Foram encontradas 50 questões.
Em 2023, os números de reclamações contra certa empresa por mês é uma sequência regida por uma progressão aritmética.
Sabe-se que em janeiro desse ano foram efetuadas 12 reclamações e em agosto do mesmo ano foram efetuadas 40
reclamações. Tendo em vista tais informações, quantas reclamações foram efetuadas contra a empresa em 2023?
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Laura possui duas caixinhas (X e Y) onde guarda todos os seus anéis idênticos, exceto pela cor. Na caixinha X, ela armazena
9 anéis azuis e, na caixinha Y, são alocados 9 anéis rosas. Laura retirou, de forma aleatória, 4 anéis da caixinha X e colocou
na caixinha Y. Na sequência, ela retirou, também de forma aleatória, 4 anéis da caixinha Y e colocou na caixinha X. Após
essas manipulações, é correto afirmar, necessariamente, que:
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Uma pesquisa foi feita com 544 pessoas visando avaliar a utilização dos serviços de duas grandes operadoras de internet (A
e B) atualmente. Observou-se que 320 pessoas utilizam os serviços da operadora de internet A, 80 pessoas utilizam os
serviços de ambas as operadores e 64 pessoas utilizam, exclusivamente, os serviços de outras operadoras. Considerando tais
informações, quantas pessoas utilizam somente os serviços da operadora de internet B?
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Sobre alfabetização e letramento, analise as afirmativas a seguir.
I. Enquanto a alfabetização desenvolve a aprendizagem das letras e símbolos escritos, o letramento se ocupa da função social de ler e escrever.
II. A memorização do alfabeto, o reconhecimento das letras, a ligação entre sílabas e a formação de palavras são competências desenvolvidas pelas crianças durante a sua alfabetização.
III. A alfabetização é o processo inicial de transmissão de leitura e escrita.
Está correto o que se afirma em
I. Enquanto a alfabetização desenvolve a aprendizagem das letras e símbolos escritos, o letramento se ocupa da função social de ler e escrever.
II. A memorização do alfabeto, o reconhecimento das letras, a ligação entre sílabas e a formação de palavras são competências desenvolvidas pelas crianças durante a sua alfabetização.
III. A alfabetização é o processo inicial de transmissão de leitura e escrita.
Está correto o que se afirma em
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Levando-se em consideração que a literatura infantil é uma ferramenta significativa na prática escolar promovendo a leitura
de maneira lúdica e prazerosa, facilitando a formação do espírito crítico do leitor, ampliando sua visão de mundo e despertando sua sensibilidade e criatividade, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A literatura infantil pode ser considerada como um rico instrumento para o desenvolvimento do imaginário infantil, marcado por sua intenção pedagógica.
( ) A leitura deve ser trabalhada de maneira mais próxima da realidade das pessoas e não como atividades artificiais, em situações fabricadas na sala de aula.
( ) O sujeito leitor deve estabelecer trocas e interagir com o texto, propiciando a ele condições de se posicionar diante da leitura: personagens, diálogos, trilhas sonoras, cenários etc., através da construção dos significados pela interação.
A sequência está correta em
( ) A literatura infantil pode ser considerada como um rico instrumento para o desenvolvimento do imaginário infantil, marcado por sua intenção pedagógica.
( ) A leitura deve ser trabalhada de maneira mais próxima da realidade das pessoas e não como atividades artificiais, em situações fabricadas na sala de aula.
( ) O sujeito leitor deve estabelecer trocas e interagir com o texto, propiciando a ele condições de se posicionar diante da leitura: personagens, diálogos, trilhas sonoras, cenários etc., através da construção dos significados pela interação.
A sequência está correta em
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Sobre a temática alfabetização e letramento, assinale a afirmativa inadequada.
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É incumbência da escola ensinar o português padrão, já que esse, usualmente, o aluno não domina. Levando-se em
consideração que a língua é um fator de interação social, torna-se necessário que, EXCETO:
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Para que realmente se transcorra a aprendizagem da leitura e escrita, é necessário que o professor:
I. Proporcione situações em que os textos estejam contextualizados, ou seja, não apresentem palavras e frases soltas.
II. Dê aos alunos textos sem imagens, mas informando o conteúdo.
III. Desavie os alunos a ler e a produzir textos, sejam eles orais ou coletivos.
Está correto o que se afirma em
I. Proporcione situações em que os textos estejam contextualizados, ou seja, não apresentem palavras e frases soltas.
II. Dê aos alunos textos sem imagens, mas informando o conteúdo.
III. Desavie os alunos a ler e a produzir textos, sejam eles orais ou coletivos.
Está correto o que se afirma em
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Na escuridão miserável
Eram sete horas da noite quando entrei no carro, ali no Jardim Botânico. Senti que alguém me observava, enquanto punha
o motor em movimento. Voltei-me e dei com uns olhos grandes e parados como os de um bicho, a me espiar, através do vidro
da janela, junto ao meio-fio. Eram de uma negrinha mirrada, raquítica, um fiapo de gente encostado ao poste como um
animalzinho, não teria mais que uns sete anos. Inclinei-me sobre o banco, abaixando o vidro:
– O que foi, minha filha? – perguntei, naturalmente, pensando tratar-se de esmola.
– Nada não senhor – respondeu-me, a medo, um fio de voz infantil.
– O que é que você está me olhando aí?
– Nada não senhor – repetiu.– Tou esperando o ônibus...
– Onde é que você mora?
– Na Praia do Pinto.
– Vou para aquele lado. Quer uma carona?
Ela vacilou, intimidada. Insisti, abrindo a porta:
– Entra aí, que eu te levo.
Acabou entrando, sentou-se na pontinha do banco, e enquanto o carro ganhava velocidade, ia olhando duro para a frente,
não ousava fazer o menor movimento. Tentei puxar conversa:
– Como é o seu nome?
– Teresa.
– Quantos anos você tem, Teresa?
– Dez.
– E o que estava fazendo ali, tão longe de casa?
– A casa da minha patroa é ali.
– Patroa? Que patroa?
Pela sua resposta, pude entender que trabalhava na casa de uma família no Jardim Botânico: lavava roupa, varria a casa,
servia a mesa. Entrava às sete da manhã, saía às oito da noite.
– Hoje saí mais cedo. Foi jantarado.
– Você já jantou?
– Não. Eu almocei.
– Você não almoça todo dia?
– Quando tem comida pra levar, eu almoço: mamãe faz um embrulho de comida pra mim.
– E quando não tem?
– Quando não tem, não tem – e ela até parecia sorrir, me olhando pela primeira vez. Na penumbra do carro, suas feições
de criança, esquálidas, encardidas de pobreza, podiam ser as de uma velha. Eu não me continha mais de aflição, pensando nos
meus filhos bem nutridos – um engasgo na garganta me afogava no que os homens experimentados chamam de
sentimentalismo burguês:
– Mas não te dão comida lá? – perguntei, revoltado.
– Quando eu peço eles dão. Mas descontam no ordenado, mamãe disse pra eu não pedir.
– E quanto é que você ganha?
Diminuí a marcha, assombrado, quase parei o carro. Ela mencionara uma importância ridícula, uma ninharia, não mais que
alguns trocados. Meu impulso era voltar, bater na porta da tal mulher e meter-lhe a mão na cara.
– Como é que você foi parar na casa dessa... foi parar nessa casa? – perguntei ainda, enquanto o carro, ao fim de uma rua
do Leblon, se aproximava das vielas da Praia do Pinto. Ela disparou a falar:
– Eu estava na feira com mamãe e então a madame pediu para eu carregar as compras e aí noutro dia pediu a mamãe pra
eu trabalhar na casa dela, então mamãe deixou porque mamãe não pode deixar os filhos todos sozinhos e lá em casa é sete
meninos fora dois grandes que já são soldados pode parar que é aqui moço, obrigado.
Mal detive o carro, ela abriu a porta e saltou, saiu correndo, perdeu-se logo na escuridão miserável da Praia do Pinto.
(SABINO, Fernando. A Companheira de Viagem. Rio de Janeiro. Sabiá, 1972.)
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Na escuridão miserável
Eram sete horas da noite quando entrei no carro, ali no Jardim Botânico. Senti que alguém me observava, enquanto punha
o motor em movimento. Voltei-me e dei com uns olhos grandes e parados como os de um bicho, a me espiar, através do vidro
da janela, junto ao meio-fio. Eram de uma negrinha mirrada, raquítica, um fiapo de gente encostado ao poste como um
animalzinho, não teria mais que uns sete anos. Inclinei-me sobre o banco, abaixando o vidro:
– O que foi, minha filha? – perguntei, naturalmente, pensando tratar-se de esmola.
– Nada não senhor – respondeu-me, a medo, um fio de voz infantil.
– O que é que você está me olhando aí?
– Nada não senhor – repetiu.– Tou esperando o ônibus...
– Onde é que você mora?
– Na Praia do Pinto.
– Vou para aquele lado. Quer uma carona?
Ela vacilou, intimidada. Insisti, abrindo a porta:
– Entra aí, que eu te levo.
Acabou entrando, sentou-se na pontinha do banco, e enquanto o carro ganhava velocidade, ia olhando duro para a frente,
não ousava fazer o menor movimento. Tentei puxar conversa:
– Como é o seu nome?
– Teresa.
– Quantos anos você tem, Teresa?
– Dez.
– E o que estava fazendo ali, tão longe de casa?
– A casa da minha patroa é ali.
– Patroa? Que patroa?
Pela sua resposta, pude entender que trabalhava na casa de uma família no Jardim Botânico: lavava roupa, varria a casa,
servia a mesa. Entrava às sete da manhã, saía às oito da noite.
– Hoje saí mais cedo. Foi jantarado.
– Você já jantou?
– Não. Eu almocei.
– Você não almoça todo dia?
– Quando tem comida pra levar, eu almoço: mamãe faz um embrulho de comida pra mim.
– E quando não tem?
– Quando não tem, não tem – e ela até parecia sorrir, me olhando pela primeira vez. Na penumbra do carro, suas feições
de criança, esquálidas, encardidas de pobreza, podiam ser as de uma velha. Eu não me continha mais de aflição, pensando nos
meus filhos bem nutridos – um engasgo na garganta me afogava no que os homens experimentados chamam de
sentimentalismo burguês:
– Mas não te dão comida lá? – perguntei, revoltado.
– Quando eu peço eles dão. Mas descontam no ordenado, mamãe disse pra eu não pedir.
– E quanto é que você ganha?
Diminuí a marcha, assombrado, quase parei o carro. Ela mencionara uma importância ridícula, uma ninharia, não mais que
alguns trocados. Meu impulso era voltar, bater na porta da tal mulher e meter-lhe a mão na cara.
– Como é que você foi parar na casa dessa... foi parar nessa casa? – perguntei ainda, enquanto o carro, ao fim de uma rua
do Leblon, se aproximava das vielas da Praia do Pinto. Ela disparou a falar:
– Eu estava na feira com mamãe e então a madame pediu para eu carregar as compras e aí noutro dia pediu a mamãe pra
eu trabalhar na casa dela, então mamãe deixou porque mamãe não pode deixar os filhos todos sozinhos e lá em casa é sete
meninos fora dois grandes que já são soldados pode parar que é aqui moço, obrigado.
Mal detive o carro, ela abriu a porta e saltou, saiu correndo, perdeu-se logo na escuridão miserável da Praia do Pinto.
(SABINO, Fernando. A Companheira de Viagem. Rio de Janeiro. Sabiá, 1972.)
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