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Desde o começo, sempre, lá estava a ideologia. E sempre tem estado presente. Muitas vezes, o autor nem tem consciência
dela, e o leitor comum não percebe. Mas nem por isso ela deixa de ser no texto, latente, como uma espécie de lapso
freudiano, que desmascara os motivos inconscientes. Ou talvez mais como um lapso junguiano, já que é cultural e
revela maneiras coletivas de pensar, apontando também para os arquétipos.
Alem do mais, a ideologia de um livro também reflete o conjunto de crenças e opiniões da cultura da época em que o
autor vive. Até recentemente, não se suspeitava da força desse processo. Na verdade, ele só se tornou evidente há muito
pouco tempo, depois do desenvolvimento da psicanálise, do refinamento da crítica textual, do afloramento do orgulho
cultural dos povos e pessoas longamente oprimidos, e do aumento de sensibilidade solidária em relação aos outros,
trazido pelos anos 60, com seu despertar em favor dos direitos das minorias ou de maiorias fracas, sem voz.
Em outras palavras, foi apenas depois de campanhas pelos direitos civis, depois do feminismo, depois da luta dos negros
contra o preconceito e a discriminação, depois da consciência anti-imperialista, depois do movimento verde e de tantas
outras conquistas ideológicas recentes que se tornou evidente que, durante muito tempo, os livros didáticos infantis
vinham moldando os jovens para agirem segundo padrões de comportamento que, frequentemente, eram inadequados,
injustos, imorais e agressivos à dignidade humana.
Dou um exemplo concreto. Sempre gostei muito dos contos das Mil e uma noites, entre as minhas histórias favoritas
desde que eu era pequena. Não foi escrito para crianças, é claro, e é uma dessas obras de adultos que as crianças
adotaram. Li e reli essas histórias muitas vezes, umas mais do que as outras, mas, de qualquer modo, repetidamente com
prazer e encantamento. Mas por uma ou outra razão, nunca as tinha relido depois de adulta. Há dois anos, quando
finalmente mergulhei nessa releitura, fiquei estarrecida com o conteúdo racista e sexista da obra. Mas será que o livro
tinha mudado? Evidentemente, não. Quem mudou fui eu. E só mudei porque a sociedade mudou. Mas, provavelmente,
quando alguém de cultura africana leu esse livro antes, à luz do tratamento vergonhoso que foi inflingido a seu povo
durante séculos, com a sensibilidade apurada pela dor que essa consciência lhe trazia, sem dúvida, detectou com
repugnância e revolta os trechos sobre os escravos negros que eu não conseguia suportar agora em minha releitura. Mas
no meu país, tão devedor à cultura africana havia poucos negros que soubessem ler e tivessem condições de ter acesso a
esses livros. E, mesmo que alguns lá chegassem, ainda era menor o número dos que poderiam verbalizar sua crítica por
escrito e conseguir que ela fosse publicada, de modo que pudessem mostrar aos outros leitores a profundidade dos
preconceitos que jaziam sob a superfície de um clássico desse porte. Igualmente acintoso, aliás, é o tratamento dado por
ele às mulheres e nós líamos sem reparar e sem protestar. Foi preciso que o mundo vivesse uma revolução de
consciência, para que eu conseguisse abrir os olhos e enxergasse tudo isso, envergonhada de minha cegueira anterior.
Quero apenas levantar alguns pontos de natureza mais geral sobre todo esse processo. O primeiro é que já vimos, e
repito apenas para recordar e resumir: não existe objeto escrito que seja ideologicamente inocente. Não dá para esquecer
isso.
O segundo é o seguinte: os livros para crianças são especialmente suscetíveis de serem fortemente usados como veículo
de mensagens ideológicas, porque as crianças não podem se defender, como já dissemos. Mas também porque,
tradicionalmente, esses livros vivem num mundo muito promíscuo, onde são facilmente tocados e molestados por coisas
que não podem ser confundidas com literatura.
MACHADO. Ana Maria. Ideologia e livro infantil. Contracorrente Conversas sobre leitura e política, São Paulo: Ática.
(Texto apresentado no Congresso do IBBY em Sevilla.)
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355613
Ano: 2016
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: FUNRIO
Orgão: Pref. Nilópolis-RJ
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: FUNRIO
Orgão: Pref. Nilópolis-RJ
Provas:
À Câmara Municipal, observado o disposto nesta lei
Orgânica, compete elaborar seu Regimento Interno,
dispondo sobre organização, polícia e provimento de
cargos de seus serviços EXCETO, sobre
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MAR PORTUGUÊS
Fernando Pessoa
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, tantas mães choraram
Quantos filhos em vão rezaram
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor
Deus ao mar o perigo e o abismo deu.
Mas nele espelhou o céu.
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A distância entre duas cidades é de 360 km. No mapa
de um livro de Geografia, a distância é representada
por um segmento de reta medindo 1,5 cm.
Logo, pode-se dizer que a escala em que foi feito esse
mapa é a de
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Saneamento básico pode ser definido como o
conjunto de procedimentos adotados numa
determinada região, visando proporcionar uma
situação higiênica para os habitantes.
Entre os procedimentos básicos, pode-se afirmar que
é INCORRETA a seguinte alternativa:
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Guerra contra as jaqueiras: O Parque da Tijuca
arranca árvores que impedem o crescimento da
Mata Atlântica
Ela é linda, frondosa, e há quem adore seus frutos, mas
para os ambientalistas trata-se de um problema. A
jaqueira veio da Índia para o Brasil no século XVII e se
aclimatou tão bem que ganha a disputa pela
sobrevivência com espécies nativas na Floresta da
Tijuca. 'Suas folhas bloqueiam a luz do sol e, como
não se decompõem com facilidade, ao cair
impedem a germinação de outras espécies', diz o
engenheiro florestal Henrique Guerreiro, analista
ambiental do Parque Nacional da Tijuca. 'Na briga
com a Mata Atlântica, a jaqueira está ganhando.’
A proliferação dessas árvores vem sendo combatida de
forma radical. Nos últimos cinco anos, 55 662 mudas
foram arrancadas, 1 921 árvores de pequeno porte foram
cortadas e outras 881, adultas, foram aneladas, o que
impede a circulação da seiva e mata a planta lentamente.
'Não é uma medida simpática, mas necessária', diz
o engenheiro. 'No Horto e em Jacarepaguá, há
trechos onde existe apenas uma mata de
jaqueiras’. Segundo ele, a oferta abundante de alimento
fornecido pela árvore levou a uma superpopulação de
quatis e micos-estrela, animais que também se
alimentam de ovos de pássaros. 'A consequência é que
a mata está mais silenciosa', afirma.
ALMEIDA, Lívia de. Revista Veja Rio, 16 maio 2007
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Guerra contra as jaqueiras: O Parque da Tijuca
arranca árvores que impedem o crescimento da
Mata Atlântica
Ela é linda, frondosa, e há quem adore seus frutos, mas
para os ambientalistas trata-se de um problema. A
jaqueira veio da Índia para o Brasil no século XVII e se
aclimatou tão bem que ganha a disputa pela
sobrevivência com espécies nativas na Floresta da
Tijuca. 'Suas folhas bloqueiam a luz do sol e, como
não se decompõem com facilidade, ao cair
impedem a germinação de outras espécies', diz o
engenheiro florestal Henrique Guerreiro, analista
ambiental do Parque Nacional da Tijuca. 'Na briga
com a Mata Atlântica, a jaqueira está ganhando.’
A proliferação dessas árvores vem sendo combatida de
forma radical. Nos últimos cinco anos, 55 662 mudas
foram arrancadas, 1 921 árvores de pequeno porte foram
cortadas e outras 881, adultas, foram aneladas, o que
impede a circulação da seiva e mata a planta lentamente.
'Não é uma medida simpática, mas necessária', diz
o engenheiro. 'No Horto e em Jacarepaguá, há
trechos onde existe apenas uma mata de
jaqueiras’. Segundo ele, a oferta abundante de alimento
fornecido pela árvore levou a uma superpopulação de
quatis e micos-estrela, animais que também se
alimentam de ovos de pássaros. 'A consequência é que
a mata está mais silenciosa', afirma.
ALMEIDA, Lívia de. Revista Veja Rio, 16 maio 2007
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A área do município de Nilópolis, um dos menores
2 municípios do Brasil, é de aproximadamente 19,2 km2 .
Essa superfície pode ser escrita como
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- Organização dos PoderesPoder LegislativoProcesso LegislativoLeis Complementares, Ordinárias e Delegadas
As Leis complementares, observados os demais
termos de votação das leis ordinárias, somente serão
aprovadas se tiverem, dos votos dos membros da
Câmara Municipal, o quórum de maioria
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Em caso de impedimento do Prefeito e do VicePrefeito,
ou de vacância de cargo, a administração
municipal será assumida pelo
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