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1929654 Ano: 2019
Disciplina: Educação Física
Banca: UEG
Orgão: Pref. Paraúna-GO

A análise anatomofisiológica do corpo e seu funcionamento possibilita constatar a existência de diferentes

 

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1929650 Ano: 2019
Disciplina: Educação Física
Banca: UEG
Orgão: Pref. Paraúna-GO

As diferentes teorias pedagógicas da Educação Física analisadas por Castellani Filho (2002) apresentam concepções, ideias e conhecimentos que delimitam uma determinada orientação metodológica para o desenvolvimento da área e para o trabalho do professor, que permite organizá-las nas categorias de teorias não propositivas, teorias propositivas não sistematizadas e teorias propositivas sistematizadas. Sobre essa organização, verifica-se que

 

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1929618 Ano: 2019
Disciplina: Educação Física
Banca: UEG
Orgão: Pref. Paraúna-GO

Sabe-se que a Educação Física veio se transformando e se reorganizando historicamente para atender a diferentes finalidades, estando diretamente ligada às questões que envolvem a política, a educação, a saúde, o corpo, a cultura, as práticas corporais e o esporte. A análise sobre a Educação Física brasileira permite compreender que

 

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1929617 Ano: 2019
Disciplina: Educação Física
Banca: UEG
Orgão: Pref. Paraúna-GO

O esporte é um fenômeno histórico e social de grande relevância. Ao longo do tempo, vem permanecendo presente no cotidiano das pessoas, seja por meio da sua prática ou contemplação, exercendo diferentes influências para a formação humana e cultural, que se articulam diretamente com os sentidos e significados que a ele são destinados. Na perspectiva de compreendê-lo a partir da concepção crítica de educação física, o professor deve considerar

 

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Diversidade linguística e norma-padrão

Quando o professor Paulo Freire foi empossado Secretário da Educação de São Paulo, fez uma asseveração que causou estranheza: a de que as professoras não devem criticar ou reprimir um aluno que fale coisas como “nós cheguemu”.

Qualquer posição que coloque ou pareça colocar em risco a pureza e a propriedade do idioma pátrio será sempre recebida no mínimo com perplexidade, quando não com veemente resistência. É interessante constatar que nas sociedades modernas os valores culturais associados à norma linguística de prestígio, considerada correta, apropriada e bela, são ainda mais arraigados e persistentes que outros de natureza ética, moral e estética.

O prestígio do português culto, padronizado nas gramáticas e dicionários e cultivado na literatura e nos mais diversos domínios institucionais da sociedade, não se restringe, como seria de esperar, aos grupos de seus usuários; ao contrário, perpassa todos os segmentos sociais. Varia apenas a sua manifestação, em função do acesso diferenciado que esses grupos têm às normas que funcionam como um quadro referencial da correção e propriedade linguística.

O cidadão erudito aprecia a língua culta, que por sinal é o seu meio natural de comunicação, mas o trabalhador braçal, a empregada doméstica, os milhões de iletrados também o fazem. Demonstram igualmente um sentimento positivo em relação à “boa linguagem”, à linguagem daqueles que têm estudo. Uma evidência disso é que as lideranças políticas das nossas classes trabalhadoras se esmeram em falar um português escorreito, em suas aparições públicas, no que nem sempre têm total sucesso em virtude de sua sociabilização ter ocorrido no âmbito das variedades populares. O prestígio associado ao português padrão é sem dúvida um valor cultural muito arraigado, herança colonial consolidada nos nossos cinco séculos de existência como nação. Podemos e devemos questioná-lo, desmistificá-lo, e demonstrar sua relatividade e seus efeitos perversos na perpetuação das desigualdades sociais, mas negá-lo, não há como.

O comportamento linguístico é um indicador claro da estratificação social. Os grupos sociais são diferenciados pelo uso da língua. Em sociedades com histórica distribuição desigual de renda (entre as quais o Brasil pode ser considerado um caso prototípico), as diferenças são acentuadas e tendem a se perpetuar. Pode-se afirmar que a distribuição injusta de bens culturais, principalmente das formas valorizadas de falar, é paralela à distribuição iníqua de bens materiais e de oportunidades.

No Brasil, as diferenças linguísticas socialmente condicionadas não são seriamente levadas em conta. A escola é norteada para ensinar a língua da cultura dominante; tudo que se afasta desse código é defeituoso e deve ser eliminado. O ensino sistemático da língua é de fato uma atividade impositiva. Para alguns estudiosos há mesmo uma incompatibilidade entre uma democracia pluralista e a padronização linguística. Isto fica mais evidente em países plurilíngues, onde os falantes de línguas minoritárias têm de aprender e usar, em muitos domínios, a língua majoritária. Mas, nesses países, os grupos étnicos minoritários têm feito valer seus direitos e as escolas desenvolvido métodos de ensino bilíngue ou bidialetal, comprometidos com o respeito e a preservação das características linguístico-culturais desses grupos.

BORTONE-RICARDO, Stella Maris. Nós chegemu na escola, e agora?: sociolinguística & educação. São Paulo: Parábola, 2005. p. 13-15. (Adaptado).

No trecho “entre as quais o Brasil pode ser considerado um caso prototípico”, o termo “prototípico” pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por

 

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Diversidade linguística e norma-padrão

Quando o professor Paulo Freire foi empossado Secretário da Educação de São Paulo, fez uma asseveração que causou estranheza: a de que as professoras não devem criticar ou reprimir um aluno que fale coisas como “nós cheguemu”.

Qualquer posição que coloque ou pareça colocar em risco a pureza e a propriedade do idioma pátrio será sempre recebida no mínimo com perplexidade, quando não com veemente resistência. É interessante constatar que nas sociedades modernas os valores culturais associados à norma linguística de prestígio, considerada correta, apropriada e bela, são ainda mais arraigados e persistentes que outros de natureza ética, moral e estética.

O prestígio do português culto, padronizado nas gramáticas e dicionários e cultivado na literatura e nos mais diversos domínios institucionais da sociedade, não se restringe, como seria de esperar, aos grupos de seus usuários; ao contrário, perpassa todos os segmentos sociais. Varia apenas a sua manifestação, em função do acesso diferenciado que esses grupos têm às normas que funcionam como um quadro referencial da correção e propriedade linguística.

O cidadão erudito aprecia a língua culta, que por sinal é o seu meio natural de comunicação, mas o trabalhador braçal, a empregada doméstica, os milhões de iletrados também o fazem. Demonstram igualmente um sentimento positivo em relação à “boa linguagem”, à linguagem daqueles que têm estudo. Uma evidência disso é que as lideranças políticas das nossas classes trabalhadoras se esmeram em falar um português escorreito, em suas aparições públicas, no que nem sempre têm total sucesso em virtude de sua sociabilização ter ocorrido no âmbito das variedades populares. O prestígio associado ao português padrão é sem dúvida um valor cultural muito arraigado, herança colonial consolidada nos nossos cinco séculos de existência como nação. Podemos e devemos questioná-lo, desmistificá-lo, e demonstrar sua relatividade e seus efeitos perversos na perpetuação das desigualdades sociais, mas negá-lo, não há como.

O comportamento linguístico é um indicador claro da estratificação social. Os grupos sociais são diferenciados pelo uso da língua. Em sociedades com histórica distribuição desigual de renda (entre as quais o Brasil pode ser considerado um caso prototípico), as diferenças são acentuadas e tendem a se perpetuar. Pode-se afirmar que a distribuição injusta de bens culturais, principalmente das formas valorizadas de falar, é paralela à distribuição iníqua de bens materiais e de oportunidades.

No Brasil, as diferenças linguísticas socialmente condicionadas não são seriamente levadas em conta. A escola é norteada para ensinar a língua da cultura dominante; tudo que se afasta desse código é defeituoso e deve ser eliminado. O ensino sistemático da língua é de fato uma atividade impositiva. Para alguns estudiosos há mesmo uma incompatibilidade entre uma democracia pluralista e a padronização linguística. Isto fica mais evidente em países plurilíngues, onde os falantes de línguas minoritárias têm de aprender e usar, em muitos domínios, a língua majoritária. Mas, nesses países, os grupos étnicos minoritários têm feito valer seus direitos e as escolas desenvolvido métodos de ensino bilíngue ou bidialetal, comprometidos com o respeito e a preservação das características linguístico-culturais desses grupos.

BORTONE-RICARDO, Stella Maris. Nós chegemu na escola, e agora?: sociolinguística & educação. São Paulo: Parábola, 2005. p. 13-15. (Adaptado).

Considere o seguinte enunciado:
“Qualquer posição que coloque ou pareça colocar em risco a pureza e a propriedade do idioma pátrio será sempre recebida no mínimo com perplexidade, quando não com veemente resistência”.
O segmento “no mínimo com perplexidade, quando não com veemente resistência” expressa uma relação de sentido em que o

 

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O avanço tecnológico permitiu o surgimento de diversos tipos de produtos e serviços, que contribuem para a aproximação e avanço das relações comerciais entre as várias regiões do planeta, além de produzir uma relativa aceleração nas relações entre as pessoas, que são realizadas a partir das redes sociais. Sobre essas redes sociais, tem-se o seguinte:

 

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O prefeito de Paraúna, em evento que contava com a participação de representantes dos bairros do município, anunciou que iniciará um grande projeto de urbanização dos logradouros públicos da cidade. Sobre a situação hipotética apresentada, é requisito obrigatório, previsto na Lei Orgânica do Município de Paraúna, que, na realização de projetos de urbanização:

 

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Enunciado 2909017-1

Disponível em: https://bit.ly/2SDaN46. Acesso em: 30 ago. 2019.

A tirinha constrói uma reflexão filosófica sobre o curso da vida. Essa reflexão culmina num jogo de sentido que se baseia num processo

 

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Diversidade linguística e norma-padrão

Quando o professor Paulo Freire foi empossado Secretário da Educação de São Paulo, fez uma asseveração que causou estranheza: a de que as professoras não devem criticar ou reprimir um aluno que fale coisas como “nós cheguemu”.

Qualquer posição que coloque ou pareça colocar em risco a pureza e a propriedade do idioma pátrio será sempre recebida no mínimo com perplexidade, quando não com veemente resistência. É interessante constatar que nas sociedades modernas os valores culturais associados à norma linguística de prestígio, considerada correta, apropriada e bela, são ainda mais arraigados e persistentes que outros de natureza ética, moral e estética.

O prestígio do português culto, padronizado nas gramáticas e dicionários e cultivado na literatura e nos mais diversos domínios institucionais da sociedade, não se restringe, como seria de esperar, aos grupos de seus usuários; ao contrário, perpassa todos os segmentos sociais. Varia apenas a sua manifestação, em função do acesso diferenciado que esses grupos têm às normas que funcionam como um quadro referencial da correção e propriedade linguística.

O cidadão erudito aprecia a língua culta, que por sinal é o seu meio natural de comunicação, mas o trabalhador braçal, a empregada doméstica, os milhões de iletrados também o fazem. Demonstram igualmente um sentimento positivo em relação à “boa linguagem”, à linguagem daqueles que têm estudo. Uma evidência disso é que as lideranças políticas das nossas classes trabalhadoras se esmeram em falar um português escorreito, em suas aparições públicas, no que nem sempre têm total sucesso em virtude de sua sociabilização ter ocorrido no âmbito das variedades populares. O prestígio associado ao português padrão é sem dúvida um valor cultural muito arraigado, herança colonial consolidada nos nossos cinco séculos de existência como nação. Podemos e devemos questioná-lo, desmistificá-lo, e demonstrar sua relatividade e seus efeitos perversos na perpetuação das desigualdades sociais, mas negá-lo, não há como.

O comportamento linguístico é um indicador claro da estratificação social. Os grupos sociais são diferenciados pelo uso da língua. Em sociedades com histórica distribuição desigual de renda (entre as quais o Brasil pode ser considerado um caso prototípico), as diferenças são acentuadas e tendem a se perpetuar. Pode-se afirmar que a distribuição injusta de bens culturais, principalmente das formas valorizadas de falar, é paralela à distribuição iníqua de bens materiais e de oportunidades.

No Brasil, as diferenças linguísticas socialmente condicionadas não são seriamente levadas em conta. A escola é norteada para ensinar a língua da cultura dominante; tudo que se afasta desse código é defeituoso e deve ser eliminado. O ensino sistemático da língua é de fato uma atividade impositiva. Para alguns estudiosos há mesmo uma incompatibilidade entre uma democracia pluralista e a padronização linguística. Isto fica mais evidente em países plurilíngues, onde os falantes de línguas minoritárias têm de aprender e usar, em muitos domínios, a língua majoritária. Mas, nesses países, os grupos étnicos minoritários têm feito valer seus direitos e as escolas desenvolvido métodos de ensino bilíngue ou bidialetal, comprometidos com o respeito e a preservação das características linguístico-culturais desses grupos.

BORTONE-RICARDO, Stella Maris. Nós chegemu na escola, e agora?: sociolinguística & educação. São Paulo: Parábola, 2005. p. 13-15. (Adaptado).

O uso das aspas na expressão “boa linguagem” desempenha a seguinte função:

 

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