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O primeiro cigarro a gente não esquece
Diz uma propaganda que o primeiro sutiã a gente não esquece (não esquece quem o veste e não
esquece quem o tira). O mesmo pode ser dito, e por razões semelhantes, em relação ao cigarro. É uma
experiência em geral precoce – e marcante. Como no caso do sutiã, tem um pouco do delicioso sabor da
transgressão.
Delicioso sabor, disse eu? Disse-o mal. Poucas coisas são tão repugnantes quanto o primeiro cigarro.
É uma experiência penosa para dizer o mínimo. Nós nos engasgamos com a fumaça, ficamos tontos,
nauseados, às vezes vomitamos as tripas. Ou seja: o nosso organismo não aceita a introdução das substâncias
estranhas, e perigosas, que entram na composição do cigarro. Não faça isso, diz nosso organismo, você está
correndo riscos.
Mas nós não escutamos a voz do corpo. Nós perseveramos. Vamos ao segundo cigarro, ao terceiro,
ao décimo, ao centésimo. E lá pelas tantas o organismo dá-se por vencido e deixa-se aprisionar. Mais um
escravo do tabaco surge.
[...] O primeiro cigarro é o nosso ingresso no mundo dos adultos, o mundo da pretensa sofisticação. É
pois uma vitória da cultura sobre a biologia. Cultura no sentido antropológico, bem-entendido, no sentido de
costumes de determinados grupos.
[...]
Muitos tratamentos foram bolados para fazer com que as pessoas deixem o tabagismo. Um deles é a
terapia da aversão. Consiste em fazer as pessoas fumarem um cigarro atrás do outro a fim de sentirem um
mal-estar semelhante àquele induzido pela primeira tragada. Ou seja: trazer de volta a criança que temos
dentro de nós, agora mais sábia e alerta. Essa criança garantirá que o primeiro cigarro a gente não esquece.
Principalmente se ela for agora um adulto com câncer de pulmão.
(SCLIAR, Moacyr. A face oculta – inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2010.)
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O primeiro cigarro a gente não esquece
Diz uma propaganda que o primeiro sutiã a gente não esquece (não esquece quem o veste e não
esquece quem o tira). O mesmo pode ser dito, e por razões semelhantes, em relação ao cigarro. É uma
experiência em geral precoce – e marcante. Como no caso do sutiã, tem um pouco do delicioso sabor da
transgressão.
Delicioso sabor, disse eu? Disse-o mal. Poucas coisas são tão repugnantes quanto o primeiro cigarro.
É uma experiência penosa para dizer o mínimo. Nós nos engasgamos com a fumaça, ficamos tontos,
nauseados, às vezes vomitamos as tripas. Ou seja: o nosso organismo não aceita a introdução das substâncias
estranhas, e perigosas, que entram na composição do cigarro. Não faça isso, diz nosso organismo, você está
correndo riscos.
Mas nós não escutamos a voz do corpo. Nós perseveramos. Vamos ao segundo cigarro, ao terceiro,
ao décimo, ao centésimo. E lá pelas tantas o organismo dá-se por vencido e deixa-se aprisionar. Mais um
escravo do tabaco surge.
[...] O primeiro cigarro é o nosso ingresso no mundo dos adultos, o mundo da pretensa sofisticação. É
pois uma vitória da cultura sobre a biologia. Cultura no sentido antropológico, bem-entendido, no sentido de
costumes de determinados grupos.
[...]
Muitos tratamentos foram bolados para fazer com que as pessoas deixem o tabagismo. Um deles é a
terapia da aversão. Consiste em fazer as pessoas fumarem um cigarro atrás do outro a fim de sentirem um
mal-estar semelhante àquele induzido pela primeira tragada. Ou seja: trazer de volta a criança que temos
dentro de nós, agora mais sábia e alerta. Essa criança garantirá que o primeiro cigarro a gente não esquece.
Principalmente se ela for agora um adulto com câncer de pulmão.
(SCLIAR, Moacyr. A face oculta – inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2010.)
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O primeiro cigarro a gente não esquece
Diz uma propaganda que o primeiro sutiã a gente não esquece (não esquece quem o veste e não
esquece quem o tira). O mesmo pode ser dito, e por razões semelhantes, em relação ao cigarro. É uma
experiência em geral precoce – e marcante. Como no caso do sutiã, tem um pouco do delicioso sabor da
transgressão.
Delicioso sabor, disse eu? Disse-o mal. Poucas coisas são tão repugnantes quanto o primeiro cigarro.
É uma experiência penosa para dizer o mínimo. Nós nos engasgamos com a fumaça, ficamos tontos,
nauseados, às vezes vomitamos as tripas. Ou seja: o nosso organismo não aceita a introdução das substâncias
estranhas, e perigosas, que entram na composição do cigarro. Não faça isso, diz nosso organismo, você está
correndo riscos.
Mas nós não escutamos a voz do corpo. Nós perseveramos. Vamos ao segundo cigarro, ao terceiro,
ao décimo, ao centésimo. E lá pelas tantas o organismo dá-se por vencido e deixa-se aprisionar. Mais um
escravo do tabaco surge.
[...] O primeiro cigarro é o nosso ingresso no mundo dos adultos, o mundo da pretensa sofisticação. É
pois uma vitória da cultura sobre a biologia. Cultura no sentido antropológico, bem-entendido, no sentido de
costumes de determinados grupos.
[...]
Muitos tratamentos foram bolados para fazer com que as pessoas deixem o tabagismo. Um deles é a
terapia da aversão. Consiste em fazer as pessoas fumarem um cigarro atrás do outro a fim de sentirem um
mal-estar semelhante àquele induzido pela primeira tragada. Ou seja: trazer de volta a criança que temos
dentro de nós, agora mais sábia e alerta. Essa criança garantirá que o primeiro cigarro a gente não esquece.
Principalmente se ela for agora um adulto com câncer de pulmão.
(SCLIAR, Moacyr. A face oculta – inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2010.)
I - A construção do texto baseia-se na comparação entre o primeiro sutiã e o primeiro cigarro, destacando o que cada um acarreta de efeitos prejudiciais.
II - A palavra gente é usada no título, no início e no fim do texto, com sentido de nós, mas ao longo do texto é usada a primeira pessoa do plural, primordialmente.
III - No segundo e no terceiro parágrafos, é mostrada a reação do organismo humano ao primeiro cigarro e o descaso a essa reação.
Está correto o que se afirma em
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O primeiro cigarro a gente não esquece
Diz uma propaganda que o primeiro sutiã a gente não esquece (não esquece quem o veste e não
esquece quem o tira). O mesmo pode ser dito, e por razões semelhantes, em relação ao cigarro. É uma
experiência em geral precoce – e marcante. Como no caso do sutiã, tem um pouco do delicioso sabor da
transgressão.
Delicioso sabor, disse eu? Disse-o mal. Poucas coisas são tão repugnantes quanto o primeiro cigarro.
É uma experiência penosa para dizer o mínimo. Nós nos engasgamos com a fumaça, ficamos tontos,
nauseados, às vezes vomitamos as tripas. Ou seja: o nosso organismo não aceita a introdução das substâncias
estranhas, e perigosas, que entram na composição do cigarro. Não faça isso, diz nosso organismo, você está
correndo riscos.
Mas nós não escutamos a voz do corpo. Nós perseveramos. Vamos ao segundo cigarro, ao terceiro,
ao décimo, ao centésimo. E lá pelas tantas o organismo dá-se por vencido e deixa-se aprisionar. Mais um
escravo do tabaco surge.
[...] O primeiro cigarro é o nosso ingresso no mundo dos adultos, o mundo da pretensa sofisticação. É
pois uma vitória da cultura sobre a biologia. Cultura no sentido antropológico, bem-entendido, no sentido de
costumes de determinados grupos.
[...]
Muitos tratamentos foram bolados para fazer com que as pessoas deixem o tabagismo. Um deles é a
terapia da aversão. Consiste em fazer as pessoas fumarem um cigarro atrás do outro a fim de sentirem um
mal-estar semelhante àquele induzido pela primeira tragada. Ou seja: trazer de volta a criança que temos
dentro de nós, agora mais sábia e alerta. Essa criança garantirá que o primeiro cigarro a gente não esquece.
Principalmente se ela for agora um adulto com câncer de pulmão.
(SCLIAR, Moacyr. A face oculta – inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2010.)
1. Ideia de finalidade 2. Ideia de comparação
( ) Como no caso do sutiã, tem um pouco do delicioso sabor da transgressão.
( ) Poucas coisas são tão repugnantes quanto o primeiro cigarro.
( ) Muitos tratamentos foram bolados para fazer com que as pessoas deixem o tabagismo.
( ) Consiste em fazer as pessoas fumarem um cigarro atrás do outro a fim de sentirem um mal-estar semelhante àquele induzido pela primeira tragada.
Assinale a sequência correta.
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Hoje, em muitas partes, reclama-se maior segurança. No entanto, enquanto não se eliminarem a
exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos, será impossível desarreigar a
violência. Acusam-se da violência os pobres e as populações mais pobres, mas, sem igualdade de
oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou
mais tarde, há de provocar a explosão. Quando a sociedade – local, nacional ou mundial – abandona uma
parte de si mesma na periferia, não há programas políticos nem forças da ordem ou serviços secretos que
possam garantir indefinidamente a tranquilidade. Isto não ocorre apenas porque a desigualdade social
provoca a reação violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e econômico é
injusto na sua raiz. Assim como o bem tende a difundir-se, o mal consentido, que é a injustiça, tende a
expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por
mais sólido que pareça. Se cada ação tem consequências, um mal embrenhado nas estruturas de uma
sociedade sempre contém um potencial de dissolução e de morte. É o mal cristalizado nas estruturas sociais
injustas, a partir do qual não podemos esperar um futuro melhor. Estamos longe do chamado “fim da
história”, já que as condições de um desenvolvimento sustentável e pacífico ainda não estão adequadamente
implantadas e realizadas.
(Exortação apostólica do Sumo Pontífice Francisco. Evangelii Gaudium. São Paulo: Loyola, 2013.)
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Hoje, em muitas partes, reclama-se maior segurança. No entanto, enquanto não se eliminarem a
exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos, será impossível desarreigar a
violência. Acusam-se da violência os pobres e as populações mais pobres, mas, sem igualdade de
oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou
mais tarde, há de provocar a explosão. Quando a sociedade – local, nacional ou mundial – abandona uma
parte de si mesma na periferia, não há programas políticos nem forças da ordem ou serviços secretos que
possam garantir indefinidamente a tranquilidade. Isto não ocorre apenas porque a desigualdade social
provoca a reação violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e econômico é
injusto na sua raiz. Assim como o bem tende a difundir-se, o mal consentido, que é a injustiça, tende a
expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por
mais sólido que pareça. Se cada ação tem consequências, um mal embrenhado nas estruturas de uma
sociedade sempre contém um potencial de dissolução e de morte. É o mal cristalizado nas estruturas sociais
injustas, a partir do qual não podemos esperar um futuro melhor. Estamos longe do chamado “fim da
história”, já que as condições de um desenvolvimento sustentável e pacífico ainda não estão adequadamente
implantadas e realizadas.
(Exortação apostólica do Sumo Pontífice Francisco. Evangelii Gaudium. São Paulo: Loyola, 2013.)
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Hoje, em muitas partes, reclama-se maior segurança. No entanto, enquanto não se eliminarem a
exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos, será impossível desarreigar a
violência. Acusam-se da violência os pobres e as populações mais pobres, mas, sem igualdade de
oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou
mais tarde, há de provocar a explosão. Quando a sociedade – local, nacional ou mundial – abandona uma
parte de si mesma na periferia, não há programas políticos nem forças da ordem ou serviços secretos que
possam garantir indefinidamente a tranquilidade. Isto não ocorre apenas porque a desigualdade social
provoca a reação violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e econômico é
injusto na sua raiz. Assim como o bem tende a difundir-se, o mal consentido, que é a injustiça, tende a
expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por
mais sólido que pareça. Se cada ação tem consequências, um mal embrenhado nas estruturas de uma
sociedade sempre contém um potencial de dissolução e de morte. É o mal cristalizado nas estruturas sociais
injustas, a partir do qual não podemos esperar um futuro melhor. Estamos longe do chamado “fim da
história”, já que as condições de um desenvolvimento sustentável e pacífico ainda não estão adequadamente
implantadas e realizadas.
(Exortação apostólica do Sumo Pontífice Francisco. Evangelii Gaudium. São Paulo: Loyola, 2013.)
I - Países em que a injustiça acontece fortemente, mas que apresentam um sistema político e social firme, não têm suas estruturas sociais abaladas.
II - A existência da exclusão e da desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos é razão pela qual a violência perdura.
III - Enquanto não houver igualdade de condições a todos os seus habitantes, um país não garante a inexistência da violência.
IV - Um futuro sem agressão e guerra pode ser vislumbrado para os países que ainda têm parte de seu povo na periferia, em condições precárias.
Estão corretas as afirmativas
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O pavão
Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei
lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há
são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de
plumas.
Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos.
De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e
delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz
magnífico.
(BRAGA, Rubem. 200 Crônicas escolhidas. São Paulo: Record, 2013.)
Assinale a alternativa em que a concordância do verbo grifado NÃO está correta, segundo as normas da língua escrita culta.
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O pavão
Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei
lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há
são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de
plumas.
Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos.
De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e
delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz
magnífico.
(BRAGA, Rubem. 200 Crônicas escolhidas. São Paulo: Record, 2013.)
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O pavão
Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei
lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há
são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de
plumas.
Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos.
De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e
delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz
magnífico.
(BRAGA, Rubem. 200 Crônicas escolhidas. São Paulo: Record, 2013.)
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