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“A escola, claramente, é uma importante agência civilizatória de ampla escala, pelo seu tamanho territorial e abrangência do contingente de estudantes de múltiplas faixas etárias. Todos sabem. E nem se pode fugir do enfrentamento de problemas tão graves da sociedade como os trazidos aqui: problemas de trânsito, consumo destrutivo, as doenças endêmicas, de fundamentalismos religiosos e de falta de vida saudável... Por causa do alargamento do espectro da função da Escola, começa-se fortemente a exigir que a educação nela vivida seja uma educação, dita inte gral. O que isso significa?” (ALMEIDA; SILVA, 2018). Para Almeida e Silva (2018), no sentido “íntegro” da educação, a escola busca

 

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Para Vygotsky, o essencial no desenvolvimento não está no progresso de cada função tomada isoladamente, mas na mudança de relações entre diferentes funções, tais como a memória lógica, o pensamento verbal etc. Analisando as ideias de Vygotsky, Ivan Ivic (2010) afirma que a contribuição da aprendizagem deve-se ao fato de que ela coloca à disposição do indivíduo um instrumento poderoso: a

 

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A escola não funciona a partir de tendências pedagógicas puras. A cultura escolar é marcada por uma hibridação de práticas e saberes. Todavia, a classificação das tendências pedagógicas na escola leva em conta concepções sociopolíticas. Nesse sentido, Libâneo (1992) aponta que a pedagogia liberal

 

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Vitor Paro (2001), ao tratar da gestão da educação, afirma que “Entendida a democracia como mediação para a realização da liberdade em sociedade, a participação dos usuários na gestão da escola inscreve-se, inicialmente, como

 

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No entendimento de François Dubet (2004), uma escola justa preservaria melhor a dignidade e a autoestima dos que não fossem tão bem-sucedidos como se esperava. Isso supõe dois grandes tipos de ação. O primeiro exige uma verdadeira revalorização do ensino técnico e profissional e um interesse maior pelos gostos dos alunos e por seus talentos. O segundo tipo de ação, de acordo com o François Dubet (2004), é

 

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2908119 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

O componente Língua Portuguesa da Base Nacional Comum Curricular apresenta, entre as estratégias e procedimentos de leitura, as seguintes:

 

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2908118 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

De acordo com Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão), os gêneros emergentes correspondem a

 

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2908117 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

Tratando da questão da ortografia na produção textual, Dolz, Noverraz e Schneuwly (Gêneros orais e escritos na escola) afirmam que

 

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2908116 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

Dolz, Noverraz e Schneuwly (Gêneros orais e escritos na escola) apontam um esquema constituído de apresentação de uma situação, produção inicial, módulos nos quais se trabalham problemas surgidos na produção inicial e produção final. Trata-se do que os autores identificam como

 

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2908115 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP

Leia o texto, para responder às questões de números 51 a 56.

“No meu tempo a educação era muito melhor!”

Quantas vezes ouvimos a frase do título, quase sempre de pessoas mais velhas, exaltando a qualidade do ensino que receberam em escolas públicas? Vejam outra afirmativa consagrada: “Nossa educação está cada vez pior!”.

Serão corretas? Provavelmente a primeira está equivocada. A segunda, com certeza.

Hoje medimos com aceitável segurança o nível de domínio dos currículos oficiais pelos alunos. Mas, antes da década de 1990, nada sabíamos. Sendo assim, comparações confiáveis estão fora de cogitação para datas anteriores.

Mas podemos fazer conjecturas. Quando aquele provecto senhor nos diz que, “naquele tempo”, a escola era melhor, está comparando gente de classes sociais diferentes. Se estudou por volta da metade do século passado, duas coisas são altamente prováveis. Primeiro, trata-se de um cavalheiro (ou dama) de classe média para cima, já que poucos de origem mais modesta frequentavam as escolas. Segundo, sua professora seria também de classe média, pois o magistério era, praticamente, a única profissão socialmente aceita para mulheres de famílias tradicionais.

Mas hoje as escolas públicas têm maioria de alunos e professores de origem muito mais modesta. Que fique claro, foi um enorme ganho. De fato, nos níveis iniciais, quase toda a coorte está na escola.

E será que a nossa educação pública “está cada vez pior”? Aqui pisamos em terreno muito mais firme. Temos bons testes, desde a década de 1990. Passaram a ser comparáveis de uma data para outra, a partir da virada do milênio. Ou seja, não se trata de “achar” isto ou aquilo. A resposta é simples, definitiva e está nas séries históricas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e da Prova Brasil. E, de lambuja, temos o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), respaldado pela melhor tradição em avaliação escolar existente.

Os resultados estão aí. Como grande generalização, não houve qualquer queda apreciável nos escores. Segundo a Prova Brasil, cresceu nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, quase nada; e o ensino médio ficou estagnado por longo tempo. A boa notícia é que, na última Prova Brasil (antes da pandemia), finalmente, o médio acordou e deu um saltinho. O Pisa mostrou crescimento, em certos períodos, até bem maior do que no resto do mundo. Mas foram seguidos de estagnação. Em suma, nada deu marcha à ré.

O grande mistério é saber de onde vem a ideia de que está tudo piorando.

Nossa educação é, aproximadamente, a que se poderia esperar da nossa renda per capita. Ou seja, países no mesmo nível de desenvolvimento do Brasil não estão longe de nós.

Dito isso, agora vem a notícia ruim. Embora nossa educação não tenha piorado, sempre foi e continua sendo muito ruim. Diante de um aluno europeu, os nossos têm quatro anos de atraso!

Precisamos e queremos melhorar. Mas, para que isso aconteça, devemos ter clareza acerca dos fatos. Acreditar que o ensino piorou leva a diagnósticos equivocados e a um pessimismo tóxico. Leva-nos a buscar explicações presentes para mazelas que vêm do passado, às vezes remoto. O rumo certo é louvar os avanços, entender por que melhorou tão pouco e descobrir o que fazer para remediar a situação.

(Claudio de Moura Castro. O Estado de S.Paulo, 04-09-2022. Adaptado)

Observe os enunciados (I), (II) e (III).

“No meu tempo a educação era muito melhor!” (I) – no título do texto

“naquele tempo” (II) – no 4o parágrafo

Provavelmente a primeira está equivocada. A segunda, com certeza. (III) – no 2ºparágrafo

No processo de leitura compreensiva de um texto, considera-se a pontuação como elemento componente do sentido. Assim, as aspas em (I) e (II) e a vírgula em (III) sinalizam:

 

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