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Foram encontradas 60 questões.

1131424 Ano: 2018
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: FUNDATEC
Orgão: PREVIROSA
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De acordo com o disposto no Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município de Santa Rosa, são formas de provimento em cargos públicos que não interrompem o exercício:
 

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1127085 Ano: 2018
Disciplina: Direito Previdenciário
Banca: FUNDATEC
Orgão: PREVIROSA
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Permanece filiado ao PREVIROSA, na qualidade de segurado, de acordo com a Lei nº 4.521/2009, o servidor ativo:
I. Que estiver cedido para outro órgão ou entidade da administração direta e indireta da União, dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios.
II. Que estiver afastado ou licenciado, temporariamente, do cargo efetivo sem recebimento de subsídio ou remuneração do município, observados os prazos estabelecidos em lei.
III. Que for demitido sem justa causa.
Quais estão INCORRETAS?
 

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1122852 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PREVIROSA
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Criptografia ou capacidade de viralização? O whatsapp precisa enxergar esse paradoxo
Em junho de 2016, bem antes de as notícias falsas aterrissarem no WhatsApp, o “think tank” progressista The Century Foundation publicou no Youtube um vídeo em que Edward Snowden fazia uma espécie de alerta. Na gravação de cerca de dois minutos de duração, o analista de sistemas que revelou ao mundo o que acontecia na NSA, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, explicava a importância da criptografia para a vida cotidiana em pleno século XXI e discorria sobre os riscos embutidos em seu eventual mau uso. Hoje em dia, em absolutamente todos os eventos sobre notícias falsas e “fact-checking” de que participo sejam no Brasil ou no exterior , a pergunta é sempre a mesma: como combater as mentiras encriptografadas que circulam no WhatsApp? E a resposta é a dúvida.
Mas vejamos o que dizia Snowden, lá em 2016:
"A criptografia é o que mantém nosso dinheiro no banco – e não na conta dos criminosos.
É o que mantém nossas represas fechadas, e as estradas abertas. A criptografia é o que determina que os aparelhos nos hospitais e também dentro dos nossos corpos nos entreguem doses terapêuticas – e não letais. A criptografia salva vidas e protege propriedades. Sem ela, nossa economia para. Nossos governos param. Mas não é possível garantir que a criptografia será utilizada apenas pelos bonzinhos. Ela está no campo da matemática, e, por mais que desejemos o contrário, matemática é matemática. Funciona do mesmo jeito para a Madre Teresa de Calcutá e para Osama bin Laden".
Pois bem: naquele mesmo 2016, aqui no Brasil, ao acessar o WhatsApp, usuários do aplicativo passaram a receber o seguinte alerta: “As mensagens que você enviar para esta conversa e chamadas agora são protegidas com criptografia de ponta a ponta”.
Era o app adotando no país em que chegaria a ter 120 milhões de usuários ativos a criptografia do tipo “end-to-end”, aquela que, segundo a própria empresa explica, “assegura que somente você e a pessoa com quem você está se comunicando podem ler o que é enviado e ninguém mais, nem mesmo o WhatsApp”.
A medida é, sem dúvida, importantíssima. A criptografia "end-to-end" garante que as correspondências digitais não serão violadas. Permite que jornalistas entrevistem fontes, garantindo-lhes o anonimato, por exemplo. É com sistemas assim que escândalos como o de Snowden e de outros “whistleblowers” poderão continuar vindo à tona. Não se questiona aqui – de forma alguma – que a sociedade precisa de aplicativos de mensagens criptografadas para seguir funcionando e para ter um jornalismo de profundidade.
Mas será que a sociedade também precisa que esses mesmos aplicativos permitam viralizações? Não haveria um paradoxo na expressão "mensagem criptografada que viralizou"? Acompanhe o raciocínio: a princípio, acredito que os sistemas criptografados têm por função passar uma mensagem de forma segura para uma, duas ou poucas pessoas. É uma proteção extra para um segredo que precisa ser bem guardado entre poucos indivíduos. Do outro lado, está a viralização, aplicada a conteúdos que devem atingir a massa, se espalhar entre cidadãos com velocidade e ser compartilhados à exaustão. Como esse segundo tipo de material é algo que precisa ou deve ganhar o mundo, qual o sentido de aplicar nele a criptografia? Por que impedir a leitura de um conteúdo que todos já estão lendo?
Um professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e criador do Monitor do WhatsApp, mantido pelo projeto Eleições Sem Fake, também enxerga o paradoxo. "O WhatsApp permite que um usuário envie uma mensagem para 256 grupos de até 256 usuários e que essas mensagens possam ser repassadas adiante e facilmente espalhadas", explica. "Essa capacidade de viralizar é típica de redes sociais e talvez o diferencial competitivo do WhatsApp, mas também permite que campanhas de desinformação tentem manipular opinião pública de forma velada".
Fica o questionamento. Não deveria o WhatsApp escolher entre a criptografia e a capacidade de viralização? Não deveria estabelecer regras para uso de um instrumento e de outro? Caso contrário, continuará distorcendo a função de sigilo e abrindo espaço inegável à desinformação maciça.
(Cristina Tardáguila – Revista Época – 03/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptado).
No trecho retirado do texto “o analista de sistemas que revelou ao mundo o que acontecia na NSA”, os três termos sublinhados são classificados, respectivamente, como:
 

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1120161 Ano: 2018
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: PREVIROSA
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De acordo com a Lei Orgânica do Munícipio de Santa Rosa, o controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio do(a):

 

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1114316 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PREVIROSA
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Criptografia ou capacidade de viralização? O whatsapp precisa enxergar esse paradoxo
Em junho de 2016, bem antes de as notícias falsas aterrissarem no WhatsApp, o “think tank” progressista The Century Foundation publicou no Youtube um vídeo em que Edward Snowden fazia uma espécie de alerta. Na gravação de cerca de dois minutos de duração, o analista de sistemas que revelou ao mundo o que acontecia na NSA !$ ^{A)} !$, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, explicava a importância da criptografia para a vida cotidiana em pleno século XXI e discorria sobre os riscos embutidos em seu eventual mau uso. Hoje em dia, em absolutamente todos os eventos sobre notícias falsas e “fact-checking” de que participo sejam no Brasil ou no exterior , a pergunta é sempre a mesma: como combater as mentiras encriptografadas que circulam no WhatsApp? E a resposta é a dúvida.
Mas vejamos o que dizia Snowden, lá em 2016:
"A criptografia é o que mantém nosso dinheiro no banco !$ ^{B)} !$ – e não na conta dos criminosos.
É o que mantém nossas represas fechadas, e as estradas abertas. A criptografia é o que determina que os aparelhos nos hospitais e também dentro dos nossos corpos nos entreguem doses terapêuticas – e não letais. A criptografia salva vidas e protege propriedades. Sem ela, nossa economia para. Nossos governos param. Mas não é possível garantir que a criptografia será utilizada apenas pelos bonzinhos !$ ^{C)} !$. Ela está no campo da matemática, e, por mais que desejemos o contrário, matemática é matemática. Funciona do mesmo jeito para a Madre Teresa de Calcutá e para Osama bin Laden".
Pois bem: naquele mesmo 2016, aqui no Brasil, ao acessar o WhatsApp, usuários do aplicativo passaram a receber o seguinte alerta: “As mensagens que você enviar para esta conversa e chamadas !$ ^{D)} !$ agora são protegidas com criptografia de ponta a ponta”.
Era o app adotando no país em que chegaria a ter 120 milhões de usuários ativos a criptografia do tipo “end-to-end”, aquela que, segundo a própria empresa explica, “assegura que somente você e a pessoa com quem você está se comunicando podem ler o que é enviado e ninguém mais, nem mesmo o WhatsApp”.
A medida é, sem dúvida, importantíssima. A criptografia "end-to-end" garante que as correspondências digitais não serão violadas. Permite que jornalistas entrevistem fontes, garantindo-lhes o anonimato, por exemplo. É com sistemas assim que escândalos como o de Snowden e de outros “whistleblowers” poderão continuar vindo à tona. Não se questiona aqui – de forma alguma – que a sociedade precisa de aplicativos de mensagens criptografadas para seguir funcionando e para ter um jornalismo de profundidade.
Mas será que a sociedade também precisa que esses mesmos aplicativos permitam viralizações? Não haveria um paradoxo na expressão "mensagem criptografada que viralizou"? Acompanhe o raciocínio: a princípio, acredito que os sistemas criptografados têm por função passar uma mensagem de forma segura para uma, duas ou poucas pessoas. É uma proteção extra para um segredo que precisa ser bem guardado !$ ^{E)} !$ entre poucos indivíduos. Do outro lado, está a viralização, aplicada a conteúdos que devem atingir a massa, se espalhar entre cidadãos com velocidade e ser compartilhados à exaustão. Como esse segundo tipo de material é algo que precisa ou deve ganhar o mundo, qual o sentido de aplicar nele a criptografia? Por que impedir a leitura de um conteúdo que todos já estão lendo?
Um professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e criador do Monitor do WhatsApp, mantido pelo projeto Eleições Sem Fake, também enxerga o paradoxo. "O WhatsApp permite que um usuário envie uma mensagem para 256 grupos de até 256 usuários e que essas mensagens possam ser repassadas adiante e facilmente espalhadas", explica. "Essa capacidade de viralizar é típica de redes sociais e talvez o diferencial competitivo do WhatsApp, mas também permite que campanhas de desinformação tentem manipular opinião pública de forma velada".
Fica o questionamento. Não deveria o WhatsApp escolher entre a criptografia e a capacidade de viralização? Não deveria estabelecer regras para uso de um instrumento e de outro? Caso contrário, continuará distorcendo a função de sigilo e abrindo espaço inegável à desinformação maciça.
(Cristina Tardáguila – Revista Época – 03/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptado).
Assinale a alternativa na qual a oração sublinhada NÃO seja uma oração subordinada adjetiva.
 

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1110545 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PREVIROSA
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Criptografia ou capacidade de viralização? O whatsapp precisa enxergar esse paradoxo
Em junho de 2016, bem antes de as notícias falsas aterrissarem no WhatsApp, o “think tank” progressista The Century Foundation publicou no Youtube um vídeo em que Edward Snowden fazia uma espécie de alerta. Na gravação de cerca de dois minutos de duração, o analista de sistemas que revelou ao mundo o que acontecia na NSA, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, explicava a importância da criptografia para a vida cotidiana em pleno século XXI e discorria sobre os riscos embutidos em seu eventual mau uso. Hoje em dia, em absolutamente todos os eventos sobre notícias falsas e “fact-checking” de que participo sejam no Brasil ou no exterior , a pergunta é sempre a mesma: como combater as mentiras encriptografadas que circulam no WhatsApp? E a resposta é a dúvida.
Mas vejamos o que dizia Snowden, lá em 2016:
"A criptografia é o que mantém nosso dinheiro no banco – e não na conta dos criminosos.
É o que mantém nossas represas fechadas, e as estradas abertas. A criptografia é o que determina que os aparelhos nos hospitais e também dentro dos nossos corpos nos entreguem doses terapêuticas – e não letais. A criptografia salva vidas e protege propriedades. Sem ela, nossa economia para. Nossos governos param. Mas não é possível garantir que a criptografia será utilizada apenas pelos bonzinhos. Ela está no campo da matemática, e, por mais que desejemos o contrário, matemática é matemática. Funciona do mesmo jeito para a Madre Teresa de Calcutá e para Osama bin Laden".
Pois bem: naquele mesmo 2016, aqui no Brasil, ao acessar o WhatsApp, usuários do aplicativo passaram a receber o seguinte alerta: “As mensagens que você enviar para esta conversa e chamadas agora são protegidas com criptografia de ponta a ponta”.
Era o app adotando no país em que chegaria a ter 120 milhões de usuários ativos a criptografia do tipo “end-to-end”, aquela que, segundo a própria empresa explica, “assegura que somente você e a pessoa com quem você está se comunicando podem ler o que é enviado e ninguém mais, nem mesmo o WhatsApp”.
A medida é, sem dúvida, importantíssima. A criptografia "end-to-end" garante que as correspondências digitais não serão violadas. Permite que jornalistas entrevistem fontes, garantindo-lhes o anonimato, por exemplo. É com sistemas assim que escândalos como o de Snowden e de outros “whistleblowers” poderão continuar vindo à tona. Não se questiona aqui – de forma alguma – que a sociedade precisa de aplicativos de mensagens criptografadas para seguir funcionando e para ter um jornalismo de profundidade.
Mas será que a sociedade também precisa que esses mesmos aplicativos permitam viralizações? Não haveria um paradoxo na expressão "mensagem criptografada que viralizou"? Acompanhe o raciocínio: a princípio, acredito que os sistemas criptografados têm por função passar uma mensagem de forma segura para uma, duas ou poucas pessoas. É uma proteção extra para um segredo que precisa ser bem guardado entre poucos indivíduos. Do outro lado, está a viralização, aplicada a conteúdos que devem atingir a massa, se espalhar entre cidadãos com velocidade e ser compartilhados à exaustão. Como esse segundo tipo de material é algo que precisa ou deve ganhar o mundo, qual o sentido de aplicar nele a criptografia? Por que impedir a leitura de um conteúdo que todos já estão lendo?
Um professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e criador do Monitor do WhatsApp, mantido pelo projeto Eleições Sem Fake, também enxerga o paradoxo. "O WhatsApp permite que um usuário envie uma mensagem para 256 grupos de até 256 usuários e que essas mensagens possam ser repassadas adiante e facilmente espalhadas", explica. "Essa capacidade de viralizar é típica de redes sociais e talvez o diferencial competitivo do WhatsApp, mas também permite que campanhas de desinformação tentem manipular opinião pública de forma velada".
Fica o questionamento. Não deveria o WhatsApp escolher entre a criptografia e a capacidade de viralização? Não deveria estabelecer regras para uso de um instrumento e de outro? Caso contrário, continuará distorcendo a função de sigilo e abrindo espaço inegável à desinformação maciça.
(Cristina Tardáguila – Revista Época – 03/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptado).
No trecho retirado do texto “a sociedade precisa de aplicativos de mensagens criptografadas para seguir funcionando e para ter um jornalismo de profundidade”, a oração sublinhada é uma oração subordinada reduzida classificada semanticamente como:
 

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1110533 Ano: 2018
Disciplina: Direito Previdenciário
Banca: FUNDATEC
Orgão: PREVIROSA
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No que se refere à Pensão por Morte, de acordo com o disposto na Lei nº 4.521/2009, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Consiste numa importância mensal conferida ao conjunto de dependentes do segurado, quando do seu falecimento.
( ) Será devida aos dependentes a contar 3 meses após a data do óbito.
( ) Não poderá ser rateada entre os dependentes, devendo receber integralmente igual e será protelada pela falta de habilitação de outro possível dependente.
( ) O cônjuge ausente não exclui do direito à Pensão por Morte o companheiro ou a companheira, que somente fará jus ao benefício mediante prova de dependência econômica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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1110530 Ano: 2018
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: PREVIROSA
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De acordo com a Lei Orgânica do Município de Santa Rosa, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os serviços da administração pública às suas definições.

Coluna 1

1. Educação.

2. Saúde.

3. Seguridade Social.

Coluna 2

( ) Compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde e à assistência social.

( ) Direito de todos e dever da família, da sociedade e do Município, devendo ser por eles promovida e assegurada.

( ) Necessidade primária de todos, constituindo direito do cidadão, devendo o Município, a União e o Estado integrar o Sistema Único de Saúde, cujas ações e serviços públicos na sua circunscrição territorial são por ele dirigidos, com fundamento de atendimento integral, com prioridades para as atividades.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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1103051 Ano: 2018
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: PREVIROSA
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Em número não superior a um por distrito, são delegados de confiança do Prefeito, por este livremente nomeados e exonerados. Compete a eles, fiscalizar os serviços distritais; atender as reclamações dos munícipes e encaminhá-las ao Prefeito quando se tratar de matéria estranha às suas atribuições, comunicando aos interessados a decisão proferida; solicitar ao Prefeito as providências necessárias ao distrito. Essa função, remunerada nos termos da lei, é chamada de:

 

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1102481 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PREVIROSA
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Criptografia ou capacidade de viralização? O whatsapp precisa enxergar esse paradoxo
Em junho de 2016, bem antes de as notícias falsas aterrissarem no WhatsApp, o “think tank” progressista !$ ^{A)} !$ The Century Foundation publicou no Youtube um vídeo em que Edward Snowden fazia uma espécie de alerta. Na gravação de cerca de dois minutos de duração, o analista de sistemas que revelou ao mundo o que acontecia na NSA, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, explicava a importância da criptografia para a vida cotidiana em pleno século XXI e discorria sobre os riscos embutidos em seu eventual mau uso. Hoje em dia, em absolutamente todos os eventos sobre notícias falsas e “fact-checking” de que participo sejam no Brasil ou no exterior , a pergunta é sempre a mesma: como combater as mentiras encriptografadas que circulam no WhatsApp? E a resposta é a dúvida.
Mas vejamos o que dizia Snowden, lá em 2016:
"A criptografia !$ ^{C)} !$ é o que mantém nosso dinheiro no banco – e não na conta dos criminosos.
É o que mantém nossas represas fechadas, e as estradas abertas. A criptografia é o que determina que os aparelhos nos hospitais e também dentro dos nossos corpos nos entreguem doses terapêuticas – e não letais. A criptografia salva vidas e protege propriedades. Sem ela, nossa economia para. Nossos governos param. Mas não é possível garantir que a criptografia será utilizada apenas pelos bonzinhos. Ela está no campo da matemática, e, por mais que desejemos o contrário, matemática é matemática. Funciona do mesmo jeito para a Madre Teresa de Calcutá e para Osama bin Laden".
Pois bem: naquele mesmo 2016, aqui no Brasil, ao acessar o WhatsApp, usuários do aplicativo passaram a receber o seguinte alerta: “As mensagens que você enviar para esta conversa e chamadas agora são protegidas com criptografia de ponta a ponta”.
Era o app !$ ^{D)} !$ adotando no país em que chegaria a ter 120 milhões de usuários ativos a criptografia do tipo “end-to-end”, aquela que, segundo a própria empresa explica, “assegura que somente você e a pessoa com quem você está se comunicando podem ler o que é enviado e ninguém mais, nem mesmo o WhatsApp”.
A medida é, sem dúvida, importantíssima. A criptografia "end-to-end" garante que as correspondências digitais não serão violadas. Permite que jornalistas entrevistem fontes, garantindo-lhes o anonimato, por exemplo. É com sistemas assim que escândalos como o de Snowden e de outros “whistleblowers” poderão continuar vindo à tona. Não se questiona aqui – de forma alguma – que a sociedade precisa de aplicativos de mensagens criptografadas para seguir funcionando e para ter um jornalismo de profundidade.
Mas será que a sociedade também precisa que esses mesmos aplicativos permitam viralizações? Não haveria um paradoxo na expressão "mensagem criptografada que viralizou"? Acompanhe o raciocínio: a princípio, acredito que os sistemas criptografados têm por função passar uma mensagem de forma segura para uma, duas ou poucas pessoas. É uma proteção extra para um segredo que precisa ser bem guardado entre poucos indivíduos. Do outro lado, está a viralização, aplicada a conteúdos que devem atingir a massa !$ ^{E)} !$, se espalhar entre cidadãos com velocidade e ser compartilhados à exaustão. Como esse segundo tipo de material é algo que precisa ou deve ganhar o mundo, qual o sentido de aplicar nele a criptografia? Por que impedir a leitura de um conteúdo que todos já estão lendo?
Um professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e criador do Monitor do WhatsApp, mantido pelo projeto Eleições Sem Fake, também enxerga o paradoxo. "O WhatsApp permite que um usuário envie uma mensagem para 256 grupos de até 256 usuários e que essas mensagens possam ser repassadas adiante e facilmente espalhadas", explica. "Essa capacidade de viralizar !$ ^{B)} !$ é típica de redes sociais e talvez o diferencial competitivo do WhatsApp, mas também permite que campanhas de desinformação tentem manipular opinião pública de forma velada".
Fica o questionamento. Não deveria o WhatsApp escolher entre a criptografia e a capacidade de viralização? Não deveria estabelecer regras para uso de um instrumento e de outro? Caso contrário, continuará distorcendo a função de sigilo e abrindo espaço inegável à desinformação maciça.
(Cristina Tardáguila – Revista Época – 03/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptado).
Considerando o emprego das palavras em contexto e os processos de formação de palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa FALSA.
 

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