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2821977 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: PTI
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Considerando as características da linguagem do texto a seguir, leia e analise.

* Sentença de um processo de usucapião ajuizada pelo Governo de Minas na Comarca de Palma, na Zona da Mata mineira. O juiz Antonio Augusto Pavel Toledo foi o responsável pela sentença correspondente a um processo referente ao sobrado histórico localizado na Praça Getúlio Vargas, onde, há mais de 80 anos, funciona o Fórum Wilson Alvim Amaral. O documento formalizou a situação legal do espaço.

“Pede o Estado de Minas Gerais

Que se declare, por usucapião,

Observados os termos legais,

Em originária aquisição,

A propriedade de um sobrado

Onde se encontra instalado

Todo o serviço judicial:

O Fórum Wilson Alvim Amaral.

E para tanto o Estado argumenta,

Que desde a década de quarenta,

No século próximo passado,

Tem a posse do bem mencionado.

Alega que o possui mansamente,

De forma pacífica, inconteste,

Ausente lapso de interrupção.”

(Antônio Augusto Pavel Toledo – Juiz de Direito. Estado de Minas, 27/01/2022. Fragmento.)

Tendo em vista as informações anteriores, está correto o que se afirma em:

 

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2821976 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: PTI
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O trecho a seguir registra a cena inicial do conto “Noite de Almirante”, de Machado de Assis. Leia-o observando as características pertencentes a tal gênero literário.

Deolindo Venta-Grande (era uma alcunha de bordo) saiu do arsenal de marinha e enfiou pela rua de Bragança. Batiam três horas da tarde. Era a fina flor dos marujos e, de mais, levava um grande ar de felicidade nos olhos. A corveta dele voltou de uma longa viagem de instrução, e Deolindo veio à terra tão depressa alcançou licença. Os companheiros disseram-lhe, rindo:

– Ah! Venta-Grande! Que noite de almirante vai você passar! ceia, viola e os braços de Genoveva. Colozinho de Genoveva...

Deolindo sorriu. Era assim mesmo, uma noite de almirante, como eles dizem, uma dessas grandes noites de almirante que o esperava em terra. Começara a paixão três meses antes de sair a corveta. Chamava-se Genoveva, caboclinha de vinte anos, esperta, olho negro e atrevido. Encontraram-se em casa de terceiro e ficaram morrendo um pelo outro, a tal ponto que estiveram prestes a dar uma cabeçada, ele deixaria o serviço e ela o acompanharia para a vila mais recôndita do interior.

A velha Inácia, que morava com ela, dissuadiu-os disso; Deolindo não teve remédio senão seguir em viagem de instrução. Eram oito ou dez meses de ausência.

(Histórias sem data. São Paulo: Ática, 1998. Fragmento.)

Sobre o gênero literário a que pertence o fragmento apresentado, indique V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Pertence ao grupo dos gêneros narrativos ficcionais.

( ) A sequência de fatos reflete uma relação de causa e efeito.

( ) A descrição é importante, assim como o emprego de adjetivos e pontuação na exploração do significado de cada expressão.

A sequência está correta em

 

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2821975 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: PTI
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Plágio & intertextualidade

Não há ideias novas. Nada se cria, tudo se copia – já dizia Chacrinha, o gênio da televisão. Segundo Lavoisier, nada se perde, tudo se transforma. Na arte, tudo se come. É a Antropofagia de Oswald de Andrade: deglute-se o velho para se fazer o novo. Camões deglutiu “Sôbolos rios que vão...”, de São João da Cruz, grandíssimo poeta seu contemporâneo, além de santo. “Sôbolos rios...” tem todo o sabor camoniano, apesar de nascer de outra mente e coração.

Como “Alma minha gentil...” nasceu do estro de Lope de Vega, para a obscuridade das excelentes obras perdidas nos desvãos do tempo, não fosse Camões se apropriar dela, degluti-la, fazê-la sua. Um poema delicadíssimo sobre o amor perdido. Um poema conhecidíssimo de todos nós graças a Camões, que o tirou do limbo para a glória. Camões virou Vergílio do avesso, tomou o seu “arma virumque cano” e tornou-o “as armas e os barões assinalados”, tomou a história de Roma e cantou a história de Portugal. Foi só um ponto de partida, devorou a Eneida para parir “Os Lusíadas”.

Hoje, damos esses nomes elegantes – intertextualidade, diálogo com outras obras, citações – a processos antigamente naturais, que depois foram chamados de puro plágio, roubo, crime intelectual. A arte, afinal, nasceu anônima. Era propriedade humana. Existia para ser fruída pelo homem. Não importava quem tinha feito.

Por isso a dúvida se Homero teria existido, embora alguém certamente tenha escrito as histórias fabulosas que aquele cego cantava de cidade em cidade. Até de Shakespeare, muito mais próximo de nós, há gente que chegou a negar-lhe a existência.

Claro que alguém escreveu aquelas peças essenciais que elevaram a literatura a seu nível mais alto, mas ainda se questiona: Quem foi Shakespeare? Teria um outro nome? Cervantes, seu contemporâneo, chega a brincar com essa história de autoria. No segundo volume do seu “Quixote”, inventa um árabe que teria escrito as aventuras do fidalgo nascido num lugar da Mancha e seu escudeiro Sancho Pança, dizendo ser ele mesmo, o autor, apenas um tradutor.

Hoje, com a Internet, embaralha-se outra vez a questão da autoria. Não se sabe mais quem é quem, vivemos num mundo virtual em que tudo é de todo mundo. Os antigos praticavam a intertextualidade – com uma certa antropofagia oswaldiana – a seu bel prazer, sem citar os nomes das obras ou autores citados, como uma homenagem. Estaria firmado um acordo de cavalheiros do espírito: todos saberiam a propriedade da obra copiada com engenho e arte, para se tornar nova e com nova autoria. Depois, banalizou-se o processo e surgiu o problema do plágio, como crime. Mas hoje o autor se tornou ninguém, uma entidade virtual.

Embaralham-se os autores, cita-se uma obra atribuindo-se sua propriedade intelectual a esse ou àquele aleatoriamente, tanto faz, ninguém é ninguém. Voltaremos ao estágio primitivo em que a arte não tinha dono, era criada para a fruição estética de todos, para o prazer, a elevação do homem? Não se criava por dinheiro, fama, nem por nenhum motivo torpe ou nobre que foi surgindo ao longo dos séculos. O criador era, como diria Borges, um amanuense do Espírito. Quem dera estivéssemos regredindo a esse mundo ideal...

(José Carlos Brandão. Professor, poeta e cronista. Disponível em: https://www.jcnet.com.br/opiniao/tribuna_do_leitor/2014/01/283764-plagio---intertextualidade.html.)

Sobre o emprego da intertextualidade, pode-se afirmar que o texto apresentado:

 

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2821974 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: PTI
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O dilúvio

E caiu a chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.

(Gênesis 7, 12.)

Do sol ao raio esplêndido,

Fecundo, abençoado,

A terra exausta e úmida

Surge, revive já;

Que a morte inteira e rápida

Dos filhos do pecado

Pôs termo à imensa cólera

Do imenso Jeová!

Que mar não foi! Que túmidas

As águas não rolavam!

Montanhas e planícies

Tudo tornou-se um mar;

E nesta cena lúgubre

Os gritos que soavam

Era um clamor uníssono

Que a terra ia acabar

Em vão, ó pai atônito,

Ao seio o filho estreitas;

Filhos, esposos, míseros,

Em vão tentais fugir!

Que as águas do dilúvio

Crescidas e refeitas,

Vão da planície aos píncaros

Subir, subir, subir!

Só, como a ideia única

De um mundo que se acaba,

Erma, boiava intrépida,

A arca de Noé;

Pura das velhas nódoas

De tudo o que desaba,

Leva no seio incólumes

A virgindade e a fé.

(Machado de Assis. Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/7017/o-diluvio.)

Dentre os recursos utilizados pelo autor, pode-se afirmar que em sua linguagem literária:

 

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2821973 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: PTI
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NOIVO (entrando) — Mãe.

MÃE — Que é?

NOIVO — Já vou.

MÃE — Aonde?

NOIVO — Para a vinha. (Vai sair.)

MÃE — Espere.

NOIVO — Quer alguma coisa?

MÃE — Filho, o almoço.

NOIVO — Deixe. Vou comer uvas. Me dê a navalha.

MÃE — Para quê?

NOIVO (rindo) — Para cortá-las.

MÃE (entre dentes e procurando-a) — A navalha, a navalha... Malditas sejam todas as navalhas, e o canalha que as inventou.

NOIVO — Vamos mudar de assunto.

MÃE — E as espingardas e as pistolas, e a menorzinha das facas, e até as enxadas e os ancinhos do roçado.

NOIVO — Bom.

MÃE — Tudo o que pode cortar o corpo de um homem. Um homem bonito, com sua flor na boca, que vai para as vinhas ou para os olivais que tem, porque são dele, herdados...

NOIVO (baixando a cabeça) — Chega, mãe.

MÃE — ... e esse homem não volta. Ou, se volta, é só para que a gente lhe ponha uma palma por cima, ou um prato de sal grosso, para não inchar. Não sei como você se atreve a levar uma navalha no corpo, nem sei como ainda deixo essa serpente dentro do baú.

NOIVO — Já não chega?

MÃE — Nem que eu vivesse cem anos, não falaria de outra coisa. Primeiro seu pai, que cheirava a cravo; e só o tive por três anos, tão curtos. Depois, seu irmão. E é justo? E é possível que uma coisa tão pequena como uma pistola ou uma navalha possa dar cabo de um homem, que é um touro? Não vou me calar nunca. Os meses passam e o desespero me perfura os olhos e pica até nas pontas do cabelo.

NOIVO (forte) — Vamos parar?

MÃE — Não. Não vamos parar. Alguém pode me trazer seu pai de volta? E seu irmão? E depois, o presídio. Mas o que é o presídio? Lá se come, lá se fuma, lá se toca música! Os meus mortos cobertos de grama, sem fala, viraram pó; dois homens que eram dois gerânios... Os assassinos, no presídio, folgados, olhando a paisagem...

(FEDERICO GARCÍA LORCA, Bodas de sangue. São Paulo: Abril Cultural, 1977. Fragmento.)

Considerando os recursos de representação do gênero apresentado, está correto o que se afirma em:

 

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2821972 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: PTI
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“Os materiais a serem adquiridos e distribuídos às escolas públicas de educação básica do país por meio do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola) devem ser inscritos em editais do programa e submetidos à avaliação pedagógica e à seleção do acervo, realizada por esta Secretaria, em parceria com universidades públicas do país.”

(Disponível em: http://portal.mec.gov.br/programa-nacional-biblioteca-da-escola.)

O trecho anterior remete a uma divulgação que:

 

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2821971 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: PTI
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A linguagem literária possui essencial protagonismo para que efeitos sugestivos sejam alcançados nos textos literários. Leia um trecho do poema de Cruz e Souza:

Antífona

Ó Formas alvas, brancas, Formas claras

De luares, de neves, de neblinas!...

Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...

Incensos dos turíbulos das aras...

Formas do amor, constelarmente puras,

De Virgens e de Santas vaporosas...

Brilhos errantes, mádidas frescuras

E dolências de lírios e de rosas...

Indefiníveis músicas supremas,

Harmonias da Cor e do Perfume...

Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,

Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...

(CRUZ E SOUSA, João da. Missal/Broquéis. Organização de Ivan Teixeira. São Paulo: Martins Fontes, 1993. Fragmento.)

A partir da leitura e considerando os recursos empregados para o estabelecimento da estética da linguagem, pode-se afirmar que:

 

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2821970 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: PTI
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A linguagem poética presente no texto confere características específicas ao gênero a que pertence.

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

A ausência é um estar em mim.

E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos

meus braços,

que rio e danço e invento exclamações alegres,

porque a ausência, essa ausência assimilada,

ninguém a rouba mais de mim.

(Carlos Drummond de Andrade. Disponível em: http://www.citador.pt/poemas/ausencia-carlos-drummond-de-andrade.)

A partir do enunciado da questão e da leitura do texto, pode-se afirmar que:

 

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2821969 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: PTI
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Em relação aos gêneros literários, analise as proposições a seguir.

I. Sua finalidade é estética e artística, utilizando, predominantemente, a linguagem utilitária.

II. Em algumas situações específicas, os gêneros literários podem ter como finalidade apenas informar o leitor.

III. Estão entre os gêneros discursivos, mas limitam-se àqueles que são próprios da esfera artística e cultural.

Está correto o que se afirma em

 

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2821968 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: PTI
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“[...] o Parque Tecnológico Itaipu-Brasil (PTI-BR) é um ecossistema de inovação que integra entidades como instituições de ensino, empresas e órgãos governamentais e promove a sinergia e a troca de conhecimentos em prol do desenvolvimento de soluções para a sociedade.”

(Disponível em: https://www.pti.org.br/quem-somos/.)

O objetivo desse texto é:

 

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