Foram encontradas 670 questões.
O maçarico
Naqueles longes tempos, ele era vítima de um cirurgião-
-dentista que, de repente do outro lado da sala de café, da
outra extremidade do bonde, da calçada oposta, lançava
intempestivamente o seu vozeirão:
– Como vai a poesia?
Todas as cabeças que se achavam de permeio1
voltavam-se então para o Poeta. O Poeta, nu, desmascarado, em
meio à multidão! Para evitar esses atentados ao pudor, ele
afinal descobriu um meio de fazer a pergunta antes que o
outro a fizesse. Mal avistava o dentista, e antes que o mesmo
erguesse as trombetas da sua voz, que não soavam propriamente como as trombetas da Fama, mas como as cornetas
fanhas da Difamação, bradava o alvissareiro Poeta:
– Como vai o maçarico?
As cabeças de permeio voltavam-se então escandalizadas ou irônicas para o cirurgião-dentista. Não porque fosse
uma vergonha utilizar esse útil instrumento, mas porque maçarico era mesmo uma palavra muito engraçada, uma palavra que rimava com a dança do sarapico-pico-pico e com
surubico. O resultado de tudo isso foi que os papéis se inverteram: o dentista pegou medo do poeta.
(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013)
1 permeio: no meio
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O maçarico
Naqueles longes tempos, ele era vítima de um cirurgião-
-dentista que, de repente do outro lado da sala de café, da
outra extremidade do bonde, da calçada oposta, lançava
intempestivamente o seu vozeirão:
– Como vai a poesia?
Todas as cabeças que se achavam de permeio1
voltavam-se então para o Poeta. O Poeta, nu, desmascarado, em
meio à multidão! Para evitar esses atentados ao pudor, ele
afinal descobriu um meio de fazer a pergunta antes que o
outro a fizesse. Mal avistava o dentista, e antes que o mesmo
erguesse as trombetas da sua voz, que não soavam propriamente como as trombetas da Fama, mas como as cornetas
fanhas da Difamação, bradava o alvissareiro Poeta:
– Como vai o maçarico?
As cabeças de permeio voltavam-se então escandalizadas ou irônicas para o cirurgião-dentista. Não porque fosse
uma vergonha utilizar esse útil instrumento, mas porque maçarico era mesmo uma palavra muito engraçada, uma palavra que rimava com a dança do sarapico-pico-pico e com
surubico. O resultado de tudo isso foi que os papéis se inverteram: o dentista pegou medo do poeta.
(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013)
1 permeio: no meio
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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O maçarico
Naqueles longes tempos, ele era vítima de um cirurgião-
-dentista que, de repente do outro lado da sala de café, da
outra extremidade do bonde, da calçada oposta, lançava
intempestivamente o seu vozeirão:
– Como vai a poesia?
Todas as cabeças que se achavam de permeio1
voltavam-se então para o Poeta. O Poeta, nu, desmascarado, em
meio à multidão! Para evitar esses atentados ao pudor, ele
afinal descobriu um meio de fazer a pergunta antes que o
outro a fizesse. Mal avistava o dentista, e antes que o mesmo
erguesse as trombetas da sua voz, que não soavam propriamente como as trombetas da Fama, mas como as cornetas
fanhas da Difamação, bradava o alvissareiro Poeta:
– Como vai o maçarico?
As cabeças de permeio voltavam-se então escandalizadas ou irônicas para o cirurgião-dentista. Não porque fosse
uma vergonha utilizar esse útil instrumento, mas porque maçarico era mesmo uma palavra muito engraçada, uma palavra que rimava com a dança do sarapico-pico-pico e com
surubico. O resultado de tudo isso foi que os papéis se inverteram: o dentista pegou medo do poeta.
(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013)
1 permeio: no meio
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O maçarico
Naqueles longes tempos, ele era vítima de um cirurgião-
-dentista que, de repente do outro lado da sala de café, da
outra extremidade do bonde, da calçada oposta, lançava
intempestivamente o seu vozeirão:
– Como vai a poesia?
Todas as cabeças que se achavam de permeio1
voltavam-se então para o Poeta. O Poeta, nu, desmascarado, em
meio à multidão! Para evitar esses atentados ao pudor, ele
afinal descobriu um meio de fazer a pergunta antes que o
outro a fizesse. Mal avistava o dentista, e antes que o mesmo
erguesse as trombetas da sua voz, que não soavam propriamente como as trombetas da Fama, mas como as cornetas
fanhas da Difamação, bradava o alvissareiro Poeta:
– Como vai o maçarico?
As cabeças de permeio voltavam-se então escandalizadas ou irônicas para o cirurgião-dentista. Não porque fosse
uma vergonha utilizar esse útil instrumento, mas porque maçarico era mesmo uma palavra muito engraçada, uma palavra que rimava com a dança do sarapico-pico-pico e com
surubico. O resultado de tudo isso foi que os papéis se inverteram: o dentista pegou medo do poeta.
(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013)
1 permeio: no meio
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Há fome por trás do aquecimento global
A escalada da temperatura global empurra para cima
indicadores de insegurança alimentar, fome e desigualdade
socioeconômica. Dados divulgados recentemente pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM), uma agência especializada das Nações Unidas, confirmam essa premissa e expõem sua assustadora dimensão humana. Em 2023, quando
a temperatura global cravou o recorde de 1,45 ºC acima da
média registrada no período de 1850-1900, pelo menos 333
milhões de pessoas estavam vivendo em situação de insegurança alimentar mundo afora.
A mudança climática não é, obviamente, a causa primária
dessa massa de desvalidos, como ressalta a OMM em seu
recente relatório Estado do Clima Global. Conflitos, violência,
crises econômicas locais, preços de alimentos e quebras de
safras agrícolas estão comumente no epicentro do problema.
Porém, são agravados por secas, inundações e eventos climáticos cada vez mais acentuados e frequentes – os efeitos
há muito reconhecidos do aquecimento global. Esse quadro
explica o aumento da pobreza e da fome no planeta e a desesperada migração de contingentes humanos vulneráveis
para locais onde esperam, no mínimo, sobreviver.
“A crise climática é o maior desafio da humanidade e está
diretamente relacionada à desigualdade e ao aumento da
pobreza e da instabilidade, com agravamento da insegurança alimentar, de deslocamento de populações e da perda de
biodiversidade”, resumiu Celeste Saulo, secretária-geral da
OMM.
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Há fome por trás do aquecimento global
A escalada da temperatura global empurra para cima
indicadores de insegurança alimentar, fome e desigualdade
socioeconômica. Dados divulgados recentemente pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM), uma agência especializada das Nações Unidas, confirmam essa premissa e expõem sua assustadora dimensão humana. Em 2023, quando
a temperatura global cravou o recorde de 1,45 ºC acima da
média registrada no período de 1850-1900, pelo menos 333
milhões de pessoas estavam vivendo em situação de insegurança alimentar mundo afora.
A mudança climática não é, obviamente, a causa primária
dessa massa de desvalidos, como ressalta a OMM em seu
recente relatório Estado do Clima Global. Conflitos, violência,
crises econômicas locais, preços de alimentos e quebras de
safras agrícolas estão comumente no epicentro do problema.
Porém, são agravados por secas, inundações e eventos climáticos cada vez mais acentuados e frequentes – os efeitos
há muito reconhecidos do aquecimento global. Esse quadro
explica o aumento da pobreza e da fome no planeta e a desesperada migração de contingentes humanos vulneráveis
para locais onde esperam, no mínimo, sobreviver.
“A crise climática é o maior desafio da humanidade e está
diretamente relacionada à desigualdade e ao aumento da
pobreza e da instabilidade, com agravamento da insegurança alimentar, de deslocamento de populações e da perda de
biodiversidade”, resumiu Celeste Saulo, secretária-geral da
OMM.
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Há fome por trás do aquecimento global
A escalada da temperatura global empurra para cima
indicadores de insegurança alimentar, fome e desigualdade
socioeconômica. Dados divulgados recentemente pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM), uma agência especializada das Nações Unidas, confirmam essa premissa e expõem sua assustadora dimensão humana. Em 2023, quando
a temperatura global cravou o recorde de 1,45 ºC acima da
média registrada no período de 1850-1900, pelo menos 333
milhões de pessoas estavam vivendo em situação de insegurança alimentar mundo afora.
A mudança climática não é, obviamente, a causa primária
dessa massa de desvalidos, como ressalta a OMM em seu
recente relatório Estado do Clima Global. Conflitos, violência,
crises econômicas locais, preços de alimentos e quebras de
safras agrícolas estão comumente no epicentro do problema.
Porém, são agravados por secas, inundações e eventos climáticos cada vez mais acentuados e frequentes – os efeitos
há muito reconhecidos do aquecimento global. Esse quadro
explica o aumento da pobreza e da fome no planeta e a desesperada migração de contingentes humanos vulneráveis
para locais onde esperam, no mínimo, sobreviver.
“A crise climática é o maior desafio da humanidade e está
diretamente relacionada à desigualdade e ao aumento da
pobreza e da instabilidade, com agravamento da insegurança alimentar, de deslocamento de populações e da perda de
biodiversidade”, resumiu Celeste Saulo, secretária-geral da
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A escalada da temperatura global empurra para cima
indicadores de insegurança alimentar, fome e desigualdade
socioeconômica. Dados divulgados recentemente pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM), uma agência especializada das Nações Unidas, confirmam essa premissa e expõem sua assustadora dimensão humana. Em 2023, quando
a temperatura global cravou o recorde de 1,45 ºC acima da
média registrada no período de 1850-1900, pelo menos 333
milhões de pessoas estavam vivendo em situação de insegurança alimentar mundo afora.
A mudança climática não é, obviamente, a causa primária
dessa massa de desvalidos, como ressalta a OMM em seu
recente relatório Estado do Clima Global. Conflitos, violência,
crises econômicas locais, preços de alimentos e quebras de
safras agrícolas estão comumente no epicentro do problema.
Porém, são agravados por secas, inundações e eventos climáticos cada vez mais acentuados e frequentes – os efeitos
há muito reconhecidos do aquecimento global. Esse quadro
explica o aumento da pobreza e da fome no planeta e a desesperada migração de contingentes humanos vulneráveis
para locais onde esperam, no mínimo, sobreviver.
“A crise climática é o maior desafio da humanidade e está
diretamente relacionada à desigualdade e ao aumento da
pobreza e da instabilidade, com agravamento da insegurança alimentar, de deslocamento de populações e da perda de
biodiversidade”, resumiu Celeste Saulo, secretária-geral da
OMM.
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Há fome por trás do aquecimento global
A escalada da temperatura global empurra para cima
indicadores de insegurança alimentar, fome e desigualdade
socioeconômica. Dados divulgados recentemente pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM), uma agência especializada das Nações Unidas, confirmam essa premissa e expõem sua assustadora dimensão humana. Em 2023, quando
a temperatura global cravou o recorde de 1,45 ºC acima da
média registrada no período de 1850-1900, pelo menos 333
milhões de pessoas estavam vivendo em situação de insegurança alimentar mundo afora.
A mudança climática não é, obviamente, a causa primária
dessa massa de desvalidos, como ressalta a OMM em seu
recente relatório Estado do Clima Global. Conflitos, violência,
crises econômicas locais, preços de alimentos e quebras de
safras agrícolas estão comumente no epicentro do problema.
Porém, são agravados por secas, inundações e eventos climáticos cada vez mais acentuados e frequentes – os efeitos
há muito reconhecidos do aquecimento global. Esse quadro
explica o aumento da pobreza e da fome no planeta e a desesperada migração de contingentes humanos vulneráveis
para locais onde esperam, no mínimo, sobreviver.
“A crise climática é o maior desafio da humanidade e está
diretamente relacionada à desigualdade e ao aumento da
pobreza e da instabilidade, com agravamento da insegurança alimentar, de deslocamento de populações e da perda de
biodiversidade”, resumiu Celeste Saulo, secretária-geral da
OMM.
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Há fome por trás do aquecimento global
A escalada da temperatura global empurra para cima
indicadores de insegurança alimentar, fome e desigualdade
socioeconômica. Dados divulgados recentemente pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM), uma agência especializada das Nações Unidas, confirmam essa premissa e expõem sua assustadora dimensão humana. Em 2023, quando
a temperatura global cravou o recorde de 1,45 ºC acima da
média registrada no período de 1850-1900, pelo menos 333
milhões de pessoas estavam vivendo em situação de insegurança alimentar mundo afora.
A mudança climática não é, obviamente, a causa primária
dessa massa de desvalidos, como ressalta a OMM em seu
recente relatório Estado do Clima Global. Conflitos, violência,
crises econômicas locais, preços de alimentos e quebras de
safras agrícolas estão comumente no epicentro do problema.
Porém, são agravados por secas, inundações e eventos climáticos cada vez mais acentuados e frequentes – os efeitos
há muito reconhecidos do aquecimento global. Esse quadro
explica o aumento da pobreza e da fome no planeta e a desesperada migração de contingentes humanos vulneráveis
para locais onde esperam, no mínimo, sobreviver.
“A crise climática é o maior desafio da humanidade e está
diretamente relacionada à desigualdade e ao aumento da
pobreza e da instabilidade, com agravamento da insegurança alimentar, de deslocamento de populações e da perda de
biodiversidade”, resumiu Celeste Saulo, secretária-geral da
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