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“Bioma que ocupa um decimo do território nacional, quase todo no Nordeste. O seu nome vem do Tupi e significa ”Mata
Branca”, que e a aparência da vegetação durante a seca. É o pedaço mais quente e seco do país. E um
dos mais vulneráveis às mudanças climáticas”. Portal G1 – Globo Rural. 05/12/21 – Adaptado. Marque a
opção correta para o Bioma predominante na Região Nordeste:
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3868334
Ano: 2024
Disciplina: Legislação Estadual e Distrital
Banca: URCA
Orgão: Pref. Várzea Alegre-CE
Disciplina: Legislação Estadual e Distrital
Banca: URCA
Orgão: Pref. Várzea Alegre-CE
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Marque a opção correta para o tema da Região Metropolitana do Cariri – RMC:
I. Instituída pela Lei Complementar nº 78/2009. A criação da Região Metropolitana do Cariri – RMC, objetiva a redução da desigualdade entre o triângulo Crajubar, como é conhecida a aglomeração das cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, historicamente mais desenvolvida, e os demais municípios da região.
II. Segundo os especialistas, os resultados obtidos demonstram que não houve efetivamente diminuição desse dese desequilíbrio na Região Metropolitana do Cariri.
III. Na Região Metropolitana do Cariri, os investimentos, tanto públicos quanto privados, ainda se concentram prioritariamente no Crajubar e isso reforca a dependência das localidades vizinhas, gerando e aprofundando os desequilíbrios nesses territórios.
IV. A Região Metropolitana do Cariri está atingindo plenamente os objetivos estabelecidos desde a sua criação, diminuindo as diferenças entre os municípios componentes.
I. Instituída pela Lei Complementar nº 78/2009. A criação da Região Metropolitana do Cariri – RMC, objetiva a redução da desigualdade entre o triângulo Crajubar, como é conhecida a aglomeração das cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, historicamente mais desenvolvida, e os demais municípios da região.
II. Segundo os especialistas, os resultados obtidos demonstram que não houve efetivamente diminuição desse dese desequilíbrio na Região Metropolitana do Cariri.
III. Na Região Metropolitana do Cariri, os investimentos, tanto públicos quanto privados, ainda se concentram prioritariamente no Crajubar e isso reforca a dependência das localidades vizinhas, gerando e aprofundando os desequilíbrios nesses territórios.
IV. A Região Metropolitana do Cariri está atingindo plenamente os objetivos estabelecidos desde a sua criação, diminuindo as diferenças entre os municípios componentes.
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Marque a opção correta sobre o Geopark Araripe:
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3868332
Ano: 2024
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: URCA
Orgão: Pref. Várzea Alegre-CE
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: URCA
Orgão: Pref. Várzea Alegre-CE
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"A Constituição Federal Brasileira completou 35 anos em 2023, mas ainda há desafios a serem enfrentados para que as garantias de direitos conquistados com a
promulgação do texto na década de 1980 sejam efetivamente respeitadas. Entre os desafios levantados
por especialistas estão: direitos sociais, democracia e harmonia entre Poderes. A publicação da atual Constituição ocorreu, mais precisamente, em 5 de outubro de 1988 e se tornou o principal símbolo do processo
de redemocratização nacional, após 21 anos de regime militar” Portal G1, 05/10/2023 (Adaptado). Sobre a
Constituição Federal proclamada em 1988 marque a opcão correta:
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Por que e como utilizar narrativas indígenas na
alfabetização?
Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite
resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças
Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas
faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas,
inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI).
Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar
sua diversidade cultural e linguística.
O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem
tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em
seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades.
“A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine
Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas
veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades
indígenas.”
Panorama da alfabetização indígena
Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no
convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua
portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e,
a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.
A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da
alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades
práticas.”
Desafios para preservar a língua materna
Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando
vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜
o mundo que nos rodeia”, conta.
Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜
necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´
Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e
afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou
adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.
© Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024.
¡https://novaescola.org.br/conteudo/21860/narrativas-povos-indigenas-alfabetizacao¿
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Por que e como utilizar narrativas indígenas na
alfabetização?
Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite
resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças
Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas
faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas,
inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI).
Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar
sua diversidade cultural e linguística.
O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem
tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em
seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades.
“A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine
Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas
veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades
indígenas.”
Panorama da alfabetização indígena
Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no
convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua
portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e,
a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.
A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da
alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades
práticas.”
Desafios para preservar a língua materna
Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando
vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜
o mundo que nos rodeia”, conta.
Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜
necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´
Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e
afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou
adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.
© Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024.
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alfabetização?
Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite
resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças
Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas
faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas,
inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI).
Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar
sua diversidade cultural e linguística.
O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem
tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em
seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades.
“A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine
Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas
veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades
indígenas.”
Panorama da alfabetização indígena
Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no
convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua
portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e,
a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.
A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da
alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades
práticas.”
Desafios para preservar a língua materna
Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando
vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜
o mundo que nos rodeia”, conta.
Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜
necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´
Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e
afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou
adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.
© Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024.
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resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças
Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas
faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas,
inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI).
Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar
sua diversidade cultural e linguística.
O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem
tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em
seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades.
“A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine
Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas
veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades
indígenas.”
Panorama da alfabetização indígena
Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no
convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua
portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e,
a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.
A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da
alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades
práticas.”
Desafios para preservar a língua materna
Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando
vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜
o mundo que nos rodeia”, conta.
Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜
necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´
Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e
afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou
adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.
© Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024.
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Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite
resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças
Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas
faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas,
inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI).
Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar
sua diversidade cultural e linguística.
O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem
tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em
seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades.
“A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine
Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas
veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades
indígenas.”
Panorama da alfabetização indígena
Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no
convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua
portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e,
a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.
A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da
alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades
práticas.”
Desafios para preservar a língua materna
Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando
vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜
o mundo que nos rodeia”, conta.
Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜
necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´
Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e
afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou
adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.
© Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024.
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Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas
faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas,
inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI).
Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar
sua diversidade cultural e linguística.
O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem
tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em
seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades.
“A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine
Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas
veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades
indígenas.”
Panorama da alfabetização indígena
Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no
convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua
portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e,
a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.
A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da
alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades
práticas.”
Desafios para preservar a língua materna
Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando
vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜
o mundo que nos rodeia”, conta.
Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜
necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´
Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e
afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou
adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.
© Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024.
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