Foram encontradas 30 questões.
Em 2025, o governo do Acre registrou uma
queda expressiva nos focos de queimadas graças
à:
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Entre as características territoriais do
Município de Rodrigues Alves, destaca-se:
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Em uma fábrica, 8 máquinas, trabalhando 6 h
por dia, produzem 960 peças em 5 dias. Quantas
máquinas, operando 9 h por dia, serão
necessárias para produzir 2 160 peças em 4 dias
nas mesmas condições?
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O comitê deve repartir R$ 7.200,00 entre os
Departamentos A, B e C proporcionalmente ao
número de artigos publicados no ano (18, 30 e 24,
respectivamente). Antes do repasse, decide-se
descontar R$ 600,00 apenas da parte destinada
ao Departamento C; esse valor descontado é
distribuído igualmente entre A e B. Quanto, em
reais, receberá o Departamento B?
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Um cofre eletrônico utiliza um código de três
algarismos distintos, em ordem crescente,
escolhidos entre 2 e 9. A soma dos algarismos é
15 e o produto é 72. Qual é o código?
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Escolha a alternativa que apresenta regência
verbal e nominal CORRETA:
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Analise cuidadosamente as alternativas e
indique aquela que respeita integralmente a norma
padrão quanto à colocação dos pronomes
oblíquos:
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Leia atentamente as frases abaixo e marque
aquela que apresenta clareza e coerência
estrutural, sem ambiguidade:
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Leia o texto e responda a questão.
“Grande Sertão: Veredas” (1956)
Não sou nada. Nunca fui. Não posso
querer ser. Riobaldo falava assim, cavalgando em
dia de sol raso, quando o calor faz tudo cintilar feito
lente de aumento sobre formigueiro. Areia chiava
sob o casco, e o Rio das Velhas, lá adiante, corria
avarento, escondendo-se em veredas.
E, nesse remanso de palavras, lembrava
Diadorim: “— Viver é muito perigoso…Porque
ainda não se sabe.” Dizia e deixava ficar a frase,
pairando, como beija-flor em flor vermelha.
Riobaldo repetia para dentro, degustando cada
sílaba, sentindo a faca da incerteza rasgar miúdo
o couro do coração. Pois, se o viver é risco, então
o amor — sobretudo aquele que não ousa dizer
nome — há de ser fogueira sem noite de São
João, ardendo fora de tempo, clandestina.
O sol subia. Do arrebol distante vinham
brados de vaqueiros, bois berravam, e tudo soava,
ao jagunço, presságio. Trazia nas ancas
cartucheira cheia, na lembrança a voz de Joca
Ramiro, no peito promessa de pacto possível:
“Fazer acordo com o Demo? E por que não, se
Deus, às vezes, demora?” Esse pensamento, que
era mais tempestade que maré, rodopiava-lhe no
juízo, complicando palavras simples — coragem,
honra, destino.
Enquanto o cavalo respirava ofegante,
Riobaldo parou na sombra agreste de um angico,
ajeitou o rifle no ombro e cuspiu o pó que lhe
colava ao palato. Naquele ínterim de silêncio
quente, pareceu-lhe ouvir o estrépito antigo de
espingardas, o grito de Hermógenes e a
derradeira visão de Joca Ramiro caindo, lento,
sobre o chão de pedra. Teve vontade de chorar,
mas o rosto ficou seco: jagunço não molha terra
com lágrima — terra é de sangue —
ensinaram-lhe.
— Diadorim… — sussurrou.
A palavra saiu fina, quase pena de
passarinho. Sentiu, então, que a vida toda se
curvaria, daí em diante, àquele nome. E
compreendeu, como numa faísca, que viver
perigoso era também viver pleno de sentido: o
risco é que tempera o viver.
Tocou de rédea, rumou em frente. No céu,
urubu fazia círculo. No chão, formiga carregava
folha dez vezes o corpo. Riobaldo pensou que,
talvez, um dia, também ele carregasse fardo maior
que o peito: a dúvida de ter feito, ou não, pacto
com o Mefistófeles dos ermos.
Fonte: GUIMARÃES ROSA, João. Grande sertão: veredas.
3. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956. (Adaptado)
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Leia o texto e responda a questão.
“Grande Sertão: Veredas” (1956)
Não sou nada. Nunca fui. Não posso
querer ser. Riobaldo falava assim, cavalgando em
dia de sol raso, quando o calor faz tudo cintilar feito
lente de aumento sobre formigueiro. Areia chiava
sob o casco, e o Rio das Velhas, lá adiante, corria
avarento, escondendo-se em veredas.
E, nesse remanso de palavras, lembrava
Diadorim: “— Viver é muito perigoso…Porque
ainda não se sabe.” Dizia e deixava ficar a frase,
pairando, como beija-flor em flor vermelha.
Riobaldo repetia para dentro, degustando cada
sílaba, sentindo a faca da incerteza rasgar miúdo
o couro do coração. Pois, se o viver é risco, então
o amor — sobretudo aquele que não ousa dizer
nome — há de ser fogueira sem noite de São
João, ardendo fora de tempo, clandestina.
O sol subia. Do arrebol distante vinham
brados de vaqueiros, bois berravam, e tudo soava,
ao jagunço, presságio. Trazia nas ancas
cartucheira cheia, na lembrança a voz de Joca
Ramiro, no peito promessa de pacto possível:
“Fazer acordo com o Demo? E por que não, se
Deus, às vezes, demora?” Esse pensamento, que
era mais tempestade que maré, rodopiava-lhe no
juízo, complicando palavras simples — coragem,
honra, destino.
Enquanto o cavalo respirava ofegante,
Riobaldo parou na sombra agreste de um angico,
ajeitou o rifle no ombro e cuspiu o pó que lhe
colava ao palato. Naquele ínterim de silêncio
quente, pareceu-lhe ouvir o estrépito antigo de
espingardas, o grito de Hermógenes e a
derradeira visão de Joca Ramiro caindo, lento,
sobre o chão de pedra. Teve vontade de chorar,
mas o rosto ficou seco: jagunço não molha terra
com lágrima — terra é de sangue —
ensinaram-lhe.
— Diadorim… — sussurrou.
A palavra saiu fina, quase pena de
passarinho. Sentiu, então, que a vida toda se
curvaria, daí em diante, àquele nome. E
compreendeu, como numa faísca, que viver
perigoso era também viver pleno de sentido: o
risco é que tempera o viver.
Tocou de rédea, rumou em frente. No céu,
urubu fazia círculo. No chão, formiga carregava
folha dez vezes o corpo. Riobaldo pensou que,
talvez, um dia, também ele carregasse fardo maior
que o peito: a dúvida de ter feito, ou não, pacto
com o Mefistófeles dos ermos.
Fonte: GUIMARÃES ROSA, João. Grande sertão: veredas.
3. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956. (Adaptado)
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