Foram encontradas 180 questões.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Aquilo que te inquieta te move?
Por Dan España
01 Talvez o poder de criação seja uma das características que mais nos diferencia de todos
02 os seres vivos desse planeta. Não que animais, plantas ou seres de outros reinos também não
03 criem soluções, muito pelo contrário, boa parte das nossas inspirações provém da observação
04 das soluções que a natureza oferece. Entretanto, a capacidade de criação da nossa espécie
05 parece beirar o ilimitado.
06 Diante de tantas possibilidades, ideias, materiais e contextos disponíveis, como as
07 pessoas escolhem os caminhos para cada criação? De onde vem o ímpeto de criar? Dizem que a
08 necessidade é a mãe da invenção, mas, ao me perguntar mais profundamente sobre isso,
09 lembrei-me de uma palavra que, ao meu ver, pode ser o verdadeiro ponto de origem para
10 qualquer criação: A INQUIETUDE.
11 No dicionário, inquietude é explicada como “falta de sossego”. Só aquilo que nos inquieta,
12 chama nossa atenção e nos gera certo incômodo é capaz de nos tirar da inércia para resolvermos
13 ou aprimorarmos o que for necessário. Observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser
14 revelada" pode nos levar além, pois revela a direção para onde nossa alma está apontando para
15 criar e atuar.
16 Profissionalmente, é comum buscarmos direcionamento olhando para o que nos apaixona.
17 Eu mesmo citei em palestras, workshops e artigos que nossas paixões são excelentes referências
18 para revelar nosso propósito de vida. Continuo tendo essa crença, porém, hoje em dia,
19 acrescentaria o seguinte: aquilo que nos apaixona, de forma positiva, nos gera inquietação. Essa
20 também é uma chave para o desenvolvimento dos nossos talentos, de nossas habilidades e, até
21 mesmo, do nosso papel social.
22 Algo magnífico no ser humano, que está relacionado ao universo dos criadores e ao nosso
23 papel social, é a capacidade de empatia. Inúmeras criações são inspiradas não pelo que nos
24 aflige diretamente, mas por causas alheias nós e que nos tocam. Podemos citar, por
25 exemplo, equipes de profissionais da área da saúde e da tecnologia, que mesmo sem ter qualquer
26 tipo de deficiência física, se unem para criar soluções incríveis para que pessoas com deficiência
27 ampliem a mobilidade de certos membros do corpo, proporcionando maior qualidade de vida e
28 inclusão - exemplos como esse se estendem mais variadas áreas. Além da inquietude
29 resolver um problema alheio, situações como essa também mostram o enorme potencial de
30 colaboração que temos para criar soluções geniais coletivamente.
31 Apesar da genialidade e da efetividade de nossas criações para determinados objetivos,
32 muitas vezes, falhamos na sustentabilidade do processo produtivo, na poluição decorrente da
33 forma de funcionamento ou do descarte de determinado produto quando ele passa a não ter
34 mais utilidade; vide automóveis, trens, ônibus, caminhões, aviões, etc. Felizmente, é visível
35 que há um aumento das inquietações humanas sobre os problemas que nossas próprias criações
36 estão causando no planeta, o que está fazendo brotar, cada dia, soluções muito mais
37 sustentáveis.
38 Quanto mais sistêmica e crítica for nossa visão sobre o que criamos, produzimos e
39 consumimos, mais conscientes serão nossas escolhas, mais sustentáveis os nossos hábitos e,
40 consequentemente, melhor será o mundo em que vivemos.
(Disponível em: Revista Exame – 22/11/2021 – https://exame.com/colunistas/o-que-temotiva/aquilo-que-te-inquieta-te-move/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2 sobre os trechos destacados do texto de acordo com o recurso coesivo empregado para dar melhor encadeamento às ideias desenvolvidas pelo autor.
Coluna 1
1. Retomada pronominal.
2. Emprego de nexos linguísticos.
3. Inclusão do leitor como interlocutor explícito.
Coluna 2
( ) “Entretanto, a capacidade de criação da nossa espécie parece beirar o ilimitado” (l. 04-05).
( ) “boa parte das nossas inspirações provém da observação das soluções que a natureza oferece” (l. 03-04).
( ) “exemplos como esse se estendem mais variadas áreas” (l. 28).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Aquilo que te inquieta te move?
Por Dan España
01 Talvez o poder de criação seja uma das características que mais nos diferencia de todos
02 os seres vivos desse planeta. Não que animais, plantas ou seres de outros reinos também não
03 criem soluções, muito pelo contrário, boa parte das nossas inspirações provém da observação
04 das soluções que a natureza oferece. Entretanto, a capacidade de criação da nossa espécie
05 parece beirar o ilimitado.
06 Diante de tantas possibilidades, ideias, materiais e contextos disponíveis, como as
07 pessoas escolhem os caminhos para cada criação? De onde vem o ímpeto de criar? Dizem que a
08 necessidade é a mãe da invenção, mas, ao me perguntar mais profundamente sobre isso,
09 lembrei-me de uma palavra que, ao meu ver, pode ser o verdadeiro ponto de origem para
10 qualquer criação: A INQUIETUDE.
11 No dicionário, inquietude é explicada como “falta de sossego”. Só aquilo que nos inquieta,
12 chama nossa atenção e nos gera certo incômodo é capaz de nos tirar da inércia para resolvermos
13 ou aprimorarmos o que for necessário. Observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser
14 revelada" pode nos levar além, pois revela a direção para onde nossa alma está apontando para
15 criar e atuar.
16 Profissionalmente, é comum buscarmos direcionamento olhando para o que nos apaixona.
17 Eu mesmo citei em palestras, workshops e artigos que nossas paixões são excelentes referências
18 para revelar nosso propósito de vida. Continuo tendo essa crença, porém, hoje em dia,
19 acrescentaria o seguinte: aquilo que nos apaixona, de forma positiva, nos gera inquietação. Essa
20 também é uma chave para o desenvolvimento dos nossos talentos, de nossas habilidades e, até
21 mesmo, do nosso papel social.
22 Algo magnífico no ser humano, que está relacionado ao universo dos criadores e ao nosso
23 papel social, é a capacidade de empatia. Inúmeras criações são inspiradas não pelo que nos
24 aflige diretamente, mas por causas alheias nós e que nos tocam. Podemos citar, por
25 exemplo, equipes de profissionais da área da saúde e da tecnologia, que mesmo sem ter qualquer
26 tipo de deficiência física, se unem para criar soluções incríveis para que pessoas com deficiência
27 ampliem a mobilidade de certos membros do corpo, proporcionando maior qualidade de vida e
28 inclusão - exemplos como esse se estendem mais variadas áreas. Além da inquietude
29 resolver um problema alheio, situações como essa também mostram o enorme potencial de
30 colaboração que temos para criar soluções geniais coletivamente.
31 Apesar da genialidade e da efetividade de nossas criações para determinados objetivos,
32 muitas vezes, falhamos na sustentabilidade do processo produtivo, na poluição decorrente da
33 forma de funcionamento ou do descarte de determinado produto quando ele passa a não ter
34 mais utilidade; vide automóveis, trens, ônibus, caminhões, aviões, etc. Felizmente, é visível
35 que há um aumento das inquietações humanas sobre os problemas que nossas próprias criações
36 estão causando no planeta, o que está fazendo brotar, cada dia, soluções muito mais
37 sustentáveis.
38 Quanto mais sistêmica e crítica for nossa visão sobre o que criamos, produzimos e
39 consumimos, mais conscientes serão nossas escolhas, mais sustentáveis os nossos hábitos e,
40 consequentemente, melhor será o mundo em que vivemos.
(Disponível em: Revista Exame – 22/11/2021 – https://exame.com/colunistas/o-que-temotiva/aquilo-que-te-inquieta-te-move/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Tendo em vista que a natureza não oferece matéria-prima para que os humanos se inspirem para criar soluções, nossas criações surgem somente de nossa inteligência.
II. Criamos soluções para problemas que nos afligem, pois o motor de todas as descobertas é a necessidade individual dos seres humanos.
III. O olhar sistêmico e crítico sobre as criações humanas pode refletir em maior sustentabilidade durante seu processo de criação.
Quais estão corretas?
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Sobre o ensino fundamental, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN).
I. O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.
II. O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído como tema transversal nos currículos do ensino fundamental.
III. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola.
IV. Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso.
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A teoria mais aceita pela comunidade científica para a origem da vida na Terra é conhecida como:
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Vegetarianismo é uma prática alimentar que exclui todos os tipos de carnes, aves e peixes e seus derivados, podendo ou não utilizar laticínios ou ovos. Sobre essa dieta em crianças, assinale a alternativa INCORRETA.
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A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e sua manifestação clínica em fase avançada, a síndrome da imunodeficiência adquirida (aids), ainda representam um problema de saúde pública de grande relevância na atualidade, em função do seu caráter pandêmico e de sua transcendência. Em relação às manifestações clínicas na infecção aguda, analise as assertivas baixo:
I. A infecção aguda caracteriza-se tanto por viremia elevada, quanto por resposta imune intensa e queda rápida na contagem de linfócitos T CD4+ de caráter transitório.
II. As manifestações clínicas podem variar, desde um quadro gripal até uma síndrome que se assemelha à mononucleose.
III. A infeção primária é autolimitada e a maior parte dos sinais e sintomas desaparece em 3 a 4 semanas. Linfadenopatia, letargia e astenia podem persistir por vários meses.
IV. Alguns pacientes, ainda, podem apresentar candidíase oral, neuropatia periférica, meningoencefalite asséptica e síndrome de Guillain-Barré, dificultando o diagnóstico e a suspeita diagnóstica.
Quais estão corretas?
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Eldorado do Sul-RS
Instrução: As questões de números 36 a 40 podem se referir ao texto abaixo; consulte-o, se necessário. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Quando me pedem conselho para ser escritor, eu respondo: sejam professores.
01 ___ s vezes, quando me pedem conselhos para se tornar escritor, respondo: seja um
02 professor de escola pública do ensino básico. Eu sei que nem todo mundo que quer escrever tem
03 talento para o magistério, mas seria bom. Uma sala de aula com crianças e pré-adolescentes lhe
04 prepara não só para a literatura, mas também para a vida. Experimente passar duas horas por
05 dia dando aula para um sexto ano. Sua visão de como resolver conflitos e enredos vai mudar
06 radicalmente. Acredite.
07 Lecionar lhe ensina a não guardar mágoas, porque um professor tem tudo para ser um
08 ressentido, mas não é. Um professor aprende a perdoar aquelas situações mais irritantes: perdoa
09 quando é interrompido cinco vezes por conversas paralelas no meio da explicação. Perdoa
10 quando ainda na mesma explicação sobre redação alguém levanta a mão e faz uma pergunta
11 aleatória: “Professor, quantos anos o senhor tem?”. Perdoa quando você está no seu melhor
12 momento, explicando a guerra na Ucrânia, e um aluno levanta a mão efusivamente e você acha
13 que ele fará um comentário ou tratará de uma questão que os levará a um patamar mais
14 profundo da discussão, mas não. Era só para perguntar se pode ir ao banheiro mesmo.
15 Sim, os professores são duros na queda, porque eles perdoam aquela volta do recreio,
16 com os alunos suados e agitados e aquele jeito de “ninguém está interessado na sua aula sobre
17 tempos verbais, professor”. Perdoam quando os alunos querem tirar dúvidas sobre o conteúdo
18 no meio de uma avaliação, mesmo que você tenha feito 438 revisões antes da prova, mas
19 ninguém estava prestando atenção.
20 Os professores perdoam, porque os alunos também sabem perdoar nossas falhas. E há
21 momentos bonitos, quando os alunos acreditam no que estamos dizendo, mesmo quando não
22 estamos bem. E essa é a mágica da educação: quando os conhecimentos entre vocês se
23 conciliam. Quando vocês se percebem. Colegas, não se enganem: alunos são especialistas em
24 professores. Eles estão lá, todos dias, observando-o. E reconhecem quando um professor é bom.
25 Reconhecem, do jeito deles, mas reconhecem. A sala de aula é literatura.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre Literatura, avalie as assertivas que seguem, conforme nos ensina Abaurre:
I. Nos textos literários, predomina o sentido denotativo, quando as palavras são tomadas em seu sentido literal, ‘básico’, que pode ser apreendido sem a ajuda do contexto.
II. Gênero literário é o termo utilizado para denominar um conjunto de obras que apresentam características semelhantes de forma e de conteúdo.
III. São exemplos de movimentos literários: narrativo, lírico e dramático.
Quais estão corretas?
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Instrução: As questões de números 36 a 40 podem se referir ao texto abaixo; consulte-o, se necessário. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Quando me pedem conselho para ser escritor, eu respondo: sejam professores.
01 ___ s vezes, quando me pedem conselhos para se tornar escritor, respondo: seja um
02 professor de escola pública do ensino básico. Eu sei que nem todo mundo que quer escrever tem
03 talento para o magistério, mas seria bom. Uma sala de aula com crianças e pré-adolescentes lhe
04 prepara não só para a literatura, mas também para a vida. Experimente passar duas horas por
05 dia dando aula para um sexto ano. Sua visão de como resolver conflitos e enredos vai mudar
06 radicalmente. Acredite.
07 Lecionar lhe ensina a não guardar mágoas, porque um professor tem tudo para ser um
08 ressentido, mas não é. Um professor aprende a perdoar aquelas situações mais irritantes: perdoa
09 quando é interrompido cinco vezes por conversas paralelas no meio da explicação. Perdoa
10 quando ainda na mesma explicação sobre redação alguém levanta a mão e faz uma pergunta
11 aleatória: “Professor, quantos anos o senhor tem?”. Perdoa quando você está no seu melhor
12 momento, explicando a guerra na Ucrânia, e um aluno levanta a mão efusivamente e você acha
13 que ele fará um comentário ou tratará de uma questão que os levará a um patamar mais
14 profundo da discussão, mas não. Era só para perguntar se pode ir ao banheiro mesmo.
15 Sim, os professores são duros na queda, porque eles perdoam aquela volta do recreio,
16 com os alunos suados e agitados e aquele jeito de “ninguém está interessado na sua aula sobre
17 tempos verbais, professor”. Perdoam quando os alunos querem tirar dúvidas sobre o conteúdo
18 no meio de uma avaliação, mesmo que você tenha feito 438 revisões antes da prova, mas
19 ninguém estava prestando atenção.
20 Os professores perdoam, porque os alunos também sabem perdoar nossas falhas. E há
21 momentos bonitos, quando os alunos acreditam no que estamos dizendo, mesmo quando não
22 estamos bem. E essa é a mágica da educação: quando os conhecimentos entre vocês se
23 conciliam. Quando vocês se percebem. Colegas, não se enganem: alunos são especialistas em
24 professores. Eles estão lá, todos dias, observando-o. E reconhecem quando um professor é bom.
25 Reconhecem, do jeito deles, mas reconhecem. A sala de aula é literatura.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
luz do que nos diz Bechara, quanto à estrutura e formação de palavras da Língua Portuguesa e a aspectos relacionados ao conceito de fonemas e relações entre fonemas e grafias, afirma-se que:
I. Fonema é uma unidade fonológica que existe no plano abstrato, ao passo que o fone é sua realização articulatória, percebida pelo nosso aparelho auditivo; letra é o sinal empregado para representar, na escrita, o sistema sonoro de uma língua.
II. Não há identidade perfeita, muitas vezes, entre os fonemas e a maneira de representá-los na escrita, o que nos leva facilmente a perceber a impossibilidade de uma ortografia ideal, entendida como a representação gráfica de um fonema por uma só e única letra.
III. Na estrutura das palavras, os morfemas derivativos e flexionais se distribuem quanto ao aspecto formal, pelos seguintes tipos, conforme ocorrem por acréscimo (aditivos), por subtração (subtrativos) e por alternância (modificativos).
IV. São elementos mórficos: o radical, as desinências, o tema e os afixos.
Quais estão corretas?
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Instrução: As questões de números 36 a 40 podem se referir ao texto abaixo; consulte-o, se necessário. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Quando me pedem conselho para ser escritor, eu respondo: sejam professores.
01 ___ s vezes, quando me pedem conselhos para se tornar escritor, respondo: seja um
02 professor de escola pública do ensino básico. Eu sei que nem todo mundo que quer escrever tem
03 talento para o magistério, mas seria bom. Uma sala de aula com crianças e pré-adolescentes lhe
04 prepara não só para a literatura, mas também para a vida. Experimente passar duas horas por
05 dia dando aula para um sexto ano. Sua visão de como resolver conflitos e enredos vai mudar
06 radicalmente. Acredite.
07 Lecionar lhe ensina a não guardar mágoas, porque um professor tem tudo para ser um
08 ressentido, mas não é. Um professor aprende a perdoar aquelas situações mais irritantes: perdoa
09 quando é interrompido cinco vezes por conversas paralelas no meio da explicação. Perdoa
10 quando ainda na mesma explicação sobre redação alguém levanta a mão e faz uma pergunta
11 aleatória: “Professor, quantos anos o senhor tem?”. Perdoa quando você está no seu melhor
12 momento, explicando a guerra na Ucrânia, e um aluno levanta a mão efusivamente e você acha
13 que ele fará um comentário ou tratará de uma questão que os levará a um patamar mais
14 profundo da discussão, mas não. Era só para perguntar se pode ir ao banheiro mesmo.
15 Sim, os professores são duros na queda, porque eles perdoam aquela volta do recreio,
16 com os alunos suados e agitados e aquele jeito de “ninguém está interessado na sua aula sobre
17 tempos verbais, professor”. Perdoam quando os alunos querem tirar dúvidas sobre o conteúdo
18 no meio de uma avaliação, mesmo que você tenha feito 438 revisões antes da prova, mas
19 ninguém estava prestando atenção.
20 Os professores perdoam, porque os alunos também sabem perdoar nossas falhas. E há
21 momentos bonitos, quando os alunos acreditam no que estamos dizendo, mesmo quando não
22 estamos bem. E essa é a mágica da educação: quando os conhecimentos entre vocês se
23 conciliam. Quando vocês se percebem. Colegas, não se enganem: alunos são especialistas em
24 professores. Eles estão lá, todos dias, observando-o. E reconhecem quando um professor é bom.
25 Reconhecem, do jeito deles, mas reconhecem. A sala de aula é literatura.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em relação à frase: “ninguém está interessado na sua aula sobre tempos verbais, professor” (l. 16-17) e considerando os conceitos preconizados por Cegalla a respeito de termos que constituem a oração, avalie as assertivas que seguem:
I. O termo em negrito é um sujeito indeterminado, representado por um pronome indefinido.
II. O termo ‘professor’ é um vocativo, usado para chamar ou interpelar a pessoa a que nos dirigimos.
III. ‘interessado’, ‘sua’ e ‘tempos’ funcionam como adjuntos adnominais.
Quais estão corretas?
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Instrução: As questões de números 36 a 40 podem se referir ao texto abaixo; consulte-o, se necessário. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Quando me pedem conselho para ser escritor, eu respondo: sejam professores.
01 ___ s vezes, quando me pedem conselhos para se tornar escritor, respondo: seja um
02 professor de escola pública do ensino básico. Eu sei que nem todo mundo que quer escrever tem
03 talento para o magistério, mas seria bom. Uma sala de aula com crianças e pré-adolescentes lhe
04 prepara não só para a literatura, mas também para a vida. Experimente passar duas horas por
05 dia dando aula para um sexto ano. Sua visão de como resolver conflitos e enredos vai mudar
06 radicalmente. Acredite.
07 Lecionar lhe ensina a não guardar mágoas, porque um professor tem tudo para ser um
08 ressentido, mas não é. Um professor aprende a perdoar aquelas situações mais irritantes: perdoa
09 quando é interrompido cinco vezes por conversas paralelas no meio da explicação. Perdoa
10 quando ainda na mesma explicação sobre redação alguém levanta a mão e faz uma pergunta
11 aleatória: “Professor, quantos anos o senhor tem?”. Perdoa quando você está no seu melhor
12 momento, explicando a guerra na Ucrânia, e um aluno levanta a mão efusivamente e você acha
13 que ele fará um comentário ou tratará de uma questão que os levará a um patamar mais
14 profundo da discussão, mas não. Era só para perguntar se pode ir ao banheiro mesmo.
15 Sim, os professores são duros na queda, porque eles perdoam aquela volta do recreio,
16 com os alunos suados e agitados e aquele jeito de “ninguém está interessado na sua aula sobre
17 tempos verbais, professor”. Perdoam quando os alunos querem tirar dúvidas sobre o conteúdo
18 no meio de uma avaliação, mesmo que você tenha feito 438 revisões antes da prova, mas
19 ninguém estava prestando atenção.
20 Os professores perdoam, porque os alunos também sabem perdoar nossas falhas. E há
21 momentos bonitos, quando os alunos acreditam no que estamos dizendo, mesmo quando não
22 estamos bem. E essa é a mágica da educação: quando os conhecimentos entre vocês se
23 conciliam. Quando vocês se percebem. Colegas, não se enganem: alunos são especialistas em
24 professores. Eles estão lá, todos dias, observando-o. E reconhecem quando um professor é bom.
25 Reconhecem, do jeito deles, mas reconhecem. A sala de aula é literatura.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em relação ao uso da crase, da preposição ‘a’ e do verbo ‘haver’, avalie as assertivas que seguem, à luz do que nos diz Bechara (2019), assinalando V, se verdadeiro, ou F, se falso.
( ) Na linha 01, a expressão ‘ s vezes’ ocorre crase visto tratar-se de uma locução adverbial constituída de substantivo feminino plural.
( ) Na linha 08, em ‘a perdoar’, o uso da crase é proibido, visto que o uso da crase é proibido diante de verbos no infinitivo.
( ) Na linha 20, o uso de ‘há’ está adequado, visto que ocorre indicação de tempo, seja presente, passado ou futuro. Não seria possível o uso de ‘a’ preposição, pois, nesse caso, inferiria-se a ideia de tempo passado.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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