Foram encontradas 563 questões.
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Vim. Não nego que, ao avistar a cidade natal, tive uma
sensação nova. Nada menos que uma renascença. O espírito, como um pássaro, não se lhe deu da corrente dos anos,
arrepiou o voo na direção da fonte original, e foi beber da
água fresca e pura, ainda não mesclada do enxurro* da vida.
Reparando bem, há aí um lugar-comum. Outro lugar-comum, tristemente comum, foi a consternação da família.
Meu pai abraçou-me com lágrimas.
— Tua mãe não pode viver, disse-me ele.
Com efeito, não era já o reumatismo que a matava, era
um cancro no estômago. A infeliz padecia de um modo cru,
porque o cancro é indiferente às virtudes do sujeito; quando rói, rói; roer é o seu ofício. Minha irmã Sabina, já então
casada com o Cotrim, andava a cair de fadiga. Pobre moça!
dormia três horas por noite, nada mais. O próprio tio João
estava abatido e triste. D. Eusébia e algumas outras senhoras lá estavam também, não menos tristes e não menos
dedicadas.
— Meu filho!
A dor suspendeu por um pouco as tenazes; um sorriso
alumiou o rosto da enferma, sobre o qual a morte batia a
asa eterna. Era menos um rosto do que uma caveira: a beleza passara, como um dia brilhante; restavam os ossos, que
não emagrecem nunca. Mal poderia conhecê-la; havia oito ou
nove anos que nos não víamos. Ajoelhado, ao pé da cama,
com as mãos dela entre as minhas, fiquei mudo e quieto,
sem ousar falar, porque cada palavra seria um soluço, e nós
temíamos avisá-la do fim. Vão temor! Ela sabia que estava
prestes a acabar; disse-mo; verificamo-lo na seguinte manhã.
(Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 2018. Adaptado)
*Enxurro: conjunto de eventos degradantes.
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Vim. Não nego que, ao avistar a cidade natal, tive uma
sensação nova. Nada menos que uma renascença. O espírito, como um pássaro, não se lhe deu da corrente dos anos,
arrepiou o voo na direção da fonte original, e foi beber da
água fresca e pura, ainda não mesclada do enxurro* da vida.
Reparando bem, há aí um lugar-comum. Outro lugar-comum, tristemente comum, foi a consternação da família.
Meu pai abraçou-me com lágrimas.
— Tua mãe não pode viver, disse-me ele.
Com efeito, não era já o reumatismo que a matava, era
um cancro no estômago. A infeliz padecia de um modo cru,
porque o cancro é indiferente às virtudes do sujeito; quando rói, rói; roer é o seu ofício. Minha irmã Sabina, já então
casada com o Cotrim, andava a cair de fadiga. Pobre moça!
dormia três horas por noite, nada mais. O próprio tio João
estava abatido e triste. D. Eusébia e algumas outras senhoras lá estavam também, não menos tristes e não menos
dedicadas.
— Meu filho!
A dor suspendeu por um pouco as tenazes; um sorriso
alumiou o rosto da enferma, sobre o qual a morte batia a
asa eterna. Era menos um rosto do que uma caveira: a beleza passara, como um dia brilhante; restavam os ossos, que
não emagrecem nunca. Mal poderia conhecê-la; havia oito ou
nove anos que nos não víamos. Ajoelhado, ao pé da cama,
com as mãos dela entre as minhas, fiquei mudo e quieto,
sem ousar falar, porque cada palavra seria um soluço, e nós
temíamos avisá-la do fim. Vão temor! Ela sabia que estava
prestes a acabar; disse-mo; verificamo-lo na seguinte manhã.
(Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 2018. Adaptado)
*Enxurro: conjunto de eventos degradantes.
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Vim. Não nego que, ao avistar a cidade natal, tive uma
sensação nova. Nada menos que uma renascença. O espírito, como um pássaro, não se lhe deu da corrente dos anos,
arrepiou o voo na direção da fonte original, e foi beber da
água fresca e pura, ainda não mesclada do enxurro* da vida.
Reparando bem, há aí um lugar-comum. Outro lugar-comum, tristemente comum, foi a consternação da família.
Meu pai abraçou-me com lágrimas.
— Tua mãe não pode viver, disse-me ele.
Com efeito, não era já o reumatismo que a matava, era
um cancro no estômago. A infeliz padecia de um modo cru,
porque o cancro é indiferente às virtudes do sujeito; quando rói, rói; roer é o seu ofício. Minha irmã Sabina, já então
casada com o Cotrim, andava a cair de fadiga. Pobre moça!
dormia três horas por noite, nada mais. O próprio tio João
estava abatido e triste. D. Eusébia e algumas outras senhoras lá estavam também, não menos tristes e não menos
dedicadas.
— Meu filho!
A dor suspendeu por um pouco as tenazes; um sorriso
alumiou o rosto da enferma, sobre o qual a morte batia a
asa eterna. Era menos um rosto do que uma caveira: a beleza passara, como um dia brilhante; restavam os ossos, que
não emagrecem nunca. Mal poderia conhecê-la; havia oito ou
nove anos que nos não víamos. Ajoelhado, ao pé da cama,
com as mãos dela entre as minhas, fiquei mudo e quieto,
sem ousar falar, porque cada palavra seria um soluço, e nós
temíamos avisá-la do fim. Vão temor! Ela sabia que estava
prestes a acabar; disse-mo; verificamo-lo na seguinte manhã.
(Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 2018. Adaptado)
*Enxurro: conjunto de eventos degradantes.
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Espírito original do SUS é vital para o país
O Sistema Único de Saúde (SUS) entrou em vigor há
35 anos, dois anos após ter sido criado a partir da Constituição Federal de 1988. Lançado como resposta a um clamor
por justiça social e igualdade no acesso à saúde, o sistema
foi inspirado nos princípios da universalidade, integralidade
e equidade, e, não se pode negar, tornou-se um dos maiores sistemas públicos de saúde do planeta.
Atualmente, é responsável por cerca de 75% dos atendimentos de saúde no país, segundo o governo federal. Ele
abrange desde o atendimento básico até procedimentos de
alta complexidade, como transplantes de órgãos – área em
que o Brasil é o segundo maior do mundo em volume de
transplantes públicos, atrás apenas dos Estados Unidos.
Não é à toa que a revista americana Newsweek divulgou seu ranking anual dos melhores hospitais do mundo
em 12 especialidades médicas e o Brasil marcou presença
com 22 instituições – sendo sete públicas e 15 privadas. O
levantamento considerou recomendações de profissionais
de saúde, dados de acreditação e certificações, e indicadores de resultados percebidos pelos pacientes, como melhora
dos sintomas e satisfação com o tratamento recebido.
Vale destacar também o protagonismo do SUS durante
a pandemia da covid-19. Em um dos momentos mais críticos
da história recente, o sistema liderou a campanha de vacinação que alcançou mais de 80% da população com esquema
primário completo, reafirmando a expertise do país em campanhas de imunização em massa. O modelo, inclusive, já foi
elogiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
No entanto, especialistas daqui e de fora também apontam suas fragilidades. A desigualdade no acesso – especialmente em áreas rurais e periféricas –, os longos tempos
de espera e a fragmentação dos serviços são vistos como
entraves à eficiência do sistema. Da mesma forma, preocupa a dificuldade para o fortalecimento do setor primário
– voltado para a prevenção e, portanto, mais estratégico do
ponto de vista da saúde pública.
Outro problema crônico é o subfinanciamento. Segundo
dados do Conselho Nacional de Saúde, o Brasil investe cerca
de 9,6% do PIB em saúde, mas apenas 3,9% são recursos
públicos, nível inferior à média de países com sistemas universais.
Aos 35 anos, é hora de resgatar o espírito original do
Sistema Único de Saúde – um sistema público, gratuito, eficiente e humano. Para isso, não basta só vontade política.
É preciso coragem para enfrentar interesses corporativos e
colocar a vida acima do lucro. Afinal, trata-se de um lema do
SUS: “Saúde é direito de todos e dever do Estado”.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
19.09.2025. Adaptado.)
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Espírito original do SUS é vital para o país
O Sistema Único de Saúde (SUS) entrou em vigor há
35 anos, dois anos após ter sido criado a partir da Constituição Federal de 1988. Lançado como resposta a um clamor
por justiça social e igualdade no acesso à saúde, o sistema
foi inspirado nos princípios da universalidade, integralidade
e equidade, e, não se pode negar, tornou-se um dos maiores sistemas públicos de saúde do planeta.
Atualmente, é responsável por cerca de 75% dos atendimentos de saúde no país, segundo o governo federal. Ele
abrange desde o atendimento básico até procedimentos de
alta complexidade, como transplantes de órgãos – área em
que o Brasil é o segundo maior do mundo em volume de
transplantes públicos, atrás apenas dos Estados Unidos.
Não é à toa que a revista americana Newsweek divulgou seu ranking anual dos melhores hospitais do mundo
em 12 especialidades médicas e o Brasil marcou presença
com 22 instituições – sendo sete públicas e 15 privadas. O
levantamento considerou recomendações de profissionais
de saúde, dados de acreditação e certificações, e indicadores de resultados percebidos pelos pacientes, como melhora
dos sintomas e satisfação com o tratamento recebido.
Vale destacar também o protagonismo do SUS durante
a pandemia da covid-19. Em um dos momentos mais críticos
da história recente, o sistema liderou a campanha de vacinação que alcançou mais de 80% da população com esquema
primário completo, reafirmando a expertise do país em campanhas de imunização em massa. O modelo, inclusive, já foi
elogiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
No entanto, especialistas daqui e de fora também apontam suas fragilidades. A desigualdade no acesso – especialmente em áreas rurais e periféricas –, os longos tempos
de espera e a fragmentação dos serviços são vistos como
entraves à eficiência do sistema. Da mesma forma, preocupa a dificuldade para o fortalecimento do setor primário
– voltado para a prevenção e, portanto, mais estratégico do
ponto de vista da saúde pública.
Outro problema crônico é o subfinanciamento. Segundo
dados do Conselho Nacional de Saúde, o Brasil investe cerca
de 9,6% do PIB em saúde, mas apenas 3,9% são recursos
públicos, nível inferior à média de países com sistemas universais.
Aos 35 anos, é hora de resgatar o espírito original do
Sistema Único de Saúde – um sistema público, gratuito, eficiente e humano. Para isso, não basta só vontade política.
É preciso coragem para enfrentar interesses corporativos e
colocar a vida acima do lucro. Afinal, trata-se de um lema do
SUS: “Saúde é direito de todos e dever do Estado”.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
19.09.2025. Adaptado.)
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Espírito original do SUS é vital para o país
O Sistema Único de Saúde (SUS) entrou em vigor há
35 anos, dois anos após ter sido criado a partir da Constituição Federal de 1988. Lançado como resposta a um clamor
por justiça social e igualdade no acesso à saúde, o sistema
foi inspirado nos princípios da universalidade, integralidade
e equidade, e, não se pode negar, tornou-se um dos maiores sistemas públicos de saúde do planeta.
Atualmente, é responsável por cerca de 75% dos atendimentos de saúde no país, segundo o governo federal. Ele
abrange desde o atendimento básico até procedimentos de
alta complexidade, como transplantes de órgãos – área em
que o Brasil é o segundo maior do mundo em volume de
transplantes públicos, atrás apenas dos Estados Unidos.
Não é à toa que a revista americana Newsweek divulgou seu ranking anual dos melhores hospitais do mundo
em 12 especialidades médicas e o Brasil marcou presença
com 22 instituições – sendo sete públicas e 15 privadas. O
levantamento considerou recomendações de profissionais
de saúde, dados de acreditação e certificações, e indicadores de resultados percebidos pelos pacientes, como melhora
dos sintomas e satisfação com o tratamento recebido.
Vale destacar também o protagonismo do SUS durante
a pandemia da covid-19. Em um dos momentos mais críticos
da história recente, o sistema liderou a campanha de vacinação que alcançou mais de 80% da população com esquema
primário completo, reafirmando a expertise do país em campanhas de imunização em massa. O modelo, inclusive, já foi
elogiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
No entanto, especialistas daqui e de fora também apontam suas fragilidades. A desigualdade no acesso – especialmente em áreas rurais e periféricas –, os longos tempos
de espera e a fragmentação dos serviços são vistos como
entraves à eficiência do sistema. Da mesma forma, preocupa a dificuldade para o fortalecimento do setor primário
– voltado para a prevenção e, portanto, mais estratégico do
ponto de vista da saúde pública.
Outro problema crônico é o subfinanciamento. Segundo
dados do Conselho Nacional de Saúde, o Brasil investe cerca
de 9,6% do PIB em saúde, mas apenas 3,9% são recursos
públicos, nível inferior à média de países com sistemas universais.
Aos 35 anos, é hora de resgatar o espírito original do
Sistema Único de Saúde – um sistema público, gratuito, eficiente e humano. Para isso, não basta só vontade política.
É preciso coragem para enfrentar interesses corporativos e
colocar a vida acima do lucro. Afinal, trata-se de um lema do
SUS: “Saúde é direito de todos e dever do Estado”.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
19.09.2025. Adaptado.)
• “[O SUS] tornou-se um dos maiores sistemas públicos de saúde do planeta.” (1º parágrafo)
• “No entanto, especialistas daqui e de fora também apontam suas fragilidades.” (5º parágrafo)
• “... e colocar a vida acima do lucro.” (7º parágrafo)
Sem prejuízo de sentido, as expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, por:
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Espírito original do SUS é vital para o país
O Sistema Único de Saúde (SUS) entrou em vigor há
35 anos, dois anos após ter sido criado a partir da Constituição Federal de 1988. Lançado como resposta a um clamor
por justiça social e igualdade no acesso à saúde, o sistema
foi inspirado nos princípios da universalidade, integralidade
e equidade, e, não se pode negar, tornou-se um dos maiores sistemas públicos de saúde do planeta.
Atualmente, é responsável por cerca de 75% dos atendimentos de saúde no país, segundo o governo federal. Ele
abrange desde o atendimento básico até procedimentos de
alta complexidade, como transplantes de órgãos – área em
que o Brasil é o segundo maior do mundo em volume de
transplantes públicos, atrás apenas dos Estados Unidos.
Não é à toa que a revista americana Newsweek divulgou seu ranking anual dos melhores hospitais do mundo
em 12 especialidades médicas e o Brasil marcou presença
com 22 instituições – sendo sete públicas e 15 privadas. O
levantamento considerou recomendações de profissionais
de saúde, dados de acreditação e certificações, e indicadores de resultados percebidos pelos pacientes, como melhora
dos sintomas e satisfação com o tratamento recebido.
Vale destacar também o protagonismo do SUS durante
a pandemia da covid-19. Em um dos momentos mais críticos
da história recente, o sistema liderou a campanha de vacinação que alcançou mais de 80% da população com esquema
primário completo, reafirmando a expertise do país em campanhas de imunização em massa. O modelo, inclusive, já foi
elogiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
No entanto, especialistas daqui e de fora também apontam suas fragilidades. A desigualdade no acesso – especialmente em áreas rurais e periféricas –, os longos tempos
de espera e a fragmentação dos serviços são vistos como
entraves à eficiência do sistema. Da mesma forma, preocupa a dificuldade para o fortalecimento do setor primário
– voltado para a prevenção e, portanto, mais estratégico do
ponto de vista da saúde pública.
Outro problema crônico é o subfinanciamento. Segundo
dados do Conselho Nacional de Saúde, o Brasil investe cerca
de 9,6% do PIB em saúde, mas apenas 3,9% são recursos
públicos, nível inferior à média de países com sistemas universais.
Aos 35 anos, é hora de resgatar o espírito original do
Sistema Único de Saúde – um sistema público, gratuito, eficiente e humano. Para isso, não basta só vontade política.
É preciso coragem para enfrentar interesses corporativos e
colocar a vida acima do lucro. Afinal, trata-se de um lema do
SUS: “Saúde é direito de todos e dever do Estado”.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
19.09.2025. Adaptado.)
• “... o sistema foi inspirado nos princípios da universalidade, integralidade e equidade, e, não se pode negar, tornou-se um dos maiores sistemas públicos de saúde do planeta.” (1º parágrafo)
• “O modelo, inclusive, já foi elogiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).” (4º parágrafo)
Sem que haja prejuízo de sentido ao texto, as expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, por:
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Espírito original do SUS é vital para o país
O Sistema Único de Saúde (SUS) entrou em vigor há
35 anos, dois anos após ter sido criado a partir da Constituição Federal de 1988. Lançado como resposta a um clamor
por justiça social e igualdade no acesso à saúde, o sistema
foi inspirado nos princípios da universalidade, integralidade
e equidade, e, não se pode negar, tornou-se um dos maiores sistemas públicos de saúde do planeta.
Atualmente, é responsável por cerca de 75% dos atendimentos de saúde no país, segundo o governo federal. Ele
abrange desde o atendimento básico até procedimentos de
alta complexidade, como transplantes de órgãos – área em
que o Brasil é o segundo maior do mundo em volume de
transplantes públicos, atrás apenas dos Estados Unidos.
Não é à toa que a revista americana Newsweek divulgou seu ranking anual dos melhores hospitais do mundo
em 12 especialidades médicas e o Brasil marcou presença
com 22 instituições – sendo sete públicas e 15 privadas. O
levantamento considerou recomendações de profissionais
de saúde, dados de acreditação e certificações, e indicadores de resultados percebidos pelos pacientes, como melhora
dos sintomas e satisfação com o tratamento recebido.
Vale destacar também o protagonismo do SUS durante
a pandemia da covid-19. Em um dos momentos mais críticos
da história recente, o sistema liderou a campanha de vacinação que alcançou mais de 80% da população com esquema
primário completo, reafirmando a expertise do país em campanhas de imunização em massa. O modelo, inclusive, já foi
elogiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
No entanto, especialistas daqui e de fora também apontam suas fragilidades. A desigualdade no acesso – especialmente em áreas rurais e periféricas –, os longos tempos
de espera e a fragmentação dos serviços são vistos como
entraves à eficiência do sistema. Da mesma forma, preocupa a dificuldade para o fortalecimento do setor primário
– voltado para a prevenção e, portanto, mais estratégico do
ponto de vista da saúde pública.
Outro problema crônico é o subfinanciamento. Segundo
dados do Conselho Nacional de Saúde, o Brasil investe cerca
de 9,6% do PIB em saúde, mas apenas 3,9% são recursos
públicos, nível inferior à média de países com sistemas universais.
Aos 35 anos, é hora de resgatar o espírito original do
Sistema Único de Saúde – um sistema público, gratuito, eficiente e humano. Para isso, não basta só vontade política.
É preciso coragem para enfrentar interesses corporativos e
colocar a vida acima do lucro. Afinal, trata-se de um lema do
SUS: “Saúde é direito de todos e dever do Estado”.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
19.09.2025. Adaptado.)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Espírito original do SUS é vital para o país
O Sistema Único de Saúde (SUS) entrou em vigor há
35 anos, dois anos após ter sido criado a partir da Constituição Federal de 1988. Lançado como resposta a um clamor
por justiça social e igualdade no acesso à saúde, o sistema
foi inspirado nos princípios da universalidade, integralidade
e equidade, e, não se pode negar, tornou-se um dos maiores sistemas públicos de saúde do planeta.
Atualmente, é responsável por cerca de 75% dos atendimentos de saúde no país, segundo o governo federal. Ele
abrange desde o atendimento básico até procedimentos de
alta complexidade, como transplantes de órgãos – área em
que o Brasil é o segundo maior do mundo em volume de
transplantes públicos, atrás apenas dos Estados Unidos.
Não é à toa que a revista americana Newsweek divulgou seu ranking anual dos melhores hospitais do mundo
em 12 especialidades médicas e o Brasil marcou presença
com 22 instituições – sendo sete públicas e 15 privadas. O
levantamento considerou recomendações de profissionais
de saúde, dados de acreditação e certificações, e indicadores de resultados percebidos pelos pacientes, como melhora
dos sintomas e satisfação com o tratamento recebido.
Vale destacar também o protagonismo do SUS durante
a pandemia da covid-19. Em um dos momentos mais críticos
da história recente, o sistema liderou a campanha de vacinação que alcançou mais de 80% da população com esquema
primário completo, reafirmando a expertise do país em campanhas de imunização em massa. O modelo, inclusive, já foi
elogiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
No entanto, especialistas daqui e de fora também apontam suas fragilidades. A desigualdade no acesso – especialmente em áreas rurais e periféricas –, os longos tempos
de espera e a fragmentação dos serviços são vistos como
entraves à eficiência do sistema. Da mesma forma, preocupa a dificuldade para o fortalecimento do setor primário
– voltado para a prevenção e, portanto, mais estratégico do
ponto de vista da saúde pública.
Outro problema crônico é o subfinanciamento. Segundo
dados do Conselho Nacional de Saúde, o Brasil investe cerca
de 9,6% do PIB em saúde, mas apenas 3,9% são recursos
públicos, nível inferior à média de países com sistemas universais.
Aos 35 anos, é hora de resgatar o espírito original do
Sistema Único de Saúde – um sistema público, gratuito, eficiente e humano. Para isso, não basta só vontade política.
É preciso coragem para enfrentar interesses corporativos e
colocar a vida acima do lucro. Afinal, trata-se de um lema do
SUS: “Saúde é direito de todos e dever do Estado”.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
19.09.2025. Adaptado.)
• “Lançado como resposta a um clamor por justiça social e igualdade no acesso à saúde...” (1º parágrafo)
• “Vale destacar também o protagonismo do SUS durante a pandemia da covid-19.” (4º parágrafo)
• “... são vistos como entraves à eficiência do sistema.” (5º parágrafo)
Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
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Espírito original do SUS é vital para o país
O Sistema Único de Saúde (SUS) entrou em vigor há
35 anos, dois anos após ter sido criado a partir da Constituição Federal de 1988. Lançado como resposta a um clamor
por justiça social e igualdade no acesso à saúde, o sistema
foi inspirado nos princípios da universalidade, integralidade
e equidade, e, não se pode negar, tornou-se um dos maiores sistemas públicos de saúde do planeta.
Atualmente, é responsável por cerca de 75% dos atendimentos de saúde no país, segundo o governo federal. Ele
abrange desde o atendimento básico até procedimentos de
alta complexidade, como transplantes de órgãos – área em
que o Brasil é o segundo maior do mundo em volume de
transplantes públicos, atrás apenas dos Estados Unidos.
Não é à toa que a revista americana Newsweek divulgou seu ranking anual dos melhores hospitais do mundo
em 12 especialidades médicas e o Brasil marcou presença
com 22 instituições – sendo sete públicas e 15 privadas. O
levantamento considerou recomendações de profissionais
de saúde, dados de acreditação e certificações, e indicadores de resultados percebidos pelos pacientes, como melhora
dos sintomas e satisfação com o tratamento recebido.
Vale destacar também o protagonismo do SUS durante
a pandemia da covid-19. Em um dos momentos mais críticos
da história recente, o sistema liderou a campanha de vacinação que alcançou mais de 80% da população com esquema
primário completo, reafirmando a expertise do país em campanhas de imunização em massa. O modelo, inclusive, já foi
elogiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
No entanto, especialistas daqui e de fora também apontam suas fragilidades. A desigualdade no acesso – especialmente em áreas rurais e periféricas –, os longos tempos
de espera e a fragmentação dos serviços são vistos como
entraves à eficiência do sistema. Da mesma forma, preocupa a dificuldade para o fortalecimento do setor primário
– voltado para a prevenção e, portanto, mais estratégico do
ponto de vista da saúde pública.
Outro problema crônico é o subfinanciamento. Segundo
dados do Conselho Nacional de Saúde, o Brasil investe cerca
de 9,6% do PIB em saúde, mas apenas 3,9% são recursos
públicos, nível inferior à média de países com sistemas universais.
Aos 35 anos, é hora de resgatar o espírito original do
Sistema Único de Saúde – um sistema público, gratuito, eficiente e humano. Para isso, não basta só vontade política.
É preciso coragem para enfrentar interesses corporativos e
colocar a vida acima do lucro. Afinal, trata-se de um lema do
SUS: “Saúde é direito de todos e dever do Estado”.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
19.09.2025. Adaptado.)
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