“Contaram-me depois que a multidão
desceu pela Rua do Comércio e foi quebrando
pelo caminho as janelas de todas as casas
pertencentes a famílias de origem alemã. Nem
os Spielvogel nem os Kunz – que são
reconhecidamente antinazistas – foram
poupados. Alguém sugeriu que empastelassem
a Confeitaria Schnitzler. Ouviu-se uma voz:
Não! Schnitzler é dos nossos! – Qual nada! –
berrou outro. – É alemão e basta. A multidão
começou a cantar o Hino Nacional e dar morras
ao nazismo.”
VERÍSSIMO, Érico. O tempo e o vento: o arquipélago.
Vol. III. 2. ed. rev. São Paulo: Editora Globo, 2002, p. 344-345.
Adaptado.
Em O tempo e o vento, sua obra mais
consagrada, o escritor Érico Veríssimo
reconstituiu, entre outros, diversos
acontecimentos existentes durante a Era
Vargas (1930-1945).
A análise do excerto remete às revoltas
populares ocorridas imediatamente após
“Quanto aos trabalhadores, após a guerra
o ‘pleno emprego’, ou seja, a eliminação do
desemprego em massa, tornou-se a pedra
fundamental da política econômica nos países
de capitalismo democrático reformado, cujo
mais famoso profeta e pioneiro, embora não o
único, foi o economista britânico John Maynard
Keynes (1883-1946). O argumento keynesiano
em favor dos benefícios da eliminação
permanente do desemprego em massa era tão
econômico quanto político. Os keynesianos
afirmavam, corretamente, que a demanda a ser
gerada pela renda de trabalhadores com pleno
emprego teria o mais estimulante efeito nas
economias em recessão.”
HOBSBAWM, Eric John. Era dos extremos: o breve
século XX 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995,
p. 99-100. De acordo com Hobsbawm, a Grande
Depressão, tendo sido o mais trágico episódio
da história do capitalismo, teve como sua mais
significativa implicação de longo prazo
Em 1955, reuniu-se em Bandung, na
Indonésia, uma conferência convocada pelo
grupo de Colombo, congregando os cinco
países recém-independentes – Índia,
Paquistão, Ceilão, Birmânia e Indonésia – e,
pela primeira vez, os chefes de Estado de 29
países da Ásia e da África (18 a 24 de abril),
que se apresentavam como um terceiro mundo.
LINHARES, Maria Yedda Leite. Descolonização e lutas de
libertação nacional. In: REIS FILHO, Daniel Aarão;
FERREIRA, Jorge; ZENHA, Celeste (Orgs.). O Século XX.
v. 3. O tempo das dúvidas: do declínio das utopias às
globalizações. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 57.
No que se refere aos pontos em comum da
Conferência de Bandung, houve pronunciamento
“[...] O vasto aumento na produção, que
capacitou as atividades agrícolas britânicas na
década de 1830 a fornecer 98% dos cereais
consumidos por uma população duas a três
vezes maior que a de meados do século XVIII,
foi obtido pela adoção geral de métodos
descobertos no início do século XVIII, pela
racionalização e pela expansão da área
cultivada.”
HOBSBAWM, Eric John. A era das revoluções: 1789-1848.
25ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2012, p. 89.
A “revolução agrícola” ocorrida na
Grã-Bretanha, responsável pelo formidável
aumento na produção, trouxe, por outro lado,
custos sociais muito elevados para grande
parte da classe trabalhadora rural, prejudicada
pela “expansão da área cultivada” oriunda
Durante o período regencial, o padre
Diogo Antônio Feijó, de tendência liberal, foi
eleito regente em 1835. Sua vitória foi apertada,
ganhando com pouco mais da metade dos
votos. Ele sabia que enfrentaria oposição em
seu governo – e não se enganou. Revoltas
explodiram por toda a parte do Império,
envolvendo grupos diferentes e com objetivos
variados. As revoltas envolveram os mais
diferentes grupos sociais. Algumas revoltas
pretendiam conseguir maior liberdade para
suas províncias em relação ao poder
centralizado no Rio de Janeiro; outras, a
separação do Brasil e a criação de um novo
país; outras, ainda, não tinham objetivo
definido, mas demonstravam a insatisfação
com a política que existia. Nenhuma delas,
entretanto, pretendia mudar profundamente a
estrutura da sociedade. E nenhuma propôs
realmente acabar com a escravidão. Parecia
que o Brasil estava a ponto de se dividir em
vários países, como havia acontecido com a
América espanhola na época das
independências. Era preciso muita cautela para
enfrentar tantos problemas políticos. E o
governo do padre Feijó não conseguiu
resolvê-los. Doente e desprestigiado,
renunciou em 1837.
VAINFAS, Ronaldo et al.História.doc: 8 anos. São Paulo:
Saraiva, 2018. p. 120-121.
Assinale a opção que indica corretamente os
movimentos que fizeram parte das Revoltas
Regenciais.
Desde o final do século XIV, o Congo era um
reino grande e centralizado, rico e muito poderoso.
Dominava uma vasta região litorânea,
estendendo-se da foz do rio Zaire ao sul da ilha de
Luanda, e expandia-se para o interior. Além disso,
exigia tributos de outros três grandes reinos:
Dembo, Matamba e Ndongo. O rei do Congo
controlava a distribuição de uma moeda obtida na
ilha de Luanda, então parte de seu território era
utilizada em todo o reino: o zimbo. A principal
atividade econômica do Congo era a agricultura,
embora a extração de sal marinho fosse muito
importante para o comércio com as regiões do
interior. O sal era trocado por marfim e por
produtos da floresta coletados por grupos
nômades, como os pigmeus. Os tecidos
confeccionados de ráfia e o cobre extraído das
minas também eram produtos muito apreciados
para a troca comercial com outros povos.
VAINFAS, Ronaldo et al.História.doc: 7 ano. São Paulo:
Saraiva, 2018. (Adaptado) Estudar a história do Reino do Congo, entre outros conteúdos, é necessário para se compreender os sujeitos e as sociedades que foram apagados, durante muito tempo, dos currículos escolares de História e para se resgatar a ancestralidade, contribuindo, assim, na luta contra o racismo estrutural. Com relação à Lei nº 11.645/2008, é correto afirmar que
Com o fim da Monarquia e o início da
República, no começo do século VI a.C., a vida
política romana apresentou grandes
transformações. A República foi um tipo de
governo marcado pela criação de vários cargos
políticos. Nesse contexto, assinale a opção que
descreve corretamente o papel do Senado na
República romana.
O açúcar foi o produto escolhido pelos
portugueses para viabilizar a ocupação do
Brasil. Eles já tinham grande experiência com a
lavoura canavieira, implantada com sucesso
nas ilhas da Madeira e dos Açores, localizadas
no oceano Atlântico. Além disso, o açúcar era
uma mercadoria rara e cara no século XVI.
Com a produção de açúcar, o Brasil deixou de
ser apenas um ponto de parada na rota para o
Oriente ou um lugar para recolher o pau-brasil.
No início da colonização portuguesa, o valor
produzido pelos negócios do Brasil representava uma pequena proporção no
conjunto das rendas arrecadadas pela Coroa.
Já no final do século XVI, podia-se dizer que o
açúcar do Brasil era mais lucrativo do que todas
as especiarias, louças e demais produtos
negociados no Oriente. A colônia produtora de
açúcar havia se transformado na “galinha dos
ovos de ouro” da economia portuguesa,
estimulando o investimento do governo e de
comerciantes portugueses.
VAINFAS, Ronaldo et al. História.doc: 7 ano. São Paulo:
Saraiva, 2018, p. 195. Adaptado.
Em relação à produção do açúcar no Brasil
Colônia, assinale a opção correta.
“A República Velha ou Primeira
República estendeu-se de 1889 a 1930. Foi a
primeira fase da República no Brasil e, como
tal, foi um período cheio de tensões, seja na
economia, seja na política e também na
sociedade como um todo. A desigualdade
social, os aumentos nos impostos, as
necessidades não atendidas, o racismo, o
medo, a insatisfação política, etc., tudo isso foi
a raiz para as revoltas na Primeira República.
Ao longo dos mais de quarenta anos dessa
primeira fase, aconteceram diferentes revoltas
no campo, na cidade e até mesmo no meio
militar.” Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/rebelioes-narepublica-velha.htm. Assinale a opção que indica corretamente os
movimentos que aconteceram na Primeira
República no espaço urbano.
A Primeira Guerra Mundial foi o conflito
ocorrido entre 1914 e 1918. No início do século
XX, dois blocos políticos e militares estavam
formados: Alemanha, Itália e Império
Austro-Húngaro com a Tríplice Aliança;
Inglaterra, França e Rússia com a Tríplice
Entente. A Primeira Guerra Mundial, um dos
conflitos mais significativos da história do
século XX, deixou marcas profundas na
política, economia e sociedade global. Durante
esse conflito, nas grandes cidades europeias,
houve apoio popular à guerra. Amplos setores
das sociedades acreditavam na superioridade
de seus exércitos e que o conflito não duraria
muito tempo. Até mesmo partidos de esquerda
apoiaram seus países a entrar na guerra. A
crença era a de que a guerra era necessária,
mas seria bastante rápida. Não foi. Durou
quatro longos anos e deixou milhões de mortos,
principalmente no continente europeu.
Fonte: https://www.historiadomundo.com.br/idadecontemporanea/primeira-guerra-mundial.htm. (Adaptado) Assinale a opção que apresenta a(s) causa(s)
da Primeira Guerra Mundial.