Magna Concursos

Foram encontradas 252 questões.

3994479 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Faxinal Guedes-SC

Debaixo da casca

Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar?

Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido.

Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter.

Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue.

Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita.

Autor: Pedro Guerra (adaptado).

No trecho “detalhes únicos que nos formam como indivíduos”, a palavra “únicos” está corretamente flexionada porque concorda, em gênero e número, com:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3994478 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Faxinal Guedes-SC

Debaixo da casca

Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar?

Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido.

Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter.

Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue.

Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita.

Autor: Pedro Guerra (adaptado).

Na oração “Reconhecer-se como um humano que erra pode se tornar porta de entrada”, os termos “que erra” exercem a função sintática de:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3994477 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Faxinal Guedes-SC

Debaixo da casca

Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar?

Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido.

Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter.

Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue.

Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita.

Autor: Pedro Guerra (adaptado).

No trecho “Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem”, a palavra “seu” estabelece relação com um termo anterior do texto e classifica-se, gramaticalmente, como:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3994476 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Faxinal Guedes-SC

Debaixo da casca

Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar?

Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido.

Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter.

Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue.

Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita.

Autor: Pedro Guerra (adaptado).

No trecho “é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo”, a expressão “pena de si mesmo” pode ser compreendida, no contexto do texto, como:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3994475 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Faxinal Guedes-SC

Debaixo da casca

Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar?

Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido.

Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter.

Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue.

Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita.

Autor: Pedro Guerra (adaptado).

Na passagem “Reconhecer-se como ser humano errante dói”, a palavra “errante” assume valor semântico específico. Assinale a alternativa que poderia substituí-la, no contexto, sem prejuízo relevante de sentido:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3994474 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Faxinal Guedes-SC

Debaixo da casca

Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar?

Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido.

Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter.

Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue.

Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita.

Autor: Pedro Guerra (adaptado).

No trecho “preferimos permanecer no raso, onde dá pé”, a expressão “no raso, onde dá pé” é empregada em sentido figurado. No contexto do texto, essa expressão indica:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3994473 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Faxinal Guedes-SC

Debaixo da casca

Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar?

Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido.

Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter.

Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue.

Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita.

Autor: Pedro Guerra (adaptado).

No desenvolvimento do texto, o autor articula conceitos da psicologia, como a projeção, para aprofundar sua argumentação. A partir dessa articulação, infere-se que o texto defende a ideia de que o verdadeiro autoconhecimento:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3994472 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Faxinal Guedes-SC

Debaixo da casca

Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar?

Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido.

Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter.

Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue.

Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita.

Autor: Pedro Guerra (adaptado).

Ao afirmar que “preferimos permanecer no raso, onde dá pé”, o autor sugere uma atitude humana recorrente diante do autoconhecimento. Essa atitude caracteriza-se principalmente por:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3994471 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Faxinal Guedes-SC

Debaixo da casca

Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar?

Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido.

Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter.

Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue.

Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita.

Autor: Pedro Guerra (adaptado).

No texto, a metáfora da “casca” é recorrente e estrutura grande parte da reflexão proposta pelo autor. Considerando o contexto em que esse termo é empregado, a “casca” representa, sobretudo:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Uma das atribuições privativas do Prefeito Municipal é prestar anualmente à Câmara Municipal as contas do Município referentes ao exercício anterior. Até qual data esta prestação deve ocorrer?
Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas