Recentemente, o Estado do Rio de
Janeiro (sobretudo a Baixada Fluminense e
Niterói) sofreu gravemente com os altos índices
pluviométricos esperados para apenas um dia.
Houve muitas perdas materiais, mas também
de vida de pessoas que recorrentemente
vivenciam nessas regiões dolorosas
experiências, quando acometidas por fortes e
intensas chuvas. Segundo a Ministra da
Igualdade Racial, Anielle Franco, as tragédias
evidenciam o racismo ambiental. No que diz
respeito ao conceito racismo ambiental,
assinale a opção correta.
As placas tectônicas são elementos constitutivos da crosta terrestre e, por isso, devido à sua movimentação, atuam como agentes formadoras do relevo. A respeito das diferentes movimentações, um estudo liderado por Sarah Stamps (Universidade Estadual da Virgínia), publicado na revista Geology, indica que o continente africano está sofrendo uma cisão de forma lenta e gradual; estima-se que esse processo seja concluído em 600 milhões de anos Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/ 2020/11/divisao-na-placa-tectonica-da-africa-e-mais-extensa-doque-se-imaginava.html. Acesso em: 18 de jan. de 2024. A conclusão desse evento geológico trará ao
mundo uma nova configuração ao local, que
terá como características:
O trabalho com as práticas corporais
indígenas na Educação Física escolar é
fundamental para a construção de um processo
pedagógico crítico e potente. Nesse sentido,
Pereira (2021) reflete sobre a tematização das lutas
indígenas. Uma das lutas descritas pela autora no
livro ocorre da seguinte forma: “A luta é realizada
com os adversários ajoelhados e se inicia quando o
chamado kindotoko, que quer dizer “dono da luta”,
caminha até o centro da arena e chama pelo nome
o seu adversário” (Pereira, 2021, p. 91). A descrição
anterior caracteriza a seguinte luta:
A Educação Física escolar encontra-se
dentro de um sistema de ensino separado por
anos de escolaridade que favorece a
fragmentação e o etapismo do processo de
ensino e aprendizagem. Buscando superar
essa lógica, Soares et al. (2012) sugerem que
a Educação Básica seja dividida por quatro
ciclos de escolarização. Nesse sentido, para os
referidos autores, o segundo ciclo de
escolarização é o “ciclo de iniciação à
sistematização do conhecimento”. Nesse ciclo,
o aluno
No âmbito da Educação Física escolar,
existem diversas abordagens teóricas que
contribuem para o desenvolvimento do processo
pedagógico da presente disciplina. Nesse sentido,
Soares et al. (2012) destacam que a perspectiva de
Educação Física escolar, que tem como seu objeto
de reflexão a cultura corporal, contribui para a
Em diálogo com estudos do campo da
decolonialidade, Oliveira e Silva (2020) convida
as(os) leitoras(es) a pensar sobre os caminhos
possíveis para a (des)decolonização da
Educação Física, tanto na dimensão da prática
pedagógica na escola, quanto na formação dos
professores que atuarão na área. Nesse
sentido, a agenda é apresentada na
perspectiva de “se pensar em uma Educação
Física ‘outra’ que contribua para a
desconstrução da sociedade colonial, ou seja,
essa sociedade marcada pela estrutura
patriarcal, racista e capitalista na qual estamos
imersos hoje” (Oliveira e Silva, 2020, p. 98).
Diante de tais desafios e reflexões levantados,
a autora apresenta um conjunto de estratégias
de insurgência para a prática pedagógica da
Educação Física escolar, como
Tenório e col. (2020) desenvolvem
relevante reflexão sobre a organização dos
saberes escolares da Educação Física à luz da
perspectiva Crítico-Superadora, explorando,
consequentemente, a contundente influência
da Pedagogia Histórico-Crítica (PHC) na sua
constituição. Cabe destacar que tal pedagogia
é sustentada por específicas compreensões
sobre o conjunto de atividades desenvolvidas
na escola, como o caso do currículo escolar,
que: “tem como objeto a reflexão Pedagógica,
e é entendido na perspectiva da formação
política dos estudantes, com participação ativa
e crítica, na transformação social pela
construção da consciência de classe” (Tenório
e col., 2020, p. 60).
Além de assinalar que, na
Pedagogia Histórico-Crítica, as disciplinas
escolares são concebidas enquanto um
conjunto de conteúdos afins, os autores
consideram que a educação escolar é
entendida como
Ao refletir sobre as possíveis interfaces
entre a educação política e a educação
sensível na obra de Paulo Freire, Prodócimo
(2023) assinala como uma necessidade central
da pedagogia freiriana o diálogo, que
pressupõe uma escuta ativa e atenciosa,
exigindo amor, humildade, fé e confiança.
Logo, quando se pensa a relação educador e
educando, o diálogo possibilita a emancipação
humana e o “ser mais”, assumindo que todos
são seres inacabados. Desse modo, quando
busca articulação com o contexto da Educação
Física escolar, a autora propõe também que o
diálogo
Com inspiração em Paulo Freire, a Teoria
Pedagógica da Educação Física Escolar
Crítico-Libertadora, enquanto uma alternativa
crítica para a área, é apresentada por Bossle
(2023, p.71) como “alinhada pelo corpo do
oprimido, do corpo consciente e por uma ontoepisteme libertadora”. No desenvolvimento de
suas notas sobre a supracitada teoria, o autor
mobiliza o conceito freiriano de “ser mais” como
Daolio (2004), a partir da ótica da
Antropologia Social, analisou como as
abordagens da Educação Física e seus
respectivos autores mobilizaram o conceito de
cultura. Após esse processo de análise, o
referido autor propõe uma “Educação Física da
desordem”, que atuaria sobre o ser humano no
que toca às suas