é, dinheiro realmente não traz felicidade:
encomenda online e manda entregar em casa. Que atire
primeira pedra quem nunca usou uma tirada cínica a
como essa quando a relação entre boa condição
financeira e satisfação pessoal vem à baila. Piadas à
parte, porém, parece que a conclusão verdadeira a se
tirar sobre esse eterno dilema é "depende": em alguns
contextos sociais, as pessoas podem se considerar um
bocado felizes sem um centavo na carteira.
Essa é a principal lição de um estudo tremendamente
simples, mas ainda assim intrigante, publicado há pouco
tempo na PNAS, o periódico da Academia Nacional de
Ciências dos EUA. Liderado por Victoria Reyes-García,
do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambientais da
Universidade Autônoma de Barcelona, o trabalho partiu
de um dado aparentemente banal: as pesquisas sobre o
nível (autodeclarado) de felicidade das pessoas em
diversos países, que volta e meia ganham as manchetes
de jornais como esta Folha e logo são esquecidas.
Numa primeira olhada, esse tipo de pesquisa parece
confirmar a atitude cínica segundo a qual o melhor é
encomendar felicidade em site de compras. De fato,
pessoas que moram em países com renda per capita
média mais alta tendem a se declarar mais satisfeitas
com a vida do que as moradoras de países pobres.
Parece haver inclusive limiares numéricos nisso. Por
exemplo, só em países com renda per capita anual
acima de US$ 40 mil a "nota" média de satisfação com a
vida é superior a 7 (numa escala de 0 a 10). E, nos
lugares onde essa renda está abaixo de US$ 4.500, não
há nenhuma nota média acima de 5,5.
Até agora, zero surpresa, infelizmente. Mas a sacada de
Reyes-García e seus colegas foi fazer a mesma
pesquisa em comunidades tradicionais do mundo inteiro.
Ou seja, eles fizeram a pergunta padronizada −
"Considerando todos os aspectos da sua vida, o quanto
você se considera satisfeito numa escala de 0 a 10?" −
para nômades tuaregues da Argélia, ribeirinhos
brasileiros do rio Juruá e pescadores das ilhas Fiji, na
Oceania, entre outros. No total, foram 19 comunidades
desse tipo, cujos membros têm renda "monetária"
(baseada em dinheiro oficial) inexistente, ou quase.
Resultado? Embora haja uma variação grande nas
respostas (o que é esperado, dadas as grandes
diferenças em quase todos os demais fatores de um
lugar para o outro), o "nível médio de felicidade" das
populações tradicionais é de 6,8. O que significa que ele
supera o de países ricos como Itália, Japão e Espanha,
além de empatar com o da Bélgica e do Reino Unido (o
do Brasil é 6,1). E quatro dos locais têm níveis altíssimos
de satisfação com a vida, superiores a 8 acima até dos −
países escandinavos, considerados os campeões de felicidade do século 21.
É claro que muitos fatores podem explicar esse resultado. Outro detalhe importante que tem emergido
nas pesquisas sobre satisfação com a própria vida é o
elemento comparativo. Ou seja, as pessoas tendem a
enxergar sua colocação no "pódio da felicidade" se
comparando com quem está à sua volta.
Assim, num círculo social relativamente pequeno e
igualitário, mesmo que com poucos recursos em termos
absolutos, a tendência é olhar em volta e pensar "é, até
que não estou tão mal". Em sociedades industrializadas,
por outro lado, um nível material mais alto seria
necessário para compensar a óbvia presença de gente
muito mais rica do que você.
Mas é bem possível que essa não seja a única
explicação. Entrevistas mais detalhadas com grupos
tradicionais tendem a revelar que a satisfação está
bastante ligada a fatores como a intensidade das
relações sociais com quem está próximo, a sensação de
harmonia trazida por esses laços e também o contato
com a natureza.
Há, em suma, muito mais de uma maneira de se sentir
um ser humano contente com a vida. Ainda que não seja
viável simplesmente copiar a experiência das
comunidades tradicionais nas metrópoles globais,
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Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 24 fev.
2024.
Assinale a alternativa em que tenha sido feita pontuação igualmente correta para o período acima.
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países ricos
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primeira pedra quem nunca usou uma tirada cínica a
como essa quando a relação entre boa condição
financeira e satisfação pessoal vem à baila. Piadas à
parte, porém, parece que a conclusão verdadeira a se
tirar sobre esse eterno dilema é "depende": em alguns
contextos sociais, as pessoas podem se considerar um
bocado felizes sem um centavo na carteira.
Essa é a principal lição de um estudo tremendamente
simples, mas ainda assim intrigante, publicado há pouco
tempo na PNAS, o periódico da Academia Nacional de
Ciências dos EUA. Liderado por Victoria Reyes-García,
do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambientais da
Universidade Autônoma de Barcelona, o trabalho partiu
de um dado aparentemente banal: as pesquisas sobre o
nível (autodeclarado) de felicidade das pessoas em
diversos países, que volta e meia ganham as manchetes
de jornais como esta Folha e logo são esquecidas.
Numa primeira olhada, esse tipo de pesquisa parece
confirmar a atitude cínica segundo a qual o melhor é
encomendar felicidade em site de compras. De fato,
pessoas que moram em países com renda per capita
média mais alta tendem a se declarar mais satisfeitas
com a vida do que as moradoras de países pobres.
Parece haver inclusive limiares numéricos nisso. Por
exemplo, só em países com renda per capita anual
acima de US$ 40 mil a "nota" média de satisfação com a
vida é superior a 7 (numa escala de 0 a 10). E, nos
lugares onde essa renda está abaixo de US$ 4.500, não
há nenhuma nota média acima de 5,5.
Até agora, zero surpresa, infelizmente. Mas a sacada de
Reyes-García e seus colegas foi fazer a mesma
pesquisa em comunidades tradicionais do mundo inteiro.
Ou seja, eles fizeram a pergunta padronizada −
"Considerando todos os aspectos da sua vida, o quanto
você se considera satisfeito numa escala de 0 a 10?" −
para nômades tuaregues da Argélia, ribeirinhos
brasileiros do rio Juruá e pescadores das ilhas Fiji, na
Oceania, entre outros. No total, foram 19 comunidades
desse tipo, cujos membros têm renda "monetária"
(baseada em dinheiro oficial) inexistente, ou quase.
Resultado? Embora haja uma variação grande nas
respostas (o que é esperado, dadas as grandes
diferenças em quase todos os demais fatores de um
lugar para o outro), o "nível médio de felicidade" das
populações tradicionais é de 6,8. O que significa que ele
supera o de países ricos como Itália, Japão e Espanha,
além de empatar com o da Bélgica e do Reino Unido (o
do Brasil é 6,1). E quatro dos locais têm níveis altíssimos
de satisfação com a vida, superiores a 8 acima até dos −
países escandinavos, considerados os campeões de felicidade do século 21.
É claro que muitos fatores podem explicar esse resultado. Outro detalhe importante que tem emergido
nas pesquisas sobre satisfação com a própria vida é o
elemento comparativo. Ou seja, as pessoas tendem a
enxergar sua colocação no "pódio da felicidade" se
comparando com quem está à sua volta.
Assim, num círculo social relativamente pequeno e
igualitário, mesmo que com poucos recursos em termos
absolutos, a tendência é olhar em volta e pensar "é, até
que não estou tão mal". Em sociedades industrializadas,
por outro lado, um nível material mais alto seria
necessário para compensar a óbvia presença de gente
muito mais rica do que você.
Mas é bem possível que essa não seja a única
explicação. Entrevistas mais detalhadas com grupos
tradicionais tendem a revelar que a satisfação está
bastante ligada a fatores como a intensidade das
relações sociais com quem está próximo, a sensação de
harmonia trazida por esses laços e também o contato
com a natureza.
Há, em suma, muito mais de uma maneira de se sentir
um ser humano contente com a vida. Ainda que não seja
viável simplesmente copiar a experiência das
comunidades tradicionais nas metrópoles globais,
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países ricos
Pois é, dinheiro realmente não traz felicidade:
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primeira pedra quem nunca usou uma tirada cínica a
como essa quando a relação entre boa condição
financeira e satisfação pessoal vem à baila. Piadas à
parte, porém, parece que a conclusão verdadeira a se
tirar sobre esse eterno dilema é "depende": em alguns
contextos sociais, as pessoas podem se considerar um
bocado felizes sem um centavo na carteira.
Essa é a principal lição de um estudo tremendamente
simples, mas ainda assim intrigante, publicado há pouco
tempo na PNAS, o periódico da Academia Nacional de
Ciências dos EUA. Liderado por Victoria Reyes-García,
do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambientais da
Universidade Autônoma de Barcelona, o trabalho partiu
de um dado aparentemente banal: as pesquisas sobre o
nível (autodeclarado) de felicidade das pessoas em
diversos países, que volta e meia ganham as manchetes
de jornais como esta Folha e logo são esquecidas.
Numa primeira olhada, esse tipo de pesquisa parece
confirmar a atitude cínica segundo a qual o melhor é
encomendar felicidade em site de compras. De fato,
pessoas que moram em países com renda per capita
média mais alta tendem a se declarar mais satisfeitas
com a vida do que as moradoras de países pobres.
Parece haver inclusive limiares numéricos nisso. Por
exemplo, só em países com renda per capita anual
acima de US$ 40 mil a "nota" média de satisfação com a
vida é superior a 7 (numa escala de 0 a 10). E, nos
lugares onde essa renda está abaixo de US$ 4.500, não
há nenhuma nota média acima de 5,5.
Até agora, zero surpresa, infelizmente. Mas a sacada de
Reyes-García e seus colegas foi fazer a mesma
pesquisa em comunidades tradicionais do mundo inteiro.
Ou seja, eles fizeram a pergunta padronizada −
"Considerando todos os aspectos da sua vida, o quanto
você se considera satisfeito numa escala de 0 a 10?" −
para nômades tuaregues da Argélia, ribeirinhos
brasileiros do rio Juruá e pescadores das ilhas Fiji, na
Oceania, entre outros. No total, foram 19 comunidades
desse tipo, cujos membros têm renda "monetária"
(baseada em dinheiro oficial) inexistente, ou quase.
Resultado? Embora haja uma variação grande nas
respostas (o que é esperado, dadas as grandes
diferenças em quase todos os demais fatores de um
lugar para o outro), o "nível médio de felicidade" das
populações tradicionais é de 6,8. O que significa que ele
supera o de países ricos como Itália, Japão e Espanha,
além de empatar com o da Bélgica e do Reino Unido (o
do Brasil é 6,1). E quatro dos locais têm níveis altíssimos
de satisfação com a vida, superiores a 8 acima até dos −
países escandinavos, considerados os campeões de felicidade do século 21.
É claro que muitos fatores podem explicar esse resultado. Outro detalhe importante que tem emergido
nas pesquisas sobre satisfação com a própria vida é o
elemento comparativo. Ou seja, as pessoas tendem a
enxergar sua colocação no "pódio da felicidade" se
comparando com quem está à sua volta.
Assim, num círculo social relativamente pequeno e
igualitário, mesmo que com poucos recursos em termos
absolutos, a tendência é olhar em volta e pensar "é, até
que não estou tão mal". Em sociedades industrializadas,
por outro lado, um nível material mais alto seria
necessário para compensar a óbvia presença de gente
muito mais rica do que você.
Mas é bem possível que essa não seja a única
explicação. Entrevistas mais detalhadas com grupos
tradicionais tendem a revelar que a satisfação está
bastante ligada a fatores como a intensidade das
relações sociais com quem está próximo, a sensação de
harmonia trazida por esses laços e também o contato
com a natureza.
Há, em suma, muito mais de uma maneira de se sentir
um ser humano contente com a vida. Ainda que não seja
viável simplesmente copiar a experiência das
comunidades tradicionais nas metrópoles globais,
aprender com elas pode muito bem ser vital para o nosso
futuro.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 24 fev.
2024.
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Grau de felicidade de povos tradicionais empata com
países ricos
Pois é, dinheiro realmente não traz felicidade:
encomenda online e manda entregar em casa. Que atire
primeira pedra quem nunca usou uma tirada cínica a
como essa quando a relação entre boa condição
financeira e satisfação pessoal vem à baila. Piadas à
parte, porém, parece que a conclusão verdadeira a se
tirar sobre esse eterno dilema é "depende": em alguns
contextos sociais, as pessoas podem se considerar um
bocado felizes sem um centavo na carteira.
Essa é a principal lição de um estudo tremendamente
simples, mas ainda assim intrigante, publicado há pouco
tempo na PNAS, o periódico da Academia Nacional de
Ciências dos EUA. Liderado por Victoria Reyes-García,
do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambientais da
Universidade Autônoma de Barcelona, o trabalho partiu
de um dado aparentemente banal: as pesquisas sobre o
nível (autodeclarado) de felicidade das pessoas em
diversos países, que volta e meia ganham as manchetes
de jornais como esta Folha e logo são esquecidas.
Numa primeira olhada, esse tipo de pesquisa parece
confirmar a atitude cínica segundo a qual o melhor é
encomendar felicidade em site de compras. De fato,
pessoas que moram em países com renda per capita
média mais alta tendem a se declarar mais satisfeitas
com a vida do que as moradoras de países pobres.
Parece haver inclusive limiares numéricos nisso. Por
exemplo, só em países com renda per capita anual
acima de US$ 40 mil a "nota" média de satisfação com a
vida é superior a 7 (numa escala de 0 a 10). E, nos
lugares onde essa renda está abaixo de US$ 4.500, não
há nenhuma nota média acima de 5,5.
Até agora, zero surpresa, infelizmente. Mas a sacada de
Reyes-García e seus colegas foi fazer a mesma
pesquisa em comunidades tradicionais do mundo inteiro.
Ou seja, eles fizeram a pergunta padronizada −
"Considerando todos os aspectos da sua vida, o quanto
você se considera satisfeito numa escala de 0 a 10?" −
para nômades tuaregues da Argélia, ribeirinhos
brasileiros do rio Juruá e pescadores das ilhas Fiji, na
Oceania, entre outros. No total, foram 19 comunidades
desse tipo, cujos membros têm renda "monetária"
(baseada em dinheiro oficial) inexistente, ou quase.
Resultado? Embora haja uma variação grande nas
respostas (o que é esperado, dadas as grandes
diferenças em quase todos os demais fatores de um
lugar para o outro), o "nível médio de felicidade" das
populações tradicionais é de 6,8. O que significa que ele
supera o de países ricos como Itália, Japão e Espanha,
além de empatar com o da Bélgica e do Reino Unido (o
do Brasil é 6,1). E quatro dos locais têm níveis altíssimos
de satisfação com a vida, superiores a 8 acima até dos −
países escandinavos, considerados os campeões de felicidade do século 21.
É claro que muitos fatores podem explicar esse resultado. Outro detalhe importante que tem emergido
nas pesquisas sobre satisfação com a própria vida é o
elemento comparativo. Ou seja, as pessoas tendem a
enxergar sua colocação no "pódio da felicidade" se
comparando com quem está à sua volta.
Assim, num círculo social relativamente pequeno e
igualitário, mesmo que com poucos recursos em termos
absolutos, a tendência é olhar em volta e pensar "é, até
que não estou tão mal". Em sociedades industrializadas,
por outro lado, um nível material mais alto seria
necessário para compensar a óbvia presença de gente
muito mais rica do que você.
Mas é bem possível que essa não seja a única
explicação. Entrevistas mais detalhadas com grupos
tradicionais tendem a revelar que a satisfação está
bastante ligada a fatores como a intensidade das
relações sociais com quem está próximo, a sensação de
harmonia trazida por esses laços e também o contato
com a natureza.
Há, em suma, muito mais de uma maneira de se sentir
um ser humano contente com a vida. Ainda que não seja
viável simplesmente copiar a experiência das
comunidades tradicionais nas metrópoles globais,
aprender com elas pode muito bem ser vital para o nosso
futuro.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 24 fev.
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países ricos
Pois é, dinheiro realmente não traz felicidade:
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primeira pedra quem nunca usou uma tirada cínica a
como essa quando a relação entre boa condição
financeira e satisfação pessoal vem à baila. Piadas à
parte, porém, parece que a conclusão verdadeira a se
tirar sobre esse eterno dilema é "depende": em alguns
contextos sociais, as pessoas podem se considerar um
bocado felizes sem um centavo na carteira.
Essa é a principal lição de um estudo tremendamente
simples, mas ainda assim intrigante, publicado há pouco
tempo na PNAS, o periódico da Academia Nacional de
Ciências dos EUA. Liderado por Victoria Reyes-García,
do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambientais da
Universidade Autônoma de Barcelona, o trabalho partiu
de um dado aparentemente banal: as pesquisas sobre o
nível (autodeclarado) de felicidade das pessoas em
diversos países, que volta e meia ganham as manchetes
de jornais como esta Folha e logo são esquecidas.
Numa primeira olhada, esse tipo de pesquisa parece
confirmar a atitude cínica segundo a qual o melhor é
encomendar felicidade em site de compras. De fato,
pessoas que moram em países com renda per capita
média mais alta tendem a se declarar mais satisfeitas
com a vida do que as moradoras de países pobres.
Parece haver inclusive limiares numéricos nisso. Por
exemplo, só em países com renda per capita anual
acima de US$ 40 mil a "nota" média de satisfação com a
vida é superior a 7 (numa escala de 0 a 10). E, nos
lugares onde essa renda está abaixo de US$ 4.500, não
há nenhuma nota média acima de 5,5.
Até agora, zero surpresa, infelizmente. Mas a sacada de
Reyes-García e seus colegas foi fazer a mesma
pesquisa em comunidades tradicionais do mundo inteiro.
Ou seja, eles fizeram a pergunta padronizada −
"Considerando todos os aspectos da sua vida, o quanto
você se considera satisfeito numa escala de 0 a 10?" −
para nômades tuaregues da Argélia, ribeirinhos
brasileiros do rio Juruá e pescadores das ilhas Fiji, na
Oceania, entre outros. No total, foram 19 comunidades
desse tipo, cujos membros têm renda "monetária"
(baseada em dinheiro oficial) inexistente, ou quase.
Resultado? Embora haja uma variação grande nas
respostas (o que é esperado, dadas as grandes
diferenças em quase todos os demais fatores de um
lugar para o outro), o "nível médio de felicidade" das
populações tradicionais é de 6,8. O que significa que ele
supera o de países ricos como Itália, Japão e Espanha,
além de empatar com o da Bélgica e do Reino Unido (o
do Brasil é 6,1). E quatro dos locais têm níveis altíssimos
de satisfação com a vida, superiores a 8 acima até dos −
países escandinavos, considerados os campeões de felicidade do século 21.
É claro que muitos fatores podem explicar esse resultado. Outro detalhe importante que tem emergido
nas pesquisas sobre satisfação com a própria vida é o
elemento comparativo. Ou seja, as pessoas tendem a
enxergar sua colocação no "pódio da felicidade" se
comparando com quem está à sua volta.
Assim, num círculo social relativamente pequeno e
igualitário, mesmo que com poucos recursos em termos
absolutos, a tendência é olhar em volta e pensar "é, até
que não estou tão mal". Em sociedades industrializadas,
por outro lado, um nível material mais alto seria
necessário para compensar a óbvia presença de gente
muito mais rica do que você.
Mas é bem possível que essa não seja a única
explicação. Entrevistas mais detalhadas com grupos
tradicionais tendem a revelar que a satisfação está
bastante ligada a fatores como a intensidade das
relações sociais com quem está próximo, a sensação de
harmonia trazida por esses laços e também o contato
com a natureza.
Há, em suma, muito mais de uma maneira de se sentir
um ser humano contente com a vida. Ainda que não seja
viável simplesmente copiar a experiência das
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