Magna Concursos

Foram encontradas 1.121 questões.

INSTRUÇÃO: Leia o texto e responda às questões de 01 a 07.

Os filhos dos nossos heróis

É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.

É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.

Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.

Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.

No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.

Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.

Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.

(FURLAN, Daniel. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em janeiro de 2019.)

Os advérbios podem acompanhar verbos, advérbios e adjetivos e possuem diversas classificações. A coluna da esquerda apresenta sentidos de advérbios e a da direita, trechos do texto cujos advérbios para análise estão sublinhados. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.

1- Tempo

2- Negação

3- Modo

4- Lugar

( ) Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana.

( ) Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração.

( ) eu percebi que não havia lugar seguro na Terra.

( ) não existia ninguém confiável.

( ) Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela.

( ) eu mal conseguia ouvir.

Assinale a sequência correta.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

INSTRUÇÃO: Leia o texto e responda às questões de 01 a 07.

Os filhos dos nossos heróis

É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.

É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.

Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.

Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.

No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.

Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.

Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.

(FURLAN, Daniel. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em janeiro de 2019.)

Sobre os recursos linguísticos sublinhados, analise as afirmativas.

I - Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente → os itens destacados são exemplos de pronomes possessivo e indefinido, respectivamente.

II - aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária → ninar é um substantivo, neste contexto.

III - inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade → o termo destacado é um advérbio de inclusão.

IV - Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol → a oração destacada é uma oração subordinada substantiva.

V - sem muita esperança de jogarmos contra alguém → o termo destacado é um advérbio de intensidade.

Estão corretas as afirmativas

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

INSTRUÇÃO: Leia o texto e responda às questões de 01 a 07.

Os filhos dos nossos heróis

É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.

É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.

Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.

Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.

No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.

Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.

Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.

(FURLAN, Daniel. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em janeiro de 2019.)

As conjunções exercem importante papel como recurso coesivo no texto. Sobre as relações de sentido estabelecidas pelas conjunções destacadas, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável → tempo

( ) Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol → condição

( ) No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir → causa.

( ) Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda → adição.

( ) Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco → comparação

Assinale a sequência correta.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

INSTRUÇÃO: Leia o texto e responda às questões de 01 a 07.

Os filhos dos nossos heróis

É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.

É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.

Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.

Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.

No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.

Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.

Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.

(FURLAN, Daniel. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em janeiro de 2019.)

Observe o tempo verbal utilizado em Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração. O mesmo tempo verbal está presente na sentença:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

INSTRUÇÃO: Leia o texto e responda às questões de 01 a 07.

Os filhos dos nossos heróis

É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.

É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.

Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.

Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.

No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.

Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.

Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.

(FURLAN, Daniel. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em janeiro de 2019.)

No trecho E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar, o termo espécie NÃO apresenta o mesmo sentido que em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

INSTRUÇÃO: Leia o texto e responda às questões de 01 a 07.

Os filhos dos nossos heróis

É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.

É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.

Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.

Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.

No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.

Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.

Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.

(FURLAN, Daniel. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em janeiro de 2019.)

Qual frase do texto ilustra o título: “Os filhos dos nossos heróis?”

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

INSTRUÇÃO: Leia o texto e responda às questões de 01 a 07.

Os filhos dos nossos heróis

É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.

É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.

Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.

Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.

No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.

Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.

Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.

(FURLAN, Daniel. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em janeiro de 2019.)

De acordo com a leitura do texto, para o autor:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3600300 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Tangará Serra-MT

Leia o texto.

Quando recebi o J.P ... ele é cadeirante... ele tem essa deficiência... é tetraplegia e paralisia cerebral. Eu fiquei muito agoniada, preocupada, como lidar com ele e preparar as atividades? Eu fiquei... meu Deus, e agora? Como eu vou fazer isso? Como eu vou conseguir conciliar outros alunos e mais ele? A gente sabe que ele não tem condições de desenvolver a coordenação motora. Ele não tem movimentos previstos, só involuntários e não fala. (Prof. M. - 1ºano, 2015).

Analise as afirmativas que discorrem sobre o processo educacional da criança com deficiência física.

I - Para que o ensino se desenvolva, é necessário que a professora encontre alguma forma de comunicação alternativa que permita a troca entre ela e J.P.

II - A inclusão de J.P. estimula o respeito entre as crianças, a convivência, a atitude de solidariedade e de apoio mútuo.

III - Alunos como J.P. precisam vivenciar experiências variadas, observar e interagir como puder com as demais crianças, atividades e espaços escolares.

IV - Alunos como J.P. não devem ser matriculados em escolas comuns, pois se beneficiam muito mais do atendimento em escolas especializadas.

Estão corretas as afirmativas

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3600299 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Tangará Serra-MT

A deficiência física consiste em

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3600298 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Tangará Serra-MT

A Educação Especial, na perspectiva da Educação Inclusiva, constitui um convite aos profissionais da educação a aprender a lidar com crianças que apresentam pluralidades e características muitas vezes consideradas não desejáveis ou não ideais. A figura ilustra esta situação.

Enunciado 4242626-1

Pensando no trabalho pedagógico da escola e do professor, analise as afirmativas.

I - O plano educacional deve atender as especificidades do aluno, é atribuição do professor de sala comum e deve ser embasado nas dificuldades que o aluno apresenta, nas atividades de sua preferência e resultados alcançados.

II - O currículo e as práticas pedagógicas precisam considerar as especificidades do processo educacional de cada aluno e não partirem do padrão de homogeneidade predominante, presente na maioria das escolas.

III - As práticas pedagógicas diferenciadas exigem planejamento e intervenções fundadas em avaliação educacional sistematizada sobre o processo de ensino e aprendizagem dos alunos alvo da Educação Especial.

IV - As expectativas rebaixadas do professor de sala comum em relação à capacidade dos alunos em progredir não influenciam no processo de ensino e aprendizagem, visto que esses alunos participam de programas complementares.

Estão corretas as afirmativas

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas