Um diretor de escola anda em geral assoberbado por
problemas do cotidiano, com muita visão do imediato, e
pouco tempo para a visão mais ampla. O professor enfrenta
a gestão da sala de aula, e frequentemente está
muito centrado na disciplina que ministra. Nesse sentido,
o Conselho Municipal de Educação, reunindo pessoas
que ao mesmo tempo conhecem o seu município, o seu
bairro e os problemas mais amplos do desenvolvimento
local, e a rede escolar da região, pode se tornar o núcleo
irradiador da construção do enriquecimento científico
mais amplo do local e da região [...] Quanto aos atores
locais, a visão a se trabalhar é de uma rede permanente
de apoio. (Dowbor, 2007)
Um dos documentos mais importantes da escola é o projeto político-pedagógico (PPP), pois nele encontramos as
concepções de Educação e de Ensino nas quais a escola
está pautada. Segundo Pimenta (1990), quando se trata
da Escola Pública, “o ponto de partida para o projeto real
é a explicitação de que queremos uma Escola Pública
democrática”, portanto “a organização da escola é competência tanto dos profissionais docentes como dos não
docentes”. Assim, a “participação dos professores na organização da escola, nos conteúdos a serem ensinados,
nas suas formas de administração, será tão mais efetivamente democrática na medida em que estes
As crianças não aprendem conhecimentos, habilidades,
atitudes e valores apenas na sala de aula; aprendem
também na vivência cotidiana com a família, nas relações
com colegas, no ambiente escolar. Verifica-se, portanto,
que o ambiente escolar, suas formas de organização e
gestão, as relações sociais que nele vigoram têm forte
componente educativo (Libâneo; Oliveira; Toschi, 2003).
As práticas de gestão, de acordo com os autores, dizem
respeito
Segundo Veiga (1996), “O projeto político-pedagógico é
entendido (...) como a própria organização do trabalho
pedagógico da escola. A construção do projeto político-
-pedagógico parte dos princípios de igualdade, qualidade, liberdade, gestão democrática e valorização do
magistério. A escola é concebida como espaço social
marcado pela manifestação de práticas contraditórias,
que apontam para a luta e/ou acomodação de todos os
envolvidos na organização do trabalho pedagógico”. No
que diz respeito à implementação das ações educativas
da escola, Veiga afirma que “Na dimensão pedagógica,
reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade
da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico,
no sentido de definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem
Fundamentos sócio-filosóficos são a base para o entendimento
da educação na sociedade, de forma crítica, construída
através da reflexão, da pesquisa, da observação
[...] Para o professor/educador, é fundamental filosofar
sobre sua prática, pensar sobre o seu fazer pedagógico
diário, buscar respostas para as dificuldades e para as
conquistas do dia-a-dia.
(Queiroz; Moita, 2007)
E o que é filosofar? De acordo com as autoras, filosofar é
Se hoje podemos contar com uma lei educacional que
apresenta e viabiliza novas propostas para a melhoria do
ensino nas escolas, estas ainda estão longe de se tornar
abertas às diferenças e de qualidade (Mantoan, 2001).
De acordo com a autora, a maior desculpa para justificar
o estado atual da maioria das nossas escolas é
Marco Paulo é professor de Educação Física no Ensino
Fundamental. Ciente dos objetivos dessa área do conhecimento,
ele sabe que, de acordo com os Parâmetros
Curriculares Nacionais: educação física (1ª a 4ª série -
Volume 7, 1ª Parte), para a seleção dos conteúdos é importante
considerar os seguintes critérios:
Zabala, no capítulo 2 da obra A prática educativa – como
ensinar (1998), critica a forma de situar os diferentes conteúdos de aprendizagem sob a perspectiva disciplinar e
propõe que os abordemos sob o ponto de vista do processo de aprendizagem vivido pelo educando, no qual
são diferentemente aprendidos os diferentes tipos de
conteúdo: factuais, conceituais, procedimentais e atitudinais. Em relação à aprendizagem dos conteúdos conceituais, Zabala afirma que ela depende de atividades
Segundo o artigo 56 da Resolução CNE/CEB 04/2010, “A
tarefa de cuidar e educar, que a fundamentação da ação
docente e os programas de formação inicial e continuada
dos profissionais da educação instauram, reflete-se na
eleição de um ou outro método de aprendizagem, a partir
do qual é determinado o perfil de docente para a Educação
Básica, em atendimento às dimensões técnicas,
políticas, éticas e estéticas”. Já o artigo 58 da mesma
Resolução define que uma razão pela qual um programa
de formação continuada dos profissionais da educação
deve ser contemplado no projeto político-pedagógico é
porque
Patrícia, estudando para o concurso de Professor de
Educação Básica de Ferraz de Vasconcelos, leu as
Resoluções CNE/CEB nº 4 e nº 7, ambas de 2010.
Verificou que, nas duas, constam o cuidar e o educar como dimensões inseparáveis, na Educação Básica. No parágrafo único do art. 23 da Resolução
CNE/CEB nº 4/2010, consta que, no Ensino Fundamental, ______________ significa também cuidar
e educar, como forma de garantir a aprendizagem dos
conteúdos curriculares, para que o estudante desenvolva
interesses e _________________que lhe permitam usufruir dos bens culturais disponíveis na comunidade, na sua cidade ou na sociedade em geral, e que
lhe possibilitem ainda se sentir como produtor valorizado
desses bens.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas, de acordo com o documento legal
citado.