Foram encontradas 788 questões.
A figura refere-se a um hexágono regular, cuja área total vale 216√3 cm².

Qual é o valor da área, em centímetros quadrados, da região acinzentada?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
- GeometriaGeometria PlanaÂngulosÂngulos - Lei Angular de Thales
- GeometriaGeometria PlanaCircunferências e Círculos
Na figura o segmento AB tem como ponto médio o centro
da circunferência.
Sendo o ângulo α = 60° e o raio da circunferência igual a 15 cm, quantos centímetros mede o segmento AC?
Sendo o ângulo α = 60° e o raio da circunferência igual a 15 cm, quantos centímetros mede o segmento AC?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Um atleta que corre 4 horas diariamente percorre uma
distância de 100 km em dois dias. De quantos dias este
atleta precisa para completar uma distância de 200 km, se
ele correr 5 horas por dia?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
![]()
Sendo x o determinante de B, pode-se concluir que a expressão: x² + x é igual a:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Uma empresa elaborou um relatório econômico no qual
constava uma função matemática que representava o
lucro mensal “L” em função do número de funcionários
“x”, dada por:
L(x) = -x²+42x+250.
Qual o número de
funcionários que a empresa deverá contratar para que o
seu lucro seja o maior possível?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto para responder à questão.
Crise da Venezuela é teste para instituições da América
Latina
A crise na Venezuela, talvez o maior colapso
econômico não provocado por uma guerra nas últimas
quatro décadas, deu início a um dos maiores fluxos
migratórios do mundo. De acordo com as Nações Unidas,
até junho de 2019 mais de 4 milhões de pessoas haviam
fugido do país, com uma média de 5 mil pessoas saindo por
dia em 2018. Mais de 80% dos imigrantes venezuelanos
ficaram em nações da América Latina ou do Caribe, muitas
das quais nunca haviam lidado com migrações desse porte
anteriormente.
Com o intenso impacto sentido na região, é de se
pensar que a reação seria hostil nesta era em que o
nativismo aumenta mundialmente e que o crescimento
econômico na região é anêmico. Em um primeiro
momento, porém, ela foi positiva, embora a tensão venha
aumentando. Com um grupo de estudantes, conduzimos
uma pesquisa em sete países da região e encontramos
exemplos de boas e más reações, incluindo sinais de piora.
Boa parte do debate gira em torno da oferta de
serviços essenciais, como comida, saúde, moradia, apoio
jurídico e inserção no mercado de trabalho. A maioria dos
imigrantes venezuelanos é pobre e tem pouca formação
acadêmica, precisando, portanto, de diversos tipos de
apoio social, algo que tem custos incrivelmente altos para
os governos que já não possuem muitos fundos.
Ainda que a maioria dos países ofereça pelo menos o
mínimo desses serviços e que muitos colaborem
internacionalmente para assegurar mais apoio estrangeiro,
pesquisas mostram que boa parte dos imigrantes não está
recebendo apoio suficiente. Em países em que imigrantes
venezuelanos representam mais de 1,5% da população
(Equador, Chile, Colômbia, Trinidad e Tobago e o estado de
Roraima, no Brasil), o esgotamento já é visível. Alguns
governos precisaram contar demasiadamente com apoio
de organizações estrangeiras (especialmente o Equador),
ou até mobilizar as Forças Armadas para auxiliar com
operações logísticas e humanitárias, como no caso do
Brasil. As duas coisas são sinais de desespero.
Acolher imigrantes envolve, também, oferecer opções
jurídicas para sua chegada e residência. Para os
venezuelanos, um passaporte válido pode ser custoso,
quando não impossível. O governo venezuelano sempre
atrasou consideravelmente a emissão de passaportes — e
com taxas desnecessariamente altas — e desde 2017
suspendeu indefinidamente agendamentos e renovações
por falta de material. É ainda mais difícil para os
venezuelanos conseguir outros documentos, como
certidões de bons antecedentes criminais, requisito para a
entrada em países mais restritos, como o Equador. [...]
As instituições e a opinião pública na América Latina
têm sido testadas pela crise da Venezuela. O assunto já se
tornou motivo de discussão na eleição chilena de 2017, com
um dos principais candidatos assumindo um discurso
claramente anti-imigração. Felizmente, a região é protegida
por normas internacionais pró-imigração, organizações
civis robustas e políticos simpáticos à causa. Mas essas
defesas podem não ser suficientes para conter o aumento
do nativismo causado pela pior onda migratória em
décadas.
(Javier Corrales, da Americas Quarterly, traduzido por Daniel Salgado,
14/07/2019. Disponível em: https://epoca.globo.com/crise-davenezuela-teste-para-instituicoes-da-america-latina-23802888.
Com adaptações.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Três décadas de internet
A internet, no modo como a conhecemos hoje em dia,
completa 30 anos. Ainda que seja relativamente recente,
ela mudou e continua a mudar profundamente as relações
sociais, econômicas e políticas, com reflexo em todas as
esferas da vida. Se é inegável que a internet é expressão
cabal da capacidade humana de inovar, ampliando e
criando inúmeras possiblidades de desenvolvimento,
também é certo que ela cada vez mais apresenta desafios
para todos – governos, empresas e cidadãos. A tecnologia
não é capaz, por si só, de assegurar a tão prometida
liberdade na internet. É preciso uma atenta vigilância.
O aniversário da internet faz referência ao dia 12 de
março de 1989, quando Tim Berners-Lee, pesquisador do
Cern, o famoso laboratório de física da Suíça, elaborou uma
proposta de sistemas de gerenciamento de informações
para a internet. Era o nascimento da World Wide Web
(www).
A internet, como rede de computadores, já existia
desde a década de 60. Como parte da estratégia militar
durante a guerra fria, os Estados Unidos buscaram formas
de diversificar o armazenamento e a troca de informações
militares sensíveis. O resultado desse esforço foi o
desenvolvimento de um sistema que interligava vários
computadores e permitia a troca de dados entre eles.
Depois, a rede deixaria de ser de uso exclusivo militar.
A contribuição de Tim Berners-Lee foi apresentar uma
proposta de sistema organizado para escrever, transmitir e
armazenar essas informações entre os computadores, o
que então não existia. O mérito da www consistiu em ser
um sistema que facilitava a navegação dos usuários na
rede. A proposta de Berners-Lee incluía, por exemplo, o
hiperlink, que se mostrou tão útil para simplificar o uso da
internet.
Ardente defensor da neutralidade da rede, Tim
Berners-Lee comentou que o trigésimo aniversário da www
é motivo de comemoração e também de reflexão. As
pessoas “estão assustadas após as eleições de Trump e o
Brexit, percebendo que a web que eles achavam tão legal
não necessariamente está fazendo bem para a
humanidade”, afirmou Berners-Lee. É cada vez mais
consolidada a impressão de que “a internet não é tão bonita
assim”.
O tão sonhado ambiente virtual de liberdade, no qual
cada um deveria poder expressar suas ideias e opiniões, ter
acesso a novas fontes de conhecimento e conectar-se como
novas comunidades e pessoas, é fortemente ameaçado
pelo abuso de poder de alguns, pela manipulação de
informações, pela difusão de notícias mentirosas, pelo
radicalismo e extremismo de determinados grupos. A internet, que em tese poderia ser uma significativa
contribuição para a coesão e a colaboração social – como
de fato é em tantas situações –, tem sido também ocasião
para o esgarçamento das relações sociais, como se fosse
terra sem lei, na qual mandam o mais atrevido e o mais
forte.
Além do risco de manipulação social e política por
meio da internet, outro ponto que suscita especial
preocupação no trigésimo aniversário é a proteção dos
dados pessoais. Há casos de flagrante violação da
privacidade, às vezes com vazamento de informações de
milhares de usuários. Têm havido também frequentes
denúncias de uso não autorizado por parte de empresas em
relação a dados de usuários e de terceiros.
“É a nossa jornada da adolescência para um futuro
mais maduro, responsável e inclusivo”, Disse Berners-Lee,
ao apontar que a internet é um caminho sem volta. Os
governos precisam erar atentos, tanto para investigar as
violações aos direitos e garantias dos usuários como para
atualizar as leis numa área em contínua transformação.
Também são precisos vigilância e aprendizado por parte
dos cidadãos. A experiência de 30 anos de internet mostra
que nada substitui a responsabilidade pessoal. Mais do que
questão de tecnologia, alguns riscos da internet sobre a
política evidenciam uma ainda frágil cidadania. A
maturidade da internet também deve ser a maturidade do
usuário.
(Notas & Informações – O Estado de São Paulo. Disponível em:
https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,tres-
decadas-de-internet,70002752966. Acesso em: 25/06/2019.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Três décadas de internet
A internet, no modo como a conhecemos hoje em dia,
completa 30 anos. Ainda que seja relativamente recente,
ela mudou e continua a mudar profundamente as relações
sociais, econômicas e políticas, com reflexo em todas as
esferas da vida. Se é inegável que a internet é expressão
cabal da capacidade humana de inovar, ampliando e
criando inúmeras possiblidades de desenvolvimento,
também é certo que ela cada vez mais apresenta desafios
para todos – governos, empresas e cidadãos. A tecnologia
não é capaz, por si só, de assegurar a tão prometida
liberdade na internet. É preciso uma atenta vigilância.
O aniversário da internet faz referência ao dia 12 de
março de 1989, quando Tim Berners-Lee, pesquisador do
Cern, o famoso laboratório de física da Suíça, elaborou uma
proposta de sistemas de gerenciamento de informações
para a internet. Era o nascimento da World Wide Web
(www).
A internet, como rede de computadores, já existia
desde a década de 60. Como parte da estratégia militar
durante a guerra fria, os Estados Unidos buscaram formas
de diversificar o armazenamento e a troca de informações
militares sensíveis. O resultado desse esforço foi o
desenvolvimento de um sistema que interligava vários
computadores e permitia a troca de dados entre eles.
Depois, a rede deixaria de ser de uso exclusivo militar.
A contribuição de Tim Berners-Lee foi apresentar uma
proposta de sistema organizado para escrever, transmitir e
armazenar essas informações entre os computadores, o
que então não existia. O mérito da www consistiu em ser
um sistema que facilitava a navegação dos usuários na
rede. A proposta de Berners-Lee incluía, por exemplo, o
hiperlink, que se mostrou tão útil para simplificar o uso da
internet.
Ardente defensor da neutralidade da rede, Tim
Berners-Lee comentou que o trigésimo aniversário da www
é motivo de comemoração e também de reflexão. As
pessoas “estão assustadas após as eleições de Trump e o
Brexit, percebendo que a web que eles achavam tão legal
não necessariamente está fazendo bem para a
humanidade”, afirmou Berners-Lee. É cada vez mais
consolidada a impressão de que “a internet não é tão bonita
assim”.
O tão sonhado ambiente virtual de liberdade, no qual
cada um deveria poder expressar suas ideias e opiniões, ter
acesso a novas fontes de conhecimento e conectar-se como
novas comunidades e pessoas, é fortemente ameaçado
pelo abuso de poder de alguns, pela manipulação de
informações, pela difusão de notícias mentirosas, pelo
radicalismo e extremismo de determinados grupos. A internet, que em tese poderia ser uma significativa
contribuição para a coesão e a colaboração social – como
de fato é em tantas situações –, tem sido também ocasião
para o esgarçamento das relações sociais, como se fosse
terra sem lei, na qual mandam o mais atrevido e o mais
forte.
Além do risco de manipulação social e política por
meio da internet, outro ponto que suscita especial
preocupação no trigésimo aniversário é a proteção dos
dados pessoais. Há casos de flagrante violação da
privacidade, às vezes com vazamento de informações de
milhares de usuários. Têm havido também frequentes
denúncias de uso não autorizado por parte de empresas em
relação a dados de usuários e de terceiros.
“É a nossa jornada da adolescência para um futuro
mais maduro, responsável e inclusivo”, Disse Berners-Lee,
ao apontar que a internet é um caminho sem volta. Os
governos precisam erar atentos, tanto para investigar as
violações aos direitos e garantias dos usuários como para
atualizar as leis numa área em contínua transformação.
Também são precisos vigilância e aprendizado por parte
dos cidadãos. A experiência de 30 anos de internet mostra
que nada substitui a responsabilidade pessoal. Mais do que
questão de tecnologia, alguns riscos da internet sobre a
política evidenciam uma ainda frágil cidadania. A
maturidade da internet também deve ser a maturidade do
usuário.
(Notas & Informações – O Estado de São Paulo. Disponível em:
https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,tres-
decadas-de-internet,70002752966. Acesso em: 25/06/2019.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Três décadas de internet
A internet, no modo como a conhecemos hoje em dia,
completa 30 anos. Ainda que seja relativamente recente,
ela mudou e continua a mudar profundamente as relações
sociais, econômicas e políticas, com reflexo em todas as
esferas da vida. Se é inegável que a internet é expressão
cabal da capacidade humana de inovar, ampliando e
criando inúmeras possiblidades de desenvolvimento,
também é certo que ela cada vez mais apresenta desafios
para todos – governos, empresas e cidadãos. A tecnologia
não é capaz, por si só, de assegurar a tão prometida
liberdade na internet. É preciso uma atenta vigilância.
O aniversário da internet faz referência ao dia 12 de
março de 1989, quando Tim Berners-Lee, pesquisador do
Cern, o famoso laboratório de física da Suíça, elaborou uma
proposta de sistemas de gerenciamento de informações
para a internet. Era o nascimento da World Wide Web
(www).
A internet, como rede de computadores, já existia
desde a década de 60. Como parte da estratégia militar
durante a guerra fria, os Estados Unidos buscaram formas
de diversificar o armazenamento e a troca de informações
militares sensíveis. O resultado desse esforço foi o
desenvolvimento de um sistema que interligava vários
computadores e permitia a troca de dados entre eles.
Depois, a rede deixaria de ser de uso exclusivo militar.
A contribuição de Tim Berners-Lee foi apresentar uma
proposta de sistema organizado para escrever, transmitir e
armazenar essas informações entre os computadores, o
que então não existia. O mérito da www consistiu em ser
um sistema que facilitava a navegação dos usuários na
rede. A proposta de Berners-Lee incluía, por exemplo, o
hiperlink, que se mostrou tão útil para simplificar o uso da
internet.
Ardente defensor da neutralidade da rede, Tim
Berners-Lee comentou que o trigésimo aniversário da www
é motivo de comemoração e também de reflexão. As
pessoas “estão assustadas após as eleições de Trump e o
Brexit, percebendo que a web que eles achavam tão legal
não necessariamente está fazendo bem para a
humanidade”, afirmou Berners-Lee. É cada vez mais
consolidada a impressão de que “a internet não é tão bonita
assim”.
O tão sonhado ambiente virtual de liberdade, no qual
cada um deveria poder expressar suas ideias e opiniões, ter
acesso a novas fontes de conhecimento e conectar-se como
novas comunidades e pessoas, é fortemente ameaçado
pelo abuso de poder de alguns, pela manipulação de
informações, pela difusão de notícias mentirosas, pelo
radicalismo e extremismo de determinados grupos. A internet, que em tese poderia ser uma significativa
contribuição para a coesão e a colaboração social – como
de fato é em tantas situações –, tem sido também ocasião
para o esgarçamento das relações sociais, como se fosse
terra sem lei, na qual mandam o mais atrevido e o mais
forte.
Além do risco de manipulação social e política por
meio da internet, outro ponto que suscita especial
preocupação no trigésimo aniversário é a proteção dos
dados pessoais. Há casos de flagrante violação da
privacidade, às vezes com vazamento de informações de
milhares de usuários. Têm havido também frequentes
denúncias de uso não autorizado por parte de empresas em
relação a dados de usuários e de terceiros.
“É a nossa jornada da adolescência para um futuro
mais maduro, responsável e inclusivo”, Disse Berners-Lee,
ao apontar que a internet é um caminho sem volta. Os
governos precisam erar atentos, tanto para investigar as
violações aos direitos e garantias dos usuários como para
atualizar as leis numa área em contínua transformação.
Também são precisos vigilância e aprendizado por parte
dos cidadãos. A experiência de 30 anos de internet mostra
que nada substitui a responsabilidade pessoal. Mais do que
questão de tecnologia, alguns riscos da internet sobre a
política evidenciam uma ainda frágil cidadania. A
maturidade da internet também deve ser a maturidade do
usuário.
(Notas & Informações – O Estado de São Paulo. Disponível em:
https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,tres-
decadas-de-internet,70002752966. Acesso em: 25/06/2019.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- SintaxeConcordância
- MorfologiaPreposições
- MorfologiaVerbosVozes Verbais
- MorfologiaVerbosLocução Verbal
Três décadas de internet
A internet, no modo como a conhecemos hoje em dia,
completa 30 anos. Ainda que seja relativamente recente,
ela mudou e continua a mudar profundamente as relações
sociais, econômicas e políticas, com reflexo em todas as
esferas da vida. Se é inegável que a internet é expressão
cabal da capacidade humana de inovar, ampliando e
criando inúmeras possiblidades de desenvolvimento,
também é certo que ela cada vez mais apresenta desafios
para todos – governos, empresas e cidadãos. A tecnologia
não é capaz, por si só, de assegurar a tão prometida
liberdade na internet. É preciso uma atenta vigilância.
O aniversário da internet faz referência ao dia 12 de
março de 1989, quando Tim Berners-Lee, pesquisador do
Cern, o famoso laboratório de física da Suíça, elaborou uma
proposta de sistemas de gerenciamento de informações
para a internet. Era o nascimento da World Wide Web
(www).
A internet, como rede de computadores, já existia
desde a década de 60. Como parte da estratégia militar
durante a guerra fria, os Estados Unidos buscaram formas
de diversificar o armazenamento e a troca de informações
militares sensíveis. O resultado desse esforço foi o
desenvolvimento de um sistema que interligava vários
computadores e permitia a troca de dados entre eles.
Depois, a rede deixaria de ser de uso exclusivo militar.
A contribuição de Tim Berners-Lee foi apresentar uma
proposta de sistema organizado para escrever, transmitir e
armazenar essas informações entre os computadores, o
que então não existia. O mérito da www consistiu em ser
um sistema que facilitava a navegação dos usuários na
rede. A proposta de Berners-Lee incluía, por exemplo, o
hiperlink, que se mostrou tão útil para simplificar o uso da
internet.
Ardente defensor da neutralidade da rede, Tim
Berners-Lee comentou que o trigésimo aniversário da www
é motivo de comemoração e também de reflexão. As
pessoas “estão assustadas após as eleições de Trump e o
Brexit, percebendo que a web que eles achavam tão legal
não necessariamente está fazendo bem para a
humanidade”, afirmou Berners-Lee. É cada vez mais
consolidada a impressão de que “a internet não é tão bonita
assim”.
O tão sonhado ambiente virtual de liberdade, no qual
cada um deveria poder expressar suas ideias e opiniões, ter
acesso a novas fontes de conhecimento e conectar-se como
novas comunidades e pessoas, é fortemente ameaçado
pelo abuso de poder de alguns, pela manipulação de
informações, pela difusão de notícias mentirosas, pelo
radicalismo e extremismo de determinados grupos. A internet, que em tese poderia ser uma significativa
contribuição para a coesão e a colaboração social – como
de fato é em tantas situações –, tem sido também ocasião
para o esgarçamento das relações sociais, como se fosse
terra sem lei, na qual mandam o mais atrevido e o mais
forte.
Além do risco de manipulação social e política por
meio da internet, outro ponto que suscita especial
preocupação no trigésimo aniversário é a proteção dos
dados pessoais. Há casos de flagrante violação da
privacidade, às vezes com vazamento de informações de
milhares de usuários. Têm havido também frequentes
denúncias de uso não autorizado por parte de empresas em
relação a dados de usuários e de terceiros.
“É a nossa jornada da adolescência para um futuro
mais maduro, responsável e inclusivo”, Disse Berners-Lee,
ao apontar que a internet é um caminho sem volta. Os
governos precisam erar atentos, tanto para investigar as
violações aos direitos e garantias dos usuários como para
atualizar as leis numa área em contínua transformação.
Também são precisos vigilância e aprendizado por parte
dos cidadãos. A experiência de 30 anos de internet mostra
que nada substitui a responsabilidade pessoal. Mais do que
questão de tecnologia, alguns riscos da internet sobre a
política evidenciam uma ainda frágil cidadania. A
maturidade da internet também deve ser a maturidade do
usuário.
(Notas & Informações – O Estado de São Paulo. Disponível em:
https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,tres-
decadas-de-internet,70002752966. Acesso em: 25/06/2019.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container