Foram encontradas 255 questões.
Leia a crônica de Moacyr Scliar para responder a questão.
Os emergentes
Enquanto boa parte da população brasileira afunda em dívidas, no desespero ou em ambos, uma nova classe surge, triunfante: a dos emergentes. São as pessoas que estão na crista da onda, na mídia, nos negócios, na vida social, na política. Pessoas que fazem render aqueles 15 minutos de fama a que, segundo Andy Warhol, todos terão direito um dia.
Os emergentes não são necessariamente simpáticos, ou inteligentes ou mesmo agradáveis. E isso porque emergir é uma tarefa árdua. Não é uma misteriosa corrente submarina que traz o emergente à tona; não, é o esforço, é o trabalho dos cotovelos – é preciso conquistar espaço à força entre os muitos que lutam por um lugar ao sol do sucesso. Quando se fala em emergentes, muitos são atraídos pelas luzes da celebridade – poucos são os bem-sucedidos.
Emergir é uma glória. O emergente está sempre feliz; feliz, não, eufórico. Ri à toa, é só haver uma lente fotográfica por perto e pronto, um sorriso invade sua face, e lá estão os dentes, às vezes com próteses precárias, recordações da época pré-emergência.
Emergente, no Brasil, ganha muito dinheiro. É a nova riqueza que surge e que, diferente da riqueza tradicional, não está ligada à terra ou a empresas. Não, ele enriquece pela simples razão de que ele é emergente: uma piadinha sem graça na tevê, e ganha mais do que um operário num ano de trabalho.
Agora, o emergente paga um preço pela fama e pela fortuna. Ele tem um secreto terror que, às vezes, o faz acordar no meio da noite gritando. O emergente teme submergir. Teme voltar para o fundo escuro e lodoso de onde saiu, povoado por estranhos monstros que, desprovidos de olhos, não podem ver o emergente e muito menos aplaudi-lo.
Enquanto isso não acontece, desde que ele esteja na capa de uma revista qualquer, tudo bem, tudo ótimo. Emergir ou não emergir, eis a questão.
(Coleção melhores crônicas: Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)
Observe as passagens do texto.
• ... uma nova classe surge, triunfante: a dos emergentes. (1º parágrafo)
• ... o trabalho dos cotovelos – é preciso conquistar espaço à força... (2º parágrafo)
• ... muitos são atraídos pelas luzes da celebridade – poucos são os bem-sucedidos. (2º parágrafo)
Essas passagens podem ser reescritas, sem alteração do sentido do texto, como exposto em:
Provas
Leia a crônica de Moacyr Scliar para responder a questão.
Os emergentes
Enquanto boa parte da população brasileira afunda em dívidas, no desespero ou em ambos, uma nova classe surge, triunfante: a dos emergentes. São as pessoas que estão na crista da onda, na mídia, nos negócios, na vida social, na política. Pessoas que fazem render aqueles 15 minutos de fama a que, segundo Andy Warhol, todos terão direito um dia.
Os emergentes não são necessariamente simpáticos, ou inteligentes ou mesmo agradáveis. E isso porque emergir é uma tarefa árdua. Não é uma misteriosa corrente submarina que traz o emergente à tona; não, é o esforço, é o trabalho dos cotovelos – é preciso conquistar espaço à força entre os muitos que lutam por um lugar ao sol do sucesso. Quando se fala em emergentes, muitos são atraídos pelas luzes da celebridade – poucos são os bem-sucedidos.
Emergir é uma glória. O emergente está sempre feliz; feliz, não, eufórico. Ri à toa, é só haver uma lente fotográfica por perto e pronto, um sorriso invade sua face, e lá estão os dentes, às vezes com próteses precárias, recordações da época pré-emergência.
Emergente, no Brasil, ganha muito dinheiro. É a nova riqueza que surge e que, diferente da riqueza tradicional, não está ligada à terra ou a empresas. Não, ele enriquece pela simples razão de que ele é emergente: uma piadinha sem graça na tevê, e ganha mais do que um operário num ano de trabalho.
Agora, o emergente paga um preço pela fama e pela fortuna. Ele tem um secreto terror que, às vezes, o faz acordar no meio da noite gritando. O emergente teme submergir. Teme voltar para o fundo escuro e lodoso de onde saiu, povoado por estranhos monstros que, desprovidos de olhos, não podem ver o emergente e muito menos aplaudi-lo.
Enquanto isso não acontece, desde que ele esteja na capa de uma revista qualquer, tudo bem, tudo ótimo. Emergir ou não emergir, eis a questão.
(Coleção melhores crônicas: Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)
Considere as frases elaboradas a partir do texto.
• Existem 15 minutos de fama , segundo o artista Andy Warhol, todos anseiam.
• Há um secreto temor o emergente procura se apartar: o temor de submergir.
• Ele receia voltar ao fundo escuro e lodoso pertencia.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Provas
Leia a crônica de Moacyr Scliar para responder a questão.
Os emergentes
Enquanto boa parte da população brasileira afunda em dívidas, no desespero ou em ambos, uma nova classe surge, triunfante: a dos emergentes. São as pessoas que estão na crista da onda, na mídia, nos negócios, na vida social, na política. Pessoas que fazem render aqueles 15 minutos de fama a que, segundo Andy Warhol, todos terão direito um dia.
Os emergentes não são necessariamente simpáticos, ou inteligentes ou mesmo agradáveis. E isso porque emergir é uma tarefa árdua. Não é uma misteriosa corrente submarina que traz o emergente à tona; não, é o esforço, é o trabalho dos cotovelos – é preciso conquistar espaço à força entre os muitos que lutam por um lugar ao sol do sucesso. Quando se fala em emergentes, muitos são atraídos pelas luzes da celebridade – poucos são os bem-sucedidos.
Emergir é uma glória. O emergente está sempre feliz; feliz, não, eufórico. Ri à toa, é só haver uma lente fotográfica por perto e pronto, um sorriso invade sua face, e lá estão os dentes, às vezes com próteses precárias, recordações da época pré-emergência.
Emergente, no Brasil, ganha muito dinheiro. É a nova riqueza que surge e que, diferente da riqueza tradicional, não está ligada à terra ou a empresas. Não, ele enriquece pela simples razão de que ele é emergente: uma piadinha sem graça na tevê, e ganha mais do que um operário num ano de trabalho.
Agora, o emergente paga um preço pela fama e pela fortuna. Ele tem um secreto terror que, às vezes, o faz acordar no meio da noite gritando. O emergente teme submergir. Teme voltar para o fundo escuro e lodoso de onde saiu, povoado por estranhos monstros que, desprovidos de olhos, não podem ver o emergente e muito menos aplaudi-lo.
Enquanto isso não acontece, desde que ele esteja na capa de uma revista qualquer, tudo bem, tudo ótimo. Emergir ou não emergir, eis a questão.
(Coleção melhores crônicas: Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a palavra ou a expressão destacada está em sentido figurado e acompanhada de significado pertinente ao texto original.
Provas
Leia a crônica de Moacyr Scliar para responder a questão.
Os emergentes
Enquanto boa parte da população brasileira afunda em dívidas, no desespero ou em ambos, uma nova classe surge, triunfante: a dos emergentes. São as pessoas que estão na crista da onda, na mídia, nos negócios, na vida social, na política. Pessoas que fazem render aqueles 15 minutos de fama a que, segundo Andy Warhol, todos terão direito um dia.
Os emergentes não são necessariamente simpáticos, ou inteligentes ou mesmo agradáveis. E isso porque emergir é uma tarefa árdua. Não é uma misteriosa corrente submarina que traz o emergente à tona; não, é o esforço, é o trabalho dos cotovelos – é preciso conquistar espaço à força entre os muitos que lutam por um lugar ao sol do sucesso. Quando se fala em emergentes, muitos são atraídos pelas luzes da celebridade – poucos são os bem-sucedidos.
Emergir é uma glória. O emergente está sempre feliz; feliz, não, eufórico. Ri à toa, é só haver uma lente fotográfica por perto e pronto, um sorriso invade sua face, e lá estão os dentes, às vezes com próteses precárias, recordações da época pré-emergência.
Emergente, no Brasil, ganha muito dinheiro. É a nova riqueza que surge e que, diferente da riqueza tradicional, não está ligada à terra ou a empresas. Não, ele enriquece pela simples razão de que ele é emergente: uma piadinha sem graça na tevê, e ganha mais do que um operário num ano de trabalho.
Agora, o emergente paga um preço pela fama e pela fortuna. Ele tem um secreto terror que, às vezes, o faz acordar no meio da noite gritando. O emergente teme submergir. Teme voltar para o fundo escuro e lodoso de onde saiu, povoado por estranhos monstros que, desprovidos de olhos, não podem ver o emergente e muito menos aplaudi-lo.
Enquanto isso não acontece, desde que ele esteja na capa de uma revista qualquer, tudo bem, tudo ótimo. Emergir ou não emergir, eis a questão.
(Coleção melhores crônicas: Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)
É correto afirmar que, no texto, o autor
Provas
Leia a crônica de Moacyr Scliar para responder a questão.
Os emergentes
Enquanto boa parte da população brasileira afunda em dívidas, no desespero ou em ambos, uma nova classe surge, triunfante: a dos emergentes. São as pessoas que estão na crista da onda, na mídia, nos negócios, na vida social, na política. Pessoas que fazem render aqueles 15 minutos de fama a que, segundo Andy Warhol, todos terão direito um dia.
Os emergentes não são necessariamente simpáticos, ou inteligentes ou mesmo agradáveis. E isso porque emergir é uma tarefa árdua. Não é uma misteriosa corrente submarina que traz o emergente à tona; não, é o esforço, é o trabalho dos cotovelos – é preciso conquistar espaço à força entre os muitos que lutam por um lugar ao sol do sucesso. Quando se fala em emergentes, muitos são atraídos pelas luzes da celebridade – poucos são os bem-sucedidos.
Emergir é uma glória. O emergente está sempre feliz; feliz, não, eufórico. Ri à toa, é só haver uma lente fotográfica por perto e pronto, um sorriso invade sua face, e lá estão os dentes, às vezes com próteses precárias, recordações da época pré-emergência.
Emergente, no Brasil, ganha muito dinheiro. É a nova riqueza que surge e que, diferente da riqueza tradicional, não está ligada à terra ou a empresas. Não, ele enriquece pela simples razão de que ele é emergente: uma piadinha sem graça na tevê, e ganha mais do que um operário num ano de trabalho.
Agora, o emergente paga um preço pela fama e pela fortuna. Ele tem um secreto terror que, às vezes, o faz acordar no meio da noite gritando. O emergente teme submergir. Teme voltar para o fundo escuro e lodoso de onde saiu, povoado por estranhos monstros que, desprovidos de olhos, não podem ver o emergente e muito menos aplaudi-lo.
Enquanto isso não acontece, desde que ele esteja na capa de uma revista qualquer, tudo bem, tudo ótimo. Emergir ou não emergir, eis a questão.
(Coleção melhores crônicas: Moacyr Scliar. Org. Luís Augusto Fischer. Global, 2004. Adaptado)
Na opinião do autor, para estar entre os emergentes, a pessoa deve
Provas
Leia o texto para responder a questão.
Começou com Alice
O objeto veio embrulhado num papel verde estampado com motivos infantis. Muito justo. Era um presente de aniversário para uma criança que fazia cinco anos.
O objeto era um livro. O garoto o desembrulhou e contemplou aquele volume.
O título, na capa, ele leu com facilidade: Alice no país das maravilhas. Sentou-se, cruzou as pernas e abriu o livro na página 11, onde começava a história – e nunca mais foi o mesmo.
Já se passaram mais de cinquenta anos, mas posso manusear, folhear e até reler esse livro. Para dizer a verdade, ele está à minha frente nesse momento.
Sim, antes dos cinco anos, eu já conseguia ler. Aprendera meio sozinho, sentado diariamente no colo de minha mãe enquanto, rindo muito, ela lia para si mesma – mas em voz alta a meu pedido. De tanto ouvir o som e o significado daqueles símbolos impressos no jornal enquanto olhava para eles, descobri com naturalidade como funcionavam – as letras formavam sílabas, as sílabas formavam palavras, as palavras formavam ideias. A partir dali, passei a aplicar o processo às outras letras impressas que via pela frente – em cartazes de cinema, anúncios no bonde, tampa de lata de marmelada – e saí lendo tudo que podia. E escrevendo também, porque era fácil copiar os símbolos, criando minhas próprias palavras. Dias depois, descobri a máquina de escrever do meu pai. E, com isso, aprendi a ler, a escrever e a escrever à maquina quase ao mesmo tempo, antes dos cinco anos.
A vida não é mais a mesma depois que se penetra no reino das palavras. Na verdade, não me recordo de nenhum dia em que não estivesse cercado por elas. Meus pais não liam livros, mas eram grandes consumidores de jornais. Detalhe: depois de lidos, jornais e revistas raramente iam para o lixo. As pilhas se acumulavam e atravessavam os anos. Os exemplares com as catástrofes históricas eram guardados para sempre. Não se jogavam fora as palavras.
Em pouco tempo, decidi que, no futuro, seria jornalista – que viveria das e entre as palavras. Ao contrário de outros garotos de minha geração, nunca pensei em ser médico, engenheiro ou advogado, nem mesmo astronauta. O importante eram as palavras.
Bem, aconteceu que, em tempo hábil, me tornei jornalista, e as palavras têm me sustentado até hoje.
(Ruy Castro. O leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur. Prólogo. São Paulo: Companhia das letras, 2009. Excerto adaptado)
Considere o seguinte trecho redigido a partir das ideias presentes no texto:
Após o primeiro contato com os livros, em pouco tempo, o narrador, além de ler, aprendera também a escrever. Dali alguns meses, já estava totalmente decidido em relação profissão que viria a desempenhar futuramente, que não correspondia carreira de médico ou de engenheiro, como era bastante comum época.
De acordo com a norma-padrão da língua, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Provas
Leia o texto para responder a questão.
Começou com Alice
O objeto veio embrulhado num papel verde estampado com motivos infantis. Muito justo. Era um presente de aniversário para uma criança que fazia cinco anos.
O objeto era um livro. O garoto o desembrulhou e contemplou aquele volume.
O título, na capa, ele leu com facilidade: Alice no país das maravilhas. Sentou-se, cruzou as pernas e abriu o livro na página 11, onde começava a história – e nunca mais foi o mesmo.
Já se passaram mais de cinquenta anos, mas posso manusear, folhear e até reler esse livro. Para dizer a verdade, ele está à minha frente nesse momento.
Sim, antes dos cinco anos, eu já conseguia ler. Aprendera meio sozinho, sentado diariamente no colo de minha mãe enquanto, rindo muito, ela lia para si mesma – mas em voz alta a meu pedido. De tanto ouvir o som e o significado daqueles símbolos impressos no jornal enquanto olhava para eles, descobri com naturalidade como funcionavam – as letras formavam sílabas, as sílabas formavam palavras, as palavras formavam ideias. A partir dali, passei a aplicar o processo às outras letras impressas que via pela frente – em cartazes de cinema, anúncios no bonde, tampa de lata de marmelada – e saí lendo tudo que podia. E escrevendo também, porque era fácil copiar os símbolos, criando minhas próprias palavras. Dias depois, descobri a máquina de escrever do meu pai. E, com isso, aprendi a ler, a escrever e a escrever à maquina quase ao mesmo tempo, antes dos cinco anos.
A vida não é mais a mesma depois que se penetra no reino das palavras. Na verdade, não me recordo de nenhum dia em que não estivesse cercado por elas. Meus pais não liam livros, mas eram grandes consumidores de jornais. Detalhe: depois de lidos, jornais e revistas raramente iam para o lixo. As pilhas se acumulavam e atravessavam os anos. Os exemplares com as catástrofes históricas eram guardados para sempre. Não se jogavam fora as palavras.
Em pouco tempo, decidi que, no futuro, seria jornalista – que viveria das e entre as palavras. Ao contrário de outros garotos de minha geração, nunca pensei em ser médico, engenheiro ou advogado, nem mesmo astronauta. O importante eram as palavras.
Bem, aconteceu que, em tempo hábil, me tornei jornalista, e as palavras têm me sustentado até hoje.
(Ruy Castro. O leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur. Prólogo. São Paulo: Companhia das letras, 2009. Excerto adaptado)
Assinale a alternativa em que a alteração da posição do pronome em relação ao verbo, conforme indicada nos colchetes, está em conformidade com a norma-padrão da língua.
Provas
Leia o texto para responder a questão.
Começou com Alice
O objeto veio embrulhado num papel verde estampado com motivos infantis. Muito justo. Era um presente de aniversário para uma criança que fazia cinco anos.
O objeto era um livro. O garoto o desembrulhou e contemplou aquele volume.
O título, na capa, ele leu com facilidade: Alice no país das maravilhas. Sentou-se, cruzou as pernas e abriu o livro na página 11, onde começava a história – e nunca mais foi o mesmo.
Já se passaram mais de cinquenta anos, mas posso manusear, folhear e até reler esse livro. Para dizer a verdade, ele está à minha frente nesse momento.
Sim, antes dos cinco anos, eu já conseguia ler. Aprendera meio sozinho, sentado diariamente no colo de minha mãe enquanto, rindo muito, ela lia para si mesma – mas em voz alta a meu pedido. De tanto ouvir o som e o significado daqueles símbolos impressos no jornal enquanto olhava para eles, descobri com naturalidade como funcionavam – as letras formavam sílabas, as sílabas formavam palavras, as palavras formavam ideias. A partir dali, passei a aplicar o processo às outras letras impressas que via pela frente – em cartazes de cinema, anúncios no bonde, tampa de lata de marmelada – e saí lendo tudo que podia. E escrevendo também, porque era fácil copiar os símbolos, criando minhas próprias palavras. Dias depois, descobri a máquina de escrever do meu pai. E, com isso, aprendi a ler, a escrever e a escrever à maquina quase ao mesmo tempo, antes dos cinco anos.
A vida não é mais a mesma depois que se penetra no reino das palavras. Na verdade, não me recordo de nenhum dia em que não estivesse cercado por elas. Meus pais não liam livros, mas eram grandes consumidores de jornais. Detalhe: depois de lidos, jornais e revistas raramente iam para o lixo. As pilhas se acumulavam e atravessavam os anos. Os exemplares com as catástrofes históricas eram guardados para sempre. Não se jogavam fora as palavras.
Em pouco tempo, decidi que, no futuro, seria jornalista – que viveria das e entre as palavras. Ao contrário de outros garotos de minha geração, nunca pensei em ser médico, engenheiro ou advogado, nem mesmo astronauta. O importante eram as palavras.
Bem, aconteceu que, em tempo hábil, me tornei jornalista, e as palavras têm me sustentado até hoje.
(Ruy Castro. O leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur. Prólogo. São Paulo: Companhia das letras, 2009. Excerto adaptado)
A noção expressa pelo termo destacado na frase do 4º parágrafo – Para dizer a verdade, ele está à minha frente nesse momento. – também pode ser corretamente identificada no termo destacado em:
Provas
Leia o texto para responder a questão.
Começou com Alice
O objeto veio embrulhado num papel verde estampado com motivos infantis. Muito justo. Era um presente de aniversário para uma criança que fazia cinco anos.
O objeto era um livro. O garoto o desembrulhou e contemplou aquele volume.
O título, na capa, ele leu com facilidade: Alice no país das maravilhas. Sentou-se, cruzou as pernas e abriu o livro na página 11, onde começava a história – e nunca mais foi o mesmo.
Já se passaram mais de cinquenta anos, mas posso manusear, folhear e até reler esse livro. Para dizer a verdade, ele está à minha frente nesse momento.
Sim, antes dos cinco anos, eu já conseguia ler. Aprendera meio sozinho, sentado diariamente no colo de minha mãe enquanto, rindo muito, ela lia para si mesma – mas em voz alta a meu pedido. De tanto ouvir o som e o significado daqueles símbolos impressos no jornal enquanto olhava para eles, descobri com naturalidade como funcionavam – as letras formavam sílabas, as sílabas formavam palavras, as palavras formavam ideias. A partir dali, passei a aplicar o processo às outras letras impressas que via pela frente – em cartazes de cinema, anúncios no bonde, tampa de lata de marmelada – e saí lendo tudo que podia. E escrevendo também, porque era fácil copiar os símbolos, criando minhas próprias palavras. Dias depois, descobri a máquina de escrever do meu pai. E, com isso, aprendi a ler, a escrever e a escrever à maquina quase ao mesmo tempo, antes dos cinco anos.
A vida não é mais a mesma depois que se penetra no reino das palavras. Na verdade, não me recordo de nenhum dia em que não estivesse cercado por elas. Meus pais não liam livros, mas eram grandes consumidores de jornais. Detalhe: depois de lidos, jornais e revistas raramente iam para o lixo. As pilhas se acumulavam e atravessavam os anos. Os exemplares com as catástrofes históricas eram guardados para sempre. Não se jogavam fora as palavras.
Em pouco tempo, decidi que, no futuro, seria jornalista – que viveria das e entre as palavras. Ao contrário de outros garotos de minha geração, nunca pensei em ser médico, engenheiro ou advogado, nem mesmo astronauta. O importante eram as palavras.
Bem, aconteceu que, em tempo hábil, me tornei jornalista, e as palavras têm me sustentado até hoje.
(Ruy Castro. O leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur. Prólogo. São Paulo: Companhia das letras, 2009. Excerto adaptado)
Assinale a alternativa em que o uso da vírgula está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
Provas
Leia o texto para responder a questão.
Começou com Alice
O objeto veio embrulhado num papel verde estampado com motivos infantis. Muito justo. Era um presente de aniversário para uma criança que fazia cinco anos.
O objeto era um livro. O garoto o desembrulhou e contemplou aquele volume.
O título, na capa, ele leu com facilidade: Alice no país das maravilhas. Sentou-se, cruzou as pernas e abriu o livro na página 11, onde começava a história – e nunca mais foi o mesmo.
Já se passaram mais de cinquenta anos, mas posso manusear, folhear e até reler esse livro. Para dizer a verdade, ele está à minha frente nesse momento.
Sim, antes dos cinco anos, eu já conseguia ler. Aprendera meio sozinho, sentado diariamente no colo de minha mãe enquanto, rindo muito, ela lia para si mesma – mas em voz alta a meu pedido. De tanto ouvir o som e o significado daqueles símbolos impressos no jornal enquanto olhava para eles, descobri com naturalidade como funcionavam – as letras formavam sílabas, as sílabas formavam palavras, as palavras formavam ideias. A partir dali, passei a aplicar o processo às outras letras impressas que via pela frente – em cartazes de cinema, anúncios no bonde, tampa de lata de marmelada – e saí lendo tudo que podia. E escrevendo também, porque era fácil copiar os símbolos, criando minhas próprias palavras. Dias depois, descobri a máquina de escrever do meu pai. E, com isso, aprendi a ler, a escrever e a escrever à maquina quase ao mesmo tempo, antes dos cinco anos.
A vida não é mais a mesma depois que se penetra no reino das palavras. Na verdade, não me recordo de nenhum dia em que não estivesse cercado por elas. Meus pais não liam livros, mas eram grandes consumidores de jornais. Detalhe: depois de lidos, jornais e revistas raramente iam para o lixo. As pilhas se acumulavam e atravessavam os anos. Os exemplares com as catástrofes históricas eram guardados para sempre. Não se jogavam fora as palavras.
Em pouco tempo, decidi que, no futuro, seria jornalista – que viveria das e entre as palavras. Ao contrário de outros garotos de minha geração, nunca pensei em ser médico, engenheiro ou advogado, nem mesmo astronauta. O importante eram as palavras.
Bem, aconteceu que, em tempo hábil, me tornei jornalista, e as palavras têm me sustentado até hoje.
(Ruy Castro. O leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur. Prólogo. São Paulo: Companhia das letras, 2009. Excerto adaptado)
Considere as seguintes passagens do texto:
• O garoto o desembrulhou e contemplou aquele volume. (2º parágrafo)
• … mas posso manusear, folhear e até reler esse livro. (4º parágrafo)
• E escrevendo também, porque era fácil copiar os símbolos… (5º parágrafo)
As formas pronominais que substituem as expressões destacadas estão em conformidade com a norma-padrão da língua, respectivamente, em:
Provas
Caderno Container