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Texto I
Língua de Macau: o que foi e o que é
Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?
Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.
Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.
Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.
Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.
Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.
É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.
- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.
E quanto ao português?
Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.
Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?
Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.
Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.
Em “E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês”, o verbo destacado está flexionado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, considerando que o núcleo do sujeito a que faz referência é “publicações”. Se essa mesma forma verbal estivesse flexionada no singular, sem modificação nos demais elementos da frase, teríamos um vício de linguagem denominado:
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Texto I
Língua de Macau: o que foi e o que é
Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?
Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.
Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.
Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.
Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.
Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.
É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.
- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.
E quanto ao português?
Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.
Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?
Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.
Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.
Em “É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português”, o termo destacado é sintaticamente classificado como:
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Texto I
Língua de Macau: o que foi e o que é
Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?
Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.
Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.
Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.
Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.
Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.
É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.
- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.
E quanto ao português?
Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.
Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?
Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.
Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.
No período “Disseram-me que só se falava inglês", o sujeito do verbo destacado é classificado como:
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Texto I
Língua de Macau: o que foi e o que é
Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?
Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.
Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.
Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.
Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.
Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.
É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.
- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.
E quanto ao português?
Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.
Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?
Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.
Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.
Em “[...] é tentado a supor que o português é aqui desusado” (1º parágrafo), a oração destacada classifica-se como:
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Texto I
Língua de Macau: o que foi e o que é
Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?
Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.
Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.
Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.
Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.
Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.
É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.
- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.
E quanto ao português?
Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.
Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?
Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.
Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.
O Texto I não foi construído na variedade brasileira da língua portuguesa, o que pode ser verificado pela grafia e por outros aspectos discursivos. Uma prova disso é o trecho indicado em:
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Texto I
Língua de Macau: o que foi e o que é
Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?
Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.
Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.
Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.
Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.
Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.
É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.
- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.
E quanto ao português?
Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.
Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?
Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.
Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.
O texto I apresenta uma pergunta: “Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?”. O termo Babel indica uma relação direta com um episódio narrado na tradição bíblica, associado a uma confusão entre línguas. Esse tipo de relação entre diferentes textos denomina-se:
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Texto I
Língua de Macau: o que foi e o que é
Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?
Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.
Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.
Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.
Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.
Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.
É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.
- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.
E quanto ao português?
Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.
Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?
Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.
Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.
O texto I tem como objetivo principal informar o leitor, a partir de um ponto de vista denotativo. Por isso, em termos de classificação quanto às funções da linguagem, predomina a:
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Texto I
Língua de Macau: o que foi e o que é
Que entenderemos por «língua de Macau» em Macau, terra de várias línguas?
Quem nunca tenha aqui vindo poderá supor que é apenas o português. Quem tenha apressadamente visitado Macau, é tentado a supor que o português é aqui desusado, pois poderá circular horas pelas ruas da cidade sem ouvir uma palavra nesta língua.
Disto não façamos espanto. São cerca de trezentos mil chineses, naturais ou não da terra mas que aqui vivem e morrem sem nunca falar português, contra uns escassos nove mil portugueses, a maior parte dos quais macaenses que sabem também o chinês e o usam com os vizinhos chineses ou até mesmo entre si.
Mas o chinês dos macaenses, o chamado chinês das amas, é o chinês da rua e difere bastante do cantonense culto, que se ouve aos chineses mais ilustrados. E por sua vez o cantonense é inteiramente distinto, na pronúncia, do mandarim ou língua oficial do norte, que aliás também podemos ouvir, mais esporadicamente, em Macau.
Além disto, letreiros em inglês, nas fachadas das lojas e cinemas, são coisa corrente. Jornais, revistas e livros em língua inglesa circulam abundantemente na terra. E até publicações nossas têm a sua secçãozinha em inglês.
Não é também raro encontrar jovens macaenses falando inglês - ou coisa parecida - com amigos chineses. Ou mesmo chineses entre si, seja por simples snobismo, seja por real necessidade, pois, não sendo ambos de Macau ou da área do cantonense, não se entenderão nos respectivos dialectos.
É tal o uso e abuso do inglês em Macau, que uma senhora portuguesa, recém-chegada doutra província ultramarina, me pediu um dia na rua uma informação em inglês, admirando-se quando lhe respondi em português.
- Disseram-me que só se falava inglês... -explicou-me ela.
E quanto ao português?
Quanto ao português, temos a camada restrita do português normal, falado pelos metropolitanos aqui residentes e pelos macaenses de maior instrução. Temos o linguajar dos jovens, misto de português, chinês e inglês. E, finalmente, a fala típica das pessoas idosas ou de meia idade, com reminiscências do dialecto antigo e influências do português normal.
Qual é, pois, nesta Babel, a língua de Macau?
Por língua de Macau, língua macaísta ou patoá designa-se na terra o velho dialecto crioulo, isto é, um dialecto colonial que se enraizou aqui e foi transmitido de pais a filhos durante 300 anos, até ao século passado, tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas. Foi usado também pelos chineses na comunicação diária com os macaenses, e ainda pelos escravos africanos e asiáticos de vária procedência trazidos no séquito dos pioneiros, e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora.
Fonte: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/32001/2088. Acesso em 17/08/2023. Por Graciete Nogueira Batalha.
A partir da leitura do texto I, depreende-se que, em Macau, a língua portuguesa:
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Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Primavera Leste-MT
TEXTO:
The Importance of Four Skills
Any language is difficult and easy. Language serves many purposes. Absence of language is mere dearth of communication. The role that language plays is immense, since time embarked. Identified as the need of the hour, the four necessities in language or commonly known as the four skills- Reading, writing, listening and speaking plays a vital role in any language learning quest… The four skills are the pinnacles of language which will take you to greater heights. They are separate yet bound together with an inseparable bond.
Teachers should set high standards for an ESL classroom. They should work to create the necessary condition for students to learn effectively and reach the desired outcome. For the teaching of English to be successful, the four skills: reading, listening, speaking and writing, should be integrated in an effective way. These skills should be addressed in a way that helps students meet the standards you set for them and develop their communicative competence gradually. This encompasses: Listening and speaking: these two skills are highly interrelated and work simultaneously in real life situations. So, the integration of the two aims at fostering effective oral communication. This integration will assure real-life and purposeful communication. Reading and writing: they form a strong relationship with each other as skills. They are tools for achieving an effective written communication. Students need opportunities to develop their reading and writing skills. Developing students’ competencies in reading and writing requires exposing students to gradually challenging reading materials and writing tasks. The aim is making students read and write effectively.
In fact, the integration of listening and speaking with reading and writing will make learners good listeners, speakers, readers and writers so as to be able to communicate effectively. The mastery of these skills is a gradual process. Teachers, for instance, should expose learners to gradually challenging tasks and material.
When a teacher makes use of activities that have been specially designed to incorporate several language skills simultaneously (such as reading, writing, listening, and writing), they provide their students with situations that allow for well-rounded development and progress in all areas of language learning. Through daily activities, teachers provide learners with opportunities to develop each skill: students listen (to the teacher use the target language, to a song, to one another in a pair activity), speak (pronunciation practice, greetings, dialogue creation or recitation, songs, substitution drills, oral speed reading, role play), read (instructions, written grammar drills, cards for playing games, flashcards) and write (fill-in-the-blank sheets, sentences that describe a feeling, sight or experience, a dialogue script, a journal entry).
Four skills activities in the language classroom serve many valuable purposes: they give learners scaffolded support, opportunities to create, contexts in which to use the language for exchanges of real information, evidence of their own ability (proof of learning) and, most important, confidence.
Adapted from: SADIKU, Lorena Manaj and XHUVANI, Aleksander - European Journal of Language and Literature Studies - https://revistia.org/index.php/ejls/ article/view/5651 - acesso em 21/08/2023
O texto aborda as quatro habilidades comunicativas, sendo a leitura uma delas. A expressão idiomática usada para uma pessoa que aprecia a leitura é:
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Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Primavera Leste-MT
TEXTO:
The Importance of Four Skills
Any language is difficult and easy. Language serves many purposes. Absence of language is mere dearth of communication. The role that language plays is immense, since time embarked. Identified as the need of the hour, the four necessities in language or commonly known as the four skills- Reading, writing, listening and speaking plays a vital role in any language learning quest… The four skills are the pinnacles of language which will take you to greater heights. They are separate yet bound together with an inseparable bond.
Teachers should set high standards for an ESL classroom. They should work to create the necessary condition for students to learn effectively and reach the desired outcome. For the teaching of English to be successful, the four skills: reading, listening, speaking and writing, should be integrated in an effective way. These skills should be addressed in a way that helps students meet the standards you set for them and develop their communicative competence gradually. This encompasses: Listening and speaking: these two skills are highly interrelated and work simultaneously in real life situations. So, the integration of the two aims at fostering effective oral communication. This integration will assure real-life and purposeful communication. Reading and writing: they form a strong relationship with each other as skills. They are tools for achieving an effective written communication. Students need opportunities to develop their reading and writing skills. Developing students’ competencies in reading and writing requires exposing students to gradually challenging reading materials and writing tasks. The aim is making students read and write effectively.
In fact, the integration of listening and speaking with reading and writing will make learners good listeners, speakers, readers and writers so as to be able to communicate effectively. The mastery of these skills is a gradual process. Teachers, for instance, should expose learners to gradually challenging tasks and material.
When a teacher makes use of activities that have been specially designed to incorporate several language skills simultaneously (such as reading, writing, listening, and writing), they provide their students with situations that allow for well-rounded development and progress in all areas of language learning. Through daily activities, teachers provide learners with opportunities to develop each skill: students listen (to the teacher use the target language, to a song, to one another in a pair activity), speak (pronunciation practice, greetings, dialogue creation or recitation, songs, substitution drills, oral speed reading, role play), read (instructions, written grammar drills, cards for playing games, flashcards) and write (fill-in-the-blank sheets, sentences that describe a feeling, sight or experience, a dialogue script, a journal entry).
Four skills activities in the language classroom serve many valuable purposes: they give learners scaffolded support, opportunities to create, contexts in which to use the language for exchanges of real information, evidence of their own ability (proof of learning) and, most important, confidence.
Adapted from: SADIKU, Lorena Manaj and XHUVANI, Aleksander - European Journal of Language and Literature Studies - https://revistia.org/index.php/ejls/ article/view/5651 - acesso em 21/08/2023
No trecho “Four skills activities in the language classroom serve many valuable purposes”, o termo em destaque é usado para indicar ideia de quantidade. Para indicar uma ideia oposta à de “many”, a expressão gramaticalmente correta é:
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