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2832767 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP
A alternativa que está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal encontra-se em:
 

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2832766 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP
Passarinhada em SP
Um sábado por mês, em algum parque da Prefeitura de São Paulo, um grupo se encontra às 7 horas da manhã para observar pássaros – no último evento havia 50 pessoas. A iniciativa é da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, em parceria com a organização não governamental SAVE Brasil.
A bióloga e coordenadora de equipe, Letícia Bolian Zimback, diz que é preciso entender que, no mesmo local em que as pessoas estão ou bem perto de suas casas, existem várias outras formas de vida, vivendo e sobrevivendo. “Então, com as aves, conseguimos ilustrar isso muito bem, usamos a passarinhada para conectar as pessoas com a natureza”, afirma a especialista.
Durante os encontros sempre há um biólogo que conduz o grupo e tem o conhecimento de quais espécies podem aparecer em determinado parque. “Nosso papel é ser um trampolim para a observação de aves, e a atividade acaba sendo mais proveitosa para o público”, diz Letícia.
No final de cada passarinhada, após o piquenique comunitário, o grupo faz o levantamento do que foi avistado e os dados são inseridos em um aplicativo chamado eBird. No encontro do parque Cemucam, foram identificadas 50 espécies diferentes.
(Bruno Nogueirão. https://www.estadao.com.br/sao-paulo/ projeto-usa-as-aves-dos-parques-de-sp-para-conectar-as-pessoascom-a-natureza/ Publicado em 14.04.2023. Adaptado)
Assinale a afirmação correta acerca do termo destacado na passagem do texto.
 

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2832765 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP
Passarinhada em SP
Um sábado por mês, em algum parque da Prefeitura de São Paulo, um grupo se encontra às 7 horas da manhã para observar pássaros – no último evento havia 50 pessoas. A iniciativa é da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, em parceria com a organização não governamental SAVE Brasil.
A bióloga e coordenadora de equipe, Letícia Bolian Zimback, diz que é preciso entender que, no mesmo local em que as pessoas estão ou bem perto de suas casas, existem várias outras formas de vida, vivendo e sobrevivendo. “Então, com as aves, conseguimos ilustrar isso muito bem, usamos a passarinhada para conectar as pessoas com a natureza”, afirma a especialista.
Durante os encontros sempre há um biólogo que conduz o grupo e tem o conhecimento de quais espécies podem aparecer em determinado parque. “Nosso papel é ser um trampolim para a observação de aves, e a atividade acaba sendo mais proveitosa para o público”, diz Letícia.
No final de cada passarinhada, após o piquenique comunitário, o grupo faz o levantamento do que foi avistado e os dados são inseridos em um aplicativo chamado eBird. No encontro do parque Cemucam, foram identificadas 50 espécies diferentes.
(Bruno Nogueirão. https://www.estadao.com.br/sao-paulo/ projeto-usa-as-aves-dos-parques-de-sp-para-conectar-as-pessoascom-a-natureza/ Publicado em 14.04.2023. Adaptado)
No trecho do segundo parágrafo – Então com as aves, conseguimos ilustrar isso muito bem... –, o pronome isso retoma a ideia
 

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2832764 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP
Passarinhada em SP
Um sábado por mês, em algum parque da Prefeitura de São Paulo, um grupo se encontra às 7 horas da manhã para observar pássaros – no último evento havia 50 pessoas. A iniciativa é da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, em parceria com a organização não governamental SAVE Brasil.
A bióloga e coordenadora de equipe, Letícia Bolian Zimback, diz que é preciso entender que, no mesmo local em que as pessoas estão ou bem perto de suas casas, existem várias outras formas de vida, vivendo e sobrevivendo. “Então, com as aves, conseguimos ilustrar isso muito bem, usamos a passarinhada para conectar as pessoas com a natureza”, afirma a especialista.
Durante os encontros sempre há um biólogo que conduz o grupo e tem o conhecimento de quais espécies podem aparecer em determinado parque. “Nosso papel é ser um trampolim para a observação de aves, e a atividade acaba sendo mais proveitosa para o público”, diz Letícia.
No final de cada passarinhada, após o piquenique comunitário, o grupo faz o levantamento do que foi avistado e os dados são inseridos em um aplicativo chamado eBird. No encontro do parque Cemucam, foram identificadas 50 espécies diferentes.
(Bruno Nogueirão. https://www.estadao.com.br/sao-paulo/ projeto-usa-as-aves-dos-parques-de-sp-para-conectar-as-pessoascom-a-natureza/ Publicado em 14.04.2023. Adaptado)
De acordo com as informações apresentadas, é correto afirmar que o texto
 

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2832763 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Peruíbe-SP
Criar seu filho
Alguém me escreve pedindo qualquer coisa sobre a arte de criar um filho. Neste mundo confuso de hoje, uma pobre mãe se vê tonta; dantes era só ensinar o ABC e o temor a Deus e aos pais e dormir de coração descansado, porque a batalha estava ganha. Mas hoje, o menino não aceita temor nenhum, do céu nem da terra.
E há tantas teorias, tantas receitas de vencer na vida... Eu é que não lhe posso indicar nada. Não tenho filhos. Mas, se tivesse um filho, suponho que o haveria de amar com uma cegueira de amor tão grande que provavelmente esse amor tão excessivo me incapacitaria para qualquer esforço educativo.
Contudo, caso eu conseguisse vencer essa fraqueza, nem assim acredito que meu sistema de educação fosse lhe parecer desejável, porque não ensinaria a meu filho nenhuma das artes de vencer na vida, não incutiria nele nenhum desejo de triunfo e grandeza. Pelo contrário, a primeira coisa que eu haveria de ensinar seria a humildade, a consciência profunda da nossa pequenez, da nossa transitoriedade.
Depois, ensinaria o amor aos seus semelhantes e encaminharia esse amor de preferência aos pequenos, aos sem nome e sem história. Jamais lhe contaria os feitos de Alexandre1 ou de César2 – tremo só de pensar no perigo de ver meu filho contaminado pelo abjeto culto ao herói. Basta um homem acreditar em si, imaginar-se diferente ou único para representar uma ameaça, e eu lhe ensinaria a temer essa autoridade que não representa a força coletiva da defesa comum.
Nos estudos, deixaria que sua curiosidade o guiasse. Se ele tivesse sede da verdade e da ciência, procuraria satisfazer o seu desejo: o amor ao estudo, como qualquer outro amor, tem de ser espontâneo.
E, acima de tudo, não lhe incutiria noções de bem e de mal, porque todo o meu esforço seria no sentido de tornar para meu filho o bem uma necessidade em si, indiscutível, algo obrigatório e sem alternativa.
Vê, minha senhora, que o meu programa não serve, porque a senhora não deseja para o seu rapaz destino tão humilde, quer fazer dele um cidadão-modelo e uma glória para o seu país. É o que em geral desejam todas as mães, eu é que sou uma miserável e solitária unidade.
(https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/8556/criar-seu-filho IMS – Portal da Crônica Brasileira. Texto publicado na revista
O Cruzeiro em 16.07.1949. Adaptado)
1. Alexandre, o Grande
2. Júlio César, importante governante do Império Romano
A autora declara que levaria seu filho a desvalidos, e não o noções acerca do bem e do mal, porque a prática do bem deveria ser sua conduta.
As lacunas dessa frase devem ser preenchidas, respectivamente e de acordo com a norma-padrão de regência verbal e nominal, por
 

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Criar seu filho
Alguém me escreve pedindo qualquer coisa sobre a arte de criar um filho. Neste mundo confuso de hoje, uma pobre mãe se vê tonta; dantes era só ensinar o ABC e o temor a Deus e aos pais e dormir de coração descansado, porque a batalha estava ganha. Mas hoje, o menino não aceita temor nenhum, do céu nem da terra.
E há tantas teorias, tantas receitas de vencer na vida... Eu é que não lhe posso indicar nada. Não tenho filhos. Mas, se tivesse um filho, suponho que o haveria de amar com uma cegueira de amor tão grande que provavelmente esse amor tão excessivo me incapacitaria para qualquer esforço educativo.
Contudo, caso eu conseguisse vencer essa fraqueza, nem assim acredito que meu sistema de educação fosse lhe parecer desejável, porque não ensinaria a meu filho nenhuma das artes de vencer na vida, não incutiria nele nenhum desejo de triunfo e grandeza. Pelo contrário, a primeira coisa que eu haveria de ensinar seria a humildade, a consciência profunda da nossa pequenez, da nossa transitoriedade.
Depois, ensinaria o amor aos seus semelhantes e encaminharia esse amor de preferência aos pequenos, aos sem nome e sem história. Jamais lhe contaria os feitos de Alexandre1 ou de César2 – tremo só de pensar no perigo de ver meu filho contaminado pelo abjeto culto ao herói. Basta um homem acreditar em si, imaginar-se diferente ou único para representar uma ameaça, e eu lhe ensinaria a temer essa autoridade que não representa a força coletiva da defesa comum.
Nos estudos, deixaria que sua curiosidade o guiasse. Se ele tivesse sede da verdade e da ciência, procuraria satisfazer o seu desejo: o amor ao estudo, como qualquer outro amor, tem de ser espontâneo.
E, acima de tudo, não lhe incutiria noções de bem e de mal, porque todo o meu esforço seria no sentido de tornar para meu filho o bem uma necessidade em si, indiscutível, algo obrigatório e sem alternativa.
Vê, minha senhora, que o meu programa não serve, porque a senhora não deseja para o seu rapaz destino tão humilde, quer fazer dele um cidadão-modelo e uma glória para o seu país. É o que em geral desejam todas as mães, eu é que sou uma miserável e solitária unidade.
(https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/8556/criar-seu-filho IMS – Portal da Crônica Brasileira. Texto publicado na revista
O Cruzeiro em 16.07.1949. Adaptado)
1. Alexandre, o Grande
2. Júlio César, importante governante do Império Romano
Assinale a alternativa cuja frase apresenta o sinal indicativo de crase corretamente empregado.
 

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Criar seu filho
Alguém me escreve pedindo qualquer coisa sobre a arte de criar um filho. Neste mundo confuso de hoje, uma pobre mãe se vê tonta; dantes era só ensinar o ABC e o temor a Deus e aos pais e dormir de coração descansado, porque a batalha estava ganha. Mas hoje, o menino não aceita temor nenhum, do céu nem da terra.
E há tantas teorias, tantas receitas de vencer na vida... Eu é que não lhe posso indicar nada. Não tenho filhos. Mas, se tivesse um filho, suponho que o haveria de amar com uma cegueira de amor tão grande que provavelmente esse amor tão excessivo me incapacitaria para qualquer esforço educativo.
Contudo, caso eu conseguisse vencer essa fraqueza, nem assim acredito que meu sistema de educação fosse lhe parecer desejável, porque não ensinaria a meu filho nenhuma das artes de vencer na vida, não incutiria nele nenhum desejo de triunfo e grandeza. Pelo contrário, a primeira coisa que eu haveria de ensinar seria a humildade, a consciência profunda da nossa pequenez, da nossa transitoriedade.
Depois, ensinaria o amor aos seus semelhantes e encaminharia esse amor de preferência aos pequenos, aos sem nome e sem história. Jamais lhe contaria os feitos de Alexandre1 ou de César2 – tremo só de pensar no perigo de ver meu filho contaminado pelo abjeto culto ao herói. Basta um homem acreditar em si, imaginar-se diferente ou único para representar uma ameaça, e eu lhe ensinaria a temer essa autoridade que não representa a força coletiva da defesa comum.
Nos estudos, deixaria que sua curiosidade o guiasse. Se ele tivesse sede da verdade e da ciência, procuraria satisfazer o seu desejo: o amor ao estudo, como qualquer outro amor, tem de ser espontâneo.
E, acima de tudo, não lhe incutiria noções de bem e de mal, porque todo o meu esforço seria no sentido de tornar para meu filho o bem uma necessidade em si, indiscutível, algo obrigatório e sem alternativa.
Vê, minha senhora, que o meu programa não serve, porque a senhora não deseja para o seu rapaz destino tão humilde, quer fazer dele um cidadão-modelo e uma glória para o seu país. É o que em geral desejam todas as mães, eu é que sou uma miserável e solitária unidade.
(https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/8556/criar-seu-filho IMS – Portal da Crônica Brasileira. Texto publicado na revista
O Cruzeiro em 16.07.1949. Adaptado)
1. Alexandre, o Grande
2. Júlio César, importante governante do Império Romano
Leia as frases elaboradas com base no texto.
• Há tantas teorias e receitas de como vencer na vida, porém a autora não pretende ensinar essas teorias à sua leitora.
• Segundo a autora, ser humilde é um precioso aprendizado para a vida, e o que justifica esse aprendizado é a evidência de nossa pequenez e insignificância no mundo.
Atendendo à norma-padrão de emprego e de colocação dos pronomes, os trechos destacados podem ser substituídos por
 

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Criar seu filho
Alguém me escreve pedindo qualquer coisa sobre a arte de criar um filho. Neste mundo confuso de hoje, uma pobre mãe se vê tonta; dantes era só ensinar o ABC e o temor a Deus e aos pais e dormir de coração descansado, porque a batalha estava ganha. Mas hoje, o menino não aceita temor nenhum, do céu nem da terra.
E há tantas teorias, tantas receitas de vencer na vida... Eu é que não lhe posso indicar nada. Não tenho filhos. Mas, se tivesse um filho, suponho que o haveria de amar com uma cegueira de amor tão grande que provavelmente esse amor tão excessivo me incapacitaria para qualquer esforço educativo.
Contudo, caso eu conseguisse vencer essa fraqueza, nem assim acredito que meu sistema de educação fosse lhe parecer desejável, porque não ensinaria a meu filho nenhuma das artes de vencer na vida, não incutiria nele nenhum desejo de triunfo e grandeza. Pelo contrário, a primeira coisa que eu haveria de ensinar seria a humildade, a consciência profunda da nossa pequenez, da nossa transitoriedade.
Depois, ensinaria o amor aos seus semelhantes e encaminharia esse amor de preferência aos pequenos, aos sem nome e sem história. Jamais lhe contaria os feitos de Alexandre1 ou de César2 – tremo só de pensar no perigo de ver meu filho contaminado pelo abjeto culto ao herói. Basta um homem acreditar em si, imaginar-se diferente ou único para representar uma ameaça, e eu lhe ensinaria a temer essa autoridade que não representa a força coletiva da defesa comum.
Nos estudos, deixaria que sua curiosidade o guiasse. Se ele tivesse sede da verdade e da ciência, procuraria satisfazer o seu desejo: o amor ao estudo, como qualquer outro amor, tem de ser espontâneo.
E, acima de tudo, não lhe incutiria noções de bem e de mal, porque todo o meu esforço seria no sentido de tornar para meu filho o bem uma necessidade em si, indiscutível, algo obrigatório e sem alternativa.
Vê, minha senhora, que o meu programa não serve, porque a senhora não deseja para o seu rapaz destino tão humilde, quer fazer dele um cidadão-modelo e uma glória para o seu país. É o que em geral desejam todas as mães, eu é que sou uma miserável e solitária unidade.
(https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/8556/criar-seu-filho IMS – Portal da Crônica Brasileira. Texto publicado na revista
O Cruzeiro em 16.07.1949. Adaptado)
1. Alexandre, o Grande
2. Júlio César, importante governante do Império Romano
Considere a passagem do terceiro parágrafo.
Contudo, caso eu conseguisse vencer essa fraqueza, nem assim acredito que meu sistema de educação fosse lhe parecer desejável, porque não ensinaria a meu filho nenhuma das artes...
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, as relações entre ideias estabelecidas pelos elementos destacados e apresenta termos ou expressões que podem substituí-los, preservando o sentido original do texto.
 

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Criar seu filho
Alguém me escreve pedindo qualquer coisa sobre a arte de criar um filho. Neste mundo confuso de hoje, uma pobre mãe se vê tonta; dantes era só ensinar o ABC e o temor a Deus e aos pais e dormir de coração descansado, porque a batalha estava ganha. Mas hoje, o menino não aceita temor nenhum, do céu nem da terra.
E há tantas teorias, tantas receitas de vencer na vida... Eu é que não lhe posso indicar nada. Não tenho filhos. Mas, se tivesse um filho, suponho que o haveria de amar com uma cegueira de amor tão grande que provavelmente esse amor tão excessivo me incapacitaria para qualquer esforço educativo.
Contudo, caso eu conseguisse vencer essa fraqueza, nem assim acredito que meu sistema de educação fosse lhe parecer desejável, porque não ensinaria a meu filho nenhuma das artes de vencer na vida, não incutiria nele nenhum desejo de triunfo e grandeza. Pelo contrário, a primeira coisa que eu haveria de ensinar seria a humildade, a consciência profunda da nossa pequenez, da nossa transitoriedade.
Depois, ensinaria o amor aos seus semelhantes e encaminharia esse amor de preferência aos pequenos, aos sem nome e sem história. Jamais lhe contaria os feitos de Alexandre1 ou de César2 – tremo só de pensar no perigo de ver meu filho contaminado pelo abjeto culto ao herói. Basta um homem acreditar em si, imaginar-se diferente ou único para representar uma ameaça, e eu lhe ensinaria a temer essa autoridade que não representa a força coletiva da defesa comum.
Nos estudos, deixaria que sua curiosidade o guiasse. Se ele tivesse sede da verdade e da ciência, procuraria satisfazer o seu desejo: o amor ao estudo, como qualquer outro amor, tem de ser espontâneo.
E, acima de tudo, não lhe incutiria noções de bem e de mal, porque todo o meu esforço seria no sentido de tornar para meu filho o bem uma necessidade em si, indiscutível, algo obrigatório e sem alternativa.
Vê, minha senhora, que o meu programa não serve, porque a senhora não deseja para o seu rapaz destino tão humilde, quer fazer dele um cidadão-modelo e uma glória para o seu país. É o que em geral desejam todas as mães, eu é que sou uma miserável e solitária unidade.
(https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/8556/criar-seu-filho IMS – Portal da Crônica Brasileira. Texto publicado na revista
O Cruzeiro em 16.07.1949. Adaptado)
1. Alexandre, o Grande
2. Júlio César, importante governante do Império Romano
Considere as passagens do texto.
• Alguém me escreve pedindo qualquer coisa sobre a arte de criar um filho. (1° parágrafo) • ... era só ensinar o ABC e o temor a Deus e aos pais e dormir de coração descansado... (1° parágrafo) • ... provavelmente esse amor tão excessivo me incapacitaria para qualquer esforço educativo. (2° parágrafo)
Os trechos destacados podem ser substituídos, respectivamente e preservando-se o sentido do texto, por
 

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Alguém me escreve pedindo qualquer coisa sobre a arte de criar um filho. Neste mundo confuso de hoje, uma pobre mãe se vê tonta; dantes era só ensinar o ABC e o temor a Deus e aos pais e dormir de coração descansado, porque a batalha estava ganha. Mas hoje, o menino não aceita temor nenhum, do céu nem da terra.
E há tantas teorias, tantas receitas de vencer na vida... Eu é que não lhe posso indicar nada. Não tenho filhos. Mas, se tivesse um filho, suponho que o haveria de amar com uma cegueira de amor tão grande que provavelmente esse amor tão excessivo me incapacitaria para qualquer esforço educativo.
Contudo, caso eu conseguisse vencer essa fraqueza, nem assim acredito que meu sistema de educação fosse lhe parecer desejável, porque não ensinaria a meu filho nenhuma das artes de vencer na vida, não incutiria nele nenhum desejo de triunfo e grandeza. Pelo contrário, a primeira coisa que eu haveria de ensinar seria a humildade, a consciência profunda da nossa pequenez, da nossa transitoriedade.
Depois, ensinaria o amor aos seus semelhantes e encaminharia esse amor de preferência aos pequenos, aos sem nome e sem história. Jamais lhe contaria os feitos de Alexandre1 ou de César2 – tremo só de pensar no perigo de ver meu filho contaminado pelo abjeto culto ao herói. Basta um homem acreditar em si, imaginar-se diferente ou único para representar uma ameaça, e eu lhe ensinaria a temer essa autoridade que não representa a força coletiva da defesa comum.
Nos estudos, deixaria que sua curiosidade o guiasse. Se ele tivesse sede da verdade e da ciência, procuraria satisfazer o seu desejo: o amor ao estudo, como qualquer outro amor, tem de ser espontâneo.
E, acima de tudo, não lhe incutiria noções de bem e de mal, porque todo o meu esforço seria no sentido de tornar para meu filho o bem uma necessidade em si, indiscutível, algo obrigatório e sem alternativa.
Vê, minha senhora, que o meu programa não serve, porque a senhora não deseja para o seu rapaz destino tão humilde, quer fazer dele um cidadão-modelo e uma glória para o seu país. É o que em geral desejam todas as mães, eu é que sou uma miserável e solitária unidade.
(https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/8556/criar-seu-filho IMS – Portal da Crônica Brasileira. Texto publicado na revista
O Cruzeiro em 16.07.1949. Adaptado)
1. Alexandre, o Grande
2. Júlio César, importante governante do Império Romano
De acordo com o conteúdo do texto, é correto afirmar que a autora
 

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