Magna Concursos

Foram encontradas 50 questões.

Com referência no Estatuto do Servidor Municipal de Foz do Iguaçu, Lei Complementar nº 17/1993, analise as assertivas abaixo:

I. Concurso público é o procedimento administrativo consubstanciado num processo de recrutamento e seleção, de natureza competitiva e classificatória, aberto ao público a que se destina, atendidos os requisitos estabelecidos em edital específico e na legislação aplicável à matéria.

II. O início da fruição das férias deverá recair em dia útil, ressalvadas as escalas de trabalho em turno ininterrupto.

III. O tempo de serviço em outro cargo público exime o servidor do cumprimento do estágio probatório no novo cargo.

Quais estão corretas?

 

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Considerando que uma proposição corresponde a uma sentença declarativa simples, que pode ser interpretada como verdadeira ou falsa, qual alternativa é um exemplo de proposição?

 

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Supondo que P e Q representam proposições falsas, analise as fórmulas abaixo e assinale V, se o valor lógico for verdadeiro, ou F, se o valor lógico for falso, considerando conjunção (∧), condicional (→) e negação (~).

( ) (~P^Q).

( ) ~(P^Q).

( ) (~P→Q).

( ) (P→~Q).

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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A sentença aberta “Algum número é divisível por dois e, existe número divisível por três” é verdadeira no contexto do conjunto da alternativa:

 

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Supondo que, se Joana aplicou em criptomoeda ou não aplicou na poupança, então Joana tem conta digital ativa. Deduzimos que, na hipótese de Joana não ter conta digital ativa, então:

 

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2915152 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Foz Iguaçu-PR

Instrução: As questões de números 01 a 05 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

O bem e o mal do estrangeirismo

Por Alexandre Carvalho

01 O terror dos puristas da língua em Portugal é um youtuber nascido e criado no Engenho

02 Novo, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro: Luccas Neto. Dono do canal infantil Luccas Toon,

03 com 36,9 milhões de seguidores no YouTube, o carioca também é um hit entre as crianças

04 portuguesas. A tal ponto que, em novembro do ano passado, o jornal lisboeta Diário de Notícias

05 publicou uma matéria em tom xenofóbico, reclamando que os miúdos de lá estão cada vez mais

06 a falar “brasileiro”, de tanto assistir Luccas e outros influenciadores daqui.

07 “Dizem ‘grama’ em vez de relva, autocarro é ‘ônibus’, rebuçado é ‘bala’, riscas são ‘listras’

08 e leite está na ‘geladeira’ em vez de no frigorífico”, alertou o jornal. “Os educadores notam-no

09 sobretudo depois do confinamento – à conta de muitas horas de exposição a conteúdos feitos

10 por youtubers brasileiros.”

11 Pais e educadores portugueses estão preocupados. Mas talvez não devessem levar o caso

12 tão a sério. Afinal, mais do que o jeitinho de falar de sua antiga colônia, os lusos usam e abusam

13 de palavras do francês e do inglês – e aí sem a mesma vergonha.

14 Isso porque o estrangeirismo – a influência de culturas do exterior sobre os costumes e

15 as falas de um povo – é parte da evolução natural de qualquer língua. Tentar proibi-lo é como

16 enxugar gelo. Mesmo assim, já teve político que tentou.

17 Em 1999, o então deputado federal Aldo Rebelo inventou um Projeto de Lei para limitar

18 o uso de termos estrangeiros no Brasil. Segundo o PL, toda vez que um meio de comunicação

19 de massa, estabelecimento comercial ou peça publicitária usassem uma palavra de fora, teriam

20 de colocar junto a tradução em português.

21 O projeto excêntrico, claro, não vingou. Até porque, quando um termo de qualquer país

22 é incorporado amplamente nos nossos diálogos e textos, ele na prática deixa de ser estrangeiro.

23 Vira nosso. Todo dicionário nacional está inundado de vocábulos que não brotaram nem em

24 Portugal, nem no Brasil, mas que já são tão de casa quanto receita de caipirinha.

25 O mal do estrangeirismo nem está exatamente na substituição de termos, como rooftop

26 no lugar de “terraço”. O problema maior é quando, no afã de pegar algo emprestado de uma

27 língua de fora, deturpamos a lógica da nossa.

28 Um exemplo? Cada vez mais, brasileiros têm falado e escrito “eventualmente” no sentido

29 de “mais cedo ou mais tarde”, “algo que em algum momento vai acabar acontecendo”… porque

30 esse é o significado de eventually, o termo em inglês. Só que o nosso “eventualmente” sempre

31 quis dizer outra coisa: expressa uma possibilidade, algo que pode ou não ocorrer, ou que

32 acontece ocasionalmente.

33 Erros semelhantes são o uso do verbo “realizar” no sentido de “perceber’’ e “aplicar” no

34 lugar de “inscrever-se”. Cringe, usado para expressar “vergonha alheia” a partir de 2021, então,

35 é um crime lesa-pátria. No caso, duas pátrias, porque o uso que se deu aqui nunca aconteceu lá

36 fora. No Brasil, virou adjetivo (“ainn, isso é cringe”). Lá fora, é verbo. E a expressão correta é

37 cringe worthy (algo digno de constrangimento). Aí complica.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/o-bem-e-o-mal-do-estrangeirismo/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa que indica o número correto de artigos presentes no trecho a seguir. Considere também os que apareçam combinados ou contraídos a outras palavras. “Isso porque o estrangeirismo – a influência de culturas do exterior sobre os costumes e as falas de um povo – é parte da evolução natural de qualquer língua.”.

 

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2915151 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Foz Iguaçu-PR

Instrução: As questões de números 01 a 05 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

O bem e o mal do estrangeirismo

Por Alexandre Carvalho

01 O terror dos puristas da língua em Portugal é um youtuber nascido e criado no Engenho

02 Novo, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro: Luccas Neto. Dono do canal infantil Luccas Toon,

03 com 36,9 milhões de seguidores no YouTube, o carioca também é um hit entre as crianças

04 portuguesas. A tal ponto que, em novembro do ano passado, o jornal lisboeta Diário de Notícias

05 publicou uma matéria em tom xenofóbico, reclamando que os miúdos de lá estão cada vez mais

06 a falar “brasileiro”, de tanto assistir Luccas e outros influenciadores daqui.

07 “Dizem ‘grama’ em vez de relva, autocarro é ‘ônibus’, rebuçado é ‘bala’, riscas são ‘listras’

08 e leite está na ‘geladeira’ em vez de no frigorífico”, alertou o jornal. “Os educadores notam-no

09 sobretudo depois do confinamento – à conta de muitas horas de exposição a conteúdos feitos

10 por youtubers brasileiros.”

11 Pais e educadores portugueses estão preocupados. Mas talvez não devessem levar o caso

12 tão a sério. Afinal, mais do que o jeitinho de falar de sua antiga colônia, os lusos usam e abusam

13 de palavras do francês e do inglês – e aí sem a mesma vergonha.

14 Isso porque o estrangeirismo – a influência de culturas do exterior sobre os costumes e

15 as falas de um povo – é parte da evolução natural de qualquer língua. Tentar proibi-lo é como

16 enxugar gelo. Mesmo assim, já teve político que tentou.

17 Em 1999, o então deputado federal Aldo Rebelo inventou um Projeto de Lei para limitar

18 o uso de termos estrangeiros no Brasil. Segundo o PL, toda vez que um meio de comunicação

19 de massa, estabelecimento comercial ou peça publicitária usassem uma palavra de fora, teriam

20 de colocar junto a tradução em português.

21 O projeto excêntrico, claro, não vingou. Até porque, quando um termo de qualquer país

22 é incorporado amplamente nos nossos diálogos e textos, ele na prática deixa de ser estrangeiro.

23 Vira nosso. Todo dicionário nacional está inundado de vocábulos que não brotaram nem em

24 Portugal, nem no Brasil, mas que já são tão de casa quanto receita de caipirinha.

25 O mal do estrangeirismo nem está exatamente na substituição de termos, como rooftop

26 no lugar de “terraço”. O problema maior é quando, no afã de pegar algo emprestado de uma

27 língua de fora, deturpamos a lógica da nossa.

28 Um exemplo? Cada vez mais, brasileiros têm falado e escrito “eventualmente” no sentido

29 de “mais cedo ou mais tarde”, “algo que em algum momento vai acabar acontecendo”… porque

30 esse é o significado de eventually, o termo em inglês. Só que o nosso “eventualmente” sempre

31 quis dizer outra coisa: expressa uma possibilidade, algo que pode ou não ocorrer, ou que

32 acontece ocasionalmente.

33 Erros semelhantes são o uso do verbo “realizar” no sentido de “perceber’’ e “aplicar” no

34 lugar de “inscrever-se”. Cringe, usado para expressar “vergonha alheia” a partir de 2021, então,

35 é um crime lesa-pátria. No caso, duas pátrias, porque o uso que se deu aqui nunca aconteceu lá

36 fora. No Brasil, virou adjetivo (“ainn, isso é cringe”). Lá fora, é verbo. E a expressão correta é

37 cringe worthy (algo digno de constrangimento). Aí complica.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/o-bem-e-o-mal-do-estrangeirismo/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa que indica o núcleo do sujeito da forma verbal sublinhada no trecho a seguir: “quando um termo de qualquer país é incorporado amplamente nos nossos diálogos e textos”.

 

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2915150 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Foz Iguaçu-PR

Instrução: As questões de números 01 a 05 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

O bem e o mal do estrangeirismo

Por Alexandre Carvalho

01 O terror dos puristas da língua em Portugal é um youtuber nascido e criado no Engenho

02 Novo, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro: Luccas Neto. Dono do canal infantil Luccas Toon,

03 com 36,9 milhões de seguidores no YouTube, o carioca também é um hit entre as crianças

04 portuguesas. A tal ponto que, em novembro do ano passado, o jornal lisboeta Diário de Notícias

05 publicou uma matéria em tom xenofóbico, reclamando que os miúdos de lá estão cada vez mais

06 a falar “brasileiro”, de tanto assistir Luccas e outros influenciadores daqui.

07 “Dizem ‘grama’ em vez de relva, autocarro é ‘ônibus’, rebuçado é ‘bala’, riscas são ‘listras’

08 e leite está na ‘geladeira’ em vez de no frigorífico”, alertou o jornal. “Os educadores notam-no

09 sobretudo depois do confinamento – à conta de muitas horas de exposição a conteúdos feitos

10 por youtubers brasileiros.”

11 Pais e educadores portugueses estão preocupados. Mas talvez não devessem levar o caso

12 tão a sério. Afinal, mais do que o jeitinho de falar de sua antiga colônia, os lusos usam e abusam

13 de palavras do francês e do inglês – e aí sem a mesma vergonha.

14 Isso porque o estrangeirismo – a influência de culturas do exterior sobre os costumes e

15 as falas de um povo – é parte da evolução natural de qualquer língua. Tentar proibi-lo é como

16 enxugar gelo. Mesmo assim, já teve político que tentou.

17 Em 1999, o então deputado federal Aldo Rebelo inventou um Projeto de Lei para limitar

18 o uso de termos estrangeiros no Brasil. Segundo o PL, toda vez que um meio de comunicação

19 de massa, estabelecimento comercial ou peça publicitária usassem uma palavra de fora, teriam

20 de colocar junto a tradução em português.

21 O projeto excêntrico, claro, não vingou. Até porque, quando um termo de qualquer país

22 é incorporado amplamente nos nossos diálogos e textos, ele na prática deixa de ser estrangeiro.

23 Vira nosso. Todo dicionário nacional está inundado de vocábulos que não brotaram nem em

24 Portugal, nem no Brasil, mas que já são tão de casa quanto receita de caipirinha.

25 O mal do estrangeirismo nem está exatamente na substituição de termos, como rooftop

26 no lugar de “terraço”. O problema maior é quando, no afã de pegar algo emprestado de uma

27 língua de fora, deturpamos a lógica da nossa.

28 Um exemplo? Cada vez mais, brasileiros têm falado e escrito “eventualmente” no sentido

29 de “mais cedo ou mais tarde”, “algo que em algum momento vai acabar acontecendo”… porque

30 esse é o significado de eventually, o termo em inglês. Só que o nosso “eventualmente” sempre

31 quis dizer outra coisa: expressa uma possibilidade, algo que pode ou não ocorrer, ou que

32 acontece ocasionalmente.

33 Erros semelhantes são o uso do verbo “realizar” no sentido de “perceber’’ e “aplicar” no

34 lugar de “inscrever-se”. Cringe, usado para expressar “vergonha alheia” a partir de 2021, então,

35 é um crime lesa-pátria. No caso, duas pátrias, porque o uso que se deu aqui nunca aconteceu lá

36 fora. No Brasil, virou adjetivo (“ainn, isso é cringe”). Lá fora, é verbo. E a expressão correta é

37 cringe worthy (algo digno de constrangimento). Aí complica.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/o-bem-e-o-mal-do-estrangeirismo/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa que apresenta uma expressão que NÃO poderia substituir a conjunção “mas” (l. 24) por ocasionar alteração ao sentido original que ela estabelece. Desconsiderar alterações, supressões ou inserções necessárias para fins de adequação gramatical.

 

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2915149 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Foz Iguaçu-PR

Instrução: As questões de números 01 a 05 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

O bem e o mal do estrangeirismo

Por Alexandre Carvalho

01 O terror dos puristas da língua em Portugal é um youtuber nascido e criado no Engenho

02 Novo, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro: Luccas Neto. Dono do canal infantil Luccas Toon,

03 com 36,9 milhões de seguidores no YouTube, o carioca também é um hit entre as crianças

04 portuguesas. A tal ponto que, em novembro do ano passado, o jornal lisboeta Diário de Notícias

05 publicou uma matéria em tom xenofóbico, reclamando que os miúdos de lá estão cada vez mais

06 a falar “brasileiro”, de tanto assistir Luccas e outros influenciadores daqui.

07 “Dizem ‘grama’ em vez de relva, autocarro é ‘ônibus’, rebuçado é ‘bala’, riscas são ‘listras’

08 e leite está na ‘geladeira’ em vez de no frigorífico”, alertou o jornal. “Os educadores notam-no

09 sobretudo depois do confinamento – à conta de muitas horas de exposição a conteúdos feitos

10 por youtubers brasileiros.”

11 Pais e educadores portugueses estão preocupados. Mas talvez não devessem levar o caso

12 tão a sério. Afinal, mais do que o jeitinho de falar de sua antiga colônia, os lusos usam e abusam

13 de palavras do francês e do inglês – e aí sem a mesma vergonha.

14 Isso porque o estrangeirismo – a influência de culturas do exterior sobre os costumes e

15 as falas de um povo – é parte da evolução natural de qualquer língua. Tentar proibi-lo é como

16 enxugar gelo. Mesmo assim, já teve político que tentou.

17 Em 1999, o então deputado federal Aldo Rebelo inventou um Projeto de Lei para limitar

18 o uso de termos estrangeiros no Brasil. Segundo o PL, toda vez que um meio de comunicação

19 de massa, estabelecimento comercial ou peça publicitária usassem uma palavra de fora, teriam

20 de colocar junto a tradução em português.

21 O projeto excêntrico, claro, não vingou. Até porque, quando um termo de qualquer país

22 é incorporado amplamente nos nossos diálogos e textos, ele na prática deixa de ser estrangeiro.

23 Vira nosso. Todo dicionário nacional está inundado de vocábulos que não brotaram nem em

24 Portugal, nem no Brasil, mas que já são tão de casa quanto receita de caipirinha.

25 O mal do estrangeirismo nem está exatamente na substituição de termos, como rooftop

26 no lugar de “terraço”. O problema maior é quando, no afã de pegar algo emprestado de uma

27 língua de fora, deturpamos a lógica da nossa.

28 Um exemplo? Cada vez mais, brasileiros têm falado e escrito “eventualmente” no sentido

29 de “mais cedo ou mais tarde”, “algo que em algum momento vai acabar acontecendo”… porque

30 esse é o significado de eventually, o termo em inglês. Só que o nosso “eventualmente” sempre

31 quis dizer outra coisa: expressa uma possibilidade, algo que pode ou não ocorrer, ou que

32 acontece ocasionalmente.

33 Erros semelhantes são o uso do verbo “realizar” no sentido de “perceber’’ e “aplicar” no

34 lugar de “inscrever-se”. Cringe, usado para expressar “vergonha alheia” a partir de 2021, então,

35 é um crime lesa-pátria. No caso, duas pátrias, porque o uso que se deu aqui nunca aconteceu lá

36 fora. No Brasil, virou adjetivo (“ainn, isso é cringe”). Lá fora, é verbo. E a expressão correta é

37 cringe worthy (algo digno de constrangimento). Aí complica.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/o-bem-e-o-mal-do-estrangeirismo/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa que indica a palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “excêntrico” (l. 21) sem causar alterações significativas ao sentido original do texto.

 

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2915148 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Foz Iguaçu-PR

Instrução: As questões de números 01 a 05 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

O bem e o mal do estrangeirismo

Por Alexandre Carvalho

01 O terror dos puristas da língua em Portugal é um youtuber nascido e criado no Engenho

02 Novo, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro: Luccas Neto. Dono do canal infantil Luccas Toon,

03 com 36,9 milhões de seguidores no YouTube, o carioca também é um hit entre as crianças

04 portuguesas. A tal ponto que, em novembro do ano passado, o jornal lisboeta Diário de Notícias

05 publicou uma matéria em tom xenofóbico, reclamando que os miúdos de lá estão cada vez mais

06 a falar “brasileiro”, de tanto assistir Luccas e outros influenciadores daqui.

07 “Dizem ‘grama’ em vez de relva, autocarro é ‘ônibus’, rebuçado é ‘bala’, riscas são ‘listras’

08 e leite está na ‘geladeira’ em vez de no frigorífico”, alertou o jornal. “Os educadores notam-no

09 sobretudo depois do confinamento – à conta de muitas horas de exposição a conteúdos feitos

10 por youtubers brasileiros.”

11 Pais e educadores portugueses estão preocupados. Mas talvez não devessem levar o caso

12 tão a sério. Afinal, mais do que o jeitinho de falar de sua antiga colônia, os lusos usam e abusam

13 de palavras do francês e do inglês – e aí sem a mesma vergonha.

14 Isso porque o estrangeirismo – a influência de culturas do exterior sobre os costumes e

15 as falas de um povo – é parte da evolução natural de qualquer língua. Tentar proibi-lo é como

16 enxugar gelo. Mesmo assim, já teve político que tentou.

17 Em 1999, o então deputado federal Aldo Rebelo inventou um Projeto de Lei para limitar

18 o uso de termos estrangeiros no Brasil. Segundo o PL, toda vez que um meio de comunicação

19 de massa, estabelecimento comercial ou peça publicitária usassem uma palavra de fora, teriam

20 de colocar junto a tradução em português.

21 O projeto excêntrico, claro, não vingou. Até porque, quando um termo de qualquer país

22 é incorporado amplamente nos nossos diálogos e textos, ele na prática deixa de ser estrangeiro.

23 Vira nosso. Todo dicionário nacional está inundado de vocábulos que não brotaram nem em

24 Portugal, nem no Brasil, mas que já são tão de casa quanto receita de caipirinha.

25 O mal do estrangeirismo nem está exatamente na substituição de termos, como rooftop

26 no lugar de “terraço”. O problema maior é quando, no afã de pegar algo emprestado de uma

27 língua de fora, deturpamos a lógica da nossa.

28 Um exemplo? Cada vez mais, brasileiros têm falado e escrito “eventualmente” no sentido

29 de “mais cedo ou mais tarde”, “algo que em algum momento vai acabar acontecendo”… porque

30 esse é o significado de eventually, o termo em inglês. Só que o nosso “eventualmente” sempre

31 quis dizer outra coisa: expressa uma possibilidade, algo que pode ou não ocorrer, ou que

32 acontece ocasionalmente.

33 Erros semelhantes são o uso do verbo “realizar” no sentido de “perceber’’ e “aplicar” no

34 lugar de “inscrever-se”. Cringe, usado para expressar “vergonha alheia” a partir de 2021, então,

35 é um crime lesa-pátria. No caso, duas pátrias, porque o uso que se deu aqui nunca aconteceu lá

36 fora. No Brasil, virou adjetivo (“ainn, isso é cringe”). Lá fora, é verbo. E a expressão correta é

37 cringe worthy (algo digno de constrangimento). Aí complica.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/o-bem-e-o-mal-do-estrangeirismo/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. Os portugueses manifestaram preconceito contra o português falado no Brasil.

II. A língua portuguesa falada em Portugal não admite o uso de estrangeirismos.

III. Há casos de uso de estrangeirismos que modificam o sentido da nossa língua.

Quais estão corretas?

 

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