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Foram encontradas 534 questões.

1420571 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Patos Minas-MG
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Fora Uber! E leve o Facebook junto.

Pode parecer conversa de tiozão, mas essa geração do polegar está cada dia

mais desconectada da realidade. Não sei o que vai ser do mundo

se essa modinha de internet pegar.

Vou confessar uma coisa: acho uma grande sacanagem essa história de Uber. Não vou entrar no mérito sobre legalidade, ilegalidade, pirataria e regulamentação. Mas não me parece certo esse caminho, aparentemente sem volta, para uma vida facilitada pela internet e seus aplicativos.

O Uber é um desses. Ele tira do cliente a experiência de caminhar até o ponto e negociar a corrida. Tira também o prazer de jogar roleta-russa enquanto levantamos as mãos no fio da calçada e experimentamos as delícias do acaso: ao volante pode estar alguém que nos ensine as propriedades do chá de carqueja ou alguém que relate em detalhes as frieiras no pé esquerdo. Pode estar também alguém com o atalho para tudo, inclusive para exterminar a bandidagem, a corrupção, o tédio dos domingos e a própria frieira. Um amigo jura ter encontrado, certa feita, um taxista com uma tese bastante bem fundamentada sobre a mobilidade urbana: que São Paulo só teria jeito quando a Teodoro começasse a descer e a Cardeal, a subir.

Nada contra o Uber. Tenho até amigos que são usuários. O que não gosto é dessa ideia de adaptar a vida a partir das inovações tecnológicas. Elas são o problema.

Já não gostei quando começaram a oferecer o serviço em automóveis. Gostava mesmo era dos cavalos. Naquele tempo, sim, as coisas funcionavam: os taxistas criavam os equinos nos estábulos perto de casa. Podíamos acompanhar o desenvolvimento dos animais: a alimentação, o tratamento dos dentes, o ajuste da sela, a aplicação dos xampus para a crina. Não esses xampus comprados em qualquer farmácia, mas feitos em casa com babosa e amor.

Quando os bichos estavam prontos, aí sim podíamos assobiar a eles, sentar na sela de trás e observar a frugalidade da paisagem enquanto o cavaleiro-taxista nos falava sobre as sacanagens da monarquia testemunhadas por outros clientes. Não fossem aqueles passeios, jamais saberíamos, por exemplo, que o filho de Dom Pedro I era o verdadeiro dono da Friboi.

Mas eu confesso também: gostava do tempo do imperador e até hoje não me conformo com esse aplicativo chamado República. Naquele tempo não recebíamos convites, o tempo todo, para nos mobilizar em campanhas e petições pela causa A ou B. Nem textões de Facebook de pessoas jogando em nossa cara o desconforto com nossos privilégios.

Ninguém precisava dizer “sou contra”, “sou a favor, mas veja bem”, sobretudo mulheres. Elas cuidavam de nossos filhos e nós trazíamos o javali ao fim do dia. E ninguém reclamava. Hoje querem até ser presidente.

Maldita inclusão digital.

Antes, o que o soberano decidia estava decidido. Não tinha essa necessidade boba de participar e dar pitaco sobre tudo. Sobrava-nos o resto do dia para escrever cartas, perfumar o papel, beijar a assinatura, colar o envelope, escolher a melhor roupa, o melhor chapéu, fazer a barba, chamar o táxi, montar no cavalo, viajar por dias até o posto dos Correios na capital, pagar o serviço com dinheiro, ser assaltado sem precisar lembrar a senha, voltar para casa e esperar a resposta do destinatário.

Hoje em dia com um clique matamos todo esse procedimento. Podemos enviar mensagens sem precisar nos vestir – muitas vezes puxamos conversa sobretudo por NÃO estar com roupa alguma.

Pense no tanto de trabalho eliminado desde que inventaram o botão “compartilhar”. Perderam o posto o lenhador, o sujeito que transformava madeira em papel, o fabricante de tinta, de caneta tinteira e da cola, o entregador de papel, o criador de cavalo, o cavaleiro...tudo com um clique.

O resultado? O resultado é essa geração blasé que, em pleno almoço de família, pega o smartphone e mergulha num mundo paralelo de cristal líquido sem dar a mínima para os questionamentos educativos de pais, avós e tios sobre “e o vestibular?”, “tá estudando?”, “já tá rico?”, “e a namorada?”, “tá usando camisinha?”, “que brinquinho é esse?”, “seu amigo é meio esquisito, não?”, “e esse decote?”. Sem contar as conversar construtivas sobre as aleivosias da vida íntima da cunhada. Que não está à mesa.

Pode parecer conversa de tiozão, mas essa geração do polegar está cada dia mais desconectada da realidade. Não sei o que vai ser do mundo se essa modinha de internet pegar.

(Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/cultura/fora-uber-e-leve-o-facebook-junto-6001.html. Acesso em: 16/09/2015.)

Perderam o posto o lenhador, o sujeito que transformava madeira em papel,...” (11º§) Sobre o trecho sublinhado, é correto afirmar que traz uma ideia de
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1414430 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Patos Minas-MG

Não canse quem te quer bem

Foi durante o programa Saia Justa que a atriz Camila Morgado, discutindo sobre a chatice dos outros (e a nossa própria), lançou a frase: “Não canse quem te quer bem”. Diz ela que ouviu isso em algum lugar, mas enquanto não consegue lembrar a fonte, dou a ela a posse provisória desse achado.

Não canse quem te quer bem. Ah, se conseguíssemos manter sob controle nosso ímpeto de apoquentar. Mas não. Uns mais, outros menos, todos passam do limite na arte de encher os tubos. Ou contando uma história que não acaba nunca, ou pior: contando uma história que não acaba nunca cujos protagonistas ninguém jamais ouviu falar. Deveria ser crime inafiançável ficar contando longos casos sobre gente que não conhecemos e por quem não temos o menor interesse. Se for história de doença, então, cadeira elétrica.

Não canse quem te quer bem. Evite repetir sempre a mesma queixa. Desabafar com amigos, ok. Pedir conselho, ok também, é uma demonstração de carinho e confiança. Agora, ficar anos alugando os ouvidos alheios com as mesmas reclamações, dá licença. Troque o disco. Seus amigos gostam tanto de você, merecem saber que você é capaz de diversificar suas lamúrias.

Não canse quem te quer bem. Garçons foram treinados para te querer bem. Então não peça para trocar todos os ingredientes do risoto que você solicitou – escolha uma pizza e fim.

Seu namorado te quer muito bem. Não o obrigue a esperar pelos 20 vestidos que você vai experimentar antes de sair – pense antes no que vai usar. E discutir a relação, só uma vez por ano, se não houver outra saída.

Sua namorada também te quer muito bem. Não a amole pedindo para ela explicar de onde conhece aquele rapaz que cumprimentou na saída do cinema. Ciúme toda hora, por qualquer bobagem, é esgotante.

Não canse quem te quer bem. Não peça dinheiro emprestado pra quem vai ficar constrangido em negar. Não exija uma dedicatória especial só porque você é parente do autor do livro. E não exagere ao mostrar fotografias. Se o local que você visitou é realmente incrível, mostre três, quatro no máximo. Na verdade, fotografia a gente só mostra pra mãe e para aqueles que também aparecem na foto.

Não canse quem te quer bem. Não faça seus filhos demonstrarem dotes artísticos (cantar, dançar, tocar violão) na frente das visitas. Por amor a eles e pelas visitas.

Implicâncias quase sempre são demonstrações de afeto. Você não implica com quem te esnoba, apenas com quem possui laços fraternos. Se um amigo é barrigudo, será sobre a barriga dele que faremos piada. Se temos uma amiga que sempre chega atrasada, o atraso dela será brindado com sarcasmo. Se nosso filho é cabeludo, “quando é que tu vai cortar esse cabelo, garoto?” será a pergunta que faremos de segunda a domingo. Implicar é uma maneira de confirmar a intimidade. Mas os íntimos poderiam se elogiar, pra variar.

Não canse quem te quer bem. Se não consegue resistir a dar uma chateada, seja mala com pessoas que não te conhecem. Só esses poderão se afastar, cortar o assunto, te dar um chega pra lá. Quem te quer bem vai te ouvir até o fim e ainda vai fazer de conta que está se divertindo. Coitado. Prive-o desse infortúnio. Ele não tem culpa de gostar de você.

(Martha Medeiros – Zero Hora – 22 de janeiro de 2012.)

Deveria ser crime inafiançável ficar contando longos casos sobre gente que não conhecemos e por quem não temos o menor interesse. Se for história de doença, então, cadeira elétrica.” (2º§) O excerto anterior possui sentido
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974604 Ano: 2015
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Patos Minas-MG
Compõem o laudo de insalubridade e de periculosidade, EXCETO:
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974600 Ano: 2015
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Patos Minas-MG
Em relação ao Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA e ao Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT, é correto afirmar que
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974560 Ano: 2015
Disciplina: Enfermagem
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Patos Minas-MG
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Assinale a afirmativa correta em relação ao procedimento adequado a ser realizado nas manobras de ressuscitação em situações de parada cardíaca em gestante com mais de 20 semanas de gravidez.
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974424 Ano: 2015
Disciplina: Radiologia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Patos Minas-MG

O ultrassom durante o pré-natal é um exame rotineiro e que apresenta diversos benefícios para a mãe e o feto, como permitir um exame direto do feto, como paciente. Sobre o uso do ultrassom no pré-natal de baixo risco, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A ultrassonografia morfológica apresenta boa sensibilidade para detectar anomalias fetais.

( ) O ultrassom precoce permite uma melhor datação da gestação, evitando pós-datismos e induções desnecessárias.

( ) Em pré-natais de baixo risco, a única utilidade da ultrassonografia após 24 semanas se mostra a avaliação da maturidade placentária.

( ) Apesar de algumas sociedades recomendarem o ultrassom gestacional ao redor de 12 semanas e outro (morfológico) no segundo trimestre, as recomendações atuais do SUS orientam somente o do primeiro trimestre e, em casos especiais, como suspeita de gemelares.

A sequência está correta em

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974387 Ano: 2015
Disciplina: Odontologia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Patos Minas-MG
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Embora seja raro durante a aplicação de uma anestesia local, pode ocorrer a fratura de uma agulha. Considerando o exposto, assinale a afirmativa correta.
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974362 Ano: 2015
Disciplina: Odontologia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Patos Minas-MG
“A técnica ________________________ é a técnica de obturação endodôntica que combina a compactação lateral a frio no segmento cervical e a termoplastificação da guta-percha nos segmentos médio e cervical através da aplicação de compactadores acionados a motor de baixa rotação.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
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974286 Ano: 2015
Disciplina: Marketing
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Patos Minas-MG
Felipe aplicou R$ 1.500,00 em um banco A com rendimento de 12% a.a. No mesmo dia, Pedro aplicou R$ 2.000,00 no banco B, com rendimento de 13% a.a., e R$ 500,00 no banco C com rendimento de 10% a.a. Considerando o regime de juros compostos, após dois anos da data da aplicação, a diferença entre os rendimentos obtidos por Pedro e Felipe, em R$, é
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974285 Ano: 2015
Disciplina: Marketing
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Patos Minas-MG
“Dispondo-se dos algarismos de 0 a 7, pode-se formar ______ números pares de três algarismos distintos.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
Questão Anulada

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