Foram encontradas 112 questões.
Um usuário utilizando o Microsoft Excel 2016, resolve digitar somente números em uma célula vazia (Ex: C3), e somente letras em outra célula (Ex: C4) que também encontra-se vazia. A posição padrão de alinhamento dos conteúdos destas duas células na respectiva ordem apresentada na questão (C3 e C4), serão:
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Os comandos do teclado que permitem a um usuário: 1- Abrir um arquivo, 2- Localizar uma palavra em um texto e 3- Inserir uma quebra de página, estão localizados na alternativa de letra?
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QUARENTENA, GIM-TONICA E SERASA
Escrevo esta coluna bêbado, 10 kg acima do meu peso, num teclado besuntado de maionese e com o nome no Serasa: sou um quarento, mas pode me chamar de quarentener.
Em março eu estava na melhor forma da minha vida. Vinha treinando havia meses para uma meia maratona. Bebia moderadamente. Comia quinoa. Brócolis. Kiwi. Faria ginástica funcional. Meu assoalho pélvico tava tinindo como um porcelanato com Pinho Sol. Cheguei perto, juro, de ter uma barriga de tanquinho. Então veio o corona.
No primeiro mês, tentei manter a normalidade. Para mim e para as crianças. Aquela pose austera e meio boba, tipo: não é porque estou sozinho que posso comer de boca aberta.
Tudo mudou em abril, quando li uma matéria no New York Times. No artigo, uma nutricionista sugeria que a quarentena só era o momento de educar as crianças para uma alimentação saudável. Elas já estavam sem escola, sem avós, sem a pracinha, sem amigos; talvez, nos dois meses que deveria durar a quarentena, fosse mais importante reconfortar suas pequenas almas com batata frita e ovo de páscoa recheado de chocotone do que proporcionar aos seus diminutos corpos a quantidade ideal de fibras, betacaroteno e flavonoides
Fechei o iPad, abri um Diamante Negro de 500 gramas pros meus filhos e - numa regra de três autoindulgente - escancarei um caminho sem volta pra mim.
Ué, se as crianças merecem açúcar e afeto, pensei, eu também mereço os meus correlatos. Começava ai um mergulho perigoso no alcoolismo, no hamburguismo, no pizzismo, no sedentarismo e no amazonismo - o vicio de entrar na Amazon quase todo dia e comprar coisas absolutamente inúteis.
Comprei: um estilingue que seria aprovado pelo COI, caso estilingue fosse esporte olímpico, um microscópio, uma barraca de camping, uma luminária a energia solar, um pandeiro, formas de gelo que parecem ter sido desenvolvidas pela Nasa, um saca-rolhas elétrico, um fone de ouvidos sem fio, outro fone de ouvidos sem fio, mais um fone de ouvidos sem fio, um moedor de carne manual, um moedor de carne elétrico. umas rodelas de metal pra moldar hambúrguer, umas minitampas de panela pra derreter o queijo do hambúrguer e uma quantidade de livros que três gerações dos meus descendentes não darão conta de ler.
Pros meus filhos: bastões luminescentes de camping. 28 bonecos dos Power Rangers, 189 mil jogos de iPad, caixa de lápis de cor, caixa de massinha, caixa de argila, 25 bonecas LOL (aí que entrei pro Serasa: uma Ferrari é mais barata do que as bonecas LOL).
Foi emocionante e divertido no começo. Eu trabalhava de casa todo dia, das dez as cinco e cinquenta e nove. Assim que dava seis da tarde, porém, eu sextava furiosamente
Por dois meses, como disse a nutricionista do NYT, tudo bem. Mas a pandemia, ao contrário do que ela previa, não acabou. E essa existência mezzo saloon de velho oeste, mezzo Passaporte da Alegria no Playcenter, oito meses depois, tá cobrando seu preço. Pro meu cartão de crédito. Pras minhas coronárias. Pra educação dos meus filhos.
Num mesmo dia o Dani perguntou: "Papai, o que a gente vai comprar hoje?". E a Olivia: "Papai, se eu te falar uma coisa, você no vai ficar bravo?". "Claro que não, filhota, o que é?." "E que a sua barriga tá ficando engraçada."
Decidi que tinha chegado ao fundo do poço. Precisava tomar uma atitude. Botei os dois pra dormir, fiz uma gim-tônica entre na Amazon e comprei um telescópio.
Antonio Proto
Escritor e roteirista, autor de "Nu, de Botas"
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2020/10/quarentena-gim-tonica-e-serasa.shtml
Apenas em uma das opções abaixo a ocorrência de crase está de acordo com as regras da norma culta, assinale-a
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QUARENTENA, GIM-TONICA E SERASA
Escrevo esta coluna bêbado, 10 kg acima do meu peso, num teclado besuntado de maionese e com o nome no Serasa: sou um quarento, mas pode me chamar de quarentener.
Em março eu estava na melhor forma da minha vida. Vinha treinando havia meses para uma meia maratona. Bebia moderadamente. Comia quinoa. Brócolis. Kiwi. Faria ginástica funcional. Meu assoalho pélvico tava tinindo como um porcelanato com Pinho Sol. Cheguei perto, juro, de ter uma barriga de tanquinho. Então veio o corona.
No primeiro mês, tentei manter a normalidade. Para mim e para as crianças. Aquela pose austera e meio boba, tipo: não é porque estou sozinho que posso comer de boca aberta.
Tudo mudou em abril, quando li uma matéria no New York Times. No artigo, uma nutricionista sugeria que a quarentena só era o momento de educar as crianças para uma alimentação saudável. Elas já estavam sem escola, sem avós, sem a pracinha, sem amigos; talvez, nos dois meses que deveria durar a quarentena, fosse mais importante reconfortar suas pequenas almas com batata frita e ovo de páscoa recheado de chocotone do que proporcionar aos seus diminutos corpos a quantidade ideal de fibras, betacaroteno e flavonoides
Fechei o iPad, abri um Diamante Negro de 500 gramas pros meus filhos e - numa regra de três autoindulgente - escancarei um caminho sem volta pra mim.
Ué, se as crianças merecem açúcar e afeto, pensei, eu também mereço os meus correlatos. Começava ai um mergulho perigoso no alcoolismo, no hamburguismo, no pizzismo, no sedentarismo e no amazonismo - o vicio de entrar na Amazon quase todo dia e comprar coisas absolutamente inúteis.
Comprei: um estilingue que seria aprovado pelo COI, caso estilingue fosse esporte olímpico, um microscópio, uma barraca de camping, uma luminária a energia solar, um pandeiro, formas de gelo que parecem ter sido desenvolvidas pela Nasa, um saca-rolhas elétrico, um fone de ouvidos sem fio, outro fone de ouvidos sem fio, mais um fone de ouvidos sem fio, um moedor de carne manual, um moedor de carne elétrico. umas rodelas de metal pra moldar hambúrguer, umas minitampas de panela pra derreter o queijo do hambúrguer e uma quantidade de livros que três gerações dos meus descendentes não darão conta de ler.
Pros meus filhos: bastões luminescentes de camping. 28 bonecos dos Power Rangers, 189 mil jogos de iPad, caixa de lápis de cor, caixa de massinha, caixa de argila, 25 bonecas LOL (aí que entrei pro Serasa: uma Ferrari é mais barata do que as bonecas LOL).
Foi emocionante e divertido no começo. Eu trabalhava de casa todo dia, das dez as cinco e cinquenta e nove. Assim que dava seis da tarde, porém, eu sextava furiosamente
Por dois meses, como disse a nutricionista do NYT, tudo bem. Mas a pandemia, ao contrário do que ela previa, não acabou. E essa existência mezzo saloon de velho oeste, mezzo Passaporte da Alegria no Playcenter, oito meses depois, tá cobrando seu preço. Pro meu cartão de crédito. Pras minhas coronárias. Pra educação dos meus filhos.
Num mesmo dia o Dani perguntou: "Papai, o que a gente vai comprar hoje?". E a Olivia: "Papai, se eu te falar uma coisa, você no vai ficar bravo?". "Claro que não, filhota, o que é?." "E que a sua barriga tá ficando engraçada."
Decidi que tinha chegado ao fundo do poço. Precisava tomar uma atitude. Botei os dois pra dormir, fiz uma gim-tônica entre na Amazon e comprei um telescópio.
Antonio Proto
Escritor e roteirista, autor de "Nu, de Botas"
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2020/10/quarentena-gim-tonica-e-serasa.shtml
Em: "Papai, o que a gente vai comprar hoje?", sobre essa passagem do texto é correto afirmar que:
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QUARENTENA, GIM-TONICA E SERASA
Escrevo esta coluna bêbado, 10 kg acima do meu peso, num teclado besuntado de maionese e com o nome no Serasa: sou um quarento, mas pode me chamar de quarentener.
Em março eu estava na melhor forma da minha vida. Vinha treinando havia meses para uma meia maratona. Bebia moderadamente. Comia quinoa. Brócolis. Kiwi. Faria ginástica funcional. Meu assoalho pélvico tava tinindo como um porcelanato com Pinho Sol. Cheguei perto, juro, de ter uma barriga de tanquinho. Então veio o corona.
No primeiro mês, tentei manter a normalidade. Para mim e para as crianças. Aquela pose austera e meio boba, tipo: não é porque estou sozinho que posso comer de boca aberta.
Tudo mudou em abril, quando li uma matéria no New York Times. No artigo, uma nutricionista sugeria que a quarentena só era o momento de educar as crianças para uma alimentação saudável. Elas já estavam sem escola, sem avós, sem a pracinha, sem amigos; talvez, nos dois meses que deveria durar a quarentena, fosse mais importante reconfortar suas pequenas almas com batata frita e ovo de páscoa recheado de chocotone do que proporcionar aos seus diminutos corpos a quantidade ideal de fibras, betacaroteno e flavonoides
Fechei o iPad, abri um Diamante Negro de 500 gramas pros meus filhos e - numa regra de três autoindulgente - escancarei um caminho sem volta pra mim.
Ué, se as crianças merecem açúcar e afeto, pensei, eu também mereço os meus correlatos. Começava ai um mergulho perigoso no alcoolismo, no hamburguismo, no pizzismo, no sedentarismo e no amazonismo - o vicio de entrar na Amazon quase todo dia e comprar coisas absolutamente inúteis.
Comprei: um estilingue que seria aprovado pelo COI, caso estilingue fosse esporte olímpico, um microscópio, uma barraca de camping, uma luminária a energia solar, um pandeiro, formas de gelo que parecem ter sido desenvolvidas pela Nasa, um saca-rolhas elétrico, um fone de ouvidos sem fio, outro fone de ouvidos sem fio, mais um fone de ouvidos sem fio, um moedor de carne manual, um moedor de carne elétrico. umas rodelas de metal pra moldar hambúrguer, umas minitampas de panela pra derreter o queijo do hambúrguer e uma quantidade de livros que três gerações dos meus descendentes não darão conta de ler.
Pros meus filhos: bastões luminescentes de camping. 28 bonecos dos Power Rangers, 189 mil jogos de iPad, caixa de lápis de cor, caixa de massinha, caixa de argila, 25 bonecas LOL (aí que entrei pro Serasa: uma Ferrari é mais barata do que as bonecas LOL).
Foi emocionante e divertido no começo. Eu trabalhava de casa todo dia, das dez as cinco e cinquenta e nove. Assim que dava seis da tarde, porém, eu sextava furiosamente
Por dois meses, como disse a nutricionista do NYT, tudo bem. Mas a pandemia, ao contrário do que ela previa, não acabou. E essa existência mezzo saloon de velho oeste, mezzo Passaporte da Alegria no Playcenter, oito meses depois, tá cobrando seu preço. Pro meu cartão de crédito. Pras minhas coronárias. Pra educação dos meus filhos.
Num mesmo dia o Dani perguntou: "Papai, o que a gente vai comprar hoje?". E a Olivia: "Papai, se eu te falar uma coisa, você no vai ficar bravo?". "Claro que não, filhota, o que é?." "E que a sua barriga tá ficando engraçada."
Decidi que tinha chegado ao fundo do poço. Precisava tomar uma atitude. Botei os dois pra dormir, fiz uma gim-tônica entre na Amazon e comprei um telescópio.
Antonio Proto
Escritor e roteirista, autor de "Nu, de Botas"
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2020/10/quarentena-gim-tonica-e-serasa.shtml
Com base no 2º parágrafo pode-se afirmar corretamente que a justificativa dada para o autor começar a perder a sua melhor forma foi:
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QUARENTENA, GIM-TONICA E SERASA
Escrevo esta coluna bêbado, 10 kg acima do meu peso, num teclado besuntado de maionese e com o nome no Serasa: sou um quarento, mas pode me chamar de quarentener.
Em março eu estava na melhor forma da minha vida. Vinha treinando havia meses para uma meia maratona. Bebia moderadamente. Comia quinoa. Brócolis. Kiwi. Faria ginástica funcional. Meu assoalho pélvico tava tinindo como um porcelanato com Pinho Sol. Cheguei perto, juro, de ter uma barriga de tanquinho. Então veio o corona.
No primeiro mês, tentei manter a normalidade. Para mim e para as crianças. Aquela pose austera e meio boba, tipo: não é porque estou sozinho que posso comer de boca aberta.
Tudo mudou em abril, quando li uma matéria no New York Times. No artigo, uma nutricionista sugeria que a quarentena só era o momento de educar as crianças para uma alimentação saudável. Elas já estavam sem escola, sem avós, sem a pracinha, sem amigos; talvez, nos dois meses que deveria durar a quarentena, fosse mais importante reconfortar suas pequenas almas com batata frita e ovo de páscoa recheado de chocotone do que proporcionar aos seus diminutos corpos a quantidade ideal de fibras, betacaroteno e flavonoides
Fechei o iPad, abri um Diamante Negro de 500 gramas pros meus filhos e - numa regra de três autoindulgente - escancarei um caminho sem volta pra mim.
Ué, se as crianças merecem açúcar e afeto, pensei, eu também mereço os meus correlatos. Começava ai um mergulho perigoso no alcoolismo, no hamburguismo, no pizzismo, no sedentarismo e no amazonismo - o vicio de entrar na Amazon quase todo dia e comprar coisas absolutamente inúteis.
Comprei: um estilingue que seria aprovado pelo COI, caso estilingue fosse esporte olímpico, um microscópio, uma barraca de camping, uma luminária a energia solar, um pandeiro, formas de gelo que parecem ter sido desenvolvidas pela Nasa, um saca-rolhas elétrico, um fone de ouvidos sem fio, outro fone de ouvidos sem fio, mais um fone de ouvidos sem fio, um moedor de carne manual, um moedor de carne elétrico. umas rodelas de metal pra moldar hambúrguer, umas minitampas de panela pra derreter o queijo do hambúrguer e uma quantidade de livros que três gerações dos meus descendentes não darão conta de ler.
Pros meus filhos: bastões luminescentes de camping. 28 bonecos dos Power Rangers, 189 mil jogos de iPad, caixa de lápis de cor, caixa de massinha, caixa de argila, 25 bonecas LOL (aí que entrei pro Serasa: uma Ferrari é mais barata do que as bonecas LOL).
Foi emocionante e divertido no começo. Eu trabalhava de casa todo dia, das dez as cinco e cinquenta e nove. Assim que dava seis da tarde, porém, eu sextava furiosamente
Por dois meses, como disse a nutricionista do NYT, tudo bem. Mas a pandemia, ao contrário do que ela previa, não acabou. E essa existência mezzo saloon de velho oeste, mezzo Passaporte da Alegria no Playcenter, oito meses depois, tá cobrando seu preço. Pro meu cartão de crédito. Pras minhas coronárias. Pra educação dos meus filhos.
Num mesmo dia o Dani perguntou: "Papai, o que a gente vai comprar hoje?". E a Olivia: "Papai, se eu te falar uma coisa, você no vai ficar bravo?". "Claro que não, filhota, o que é?." "E que a sua barriga tá ficando engraçada."
Decidi que tinha chegado ao fundo do poço. Precisava tomar uma atitude. Botei os dois pra dormir, fiz uma gim-tônica entre na Amazon e comprei um telescópio.
Antonio Proto
Escritor e roteirista, autor de "Nu, de Botas"
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2020/10/quarentena-gim-tonica-e-serasa.shtml
Neste trecho do texto: "Começava ai um mergulho perigoso no alcoolismo, no hamburguismo, no pizzismo, no sedentarismo, e no amazonismo.", temos em destaque claramente três exemplos de:
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Na vida em sociedade, a intervenção estatal restritiva faz-se necessária em qualquer atividade que individuos estejam presentes. Umas das formas do Estado intervir visando o interesse público é através do exercicio do poder de policia. Acerca desse poder, assinale a alternativa correta:
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- Lei de Responsabilidade FiscalDespesa Pública (arts. 15 ao 24)Geração de Despesa e Despesa Obrigatória de Caráter Continuado (arts. 15 ao 17)
- Lei de Responsabilidade FiscalDespesa Pública (arts. 15 ao 24)Despesas com Pessoal e Seguridade Social (arts. 18 ao 24)
Acerca das disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal, observe as alternativas abaixo e assinale a correta:
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Com o advento da pandemia de Coronavirus, o Município de Teixeira Pires instituiu um empréstimo compulsório baseado na calamidade pública enfrentada A lei que o instituiu estipulou como indeterminado o prazo do empréstimo e Silenciou sobre as condições de seu resgate Acerca da situação narrada e as disposições legais aplicáveis, assinale a alternativa correta:
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Acerca das disposições legais sobre o Sistema Tributário Nacional, assinale a alternativa correta:
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Caderno Container