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Foram encontradas 140 questões.

3047111 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP

Leia o texto para responder às questões de números 02 a 10.

Manter a cidade limpa

Criada em 2006, a Lei Cidade Limpa promoveu alterações significativas, para melhor, na paisagem urbana da capital paulista.

A publicidade foi retirada do espaço público com a proibição de outdoors e pinturas em fachadas que anunciavam empresas e produtos. A lei também regulou os chamados anúncios indicativos, para identificar as atividades exercidas nas edificações, limitando seus tamanhos e modos de exibição.

O resultado foi, de fato, a limpeza da cidade. A ponto de levar muitos paulistanos a estranhar a poluição visual quando em visita a outros municípios. Infelizmente, com o passar dos anos, o diploma foi sendo desrespeitado.

Hoje, várias formas de publicidade (de painéis luminosos a cavaletes) voltaram a dar as caras na capital, em flagrante desrespeito às normas da legislação.

Em avenidas como Washington Luís e Juscelino Kubitschek, na zona sul, alguns comércios transformaram pavimentos superiores inteiros em vitrines para exibir propaganda em grandes telões. Há também casos de imóveis vazios que alugam o espaço para a publicidade de outras marcas.Telas de LED vendem os lançamentos imobiliários.

O reduzido número de fiscais em atuação na cidade é a principal explicação para a falta de controle. Hoje, 289 agentes são responsáveis por observar o cumprimento de 834 normas do município, como as relativas ao comércio ambulante, o Programa Silêncio Urbano (Psiu) e a Lei Cidade Limpa. A medida que criou os cargos, em 1987, previa 1200 profissionais.

A prefeitura alega que na pandemia as fiscalizações enfatizaram o controle sanitário, o que justificaria menor atenção à Lei Cidade Limpa. Com o fim do estado de emergência de saúde pública, autoridades deveriam se dedicar em manter esse patrimônio paulistano.

(Editorial; Folha de S.Paulo, 19.07.2023. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão.

 

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3047110 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP

Leia o texto para responder às questões de números 02 a 10.

Manter a cidade limpa

Criada em 2006, a Lei Cidade Limpa promoveu alterações significativas, para melhor, na paisagem urbana da capital paulista.

A publicidade foi retirada do espaço público com a proibição de outdoors e pinturas em fachadas que anunciavam empresas e produtos. A lei também regulou os chamados anúncios indicativos, para identificar as atividades exercidas nas edificações, limitando seus tamanhos e modos de exibição.

O resultado foi, de fato, a limpeza da cidade. A ponto de levar muitos paulistanos a estranhar a poluição visual quando em visita a outros municípios. Infelizmente, com o passar dos anos, o diploma foi sendo desrespeitado.

Hoje, várias formas de publicidade (de painéis luminosos a cavaletes) voltaram a dar as caras na capital, em flagrante desrespeito às normas da legislação.

Em avenidas como Washington Luís e Juscelino Kubitschek, na zona sul, alguns comércios transformaram pavimentos superiores inteiros em vitrines para exibir propaganda em grandes telões. Há também casos de imóveis vazios que alugam o espaço para a publicidade de outras marcas.Telas de LED vendem os lançamentos imobiliários.

O reduzido número de fiscais em atuação na cidade é a principal explicação para a falta de controle. Hoje, 289 agentes são responsáveis por observar o cumprimento de 834 normas do município, como as relativas ao comércio ambulante, o Programa Silêncio Urbano (Psiu) e a Lei Cidade Limpa. A medida que criou os cargos, em 1987, previa 1200 profissionais.

A prefeitura alega que na pandemia as fiscalizações enfatizaram o controle sanitário, o que justificaria menor atenção à Lei Cidade Limpa. Com o fim do estado de emergência de saúde pública, autoridades deveriam se dedicar em manter esse patrimônio paulistano.

(Editorial; Folha de S.Paulo, 19.07.2023. Adaptado)

Nas passagens do 3º parágrafo — O resultado foi, de fato, a limpeza da cidade. — e — … o diploma foi sendo desrespeitado. —, entende-se, correta e respectivamente, que o editorial

 

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3047109 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP

Leia o texto para responder às questões de números 02 a 10.

Manter a cidade limpa

Criada em 2006, a Lei Cidade Limpa promoveu alterações significativas, para melhor, na paisagem urbana da capital paulista.

A publicidade foi retirada do espaço público com a proibição de outdoors e pinturas em fachadas que anunciavam empresas e produtos. A lei também regulou os chamados anúncios indicativos, para identificar as atividades exercidas nas edificações, limitando seus tamanhos e modos de exibição.

O resultado foi, de fato, a limpeza da cidade. A ponto de levar muitos paulistanos a estranhar a poluição visual quando em visita a outros municípios. Infelizmente, com o passar dos anos, o diploma foi sendo desrespeitado.

Hoje, várias formas de publicidade (de painéis luminosos a cavaletes) voltaram a dar as caras na capital, em flagrante desrespeito às normas da legislação.

Em avenidas como Washington Luís e Juscelino Kubitschek, na zona sul, alguns comércios transformaram pavimentos superiores inteiros em vitrines para exibir propaganda em grandes telões. Há também casos de imóveis vazios que alugam o espaço para a publicidade de outras marcas.Telas de LED vendem os lançamentos imobiliários.

O reduzido número de fiscais em atuação na cidade é a principal explicação para a falta de controle. Hoje, 289 agentes são responsáveis por observar o cumprimento de 834 normas do município, como as relativas ao comércio ambulante, o Programa Silêncio Urbano (Psiu) e a Lei Cidade Limpa. A medida que criou os cargos, em 1987, previa 1200 profissionais.

A prefeitura alega que na pandemia as fiscalizações enfatizaram o controle sanitário, o que justificaria menor atenção à Lei Cidade Limpa. Com o fim do estado de emergência de saúde pública, autoridades deveriam se dedicar em manter esse patrimônio paulistano.

(Editorial; Folha de S.Paulo, 19.07.2023. Adaptado)

Em relação aos telões em avenidas como Washington Luís e Juscelino Kubitschek, o editorial manifesta

 

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3047108 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP

Leia o texto para responder às questões de números 18 a 20.

Incivilidade brasileira

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) sublinha a cada ano o caráter violento da sociedade brasileira e o quão distante as políticas de governo adotadas até hoje estão de arrefecê-lo. Em nada muda essa realidade o fato de o mais recente anuário dessa organização, divulgado anteontem, ter registrado a segunda queda anual consecutiva nos homicídios em 2022. O total continua gritante. Houve 47508 assassinatos no Brasil ou, para tornar o número mais compreensível, uma média de 130 mortes violentas por dia.

Divulgado desde 2011, o anuário do FBSP reproduz a cada ano o mesmo traço comum aos assassinados no Brasil: negros, de 12 a 29 anos de idade, majoritariamente do sexo masculino e mortos por armas de fogo. Esse perfil indica que a violência não prospera apenas no vácuo das políticas de segurança pública do País, mas também na fragilidade das agendas de educação, de emprego, de crescimento econômico sustentável, de combate ao racismo e de inclusão e assistência social.

O diagnóstico é perturbador. Muitos preferirão manter seus antolhos para alimentar a ilusão de um Brasil pacífico, alegre e cordial. Tal opção, porém, não cabe aos formuladores de políticas públicas. Desse grupo exige-se análise profunda das estatísticas do FBSP e a concepção de políticas capazes de conduzir o País às condições básicas de civilidade.

(Opinião. ttps://www.estadao.com.br, 22.07.2023)

Considere as passagens do primeiro 1º parágrafo:

• … e o quão distante as políticas de governo adotadas até hoje estão de arrefecê-lo.

• … ter registrado a segunda queda anual consecutiva nos homicídios em 2022.

• O total continua gritante.

Os termos destacados significam, correta e respectivamente:

 

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3047107 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP

Leia o texto para responder às questões de números 18 a 20.

Incivilidade brasileira

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) sublinha a cada ano o caráter violento da sociedade brasileira e o quão distante as políticas de governo adotadas até hoje estão de arrefecê-lo. Em nada muda essa realidade o fato de o mais recente anuário dessa organização, divulgado anteontem, ter registrado a segunda queda anual consecutiva nos homicídios em 2022. O total continua gritante. Houve 47508 assassinatos no Brasil ou, para tornar o número mais compreensível, uma média de 130 mortes violentas por dia.

Divulgado desde 2011, o anuário do FBSP reproduz a cada ano o mesmo traço comum aos assassinados no Brasil: negros, de 12 a 29 anos de idade, majoritariamente do sexo masculino e mortos por armas de fogo. Esse perfil indica que a violência não prospera apenas no vácuo das políticas de segurança pública do País, mas também na fragilidade das agendas de educação, de emprego, de crescimento econômico sustentável, de combate ao racismo e de inclusão e assistência social.

O diagnóstico é perturbador. Muitos preferirão manter seus antolhos para alimentar a ilusão de um Brasil pacífico, alegre e cordial. Tal opção, porém, não cabe aos formuladores de políticas públicas. Desse grupo exige-se análise profunda das estatísticas do FBSP e a concepção de políticas capazes de conduzir o País às condições básicas de civilidade.

(Opinião. ttps://www.estadao.com.br, 22.07.2023)

Uma frase que pode ser adicionada ao final do primeiro parágrafo, em conformidade com a norma-padrão, é:

 

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3047106 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP

Leia o texto para responder às questões de números 12 a 17.

O Cortiço

Desde que a febre de possuir se apoderou dele totalmente, todos os seus atos, todos, fosse o mais simples, visavam um interesse pecuniário. Só tinha uma preocupação: aumentar os bens. Das suas hortas recolhia para si e para a companheira os piores legumes, aqueles que, por maus, ninguém compraria; as suas galinhas produziam muito e ele não comia um ovo, do que, no entanto, gostava imenso; vendia-os todos e contentava-se com os restos das comidas dos trabalhadores. Aquilo já não era ambição, era uma moléstia nervosa, uma loucura, um desespero de acumular, de reduzir tudo a moeda. E seu tipo baixote, socado, de cabelos à escovinha, a barba sempre por fazer, ia e vinha da pedreira para a venda, da venda às hortas e ao capinzal, sempre em mangas de camisa, de tamancos, sem meias, olhando para todos os lados, com o seu eterno ar de cobiça, apoderando-se, com os olhos, de tudo aquilo de que ele não podia apoderar-se logo com as unhas.

Entretanto, a rua lá fora povoava-se de um modo admirável. Construía-se mal, porém muito; surgiam chalés e casinhas de noite para o dia; subiam os aluguéis; as propriedades dobravam de valor. Montara-se uma fábrica de massas italianas e outra de velas, e os trabalhadores passavam de manhã e às Ave-Marias, e a maior parte deles iam comer à casa de pasto que João Romão arranjara aos fundos da sua venda. Abriram-se novas tavernas; nenhuma, porém, conseguia ser tão frequentada como a dele. Nunca o seu negócio fora tão bem, nunca o finório vendera tanto; vendia mais agora, muito mais, que nos anos anteriores. Teve até de admitir caixeiros. As mercadorias não lhe paravam nas prateleiras; o balcão estava cada vez mais lustroso. E o dinheiro a pingar, vintém por vintém, dentro da gaveta, e a escorrer da gaveta para a burra, aos cinquenta e aos cem mil réis, e da burra para o banco, aos contos e aos contos.

(Aluísio Azevedo, O Cortiço. Adaptado)

Vocabulário:

casa de pasto: restaurante popular, taverna

finório: indivíduo astucioso

burra: arca ou caixa de madeira

No final do segundo parágrafo, a frase — E o dinheiro a pingar, vintém por vintém, dentro da gaveta, e a escorrer da gaveta para a burra, aos cinquenta e aos cem mil réis, e da burra para o banco, aos contos e aos contos. — expressa a ideia por meio de uma

 

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3047105 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP

Leia o texto para responder às questões de números 12 a 17.

O Cortiço

Desde que a febre de possuir se apoderou dele totalmente, todos os seus atos, todos, fosse o mais simples, visavam um interesse pecuniário. Só tinha uma preocupação: aumentar os bens. Das suas hortas recolhia para si e para a companheira os piores legumes, aqueles que, por maus, ninguém compraria; as suas galinhas produziam muito e ele não comia um ovo, do que, no entanto, gostava imenso; vendia-os todos e contentava-se com os restos das comidas dos trabalhadores. Aquilo já não era ambição, era uma moléstia nervosa, uma loucura, um desespero de acumular, de reduzir tudo a moeda. E seu tipo baixote, socado, de cabelos à escovinha, a barba sempre por fazer, ia e vinha da pedreira para a venda, da venda às hortas e ao capinzal, sempre em mangas de camisa, de tamancos, sem meias, olhando para todos os lados, com o seu eterno ar de cobiça, apoderando-se, com os olhos, de tudo aquilo de que ele não podia apoderar-se logo com as unhas.

Entretanto, a rua lá fora povoava-se de um modo admirável. Construía-se mal, porém muito; surgiam chalés e casinhas de noite para o dia; subiam os aluguéis; as propriedades dobravam de valor. Montara-se uma fábrica de massas italianas e outra de velas, e os trabalhadores passavam de manhã e às Ave-Marias, e a maior parte deles iam comer à casa de pasto que João Romão arranjara aos fundos da sua venda. Abriram-se novas tavernas; nenhuma, porém, conseguia ser tão frequentada como a dele. Nunca o seu negócio fora tão bem, nunca o finório vendera tanto; vendia mais agora, muito mais, que nos anos anteriores. Teve até de admitir caixeiros. As mercadorias não lhe paravam nas prateleiras; o balcão estava cada vez mais lustroso. E o dinheiro a pingar, vintém por vintém, dentro da gaveta, e a escorrer da gaveta para a burra, aos cinquenta e aos cem mil réis, e da burra para o banco, aos contos e aos contos.

(Aluísio Azevedo, O Cortiço. Adaptado)

Vocabulário:

casa de pasto: restaurante popular, taverna

finório: indivíduo astucioso

burra: arca ou caixa de madeira

Assinale a alternativa que indica corretamente o sentido em que o termo destacado foi empregado no texto e apresenta-lhe adequadamente um sinônimo.

 

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3047104 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP

Leia o texto para responder às questões de números 12 a 17.

O Cortiço

Desde que a febre de possuir se apoderou dele totalmente, todos os seus atos, todos, fosse o mais simples, visavam um interesse pecuniário. Só tinha uma preocupação: aumentar os bens. Das suas hortas recolhia para si e para a companheira os piores legumes, aqueles que, por maus, ninguém compraria; as suas galinhas produziam muito e ele não comia um ovo, do que, no entanto, gostava imenso; vendia-os todos e contentava-se com os restos das comidas dos trabalhadores. Aquilo já não era ambição, era uma moléstia nervosa, uma loucura, um desespero de acumular, de reduzir tudo a moeda. E seu tipo baixote, socado, de cabelos à escovinha, a barba sempre por fazer, ia e vinha da pedreira para a venda, da venda às hortas e ao capinzal, sempre em mangas de camisa, de tamancos, sem meias, olhando para todos os lados, com o seu eterno ar de cobiça, apoderando-se, com os olhos, de tudo aquilo de que ele não podia apoderar-se logo com as unhas.

Entretanto, a rua lá fora povoava-se de um modo admirável. Construía-se mal, porém muito; surgiam chalés e casinhas de noite para o dia; subiam os aluguéis; as propriedades dobravam de valor. Montara-se uma fábrica de massas italianas e outra de velas, e os trabalhadores passavam de manhã e às Ave-Marias, e a maior parte deles iam comer à casa de pasto que João Romão arranjara aos fundos da sua venda. Abriram-se novas tavernas; nenhuma, porém, conseguia ser tão frequentada como a dele. Nunca o seu negócio fora tão bem, nunca o finório vendera tanto; vendia mais agora, muito mais, que nos anos anteriores. Teve até de admitir caixeiros. As mercadorias não lhe paravam nas prateleiras; o balcão estava cada vez mais lustroso. E o dinheiro a pingar, vintém por vintém, dentro da gaveta, e a escorrer da gaveta para a burra, aos cinquenta e aos cem mil réis, e da burra para o banco, aos contos e aos contos.

(Aluísio Azevedo, O Cortiço. Adaptado)

Vocabulário:

casa de pasto: restaurante popular, taverna

finório: indivíduo astucioso

burra: arca ou caixa de madeira

No segundo parágrafo, o narrador diz que “a rua lá fora povoava-se de um modo admirável.”, e João Romão reage a essa mudança

 

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3047103 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP

Leia o texto para responder às questões de números 12 a 17.

O Cortiço

Desde que a febre de possuir se apoderou dele totalmente, todos os seus atos, todos, fosse o mais simples, visavam um interesse pecuniário. Só tinha uma preocupação: aumentar os bens. Das suas hortas recolhia para si e para a companheira os piores legumes, aqueles que, por maus, ninguém compraria; as suas galinhas produziam muito e ele não comia um ovo, do que, no entanto, gostava imenso; vendia-os todos e contentava-se com os restos das comidas dos trabalhadores. Aquilo já não era ambição, era uma moléstia nervosa, uma loucura, um desespero de acumular, de reduzir tudo a moeda. E seu tipo baixote, socado, de cabelos à escovinha, a barba sempre por fazer, ia e vinha da pedreira para a venda, da venda às hortas e ao capinzal, sempre em mangas de camisa, de tamancos, sem meias, olhando para todos os lados, com o seu eterno ar de cobiça, apoderando-se, com os olhos, de tudo aquilo de que ele não podia apoderar-se logo com as unhas.

Entretanto, a rua lá fora povoava-se de um modo admirável. Construía-se mal, porém muito; surgiam chalés e casinhas de noite para o dia; subiam os aluguéis; as propriedades dobravam de valor. Montara-se uma fábrica de massas italianas e outra de velas, e os trabalhadores passavam de manhã e às Ave-Marias, e a maior parte deles iam comer à casa de pasto que João Romão arranjara aos fundos da sua venda. Abriram-se novas tavernas; nenhuma, porém, conseguia ser tão frequentada como a dele. Nunca o seu negócio fora tão bem, nunca o finório vendera tanto; vendia mais agora, muito mais, que nos anos anteriores. Teve até de admitir caixeiros. As mercadorias não lhe paravam nas prateleiras; o balcão estava cada vez mais lustroso. E o dinheiro a pingar, vintém por vintém, dentro da gaveta, e a escorrer da gaveta para a burra, aos cinquenta e aos cem mil réis, e da burra para o banco, aos contos e aos contos.

(Aluísio Azevedo, O Cortiço. Adaptado)

Vocabulário:

casa de pasto: restaurante popular, taverna

finório: indivíduo astucioso

burra: arca ou caixa de madeira

No primeiro parágrafo do texto, o narrador compara o interesse pecuniário de João Romão

 

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3047102 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP

Leia o texto para responder às questões de números 02 a 10.

Manter a cidade limpa

Criada em 2006, a Lei Cidade Limpa promoveu alterações significativas, para melhor, na paisagem urbana da capital paulista.

A publicidade foi retirada do espaço público com a proibição de outdoors e pinturas em fachadas que anunciavam empresas e produtos. A lei também regulou os chamados anúncios indicativos, para identificar as atividades exercidas nas edificações, limitando seus tamanhos e modos de exibição.

O resultado foi, de fato, a limpeza da cidade. A ponto de levar muitos paulistanos a estranhar a poluição visual quando em visita a outros municípios. Infelizmente, com o passar dos anos, o diploma foi sendo desrespeitado.

Hoje, várias formas de publicidade (de painéis luminosos a cavaletes) voltaram a dar as caras na capital, em flagrante desrespeito às normas da legislação.

Em avenidas como Washington Luís e Juscelino Kubitschek, na zona sul, alguns comércios transformaram pavimentos superiores inteiros em vitrines para exibir propaganda em grandes telões. Há também casos de imóveis vazios que alugam o espaço para a publicidade de outras marcas.Telas de LED vendem os lançamentos imobiliários.

O reduzido número de fiscais em atuação na cidade é a principal explicação para a falta de controle. Hoje, 289 agentes são responsáveis por observar o cumprimento de 834 normas do município, como as relativas ao comércio ambulante, o Programa Silêncio Urbano (Psiu) e a Lei Cidade Limpa. A medida que criou os cargos, em 1987, previa 1200 profissionais.

A prefeitura alega que na pandemia as fiscalizações enfatizaram o controle sanitário, o que justificaria menor atenção à Lei Cidade Limpa. Com o fim do estado de emergência de saúde pública, autoridades deveriam se dedicar em manter esse patrimônio paulistano.

(Editorial; Folha de S.Paulo, 19.07.2023. Adaptado)

Nas passagens — promoveu alterações significativas (1ºparágrafo) — e — as fiscalizações enfatizaram o controle sanitário (último parágrafo) —, os termos destacados têm como antônimos, correta e respectivamente:

 

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