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INSTRUÇÃO: Leia o texto e responda às questões de 01 a 07.
Os filhos dos nossos heróis
É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.
É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.
Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.
Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.
No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.
Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.
Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.
(FURLAN, Daniel. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em janeiro de 2019.)
Os advérbios podem acompanhar verbos, advérbios e adjetivos e possuem diversas classificações. A coluna da esquerda apresenta sentidos de advérbios e a da direita, trechos do texto cujos advérbios para análise estão sublinhados. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.
1- Tempo
2- Negação
3- Modo
4- Lugar
( ) Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana.
( ) Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração.
( ) eu percebi que não havia lugar seguro na Terra.
( ) não existia ninguém confiável.
( ) Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela.
( ) eu mal conseguia ouvir.
Assinale a sequência correta.
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Substantiva
- MorfologiaAdvérbiosTipos dos Advérbios
- MorfologiaPronomesPronomes Indefinidos
- MorfologiaPronomesPronomes Possessivos
- MorfologiaSubstantivos
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Os filhos dos nossos heróis
É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.
É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.
Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.
Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.
No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.
Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.
Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.
(FURLAN, Daniel. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em janeiro de 2019.)
Sobre os recursos linguísticos sublinhados, analise as afirmativas.
I - Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente → os itens destacados são exemplos de pronomes possessivo e indefinido, respectivamente.
II - aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária → ninar é um substantivo, neste contexto.
III - inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade → o termo destacado é um advérbio de inclusão.
IV - Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol → a oração destacada é uma oração subordinada substantiva.
V - sem muita esperança de jogarmos contra alguém → o termo destacado é um advérbio de intensidade.
Estão corretas as afirmativas
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- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções Coordenativas
- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções Subordinativas
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Os filhos dos nossos heróis
É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.
É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.
Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.
Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.
No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.
Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.
Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.
(FURLAN, Daniel. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em janeiro de 2019.)
As conjunções exercem importante papel como recurso coesivo no texto. Sobre as relações de sentido estabelecidas pelas conjunções destacadas, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável → tempo
( ) Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol → condição
( ) No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir → causa.
( ) Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda → adição.
( ) Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco → comparação
Assinale a sequência correta.
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Os filhos dos nossos heróis
É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.
É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.
Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.
Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.
No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.
Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.
Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.
(FURLAN, Daniel. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em janeiro de 2019.)
Observe o tempo verbal utilizado em Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração. O mesmo tempo verbal está presente na sentença:
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É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.
É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.
Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.
Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.
No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.
Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.
Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.
(FURLAN, Daniel. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em janeiro de 2019.)
No trecho E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar, o termo espécie NÃO apresenta o mesmo sentido que em:
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É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.
É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.
Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.
Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.
No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.
Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.
Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.
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Qual frase do texto ilustra o título: “Os filhos dos nossos heróis?”
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É ainda criança que se descobre que o mundo é um lugar hostil. Quando meu herói de infância Bebeto saiu do Flamengo para o Vasco sem nenhum motivo aparente, eu percebi que não havia lugar seguro na Terra, não existia ninguém confiável. Ainda hoje, às vezes estou no ônibus olhando pela janela e murmuro palavrões destinados a Bebeto. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir.
É na adolescência que as desilusões da infância são confirmadas. Eu adolescente, em 1994, perdoei Bebeto em meu coração para vibrar com o gol dele contra a Holanda, aquele comemorado com o ninar de uma criança imaginária. Anos depois, essa criança imaginária revelou-se o garoto Mattheus, que adulto tornou-se meia do Flamengo, possibilitando que a família Bebeto voltasse a me assombrar.
Se eu soubesse que o preço seria esse, não teria ficado feliz com aquele gol, inclusive, se for possível, gostaria de cancelar aquela felicidade.
Foi nessa época que passei a frequentar a escolinha do Zico. Treinávamos enfadonhamente três vezes por semana, sem muita esperança de jogarmos contra alguém, até que aconteceu: uns garotos japoneses viriam numa excursão e nos enfrentariam. Um jogo de verdade, contra outras pessoas. E internacional.
No dia da partida, o próprio Zico deu a preleção, mas, em êxtase, eu mal conseguia ouvir. Nos despedimos do nosso herói e eu já ia me dirigindo à minha ponta-esquerda quando o treinador me chamou num canto: um dos filhos do Zico (Só No Sapatinho) havia aparecido e queria jogar, mesmo nunca tendo participado de nenhum treino. E ele havia trazido uma espécie de amigo do condomínio, que naturalmente também queria jogar.
Como consequência das vontades do filho do Rei e seu amigo, eu e mais um infeliz fomos para o banco, de onde assistimos ao time perder de 4 a 2. Eu sorri. Nunca entendi jogadores reservas felizes pelas vitórias de seus times, comemorando saltitantes gols dos quais eles não participaram. Reserva tem que estar amargurado.
Mas, acima de tudo, sorri para a minha entrada na vida adulta, com uma derrota acachapante da qual eu nem pude participar, porém perdi igual, ou pior. Não há herói que sobreviva a um filho, nem mesmo ao amigo de condomínio do filho. Posso até estar errado, normalmente estou. De todo modo, foi-se o último herói.
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De acordo com a leitura do texto, para o autor:
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Leia o texto.
Quando recebi o J.P ... ele é cadeirante... ele tem essa deficiência... é tetraplegia e paralisia cerebral. Eu fiquei muito agoniada, preocupada, como lidar com ele e preparar as atividades? Eu fiquei... meu Deus, e agora? Como eu vou fazer isso? Como eu vou conseguir conciliar outros alunos e mais ele? A gente sabe que ele não tem condições de desenvolver a coordenação motora. Ele não tem movimentos previstos, só involuntários e não fala. (Prof. M. - 1ºano, 2015).
Analise as afirmativas que discorrem sobre o processo educacional da criança com deficiência física.
I - Para que o ensino se desenvolva, é necessário que a professora encontre alguma forma de comunicação alternativa que permita a troca entre ela e J.P.
II - A inclusão de J.P. estimula o respeito entre as crianças, a convivência, a atitude de solidariedade e de apoio mútuo.
III - Alunos como J.P. precisam vivenciar experiências variadas, observar e interagir como puder com as demais crianças, atividades e espaços escolares.
IV - Alunos como J.P. não devem ser matriculados em escolas comuns, pois se beneficiam muito mais do atendimento em escolas especializadas.
Estão corretas as afirmativas
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A deficiência física consiste em
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A Educação Especial, na perspectiva da Educação Inclusiva, constitui um convite aos profissionais da educação a aprender a lidar com crianças que apresentam pluralidades e características muitas vezes consideradas não desejáveis ou não ideais. A figura ilustra esta situação.

Pensando no trabalho pedagógico da escola e do professor, analise as afirmativas.
I - O plano educacional deve atender as especificidades do aluno, é atribuição do professor de sala comum e deve ser embasado nas dificuldades que o aluno apresenta, nas atividades de sua preferência e resultados alcançados.
II - O currículo e as práticas pedagógicas precisam considerar as especificidades do processo educacional de cada aluno e não partirem do padrão de homogeneidade predominante, presente na maioria das escolas.
III - As práticas pedagógicas diferenciadas exigem planejamento e intervenções fundadas em avaliação educacional sistematizada sobre o processo de ensino e aprendizagem dos alunos alvo da Educação Especial.
IV - As expectativas rebaixadas do professor de sala comum em relação à capacidade dos alunos em progredir não influenciam no processo de ensino e aprendizagem, visto que esses alunos participam de programas complementares.
Estão corretas as afirmativas
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