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2096031 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Santa Fé Minas-MG

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Texto 1


Um SPA para o cérebro

1 Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade

e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente

para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para

conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.

5 A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo

Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais

uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café,

ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as

notícias suspeitas enviadas no grupo da família.

10 No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre

“produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de

engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena.

Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são

“leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de

15 impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se

sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade

de fugir.

Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação

com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o

20 cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de

conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de

todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos

agregam.

Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las,

25 consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo

prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não

digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.

É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de

todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será

30 que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz

muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a

de ensinar.

A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não

estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real

35 propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos

melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido

falar a respeito...

Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos

selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso

40 intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.


Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.

No trecho “Se não soubermos controlá-las, consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada.” (Linhas 24-25), a conjunção subordinativa negritada insere uma ideia de

 

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No explorador de arquivos (Windows Explorer) de um computador com o Microsoft Windows, é possível executar várias tarefas relacionadas a arquivos e pastas. Analise as afirmativas:

I - O Explorador de Arquivos permite copiar arquivos de uma pasta para outra ou para um pen drive com os atalhos do teclado Ctrl+C e Ctrl+V (Copiar e Colar respectivamente).

II - O Explorador de Arquivos permite copiar uma pasta para outra ou para um pen drive com os atalhos do teclado Ctrl+C e Ctrl+V (Copiar e Colar respectivamente).

III - O Explorador de Arquivos permite a criação de novas pastas vazias e de novos arquivos vazios através de atalhos clicando o botão direito do mouse.

IV - O Explorador de Arquivos permite a compactação de arquivos através de atalho clicando o botão direito do mouse.

V - O Explorador de Arquivos permite identificar arquivos com vírus ou conteúdo malicioso pela imagem do ícone que o representa.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas:

 

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O sistema operacional Windows usa, na maioria das vezes, um HD (Hard Disk) ou SSD (Solid State Disk) para armazenar internamente os dados e programas. Nessas unidades de armazenamento, dados e programas são organizados em arquivos, e os arquivos são organizados em pastas. Sobre a organização de arquivos e pastas no Windows, analise as afirmativas:

I - Os arquivos ficam armazenados dentro de pastas ou subpastas em uma organização hierárquica.

II - São exemplos de pastas padrões de um computador com Windows: “Windows”, “Arquivos de Programas”, “Usuários”.

III - No Windows, as pastas podem conter arquivos ou subpastas, mas não os dois ao mesmo tempo.

IV - Alguns símbolos como / | > < * : “ não podem ser usados em nomes de arquivos ou pastas.

V - O Windows armazena os arquivos de todos os usuários de um computador em uma mesma pasta para facilitar o acesso.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas:

 

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No Windows, bem como em outros sistemas operacionais criados pela Microsoft, uma extensão do nome do arquivo é usada para identificar o tipo de conteúdo armazenado. A extensão aparece como um sufixo separado do nome do arquivo por um ponto. Algumas extensões comuns são: .exe, .txt, .doc, .xls etc. Em relação às extensões de arquivo, analise as afirmativas:

I - Ao alterar a extensão de um arquivo, os dados armazenados são modificados ficando, assim, irrecuperáveis.

II - Ao alterar a extensão de um arquivo, o usuário não conseguirá clicar duas vezes para abri-lo automaticamente.

III - Ao alterar a extensão de um arquivo, é possível converter o conteúdo para outro formato de dados.

IV - Ao alterar a extensão de um arquivo, o ícone que representa o arquivo é alterado imediatamente.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas:

 

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No Windows, os arquivos e documento baixados da Internet ficam, por padrão, armazenados na pasta:

 

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Observe a imagem do Explorador de Arquivos (Windows Explorer):

enunciado 1950674-1

Analise as afirmativas relacionadas à imagem:

I - Podemos concluir que o computador tem somente um único HD ou SSD em uso.

II - Podemos concluir que o pen drive que acabamos de conectar, já está pronto para o uso.

III - Podemos concluir que o drive de CD/DVD não está pronto para o uso.

IV - A barra de endereços mostra que as pastas apresentadas estão localizadas nesse computador.

V - Por essa imagem não é possível saber se a pasta Documentos está vazia.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas:

 

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2063027 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Santa Fé Minas-MG

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Texto 1


Um SPA para o cérebro

1 Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade

e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente

para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para

conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.

5 A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo

Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais

uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café,

ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as

notícias suspeitas enviadas no grupo da família.

10 No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre

“produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de

engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena.

Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são

“leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de

15 impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se

sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade

de fugir.

Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação

com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o

20 cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de

conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de

todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos

agregam.

Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las,

25 consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo

prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não

digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.

É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de

todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será

30 que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz

muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a

de ensinar.

A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não

estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real

35 propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos

melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido

falar a respeito...

Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos

selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso

40 intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.


Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.

Texto 2

enunciado 1950673-1

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 out. 2021.

Texto 3

enunciado 1950673-2

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 out. 2021.

Sobre os Textos 1, 2 e 3, é CORRETO afirmar:

 

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2063026 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Santa Fé Minas-MG

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Texto 1


Um SPA para o cérebro

1 Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade

e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente

para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para

conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.

5 A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo

Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais

uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café,

ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as

notícias suspeitas enviadas no grupo da família.

10 No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre

“produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de

engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena.

Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são

“leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de

15 impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se

sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade

de fugir.

Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação

com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o

20 cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de

conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de

todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos

agregam.

Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las,

25 consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo

prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não

digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.

É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de

todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será

30 que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz

muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a

de ensinar.

A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não

estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real

35 propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos

melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido

falar a respeito...

Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos

selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso

40 intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.


Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.

Texto 3

enunciado 1950672-1

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 out. 2021.

Os elementos de referenciação são importantes para a construção da coesão textual, uma vez que evita repetições de termos os quais já foram usados no texto. Sendo assim, o termo que exerce essa função, no Texto 3, é:

 

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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Texto 1


Um SPA para o cérebro

1 Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade

e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente

para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para

conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.

5 A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo

Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais

uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café,

ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as

notícias suspeitas enviadas no grupo da família.

10 No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre

“produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de

engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena.

Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são

“leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de

15 impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se

sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade

de fugir.

Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação

com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o

20 cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de

conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de

todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos

agregam.

Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las,

25 consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo

prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não

digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.

É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de

todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será

30 que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz

muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a

de ensinar.

A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não

estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real

35 propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos

melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido

falar a respeito...

Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos

selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso

40 intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.


Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.

INSTRUÇÃO: Leia o Texto 3 a seguir e responda às questões que a ele se referem.

Texto 3

enunciado 1950671-1

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 out. 2021.

Sobre o Texto 3, analise as afirmativas que se seguem.

I. Entre os recursos usados para a construção do sentido do texto, encontra-se o paradoxo.

II. O uso reiterado da onomatopeia reforça a ideia de “trabalhar sem parar”, do 1.º quadro.

III. A expressão “ganhar a vida” foi usada em sentido denotativo, significando “sustentar-se”.

IV. Infere-se, a partir do texto, que há outros aspectos importantes na vida além do trabalho.

Estão CORRETAS as afirmativas:

 

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2063024 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Santa Fé Minas-MG

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Texto 1


Um SPA para o cérebro

1 Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade

e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente

para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para

conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.

5 A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo

Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais

uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café,

ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as

notícias suspeitas enviadas no grupo da família.

10 No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre

“produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de

engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena.

Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são

“leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de

15 impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se

sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade

de fugir.

Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação

com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o

20 cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de

conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de

todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos

agregam.

Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las,

25 consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo

prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não

digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.

É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de

todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será

30 que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz

muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a

de ensinar.

A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não

estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real

35 propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos

melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido

falar a respeito...

Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos

selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso

40 intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.


Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.

Texto 2

enunciado 1950670-1

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 out. 2021.

Sobre a construção do Texto 2, é CORRETO afirmar que se verifica o uso de

 

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