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1339690 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Janaúba-MG
COMPAIXÃO
"Era uma sexta-feira, fim de tarde. Na época, eu trabalhava no jornal The New York Times. Estava descendo as escadas do metrô, assim como centenas de cidadãos que iam para casa, quando notei um homem caído, imóvel. As pessoas, de tão apressadas, apenas pulavam por cima dele. Quando me aproximei, parei para ver o que tinha acontecido. No mesmo instante, meia dúzia de outras pessoas também parou em torno dele. Descobrimos que era um hispânico, não falava inglês, não tinha dinheiro, estava faminto e desmaiou de fome. Imediatamente, alguém trouxe um copo de suco de laranja, um outro lhe deu um cachorro-quente e ele se levantou. Tudo o que precisava era de um simples ato: o de ser percebido."
O relato da página anterior pertence ao psicólogo americano Daniel Goleman, autor do livro Inteligência Emocional (Editora Objetiva), e é um bom exemplo do que é a compaixão. Palavra originária do latim e do grego, que significa "sofrer com" ou "passar por algo com alguém", sempre esteve associada às pessoas religiosas, como Madre Tereza de Calcutá, que dedicou sua vida aos pobres, e a Jesus Cristo, que sempre esteve ao lado dos enfermos, leprosos, cegos e prostitutas. No entanto, nos tempos atuais, a compaixão desperta a atenção até mesmo do campo científico. Segundo pesquisas, todos têm em sua fisiologia o neurônio desencadeador desse sentimento.
"A neurociência social estudou a compaixão e descobriu que os circuitos cerebrais, por padrão, nos dizem para ajudar, mas eles somente funcionam quando interagimos com o outro", explica Goleman. O assunto também é abordado no livro Born to Be Good: The Science of a Meaningful Life (algo como "Nascido para Ser Bom: A Ciência de uma Vida Significativa", editora W.W. Norton & Company, ainda não publicado no Brasil), do psicólogo Dacher Keltner, diretor do Laboratório de Interações Sociais da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA). "O funcionamento do nervo vago, que se origina no topo da espinha dorsal, está associado aos sentimentos de cuidado que produzem uma sensação confortável no tórax. Pessoas com alta ativação dessa região cerebral são, portanto, mais propensas a desenvolver compaixão, gratidão, amor e felicidade", afirma Keltner. O padre Cireneu Kuhn, missionário da Congregação do Verbo Divino, presente em vários países, incluindo o Brasil, explica que, na parábola do bom samaritano, a compaixão também é comprovada como independente da religião. "Quem parou para ajudar o homem ferido na beira da estrada não foi o sacerdote, que, ao vê-lo caído, quase morto, tomou outra direção, mas sim um samaritano, um homem comum." De uma forma simplista, basta pensar no impulso automático de salvar, por exemplo, um bebê engatinhando sozinho na beira de uma piscina. "Além disso, nascemos para viver em comunidade, somos todos interdependentes; se não fosse dessa forma, como viveríamos?
(BIS, Keila, Compaixão. Revista Bons Fuidos, p. 43-44, junho de 2013. Adaptado.)
Considere o trecho: O assunto também é abordado no livro Born to be Good: The Science of a Meaningful Life (algo como “ Nascido para ser bom: A Ciência de uma Vida Significativa”...
Ao inserir a expressão “algo como”, a autora informa:
 

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1339689 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Janaúba-MG
A BOA ESCOLA
Meu brilhante colega Gustavo Ioschpe, uma das mais lúcidas vozes no que diz respeito à educação, escreveu sobre o que é um bom professor. Eu já começava este artigo sobre o que acho que deva ser uma boa escola, então aqui vai.
Primeiro, a escola tem de existir. No Brasil há incrivelmente poucas escolas em relação à necessidade real. Têm de existir escolas para todas as crianças, em todas as comunidades, as mais remotas, com qualidades básicas: não ultrapassar o número de alunos bem acomodados, e que eles não tenham de se locomover para muito longe; instalações dignas, que vão das mesas às paredes, telhado, pátio para diversão e recreio, lugar para exercício físico e esportes; instalações sanitárias decentes, cozinha para alimentar os que não comem suficientemente em casa; alguém com experiência médica ou de enfermagem para atender os que precisarem. Em cada sala de aula, naturalmente, uma boa prateleira com livros, sem dúvida, doados pelos governos federal, estadual, municipal. E que ali se ensine bem o essencial: aritmética, bom uso da linguagem, noções de história e geografia para que saibam quem são e onde no mundo se situam. Falei até aqui apenas de ensino elementar em escolas menos privilegiadas economicamente. Em comunidades mais resolvidas nesse sentido, tudo isso não será apenas bom, mas excelente, desde a parte material até professores muito bem preparados que sejam bem exigidos e bem pagos.
No chamado 2.º grau, além de livros, quem sabe computadores, mas – ainda que escandalizando alguns – creio que esses objetos maravilhosos, que eu mesma uso constantemente, não substituem um bom professor. E que, nesse degrau da vida, todos sejam preparados para a universidade, desde que queiram e possam. Pois nem todos querem uma carreira universitária, nem todos têm capacidade para isso: para eles, excelentes escolas técnicas, depois das quais podem ter mais ganho financeiro do que a maioria dos profissionais liberais. Professores com mestrado e se possível doutorado, diretores que conheçam administração, psicólogos que conheçam psicologia, todos com saber e postura que os alunos respeitem a fim de que possam aprender.
Finalmente a universidade, que enganosamente se julga ser o único destino digno de todo mundo (já mencionei acima os cursos técnicos cada dia melhores e mais especializados). Universidade precisa existir, mas não na abundância das escolas elementares. É incompreensível e desastrosa a multiplicação de faculdades de medicina, por exemplo, cujas falhas terão efeitos dramáticos sobre vidas humanas. Temos pelo país muitas onde alunos não estudam anatomia, pois não há biotério, não têm aulas práticas, pois não há hospital-escola. Essa é uma realidade assustadora, mas bastante comum, que, parece, tenta-se corrigir. Dessas pseudofaculdades sairão alunos reprovados nas essenciais provas do CRM, mas que eventualmente vão trabalhar sem condição de atender pacientes. Faculdades de direito pululam pelo país, sem professores habilitados, sem boas bibliotecas, formando advogados que nem escrever razoavelmente conseguem, além de desconhecer as leis – e reprovados aos magotes nas importantíssimas provas da OAB. Coisa semelhante aconteceria com faculdades de engenharia mal preparadas, se existirem, de onde precisam sair profissionais que garantam segurança em obras diversas, de edifícios, casas, estradas, pontes. Vejam que aqui comentei apenas alguns dos inúmeros cursos existentes, muitos com excelente nível, mas não se ignorem os que não têm condições de funcionar, e mesmo assim... existem. Em todas essas fases, segundo cada nível, incluam-se professores bem preparados, muito dedicados, e decentemente pagos – professor não é sacerdote nem faquir.
O que aqui escrevo é mero, simples, bom-senso. Todos têm direito de receber a educação que os coloque no mundo sabendo ler, escrever, pensar, calcular, tendo ideia do que são e onde se encontram, e podendo aspirar a crescer mais. Isso é dever de todos os governos. E é nosso dever esperar isso deles.
(LUFT, Lya. A Boa Escola. Revista Veja, 24 de fevereiro de 2013, p.22.)
Em relação ao ensino médio, a autora afirma, EXCETO
 

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1339688 Ano: 2012
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Janaúba-MG
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Existem várias técnicas para o desenvolvimento orientado a objetos. De posse das características presentes na 2.ª coluna, relacione o nome da técnica, na 1.ª coluna, identificada por número.
1- OMT
2- Booch
3- Coad/Yourdon
4- Shlaer/Mellor
5- OOSE (Jacobson)
6- Fusão
7- UML
( ) Corresponde a uma integração das técnicas OMT e de Booch na qual os dois modelos de objeto e de interface visam representar os aspectos estáticos e dinâmicos do problema.
( ) Divisão em 4 fases: análise, projeto de sistema, projeto de objetos e implementação. Como principais características, destacam-se a separação clara entre análise e projeto, a inclusão de todos os conceitos da orientação a objetos e de alguns específicos do método.
( ) É centrada em casos de uso (use-cases) e permite, durante a análise, aprofundar o entendimento de como o sistema deve ser realmente utilizado.
( ) É dividida em 3 fases: análise de requisitos, análise de domínios e projeto, com ênfase maior no projeto.
( ) É uma unificação dos métodos OMT, Booch e OOSE que está sendo submetida a OMG para a padronização.
( ) Ela fornece um conjunto integrado de modelos de análise e que depois são traduzidos (Recursive Design) durante o projeto.
( ) Esta técnica utiliza um modelo único para todas as fases, o que torna mais simples e compreensível o desenvolvimento.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
 

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1339675 Ano: 2012
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Janaúba-MG
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Com pertinência à Constituição da República Federativa do Brasil em vigor, assinale a alternativa CORRETA.

 

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1339662 Ano: 2012
Disciplina: Pedagogia
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Janaúba-MG
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Considerando a concepção de avaliação, defendida por Paulo Afonso Caruzo Ronca em seu texto “A prova Operatória”, é INCORRETO afirmar:
 

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1339658 Ano: 2012
Disciplina: Biologia
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Janaúba-MG
As afirmativas a seguir se referem ao ciclo de vida dos pinheiros. Analise-as e assinale a alternativa INCORRETA.
 

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1339656 Ano: 2012
Disciplina: TI - Redes de Computadores
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Janaúba-MG
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Analise as afirmativas abaixo.
I - Os URLs são definidos na RFC 1738 e são construídos sobre a definição de nomes de host, descrita na Seção “Nomes de host”.
II - Os URLs são um subconjunto dos Universal Resource Identifiers(URIs), que podem ser usados para identificar qualquer objeto, arquivo ou pessoa de uma maneira única e globalmente reconhecível.
III - Cada resposta de DNS transporta valor time-to-live que ajuda o cliente a administrar o cache e, quando um cliente é reiniciado, ele normalmente esvazia o cache inteiro.
IV - Um registro de resultado para uma consulta de nome simples (opcode 0, questão classe 1) conteria o endereço IP que é mapeado para o nome do host fornecido. Os endereços IP são codificados em hexadecimal.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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1339652 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Janaúba-MG
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A MÁGICA DA EDUCAÇÃO
Vale a pena refletir sobre o elo entre a Educação e o que acontece com nossa vida profissional. Sabemos que, ao deixar a Escola e encontrar um emprego, o número de anos de estudo é o mais poderoso determinante do que vamos ganhar. Como regra geral, quanto mais se estuda, mais o salário inicial é elevado — embora varie de acordo com a oferta e a procura de competências. Se acreditamos que o contracheque reflete a nossa contribuição para a produtividade da empresa, os anos de estudo são a maior fonte de progresso. É o que Adam Smith dizia e que já foi exaustivamente medido.
De fato, quanto maior o estoque de Educação com o qual iniciamos a vida profissional, mais ganhamos. Ou seja, no dia em que pleiteamos um emprego, o mercado valoriza o que aprendemos na Escola. Portanto, há boas razões para a Escola ensinar bem aquilo que conta para um bom desempenho profissional.
Mas os números contam mais histórias. Quem estudou pouco ou nada não só começa com um salário medíocre, mas permanece a vida toda no mesmo nível. Já para os que têm mais Educação, no curso da sua vida profissional, o salário pode duplicar ou triplicar. Esses aumentos são espantosamente maiores do que o benefício de entrar mais educado no mercado de trabalho — no caso, comparado com quem tem menos Escolaridade.
Nosso primeiro salário reflete aqueles conhecimentos que a Escola nos deu e que o mercado valoriza. É fácil entender. Mas o que explicaria o avanço ao longo da carreira, se já havíamos parado de estudar? Como esquecemos muito do aprendido na Escola, até não seria absurdo pensar que o salário encolheria.
Em boa medida as empresas remuneram de acordo com a capacidade de produzir de cada um — e com a escassez relativa daquele perfil de mão de obra —, mas não precisamos aqui entrar nesses complicadores. Se pagam cada vez mais, ao longo da nossa carreira, se o salário segue crescendo, isso significa que nos tornamos mais produtivos. É forçoso concluir que, de alguma forma, continuamos aprendendo. Ficamos mais educados, apesar de não estarmos mais na Escola.
Em outras palavras, os aumentos ao longo dos anos só podem ser explicados pela capacidade de aprender com a experiência vivida. Esse amadurecimento ao longo da vida — fortemente influenciado pela nossa Educação formal prévia — metamorfoseia-se em maior produtividade. Eis a mágica da Educação!
Visto de outra maneira, o que aprendemos na Escola e tem uso imediato aumenta os salários, mas não tanto. Conta mais o que aprendemos depois. Logo, seja do ponto de vista individual, seja do da empresa, o aprendizado mais valorizado economicamente é aquele que se dá durante a vida profissional, não antes. Essa conclusão, além de curiosa, não é sem consequências.
Tudo o que puder ser feito para maximizar o aprendizado ao longo da nossa carreira se traduz em avanços nos rendimentos. É importante lembrar, conta a qualidade da Educação que tivemos. Não são quantos fatos e fórmulas decoramos, mas a capacidade de ler, escrever, pensar, decifrar o mundo ao nosso redor, bem como identificar e encontrar soluções para os problemas que vão aparecendo.
Pela vida afora, ajudará tudo o que possa facilitar, incentivar e promover o aprendizado, até o máximo condizente com o potencial de cada um. Ajudam os cursos, mentores, estágios ou grupos de discussão. Essa é a boa tese da Educação Permanente. Mas nem tudo vem de fora. Também funciona o esforço próprio, autodidata, de maneira totalmente informal. E, mais ainda, avançamos mercê de uma insaciável curiosidade e de uma atitude de sempre fazer perguntas e procurar respostas. O que importa é a busca incansável de formas de alimentar a nossa sede de conhecimentos e de novas soluções.
Nossa carreira depende do esforço para continuar a aprender. O tesouro da Educação não está no diploma e no que Ensinou a Escola, mas sim no que ela nos permite crescer depois.
(CASTRO, Cláudio de Moura. A Mágica da Educação. Revista Veja, São Paulo, 6 de março de 2013, p. 20.)
“Esse amadurecimento ao longo da vida – fortemente influenciado pela nossa Educação formal prévia – metamorfoseia-se em maior produtividade.”
No contexto em que aparece, o verbo grifado pode ser substituído, sem alteração de sentido, por
 

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1339651 Ano: 2012
Disciplina: Engenharia de Alimentos
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Janaúba-MG
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Durante o pré-preparo de alguns alimentos, estes devem ser subdivididos em partes. Para a separação de 2 sólidos, utiliza-se o processo:
 

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1339650 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Janaúba-MG
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Vamos esperar mais 70 anos?
Em 1836, já no fim de sua viagem a bordo do Beagle, Charles Darwin, um dos maiores gênios que o mundo já conheceu, escreveu à sua irmã Susan: "Um homem que ousa desperdiçar 1 hora do tempo não descobriu o valor da vida". A frase vale para homens e para nações. O tempo não é exatamente um valor para nós, brasileiros. Somos ótimos em fazer diagnósticos e péssimos na hora de tomar as medidas necessárias para corrigir nossos problemas. Por que mudar, e arriscar perder votos hoje, se é possível deixar os atos de coragem para amanhã? Só um desprezo profundo pelo valor do tempo e pelas consequências dessa postura pode explicar a sobrevivência de um conjunto de leis que, neste ano, completarão sete décadas. A Consolidação das Leis do Trabalho foi concebida para um país e um capitalismo que há muito deixaram de existir. O mundo mudou e vem mudando numa velocidade cada vez maior. O trabalho mudou e continuará se transformando num ritmo difícil de ser acompanhado até por empresas mais contemporâneas. As tecnologias transformaram nossa vida. Não somos os mesmos — e já não vivemos como nossos pais. E foi assim, graças a uma postura autista da sociedade, que a legislação que rege o trabalho no Brasil ganhou merecidamente o título de a pior do mundo.
É a pior, entre outras razões, por ser um monumento à hipocrisia. Nossa lei determina que sejam pagos adicionais de insalubridade a trabalhadores submetidos a altas temperaturas — embora ninguém diga o que isso significa. É o fim do trabalho ao ar livre nos trópicos, ainda que não seja necessário nenhum esforço para encontrar milhares de brasileiros trabalhando como lixeiros, carteiros, pedreiros e vendedores — e assim será até que um gênio do Vale do Silício descubra uma nova maneira de desempenhar esse tipo de atividade. Enquanto isso, os juízes do Trabalho estarão a postos sempre que alguém decidir "buscar seus direitos na Justiça". Jornadas flexíveis são o sonho das novas gerações de profissionais qualificados. Mas, no Brasil de 2013, é um perigo negociar 15 minutos a mais ou a menos no horário de almoço. A lei manda: 1 hora para todo mundo — até para quem não quer.
Por favor, pense 2 minutos antes de dizer que movimentos para modernizar as leis trabalhistas são cortinas de fumaça para quem quer simplesmente extirpar "os direitos conquistados pelos trabalhadores brasileiros". Os Estados Unidos têm uma das legislações mais flexíveis do mundo — e ninguém vai me convencer de que, em termos gerais, o trabalhador americano tem uma vida pior que a do brasileiro. Também não serve como argumento nossa atual situação de quase pleno emprego, com trabalhadores sorridentes, balançando a carteira profissional ao vento, numa cena típica de programa eleitoral gratuito. Restritiva por natureza nossa septuagenária CLT não vale para todo mundo. Temos uma população economicamente ativa de pouco mais de 100 milhões de pessoas. Mais da metade delas não está vinculada a esse conjunto de leis. Para mais de 52 milhões de brasileiros — empreendedores, autônomos, empregados de pequenas companhias —, o trabalho se amolda à necessidade ou à liberdade.
É evidente que o Brasil vive numa espécie de buraco negro de produtividade em vários setores da economia. Mudar esse quadro depende basicamente de nossa capacidade de inovar, qualificar a mão de obra e instituir uma regulação que concilie os interesses de trabalhadores e empresas. Descumprir a lei, por mais anacrônica, perversa e irracional que ela seja não é uma opção. Leis são feitas para serem cumpridas. A opção é lutar para transformá-las. Nas últimas sete décadas, os interesses políticos e eleitorais têm levado a melhor — talvez por pura incompetência do discurso da iniciativa privada. Setenta anos é bastante tempo. Boa parte dele foi desperdiçada pelo imobilismo. Podemos até escolher conviver mais 70 anos com a lei que está aí. Mas é preciso ficar claro que haverá um preço a pagar. A decisão vale a forma como viveremos no futuro.
(VASSALO, Cláudia. Vamos esperar mais 70 anos? Revista exame. 1.º de maio de 2013, p. 54)
Através dos argumentos apresentados, percebe-se que a autora critica, EXCETO
 

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