Foram encontradas 427 questões.
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
Texto 1
“A língua portuguesa é falada numa enorme extensão geográfica, como sabemos, e isto faz com que haja diferenças entre as diversas regiões. Um amazonense, por exemplo, fala diferente de um gaúcho, mas do ponto de vista línguístico os dois estão certos, não há um dialeto superior ao outro. Frequentemente, porém, os gramáticos tradicionais adotam um ponto de vista normativo, elegendo a variedade de língua falada numa região como melhor do que outra. Mesmo hoje, ainda há quem ache que em Portugal se fala mais corretamente do que no Brasil, pensamento que se deve a razões históricas, evidentemente. É preciso ter em mente que do ponto de vista de estrutura linguística não há dialetos superiores. Toda língua evolui continuamente, jamais para no tempo. O estudioso da língua, para poder estudá-la, procede como se estivesse estática, mas na realidade isto não acontece. É ilusório pretender que a língua não se modifique, por exemplo, de uma geração para outra. A tendência das pessoas, porém, é achar que a 'sua' linguagem é melhor que a das novas gerações, assim como tendem a achar que a linguagem de sua região, de sua classe é melhor. Não existem, que saibamos, argumentos linguísticos para justificar a superioridade ou inferioridade da língua de uma época sobre outra. São novamente razões sociais que fazem com que haja tendências para se conservar certas formas linguísticas, lutando para que não haja modificações. Na verdade, a língua oral se modifica mais rapidamente; a língua escrita tem tendência a ser mais conservadora. A escola em geral luta por conservar formas linguísticas que pertencem ao passado, mas nem sempre logra tal intento. As gramáticas tradicionais costumam também se fixar em formas mais antigas, tomando-as como modelo a ser seguido, como se o que fosse mais antigo fosse melhor. Como os linguistas procuram ter um ponto de vista científico ao estudar as línguas, eles buscam descrever o que encontram, ou seja, as regras que realmente estão vigorando numa comunidade linguística numa determinada época. Não é tarefa do linguista ditar normas, dizer como as pessoas devem falar ou escrever. Qualquer que seja a pessoa, a linguagem vai variar segundo esteja falando ou escrevendo. Embora tanto a língua oral como a escrita apresentem variações condicionadas pelos fatores diversos acima mencionados, a língua escrita, por se desenvolver em circunstâncias diferentes daquelas em que se desenvolve a oral, sempre será diferente desta. Vamos lembrar apenas alguns fatores que fazem com que a escrita sempre seja diferente da oral: ausência x presença do interlocutor, o que faz com que aquele que escreve tenha que ser mais explícito; maior possibilidade de corrigir eventuais falhas de performance; maior possibilidade de realizar as potencialidades da língua, etc. Estes fatores fazem com que as duas modalidades necessariamente sejam diferentes. Daí ser difícil, como querem às vezes gramáticos normativos, que a pessoa siga, na língua oral, normas da língua escrita. A oral será sempre mais espontânea, mais solta, mais livre e mais sujeita a falares de performance.”
(PONTES, Eunice. In: Sintaxe)
Assinale o trecho do texto 1 acima que encontra eco no trecho de Sírio Possenti, reproduzido abaixo.
“Em resumo, aquilo que se chama vulgarmente de linguagem correta não passa de uma variedade da língua que, em determinado momento da história, por ser utilizada pelos cidadãos mais influentes da região mais poderosa do país, foi a escolhida para servir de expressão do poder, da cultura desse grupo, transformada em única expressão da única cultura.”
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Texto 1
“A língua portuguesa é falada numa enorme extensão geográfica, como sabemos, e isto faz com que haja diferenças entre as diversas regiões. Um amazonense, por exemplo, fala diferente de um gaúcho, mas do ponto de vista línguístico os dois estão certos, não há um dialeto superior ao outro. Frequentemente, porém, os gramáticos tradicionais adotam um ponto de vista normativo, elegendo a variedade de língua falada numa região como melhor do que outra. Mesmo hoje, ainda há quem ache que em Portugal se fala mais corretamente do que no Brasil, pensamento que se deve a razões históricas, evidentemente. É preciso ter em mente que do ponto de vista de estrutura linguística não há dialetos superiores. Toda língua evolui continuamente, jamais para no tempo. O estudioso da língua, para poder estudá-la, procede como se estivesse estática, mas na realidade isto não acontece. É ilusório pretender que a língua não se modifique, por exemplo, de uma geração para outra. A tendência das pessoas, porém, é achar que a 'sua' linguagem é melhor que a das novas gerações, assim como tendem a achar que a linguagem de sua região, de sua classe é melhor. Não existem, que saibamos, argumentos linguísticos para justificar a superioridade ou inferioridade da língua de uma época sobre outra. São novamente razões sociais que fazem com que haja tendências para se conservar certas formas linguísticas, lutando para que não haja modificações. Na verdade, a língua oral se modifica mais rapidamente; a língua escrita tem tendência a ser mais conservadora. A escola em geral luta por conservar formas linguísticas que pertencem ao passado, mas nem sempre logra tal intento. As gramáticas tradicionais costumam também se fixar em formas mais antigas, tomando-as como modelo a ser seguido, como se o que fosse mais antigo fosse melhor. Como os linguistas procuram ter um ponto de vista científico ao estudar as línguas, eles buscam descrever o que encontram, ou seja, as regras que realmente estão vigorando numa comunidade linguística numa determinada época. Não é tarefa do linguista ditar normas, dizer como as pessoas devem falar ou escrever. Qualquer que seja a pessoa, a linguagem vai variar segundo esteja falando ou escrevendo. Embora tanto a língua oral como a escrita apresentem variações condicionadas pelos fatores diversos acima mencionados, a língua escrita, por se desenvolver em circunstâncias diferentes daquelas em que se desenvolve a oral, sempre será diferente desta. Vamos lembrar apenas alguns fatores que fazem com que a escrita sempre seja diferente da oral: ausência x presença do interlocutor, o que faz com que aquele que escreve tenha que ser mais explícito; maior possibilidade de corrigir eventuais falhas de performance; maior possibilidade de realizar as potencialidades da língua, etc. Estes fatores fazem com que as duas modalidades necessariamente sejam diferentes. Daí ser difícil, como querem às vezes gramáticos normativos, que a pessoa siga, na língua oral, normas da língua escrita. A oral será sempre mais espontânea, mais solta, mais livre e mais sujeita a falares de performance.”
(PONTES, Eunice. In: Sintaxe)
As “diferenças entre as diversas regiões” se justifica no seguinte verso do Hino Nacional:
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Kunz ressalta que a constituição do processo de ensino pelas categorias, deve conduzir o aluno ao desenvolvimento das competências:
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A categoria trabalho na constituição de um processo de ensino esportivo, têm seus conteúdos voltados para que o aluno tenha acesso a:
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O ensino do esporte na educação física escolar, deve permitir aos alunos melhor organizar a sua realidade de esporte, movimentos e jogos de acordo com suas possibilidades. Isso implica que no ensino, além do trabalho produtivo de treinar habilidades técnicas, que nunca deixam de ser importantes, deve-se considerar dois outros aspectos, são eles:
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Os princípios e valores do esporte de alto rendimento, não são os mesmos do esporte da escola, pois a prática do esporte nos padrões do alto rendimento requer:
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O aluno enquanto sujeito do processo de ensino aprendizagem deve ser capacitado para sua participação na vida social, cultural e esportiva, o que significa não somente aquisição de uma capacidade de ação funcional, mas a capacidade de:
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A estrutura básica para uma pedagogia de ensino do esporte, segundo Kunz, deve estar apoiada em dois aspectos teóricos: o aspecto da teoria crítica e o aspecto da teoria:
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O fenômeno social esporte, para se tornar uma atividade de “interesse real” a todos os participantes, deve ser compreendido na sua dimensão polissêmica, isso significa, que para compreender o esporte nessa dimensão o aluno deve abranger três habilidades, entre elas podemos destacar:
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No esporte performance, o movimento realizado se reduz a ações regulamentadas e padronizadas que se orientam em grandezas mensuráveis e abstratas. Na escola, esta visão deve ser superada, pois no esporte performance o corpo é entendido como:
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