Foram encontradas 340 questões.
“As discriminações e refinamentos de Dante em sua poética
percepção do islã são um exemplo da inevitabilidade esquemática,
quase cosmológica, com que este e os seus representantes
designados são criaturas da percepção geográfica, histórica e
acima de tudo moral do ocidente. Os dados empíricos sobre o
Oriente ou sobre qualquer das suas partes contam muito pouco; o
que importa e é decisivo é o que venho chamando de visão
orientalista, uma visão que, de maneira alguma, está confinada ao
estudioso profissional, mas é antes propriedade comum de todos
os que pensaram sobre o Oriente no Ocidente.”
(SAID, Edward W. Orientalismo: o Oriente como invenção do ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p. 79)
Ao elaborar um plano de aula sobre as relações entre as sociedades islâmicas e as sociedades europeias, tendo como referência o conceito de orientalismo de Edward Said, o/a professor/a de História dos Anos Finais do ensino Fundamental II cumpre a seguinte proposta da Base Comum Curricular:
(SAID, Edward W. Orientalismo: o Oriente como invenção do ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p. 79)
Ao elaborar um plano de aula sobre as relações entre as sociedades islâmicas e as sociedades europeias, tendo como referência o conceito de orientalismo de Edward Said, o/a professor/a de História dos Anos Finais do ensino Fundamental II cumpre a seguinte proposta da Base Comum Curricular:
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“Para Baku fui com um grupo de uns vinte estudantes, a maioria
latino-americanos, em uma excursão a passeio, organizada pela
universidade. Após chegarmos ao aeroporto Vinukovo, de Moscou,
e resolvida a questão das passagens, passamos para a pista, onde
estavam estacionados vários aviões modernos, mas nós
continuamos caminhando até chegarmos ao avião turbo hélice
gigante que nos levaria direto para Baku. Ficamos um pouco
frustrados, pois queríamos viajar em um avião mais moderno.
Depois de algumas horas de voo, chegamos a Baku, no Cáucaso,
onde a população é majoritariamente muçulmana. Assim,
conhecemos o lado asiático da União Soviética. Bem diferente de
Moscou, principalmente para nós brasileiros que não estávamos
acostumados com as tradições do islamismo seguida pela maioria
da população naquela região.”
(MASSENA, João. Kanimambo: autobiografia de João Massena. Rio de Janeiro: Letra capital, 2017).
O ensino sobre as ditaduras no Brasil tem se fundamentado nos aspectos relativos às torturas contra opositores políticos ou à economia brasileira durante a ditadura civil militar. Com o fito de propor uma abordagem diferente, um professor de História do ensino fundamental planeja uma aula que tem como fonte histórica o depoimento de João Massena. Tendo como referência a biografia do personagem, a abordagem a ser elaborada e proposta pelo professor pode tratar
(MASSENA, João. Kanimambo: autobiografia de João Massena. Rio de Janeiro: Letra capital, 2017).
O ensino sobre as ditaduras no Brasil tem se fundamentado nos aspectos relativos às torturas contra opositores políticos ou à economia brasileira durante a ditadura civil militar. Com o fito de propor uma abordagem diferente, um professor de História do ensino fundamental planeja uma aula que tem como fonte histórica o depoimento de João Massena. Tendo como referência a biografia do personagem, a abordagem a ser elaborada e proposta pelo professor pode tratar
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“Essa História cívico-patriótica, particularmente a escolar, teve
bastante sucesso comercial e pedagógico, havendo excelentes
estudos que se debruçam sobre essa duradoura literatura, que dá
espaço especial à língua, à história, e à geografia do Brasil.
Entretanto, são ainda poucos os estudos que priorizam o que
chamo de escrita da história ensinável para um grande público, que
também floresceu na Primeira República e foi se conformando,
numa matriz narrativa da história do Brasil, que contribuiu
decisivamente para o enquadramento de uma memória histórica
da nação.”
(GOMES, Angela de Castro. Escrita da História, usos políticos do passado e republicanismo no Brasil da Primeira República. In: ROCHA, Helenice; MAGALHÃES; Marcelo (orgs). Em defesa do ensino de História: a democracia como valor. Rio de Janeiro: FGV, 2022. p. 180)
“O que faz portanto com que a história seja, no fim do século XIX, uma matéria ensinável de pleno direito é inseparavelmente um método científico, uma concepção da evolução e ainda a eleição de um campo de estudos ao mesmo tempo cronológico e especial. As regras elementares da ars antiquaria codificadas pelos positivistas, entram no ensino secundário por intermédio de um consenso provisório quanto ao seu sentido de história. Para chegar a esse consenso, Lavisse e Seignobos retomam os dois temas da história filosófica desde o século XVIII: a história é a nação; a história é a civilização.”
(FURET, François. A oficina de História. Lisboa: Gradiva. n/d. p. 133)
Ao analisar os dois textos, podemos concluir que a História ensinável foi marcada por uma função social e política de
(GOMES, Angela de Castro. Escrita da História, usos políticos do passado e republicanismo no Brasil da Primeira República. In: ROCHA, Helenice; MAGALHÃES; Marcelo (orgs). Em defesa do ensino de História: a democracia como valor. Rio de Janeiro: FGV, 2022. p. 180)
“O que faz portanto com que a história seja, no fim do século XIX, uma matéria ensinável de pleno direito é inseparavelmente um método científico, uma concepção da evolução e ainda a eleição de um campo de estudos ao mesmo tempo cronológico e especial. As regras elementares da ars antiquaria codificadas pelos positivistas, entram no ensino secundário por intermédio de um consenso provisório quanto ao seu sentido de história. Para chegar a esse consenso, Lavisse e Seignobos retomam os dois temas da história filosófica desde o século XVIII: a história é a nação; a história é a civilização.”
(FURET, François. A oficina de História. Lisboa: Gradiva. n/d. p. 133)
Ao analisar os dois textos, podemos concluir que a História ensinável foi marcada por uma função social e política de
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“Agora é preciso mostrar que, nos campos econômico, político,
social e cultural não há, no século XVI, e de fato até meados do
século XVIII, mudanças fundamentais que justificassem a
separação entre Idade Média e um período novo, diferente, que
seria o Renascimento.”
(LE GOFF, Jacques. A História deve ser dividida em pedaços? São Paulo: UNESP, 2015. p. 97)
O(A) professor(a) de História propõe um plano de aula sobre o período entre os séculos XVI e XVIII, com ênfase nas continuidades das sociedades medievais existentes, tendo como referência a concepção de Le Goff sobre a longa Idade Média.
Nesse sentido, o tema mais adequado para tratar o período entre os séculos XVI e XVIII como uma longa continuidade é
(LE GOFF, Jacques. A História deve ser dividida em pedaços? São Paulo: UNESP, 2015. p. 97)
O(A) professor(a) de História propõe um plano de aula sobre o período entre os séculos XVI e XVIII, com ênfase nas continuidades das sociedades medievais existentes, tendo como referência a concepção de Le Goff sobre a longa Idade Média.
Nesse sentido, o tema mais adequado para tratar o período entre os séculos XVI e XVIII como uma longa continuidade é
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“Não se manda uma criança à escola para que lá se repitam
exatamente os valores familiares e religiosos. É certo que aqui
temos um terreno de enfrentamentos, mas vale lembrar que a
tarefa da escola é dupla: alfabetização científica e sociabilidade do
espaço público. As razões de ordem científica - por exemplo,
aquelas ligadas à saúde sexual e reprodutiva – podem não coincidir
com valores familiares e religiosos sobre o mesmo tema. A
sociabilidade no espaço público – que contempla igualdade de
tratamento entre homens e mulheres – pode colidir com crenças e
moralidade religiosa, que, muitas vezes, naturalizam uma ‘posição
inferior’ das mulheres. Mas, repetimos, é para isso que se vai à
escola, para a ampliação de horizontes, e não para a simples
confirmação de expectativas trazidas da família ou outros
ambientes.”
(SEFFNER, Fernando. Três territórios a compreender, um bem precioso a defender: estratégias escolares e Ensino de História em tempos turbulentos. In: MONTEIRO, Ana Maria; RALEJO, Adriana. Cartografias da Pesquisa em ensino de História. Rio de Janeiro: Mauad X, 2019. p. 23)
Tendo como referência a reflexão do autor sobre o lugar da escola na educação dos jovens, é correto dizer que a melhor maneira do ensino de o História contribuir para a construção de uma escola que leve à “ampliação de horizonte” dos estudantes é promovendo
(SEFFNER, Fernando. Três territórios a compreender, um bem precioso a defender: estratégias escolares e Ensino de História em tempos turbulentos. In: MONTEIRO, Ana Maria; RALEJO, Adriana. Cartografias da Pesquisa em ensino de História. Rio de Janeiro: Mauad X, 2019. p. 23)
Tendo como referência a reflexão do autor sobre o lugar da escola na educação dos jovens, é correto dizer que a melhor maneira do ensino de o História contribuir para a construção de uma escola que leve à “ampliação de horizonte” dos estudantes é promovendo
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Historiadores, interessados em analisar a trajetória política de
João Goulart, encontraram no documentário Jango, de Silvio
Tendler, um registro de época pleno de imagens e depoimentos
sobre a conjuntura política que culminou no golpe civil militar de
1964.
(Adaptado de: DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Jango: cinema, história, memória e reconhecimento. In: DELGADO, Lucília de Almeida Neves; FERREIRA, Marieta de Moraes (orgs). História do tempo Presente. Rio de Janeiro: FGV, 2014)
Ao ler o trecho acima, o/a professor/a de História de ensino fundamental se interessou em usar o filme Jango em sala de aula. Para justificar o uso do filme perante a coordenação pedagógica, argumentou que o filme é adequado aos objetivos do ensino de História, pois
(Adaptado de: DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Jango: cinema, história, memória e reconhecimento. In: DELGADO, Lucília de Almeida Neves; FERREIRA, Marieta de Moraes (orgs). História do tempo Presente. Rio de Janeiro: FGV, 2014)
Ao ler o trecho acima, o/a professor/a de História de ensino fundamental se interessou em usar o filme Jango em sala de aula. Para justificar o uso do filme perante a coordenação pedagógica, argumentou que o filme é adequado aos objetivos do ensino de História, pois
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“A influência da expansão das ideias fascistas europeias faz da
década de 30 no Brasil um período de ascensão de ideias radicais
de direita. Este fato se constata pela presença nas livrarias de uma
abundante literatura sobre o fascismo italiano e o novo Estado
português. A publicação, neste período, de uma série de livros
analisando a situação política brasileira numa perspectiva
antiliberal, bem como o aparecimento de várias revistas e
movimentos ideológicos de orientação política fascista,
monarquista ou corporativista, comprovam a receptividade das
ideias autoritárias na década de 1930.”
(TRINDADE, Helgio. Integralismo: o fascismo brasileiro na década de 1930. São Paul, Rio de Janeiro: DIFEL, 1979. p. 97).
Para analisar o fenômeno político da ascensão do fascismo no Brasil dos anos 1930, deve-se considerar as mutações intelectuais na Primeira República que se explicitam a partir
(TRINDADE, Helgio. Integralismo: o fascismo brasileiro na década de 1930. São Paul, Rio de Janeiro: DIFEL, 1979. p. 97).
Para analisar o fenômeno político da ascensão do fascismo no Brasil dos anos 1930, deve-se considerar as mutações intelectuais na Primeira República que se explicitam a partir
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“Por muito tempo, os reinos da Espanha moderna foram
denominados monarquias absolutistas. Nas últimas décadas,
porém, a historiografia promoveu uma grande revisão da história
política e avaliou a capacidade de governar e impor as leis
sancionadas pelos soberanos. Em lugar de absolutista, a grandiosa
Espanha de Carlos V e Felipe II recebeu a denominação de
Monarquia polissinodal, o que significa uma organização política
baseada nos Conselhos, onde o rei, a nobreza e o clero disputavam
a soberania sobre povos e territórios ainda pouco definidos. Para
além da dispersão do poder provocada pelos sínodos, o governo
era incapaz de controlar a totalidade do território e de mantê-lo
com instituições impessoais e duradouras.”
(RAMINELLI, Ronald. A era das conquistas: América espanhola, séculos XVI e XVII. Rio de Janeiro: FGV, 2013, p. 71)
Com base no texto, é correto interpretar que
(RAMINELLI, Ronald. A era das conquistas: América espanhola, séculos XVI e XVII. Rio de Janeiro: FGV, 2013, p. 71)
Com base no texto, é correto interpretar que
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- História GeralDescolonização Afro-asiática : novos Estados, nova arena internacional
- História GeralDemandas políticas e sociais no mundo atual
- História GeralQuestões Internacionais: história do tempo presente
O que aconteceu no ‘genocídio esquecido’ da Alemanha na
Namíbia, reconhecido após mais de um século? Não vai ser fácil
curar as feridas profundas e antigas deixadas pela Alemanha na
Namíbia, após o que agora é reconhecido como um genocídio
perpetrado por forças coloniais.
29 maio 2021 Autor: Tim Whewell*/BBC News, Namibia
Na sexta-feira (28), após mais de 100 anos, Berlim reconheceu oficialmente as atrocidades que cometeu durante a ocupação colonial da Namíbia e ofereceu ao país africano uma quantia em dinheiro como compensação.
Mas como se compensa a destruição de uma sociedade inteira? Que preço colocar?
A Alemanha concordou em pagar mais de 1 bilhão de dólares.
“À luz da responsabilidade histórica e moral da Alemanha, pediremos desculpas à Namíbia e aos descendentes das vítimas”, disse o ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas, na sexta-feira.
O governante alemão acrescentou que seu país, em um "gesto de reconhecimento do imenso sofrimento infligido às vítimas", apoiará o desenvolvimento da nação africana através de um programa que vai custar mais de 1,3 bilhões de dólares.
A quantia será paga em 30 anos e investida em infraestrutura, assistência médica e programas de treinamento que beneficiam comunidades afetadas.
Mas alguns líderes namibianos até agora se recusaram a apoiar o acordo, informou o jornal local New Era.
Na Namíbia, descendentes de vítimas e colonos debateram ferozmente sobre o valor financeiro associado ao genocídio.
Extraído: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-57292909
O caso noticiado exemplifica práticas cada vez mais recorrentes das relações entre nações europeias e suas ex-colônias africanas. O conceito que melhor interpreta este fenômeno contemporâneo é
29 maio 2021 Autor: Tim Whewell*/BBC News, Namibia
Na sexta-feira (28), após mais de 100 anos, Berlim reconheceu oficialmente as atrocidades que cometeu durante a ocupação colonial da Namíbia e ofereceu ao país africano uma quantia em dinheiro como compensação.
Mas como se compensa a destruição de uma sociedade inteira? Que preço colocar?
A Alemanha concordou em pagar mais de 1 bilhão de dólares.
“À luz da responsabilidade histórica e moral da Alemanha, pediremos desculpas à Namíbia e aos descendentes das vítimas”, disse o ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas, na sexta-feira.
O governante alemão acrescentou que seu país, em um "gesto de reconhecimento do imenso sofrimento infligido às vítimas", apoiará o desenvolvimento da nação africana através de um programa que vai custar mais de 1,3 bilhões de dólares.
A quantia será paga em 30 anos e investida em infraestrutura, assistência médica e programas de treinamento que beneficiam comunidades afetadas.
Mas alguns líderes namibianos até agora se recusaram a apoiar o acordo, informou o jornal local New Era.
Na Namíbia, descendentes de vítimas e colonos debateram ferozmente sobre o valor financeiro associado ao genocídio.
Extraído: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-57292909
O caso noticiado exemplifica práticas cada vez mais recorrentes das relações entre nações europeias e suas ex-colônias africanas. O conceito que melhor interpreta este fenômeno contemporâneo é
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“Embora se constitua num tema clássico da História do Tempo
presente talvez um dos fenômenos históricos com a mais ampla e
contraditória bibliografia, o fascismo conheceu uma vigorosa
retomada de interesse após o final da década de 1980, com novas
abordagens e teorias explicativas.”
(SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. Fascismo. In: SILVA, Francisco Carlos Teixeira da; MEDEIROS, Sabrina Evangelista; VIANNA, Alexander Martins. Dicionário crítico do pensamento da Direita: ideias, instituições e personagens. Rio de Janeiro: MAUAD. 2000. p. 170)
Para analisar o contexto da nova produção historiográfica sobre o nazismo, devemos considerar que
(SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. Fascismo. In: SILVA, Francisco Carlos Teixeira da; MEDEIROS, Sabrina Evangelista; VIANNA, Alexander Martins. Dicionário crítico do pensamento da Direita: ideias, instituições e personagens. Rio de Janeiro: MAUAD. 2000. p. 170)
Para analisar o contexto da nova produção historiográfica sobre o nazismo, devemos considerar que
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