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NO ELEVADOR
Confesse: você também imagina uma porção de coisas quando entra num elevador. A começar pelo básico: o terror. “Esse troço vai cair...” Não é um sentimento consciente, claro. Os elevadores não caem mais.Tornaram-se tão seguros que aquele botão de “Emergência” só continua no painel para acalmar os paranoicos. No caso de uma emergência, ele provavelmente sairia em sua mão. Ou isso seria uma paranoia?
Não. Não existe mais a possibilidade de grandes tragédias. O que não convence os mais neuróticos do que eu. Sei de gente que sobe de elevador, mas não desce. Argumenta, que o nome é “elevador”. “Ou ascensor”. Que ele vai descer como subiu está apenas subentendido. O que faz o elevador subir é a técnica e o engenho humano. O que faz o elevador descer é a lei da gravidade. E todos nós sabemos do que ela é capaz, quando desafiada.
Eliminado o terror – pelo menos removido para o subsolo do subconsciente – sobram as fantasias. Elevador é um lugar extremamente constrangedor. De repente você se vê num cubículo com estranhos, numa promiscuidade forçada de centímetros, e não pode nem assoviar. Nenhum silêncio é mais denso e opressivo do que o silêncio do elevador. Parece aqueles hiatos na conversa quando ninguém na sala tem assunto e o silêncio vai inchando, inchando de maneira alarmante, até que alguém pergunta: “Quem viu o Jô ontem?” E a conversa se reanima. Só que no elevador a angústia termina apenas com o fim da viagem. As pessoas não se falam num elevador, embora respirem um na cabeça do outro. Mas se olham. É como se qualquer outro contato além do estritamente inevitável fosse desencadear alguma coisa incontrolável, uma batalha de cotovelos até a morte ou uma orgia de se rasgarem as roupas. A combinação tácita e silenciosa é a seguinte: “Está bem, pessoal. Já que o destino nos colocou nessa situação, não vamos fazer nada para piorá-la.”
E ficam todos olhando para a luzinha no indicador de andares, esperando que o martírio acabe logo.
Luiz Fernando Veríssimo. Jornal do Brasil, agosto de 1996, p. 11.
A relação estabelecida pelos conectivos em destaque só NÃO está corretamente identificada nos parênteses em:
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NO ELEVADOR
Confesse: você também imagina uma porção de coisas quando entra num elevador. A começar pelo básico: o terror. “Esse troço vai cair...” Não é um sentimento consciente, claro. Os elevadores não caem mais.Tornaram-se tão seguros que aquele botão de “Emergência” só continua no painel para acalmar os paranoicos. No caso de uma emergência, ele provavelmente sairia em sua mão. Ou isso seria uma paranoia?
Não. Não existe mais a possibilidade de grandes tragédias. O que não convence os mais neuróticos do que eu. Sei de gente que sobe de elevador, mas não desce. Argumenta, que o nome é “elevador”. “Ou ascensor”. Que ele vai descer como subiu está apenas subentendido. O que faz o elevador subir é a técnica e o engenho humano. O que faz o elevador descer é a lei da gravidade. E todos nós sabemos do que ela é capaz, quando desafiada.
Eliminado o terror – pelo menos removido para o subsolo do subconsciente – sobram as fantasias. Elevador é um lugar extremamente constrangedor. De repente você se vê num cubículo com estranhos, numa promiscuidade forçada de centímetros, e não pode nem assoviar. Nenhum silêncio é mais denso e opressivo do que o silêncio do elevador. Parece aqueles hiatos na conversa quando ninguém na sala tem assunto e o silêncio vai inchando, inchando de maneira alarmante, até que alguém pergunta: “Quem viu o Jô ontem?” E a conversa se reanima. Só que no elevador a angústia termina apenas com o fim da viagem. As pessoas não se falam num elevador, embora respirem um na cabeça do outro. Mas se olham. É como se qualquer outro contato além do estritamente inevitável fosse desencadear alguma coisa incontrolável, uma batalha de cotovelos até a morte ou uma orgia de se rasgarem as roupas. A combinação tácita e silenciosa é a seguinte: “Está bem, pessoal. Já que o destino nos colocou nessa situação, não vamos fazer nada para piorá-la.”
E ficam todos olhando para a luzinha no indicador de andares, esperando que o martírio acabe logo.
Luiz Fernando Veríssimo. Jornal do Brasil, agosto de 1996, p. 11.
Sobre a pontuação do texto, só NÃO se pode afirmar que:
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“Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Tal disposição se refere ao Princípio da:
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São direitos dos trabalhadores, EXCETO:
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Com relação à Saúde no Brasil, assinale alternativa CORRETA:
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Os nossos dentes têm suas funções específicas em nossa boca, e a partir dele que fazemos uma boa digestão, e os mesmo estão divididos em quatro grupos distintos:
I. Incisivos
II. Caninos
III. Pré-molares
IV. Molares
( ) Constituído por duas cúspides (vestibular e palatina/lingual) servem para esmagar e moer os alimentos.
( ) Para triturar os alimentos, estes dentes possuem várias cúspides (4 a 5) na superfície de oclusal.
( ) Dão início ao processo de mastigação e têm função de cortar o alimento.
( ) Dentes com bordo incisal agudo que rasgam os alimentos.
A seqüência correta é:
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Compõe a Administração Pública Indireta, EXCETO:
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NO ELEVADOR
Confesse: você também imagina uma porção de coisas quando entra num elevador. A começar pelo básico: o terror. “Esse troço vai cair...” Não é um sentimento consciente, claro. Os elevadores não caem mais.Tornaram-se tão seguros que aquele botão de “Emergência” só continua no painel para acalmar os paranoicos. No caso de uma emergência, ele provavelmente sairia em sua mão. Ou isso seria uma paranoia?
Não. Não existe mais a possibilidade de grandes tragédias. O que não convence os mais neuróticos do que eu. Sei de gente que sobe de elevador, mas não desce. Argumenta, que o nome é “elevador”. “Ou ascensor”. Que ele vai descer como subiu está apenas subentendido. O que faz o elevador subir é a técnica e o engenho humano. O que faz o elevador descer é a lei da gravidade. E todos nós sabemos do que ela é capaz, quando desafiada.
Eliminado o terror – pelo menos removido para o subsolo do subconsciente – sobram as fantasias. Elevador é um lugar extremamente constrangedor. De repente você se vê num cubículo com estranhos, numa promiscuidade forçada de centímetros, e não pode nem assoviar. Nenhum silêncio é mais denso e opressivo do que o silêncio do elevador. Parece aqueles hiatos na conversa quando ninguém na sala tem assunto e o silêncio vai inchando, inchando de maneira alarmante, até que alguém pergunta: “Quem viu o Jô ontem?” E a conversa se reanima. Só que no elevador a angústia termina apenas com o fim da viagem. As pessoas não se falam num elevador, embora respirem um na cabeça do outro. Mas se olham. É como se qualquer outro contato além do estritamente inevitável fosse desencadear alguma coisa incontrolável, uma batalha de cotovelos até a morte ou uma orgia de se rasgarem as roupas. A combinação tácita e silenciosa é a seguinte: “Está bem, pessoal. Já que o destino nos colocou nessa situação, não vamos fazer nada para piorá-la.”
E ficam todos olhando para a luzinha no indicador de andares, esperando que o martírio acabe logo.
Luiz Fernando Veríssimo. Jornal do Brasil, agosto de 1996, p. 11.
Assinale a opção CORRETA quanto ao comentário gramatical apresentado:
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São direitos garantidos aos usuários do SUS:
I. Ter atendimento gratuito.
II. Acesso a centrais e vagas.
III. Ser atendido imediatamente.
Marque a opção CORRETA:
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NO ELEVADOR
Confesse: você também imagina uma porção de coisas quando entra num elevador. A começar pelo básico: o terror. “Esse troço vai cair...” Não é um sentimento consciente, claro. Os elevadores não caem mais.Tornaram-se tão seguros que aquele botão de “Emergência” só continua no painel para acalmar os paranoicos. No caso de uma emergência, ele provavelmente sairia em sua mão. Ou isso seria uma paranoia?
Não. Não existe mais a possibilidade de grandes tragédias. O que não convence os mais neuróticos do que eu. Sei de gente que sobe de elevador, mas não desce. Argumenta, que o nome é “elevador”. “Ou ascensor”. Que ele vai descer como subiu está apenas subentendido. O que faz o elevador subir é a técnica e o engenho humano. O que faz o elevador descer é a lei da gravidade. E todos nós sabemos do que ela é capaz, quando desafiada.
Eliminado o terror – pelo menos removido para o subsolo do subconsciente – sobram as fantasias. Elevador é um lugar extremamente constrangedor. De repente você se vê num cubículo com estranhos, numa promiscuidade forçada de centímetros, e não pode nem assoviar. Nenhum silêncio é mais denso e opressivo do que o silêncio do elevador. Parece aqueles hiatos na conversa quando ninguém na sala tem assunto e o silêncio vai inchando, inchando de maneira alarmante, até que alguém pergunta: “Quem viu o Jô ontem?” E a conversa se reanima. Só que no elevador a angústia termina apenas com o fim da viagem. As pessoas não se falam num elevador, embora respirem um na cabeça do outro. Mas se olham. É como se qualquer outro contato além do estritamente inevitável fosse desencadear alguma coisa incontrolável, uma batalha de cotovelos até a morte ou uma orgia de se rasgarem as roupas. A combinação tácita e silenciosa é a seguinte: “Está bem, pessoal. Já que o destino nos colocou nessa situação, não vamos fazer nada para piorá-la.”
E ficam todos olhando para a luzinha no indicador de andares, esperando que o martírio acabe logo.
Luiz Fernando Veríssimo. Jornal do Brasil, agosto de 1996, p. 11.
Assinale a única alternativa que NÃO está de acordo com as ideias expressas no texto:
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