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O termo “displasia do desenvolvimento do quadril” (DDQ) é usado em referência a um amplo espectro de anormalidades do quadril em bebês e crianças pequenas, que decorrem de anormalidades de crescimento e desenvolvimento da articulação. Diante deste pressuposto, analise as assertivas a respeito da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) e assinale a alternativa correta.
I. A etiologia da displasia do desenvolvimento do quadril mais provavelmente inclui diversos fatores, como mau posicionamento e fatores mecânicos no útero, como um espaço intrauterino pequeno, frouxidão ligamentar induzida por hormônio, genética e fatores culturais ou ambientais. Os maiores fatores de risco são: a posição pélvica, o sexo feminino, o primíparo, e um histórico familiar positivo de DDQ.
II. Qualquer interferência no crescimento e desenvolvimento normais da articulação do quadril pode ocasionar DDQ, sendo que o curso temporal desses fatores tem impacto sobre a gravidade das alterações articulares. Portanto, a displasia do desenvolvimento do quadril, que decorre do mau posicionamento tardiamente no último trimestre, mostra menos alterações anatômicas e responde com rapidez à intervenção, em comparação com o bebê cujo desenvolvimento do quadril tenha sido afetado no início da vida fetal.
III. A triagem de recém-nascidos para DDQ inclui o teste de Ortolani e as manobras de Barlow. Esses dois testes são mais confiáveis quando realizados antes dos 2 meses de idade e quando o bebê está calmo e sem chorar, para facilitar o relaxamento do tecido mole. A displasia do desenvolvimento do quadril em um recém-nascido pode ser classificada como subluxável, deslocável, subluxada ou deslocada.
IV. Entre os sinais adicionais que podem ser notados no período de recém-nascido, estão a assimetria da coxa ou dobras glúteas, limitação da amplitude de movimento em abdução do quadril ou amplitude de movimento em abdução do quadril assimétrica, e comprimentos femorais desiguais evidentes, denominados sinal de Galeazzi. Esses sinais se tornam fortes indicadores de DDQ no bebê mais maduro, quando as manobras de Ortolani e Barlow se tornam pouco confiáveis. Em crianças maiores e que deambulam, a DDQ geralmente é diagnosticada por um padrão de marcha anormal. Crianças com DDQ unilateral exibem sinal de Trendelenburg positivo, enquanto as crianças com DDQ bilateral andam claudicando.
V. O objetivo do tratamento é fazer a cabeça do fêmur retomar a sua relação normal dentro do acetábulo e manter essa relação até a reversão das alterações anormais. Quanto antes o tratamento for iniciado, mais alterações anormais estarão presentes nas estruturas da articulação do quadril e mais tempo será necessário para as estruturas retomarem suas relações normais. Em recém-nascido até 6 meses, como a meta do tratamento é manter a cabeça do fêmur fora do acetábulo, uma órtese normalmente indicada é o suspensório de Pavlik, que é usado para manter o quadril do bebê em posição flexionada e aduzida.
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Os sinais e sintomas de Paralisia Cerebral (PC) podem aparecer precocemente na vida da criança. Bebês que apresentam tônus muscular anormal, postura atípica e movimentos que indicam persistência de reflexos primitivos podem ser diagnosticados antes dos 2 anos de idade, já casos mais leves de PC, podem ficar sem diagnóstico até os 4 ou 5 anos de idade. A Paralisia Cerebral pode ser classificada pelo tipo de transtorno do movimento, pela localização anatômica da função motora comprometida e pelo escopo da disfunção motora da criança. A Discinesia e transtornos do movimento resultam em movimentos involuntários e, de modo geral, descontrolados. Logo, leia o fragmento a seguir e assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
“A consiste em movimentos involuntários lentos e sinuosos, anormais em termos de tempo, direção e características espaciais, que em geral implicam grandes movimentos das articulações mais proximais. A é um movimento lento, com componentes de torção, que pode envolver um membro ou o corpo inteiro e cujo padrão pode variar ao longo do tempo. O é o transtorno mais raro do movimento, envolve movimentos aleatórios amplos, rápidos, de um único membro. A consiste em abalos, geralmente dos dedos, com amplitude de movimento variável.”
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Analise as informações abaixo a respeito do Capítulo II – Das Responsabilidades Fundamentais, presente no Código de Ética e Deontologia da Fisioterapia aprovado pela Resolução nº 424, de 08 de julho de 2013, e assinale a opção incorreta.
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Analise as colocações abaixo a respeito da distrofia muscular de Duchenne, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma, e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) É uma doença caracterizada pela perda progressiva de força muscular, resultando na perda de deambulação e de força muscular respiratória.
( ) A fraqueza muscular respiratória presente nos pacientes com distrofia muscular de Duchenne acarreta tosse efetiva, aumento da ventilação, pneumonia, atelectasias, insuficiência respiratória diurna e, posteriormente, noturna.
( ) Tem característica recessiva ligada ao cromossomo Y, é causada por uma mutação genética e é mais frequente em mulheres.
( ) A razão para o treinamento muscular respiratório nessa doença baseia-se no pressuposto de que a melhora da força muscular e a resistência nos doentes afetados podem resultar na preservação da função pulmonar ao longo do tempo.
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As cirurgias por câncer de mama, bem como as terapias adjuvantes, podem resultar em diversas complicações, além de serem consideradas a principal causa de estresse emocional e prejuízo funcional das mulheres acometidas por câncer de mama. Em relação ao fator tempo, as complicações são divididas em imediatas, mediatas e, tardias. A frequência de complicações cirúrgicas é proporcional à afecção clínica associada, ao tipo de anestesia, ao grau de lesão e aos cuidados pósoperatórios. O fisioterapeuta é fundamental como integrante da equipe multiprofissional que acompanhará o processo de reabilitação, atuando na prevenção e recuperação físico-funcional da paciente. Diante deste pressuposto, analise as assertivas a respeito das disfunções musculoesqueléticas mais comuns no pós-operatório e no tratamento para o câncer de mama, bem como a abordagem fisioterapêutica nesse período, e assinale a alternativa correta.
I. As mudanças fisiológicas na postura corporal ocorrem após vários meses da mastectomia e, os efeitos nas possíveis deformidades da coluna vertebral podem ser significantes apenas a curto prazo. As alterações posturais acontecem geralmente em consequência da permanência da glândula mamária, constrangimento e tentativa de esconder a falta da mama, semelhança no tamanho/ volume e uso adequado das próteses externas. Existem várias intercorrências cirúrgicas e pós-cirúrgicas que não afetam o bom alinhamento postural, como lesões nervosas, distúrbios de sensibilidade, escápula alada, esclerose de vias linfáticas, disfunção do ombro e da cervical, e o linfedema em função do peso maior para o membro ipsilateral.
II. A avaliação postural do indivíduo é um exame indispensável na rotina fisioterapêutica, pois tem o propósito de analisar e quantificar os desvios e, a partir dessas informações, proporcionar a melhor conduta a ser desenvolvida. Essa avaliação normalmente é constituída por anamnese, exame físico/ funcional, do equilíbrio estático e dinâmico. Além de que, a análise computadorizada, protocolos de biofotogrametria e exames de imagens para correlacionar medidas angulares, são métodos avaliativos que auxiliam na análise efetiva das alterações posturais e, consequentemente, favorecem o melhor tratamento.
III. Pacientes podem apresentar fraqueza muscular da cintura escapular e membro superior no pósoperatório de câncer de mama e/ou após a radioterapia, geralmente, a fraqueza não é consequência direta do procedimento cirúrgico, mas da redução da mobilidade ativa e voluntária em decorrência de dor e medo em movimentar o membro superior homolateral à cirurgia. Os déficits de resistência muscular podem persistir meses e até décadas após a conclusão do tratamento, portanto, a paciente deve ser incentivada a mexer o membro superior, de forma gradual e dentro do intervalo livre de dor para realizar suas atividades diárias e os exercícios pós-operatórios ativamente, caso tenha dificuldades, pode-se iniciar a cinesioterapia de maneira ativo-assistida, evoluir lentamente para o exercício ativo e, por fim, para o exercício resistido de todo complexo articular do ombro, incluindo a musculatura da escápula e a parede torácica.
IV. Tanto os procedimentos cirúrgicos, quanto a radioterapia, podem comprometer a fáscia de vários músculos, especialmente dos peitorais maior e menor e serrátil anterior. A falta de mobilidade das fáscias, a fragilidade dos tecidos, o círculo vicioso das aderências miofasciais e trigger points contribuem para o desenvolvimento das disfunções dos membros superiores. O fisioterapeuta pode utilizar técnicas miofasciais, como a compressão mantida dos trigger points associada ao alongamento muscular, como proposta terapêutica, além da liberação miofascial.
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A reabilitação cardiovascular é indicada quando o paciente se encontra em fase estável, ou seja, quando está sendo devidamente medicado e não apresenta sinais e sintomas da doença, pois o trabalho do fisioterapeuta nesse caso é voltado para o recondicionamento físico. Para iniciar o programa de reabilitação cardíaca, o paciente deverá ser submetido a várias avaliações e a uma série de testes para que os profissionais conheçam bem o paciente e seu quadro clínico. Diante dessa afirmativa, leia a descrição a seguir e assinale a alternativa que apresenta o nome da patologia descrita. “É uma necrose do músculo miocárdio decorrente de um comprometimento da irrigação sanguínea causada pela oclusão da artéria coronária que irriga a área afetada, a oclusão ocorre normalmente devido à presença de placas ateroscleróticas e quantidades variadas de trombose superpostas. A sua prevalência na população idosa é alta, mas ocorre também devido à existência de grande número de alterações cardiovasculares associadas a um histórico de vida tais como: sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo, além da hipertensão arterial, diabetes, entre outras doenças que contribuem para sua maior incidência. O sintoma mais comum é a dor torácica, mas normalmente os pacientes relatam dores prévias que, em geral, têm a característica da dor anginosa, desencadeada por repouso ou esforço mínimo, persistindo por dias ou semanas antes da sua ocorrência.”
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O envelhecimento é um processo comum a todos os seres vivos, portanto o conhecimento de seus aspectos anatômicos e de sua fisiologia é fundamental para os profissionais que lidam com esse processo. São alterações advindas do processo de envelhecimento natural, exceto:
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O complexo do ombro permite um grau de movimentação em múltiplos planos, à custa muitas vezes da estabilidade, consequentemente, diagnosticar e tratar esse complexo conjunto de articulações pode ser um desafio. Na maioria dos casos, é possível um diagnóstico preciso com base em uma história detalhada e um exame físico completo, suplementado de acordo com o caso com exames de imagem e laboratoriais apropriados. Para tanto, conhecer e identificar as estruturas que compõe e que atuam nesse complexo se torna imprescindível. Diante dessa afirmativa, leia a descrição a seguir e assinale a alternativa que apresenta o nome do músculo descrito.
“É um músculo amplo e multilaminar, tem sua origem na superfície anterior da extremidade medial da clavícula, na face anterior do esterno, nas seis primeiras cartilagens costais e na aponeurose do músculo oblíquo esterno do abdome. Suas fibras convergem em um tendão bilaminar, que se insere na crista do tubérculo maior do úmero. É responsável pela adução e rotação medial do braço. Sua ação isolada permite a flexão do úmero (cabeça clavicular) e também a extensão (cabeça esternocostal).”
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Um dos grandes desafios da atuação fisioterapêutica na abordagem das disfunções do sistema respiratório é a recuperação da função muscular comprometida, pois esses músculos são responsáveis pela manutenção da ventilação pulmonar e, consequentemente, pela vida humana. Um dos recursos disponíveis nessa abordagem é o treinamento dos músculos desse sistema, que assim como todos os músculos esqueléticos, podem melhorar a sua função quando submetidos ao treinamento. Diante deste pressuposto, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. Diferentes situações patológicas podem acarretar disfunção dos músculos respiratórios, o que contribui para intolerância ao exercício, para a dispneia e para a própria insuficiência respiratória. No caso de pacientes sob ventilação mecânica prolongada, o prejuízo na função muscular respiratória dificulta a retirada definitiva do suporte ventilatório, além de prolongar o tempo de hospitalização.
II. Entre os fatores responsáveis por induzir a disfunção muscular respiratória, destacam-se o aumento na força muscular, a diminuição no trabalho respiratório e o aumento na eficiência dos músculos respiratórios. Dessa forma, isoladamente ou associados, ao longo do tempo, esses três fatores aumentam a carga sobre o fole ventilatório e podem acarretar fadiga ou fraqueza muscular.
III. Entende-se por fraqueza muscular a perda da capacidade de gerar força, sendo uma situação reversível com o repouso. Por outro lado, define-se a fadiga muscular, resultante de doença aguda ou crônica, como a capacidade reduzida de gerar força diante da sobrecarga respiratória normal ou aumentada associada à patologia respiratória. Outro conceito importante a ser considerado na avaliação é o da resistência muscular, que consiste na capacidade de não manutenção da atividade de contração muscular ao longo do tempo e relaciona-se à resistência de um músculo ou grupo muscular com o desenvolvimento da fadiga.
IV. Embora a força dos músculos respiratórios e a resistência pareçam estar intimamente ligadas, em muitas situações a capacidade ventilatória ou as pressões respiratórias máximas não predizem a resistência, além disso, ela pode mudar com o treinamento muscular, com uso de medicamentos e com o desuso. O fisioterapeuta por sua vez tem papel significativo na abordagem terapêutica das disfunções musculares e na implementação do treinamento da forma mais adequada, tanto para prevenir a fadiga como para promover a recuperação da função muscular.
V. Os sintomas de disfunção da musculatura respiratória são inespecíficos, e os principais são a dispneia e a intolerância ao exercício. E, entre os sinais da disfunção da musculatura respiratória destacam-se a taquipneia, a tiragem dos músculos intercostais e acessórios da inspiração, a cianose, que indica hipoxemia grave, e, em casos mais críticos, o rebaixamento do nível de consciência e o coma. Também pode produzir alterações no padrão ventilatório toracoabdominal, que se caracterizam por “desacoplamento” entre os movimentos da caixa torácica e do abdome.
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A doença do neurônio motor/esclerose lateral amiotrófica (DNM/ELA) é uma afecção degenerativa do sistema nervoso central (SNC) que envolve os neurônios motores do córtex cerebral, do tronco encefálico e do corno anterior da medula espinal. A sobrevida média é de 2 a 4 anos e, em alguns casos, pode chegar a 10 anos. Logo, leia o fragmento a seguir e assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.
“A doença do neurônio motor/esclerose lateral amiotrófica (DNM/ELA) é caracterizada por sinais e sintomas correspondentes do neurônio motor comprometido. São típicas do neurônio motor a hipertonia elástica, a hiperreflexia e os sinais de liberação piramidal (clônus e Babinski), e, do neurônio motor , a atrofia, a atonia, a arreflexia, a fraqueza muscular e as fasciculações. Na forma apendicular da doença, os membros são primariamente acometidos, sendo os membros superiores precedidos aos inferiores, de forma . Na forma por sua vez, os sinais e sintomas predominantes são disfagia, disartria, disfonia e dispneia.”
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