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Leia o trecho a seguir.
Antes da era da expansão europeia além-mar e da circunavegação portuguesa pela África, a Itália renascentista tornou-se um destino comum para numerosos monges e dignitários etíopes. Esses viajantes se apresentaram no cenário europeu como agentes ativos da descoberta transcontinental: interessados em aprender mais sobre uma região que viam como o centro definitivo do cristianismo organizado, tornaram-se os protagonistas de uma era etíope de exploração. Longe de serem vistos como 'outros' inferiores, os etíopes eram, de fato, considerados fornecedores de conhecimento em um mundo europeu cuja autoidentificação estava fundamentada na identidade cristã e onde um paradigma religioso de semelhança e alteridade prevalecia sobre a raça e a cor no discurso sobre a diferença. Eles devem ser vistos como contribuintes chave para a criação do que foi apropriadamente chamado de 'consciência planetária', o processo pelo qual os europeus adquiriram autoconsciência sobre os territórios alémmar.
Adaptado de: SALVADORE, Matteo. The Ethiopian Age of Exploration: Prester John’s Discovery of Europe, 1306-1458. Journal of World History, Vol. 21, No. 4, 2011, pp. 593-594.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação do autor sobre a presença de indivíduos etíopes na Itália durante o Renascimento.
Antes da era da expansão europeia além-mar e da circunavegação portuguesa pela África, a Itália renascentista tornou-se um destino comum para numerosos monges e dignitários etíopes. Esses viajantes se apresentaram no cenário europeu como agentes ativos da descoberta transcontinental: interessados em aprender mais sobre uma região que viam como o centro definitivo do cristianismo organizado, tornaram-se os protagonistas de uma era etíope de exploração. Longe de serem vistos como 'outros' inferiores, os etíopes eram, de fato, considerados fornecedores de conhecimento em um mundo europeu cuja autoidentificação estava fundamentada na identidade cristã e onde um paradigma religioso de semelhança e alteridade prevalecia sobre a raça e a cor no discurso sobre a diferença. Eles devem ser vistos como contribuintes chave para a criação do que foi apropriadamente chamado de 'consciência planetária', o processo pelo qual os europeus adquiriram autoconsciência sobre os territórios alémmar.
Adaptado de: SALVADORE, Matteo. The Ethiopian Age of Exploration: Prester John’s Discovery of Europe, 1306-1458. Journal of World History, Vol. 21, No. 4, 2011, pp. 593-594.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação do autor sobre a presença de indivíduos etíopes na Itália durante o Renascimento.
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Leia o trecho a seguir.
A necessidade das autoridades eclesiásticas por provas físicas dos fenômenos sagrados faz parte de um fenômeno mais amplo já observado pelos historiadores da espiritualidade feminina da Idade Média tardia: a predominância das mulheres entre as santas visionárias e a persistente tendência dos hagiógrafos masculinos de traduzir as experiências místicas internas de suas sujeitas femininas em sinais corporais perceptíveis, como estigmas, feridas sangrentas, lactação e outros fenômenos místicos. Isto conferiu uma importância especial aos corpos das mulheres santas, que eram vistas como recipientes de seus poderes sobrenaturais, e pode ser a razão pela qual os contemporâneos parecem ter embalsamado os corpos das futuras santas mais frequentemente do que os dos santos homens — um fato que ajuda a explicar a restrição das anatomias sagradas, nesse período, a corpos femininos. Por outro lado, esse foco nos corpos mortos das mulheres santas parece também ter refletido uma necessidade especial de prova por parte dos clérigos homens quando a santidade feminina estava em questão.
Adaptado de PARK, Katharine. The secrets of Women: Gender, Generation, and the Origins of Human Dissection. New York: Zone Books, 2006, pp. 58- 59.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que um dos elementos que explica a relação entre os corpos femininos e o contexto da Idade Média tardia foi
A necessidade das autoridades eclesiásticas por provas físicas dos fenômenos sagrados faz parte de um fenômeno mais amplo já observado pelos historiadores da espiritualidade feminina da Idade Média tardia: a predominância das mulheres entre as santas visionárias e a persistente tendência dos hagiógrafos masculinos de traduzir as experiências místicas internas de suas sujeitas femininas em sinais corporais perceptíveis, como estigmas, feridas sangrentas, lactação e outros fenômenos místicos. Isto conferiu uma importância especial aos corpos das mulheres santas, que eram vistas como recipientes de seus poderes sobrenaturais, e pode ser a razão pela qual os contemporâneos parecem ter embalsamado os corpos das futuras santas mais frequentemente do que os dos santos homens — um fato que ajuda a explicar a restrição das anatomias sagradas, nesse período, a corpos femininos. Por outro lado, esse foco nos corpos mortos das mulheres santas parece também ter refletido uma necessidade especial de prova por parte dos clérigos homens quando a santidade feminina estava em questão.
Adaptado de PARK, Katharine. The secrets of Women: Gender, Generation, and the Origins of Human Dissection. New York: Zone Books, 2006, pp. 58- 59.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que um dos elementos que explica a relação entre os corpos femininos e o contexto da Idade Média tardia foi
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Leia o trecho a seguir.
Um grande manto de florestas e charnecas cortado por clareiras cultivadas, mais ou menos férteis, tal é o aspecto da Cristandade – algo diferente do Oriente muçulmano, mundo de oásis em meio a desertos. Num local a madeira é rara e as árvores indicam a civilização, noutro a madeira é abundante e sinaliza a barbárie. A religião, que no Oriente nasceu ao abrigo das palmeiras, cresceu no Ocidente em detrimento das árvores, refúgio dos gênios pagãos que monges, santos e missionários abatem impiedosamente. Aqui, o progresso liga-se ao arroteamento, à luta e vitória sobre a mata cerrada, sobre os arbustos ou, quando necessário e o equipamento técnico e a coragem o permitem, sobre os bosques, sobre a floresta virgem. Mas a realidade palpitante é marcada por um conjunto de clareiras mais ou menos vastas, que correspondem a células econômicas, sociais e culturais. Por muito tempo o Ocidente medieval foi um aglomerado, uma justaposição de domínios, de castelos e de cidades surgidos no meio de extensões incultas e desertas. O deserto, aliás, era então a floresta. La se refugiavam os adeptos voluntários ou involuntários da fuga mundi. Eremitas, amantes, cavaleiros errantes, malfeitores, foras da lei.
Adaptado de LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente Medieval. Caxias do Sul: Edusc, 2005 pp. 123-124.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o imaginário medieval ocidental entendia as florestas como espaços de
Um grande manto de florestas e charnecas cortado por clareiras cultivadas, mais ou menos férteis, tal é o aspecto da Cristandade – algo diferente do Oriente muçulmano, mundo de oásis em meio a desertos. Num local a madeira é rara e as árvores indicam a civilização, noutro a madeira é abundante e sinaliza a barbárie. A religião, que no Oriente nasceu ao abrigo das palmeiras, cresceu no Ocidente em detrimento das árvores, refúgio dos gênios pagãos que monges, santos e missionários abatem impiedosamente. Aqui, o progresso liga-se ao arroteamento, à luta e vitória sobre a mata cerrada, sobre os arbustos ou, quando necessário e o equipamento técnico e a coragem o permitem, sobre os bosques, sobre a floresta virgem. Mas a realidade palpitante é marcada por um conjunto de clareiras mais ou menos vastas, que correspondem a células econômicas, sociais e culturais. Por muito tempo o Ocidente medieval foi um aglomerado, uma justaposição de domínios, de castelos e de cidades surgidos no meio de extensões incultas e desertas. O deserto, aliás, era então a floresta. La se refugiavam os adeptos voluntários ou involuntários da fuga mundi. Eremitas, amantes, cavaleiros errantes, malfeitores, foras da lei.
Adaptado de LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente Medieval. Caxias do Sul: Edusc, 2005 pp. 123-124.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o imaginário medieval ocidental entendia as florestas como espaços de
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Avalie as afirmativas a seguir sobre o período conhecido como Pax
Romana, e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Durante esse período, houve a isenção de tributos e a diminuição do controle militar romano nas províncias locais, o que favoreceu a harmonia social.
( ) Durante esse período, houve uma estagnação da expansão territorial e populacional, uma decisão deliberada com o objetivo de priorizar a prosperidade econômica das possessões já conquistadas.
( ) Durante esse período, houve consideráveis avanços na arquitetura, incluindo o desenvolvimento de estradas que facilitaram a conexão entre diversas localidades do Império.
As afirmativas são, respectivamente,
( ) Durante esse período, houve a isenção de tributos e a diminuição do controle militar romano nas províncias locais, o que favoreceu a harmonia social.
( ) Durante esse período, houve uma estagnação da expansão territorial e populacional, uma decisão deliberada com o objetivo de priorizar a prosperidade econômica das possessões já conquistadas.
( ) Durante esse período, houve consideráveis avanços na arquitetura, incluindo o desenvolvimento de estradas que facilitaram a conexão entre diversas localidades do Império.
As afirmativas são, respectivamente,
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Assinale a opção que apresenta corretamente as contribuições e
potencialidades da Arqueologia para o estudo da História.
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Antônio foi condenado, em sentença criminal transitada em
julgado, pela prática de determinada infração penal. Durante o
cumprimento da pena, que iria se extinguir em dois anos, decidiu
que iria iniciar a sua carreira política na eleição que seria realizada
em outubro do ano em que estava realizando suas reflexões. No
entanto, ao analisar a sistemática prevista em nossa ordem
constitucional, constatou que os seus direitos políticos estavam
suspensos.
À luz dessa narrativa, é correto afirmar, em relação a Antônio, que, em uma perspectiva jurídica,
À luz dessa narrativa, é correto afirmar, em relação a Antônio, que, em uma perspectiva jurídica,
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- Comportamento de Pessoas nas Organizações
- Qualidade de vida no trabalho
- Comportamento Organizacional em gestão de Pessoas
João, diretor de certa estrutura estatal de poder, recebeu um
processo administrativo para prolação de decisão. Em sua análise
preliminar, avaliou que o melhor a fazer seria realizar uma
abordagem de ordem ética que seria direcionada por determinado
viés utilitarista.
Assinale a opção que se mostra compatível com a diretriz argumentativa definida por João.
Assinale a opção que se mostra compatível com a diretriz argumentativa definida por João.
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Em sua evolução histórica, os direitos humanos passaram por
distintas fases de sedimentação do seu conteúdo e do correlato
reconhecimento da necessidade de serem observados nos
diversos quadrantes do mundo.
Em relação a esse processo de evolução, é correto afirmar que
Em relação a esse processo de evolução, é correto afirmar que
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Leia o trecho da entrevista a seguir com Tayse Campos Potiguara
e responda a questão a seguir.
“Não existe índio no Brasil”
Agora, esse termo indígena no Brasil, eu acho que é só uma
apropriação política. Nunca existiu índio no Brasil e vai continuar
não existindo índio no Brasil. Ele foi trazido pelos colonizadores que
passaram a chamar todo mundo aqui de índio. Essas pessoas até
hoje não se autoafirmam indígenas, mas usam a categoria que foi
criada pelo colonizador para garantir direitos. Então nós somos
índios, temos direitos, vamos garantir os nossos direitos a partir
dessa categoria. Mas continua no Brasil existindo os Mendonças
do Amarelão, os Potiguara do Catu, os Potiguara do Sagi, os
Potiguara da Baía da Traição, os Fulniô de Pernambuco, os
Xavante, os Tuxá da Bahia, os Caiapó lá na região Norte, os
Guarani-Kaiowá que perderam suas terras e estão espalhados em
vários Estados. Esses povos continuaram preservando sua etnia,
seu povo. Então não é pelo fato de eu ser índio que eu deixo de ser
Mendonça, eu sou Mendonça. E eu sou diferente do Potiguara do
Catu. Agora, eu acho que esse termo indígena se fortaleceu muito
a partir da década de 1970, a partir de toda aquela mobilização
indígena que houve a favor da constituição federal de 88, de
militância, de luta, para garantir, assegurar os direitos dentro
constituição federal.
Adaptado de CAMPOS. Tayse. Entrevista concedida para pesquisa de
doutoramento (setembro de 2021). Entrevistadora: Andreza de Oliveira
Andrade. Comunidade do Amarelão, João Câmara – RN, 2021. Entrevista
realizada em 21/09/2022 às 14hs.
Nesse caso, o uso da história oral, permitiu
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Leia o trecho da entrevista a seguir com Tayse Campos Potiguara
e responda a questão a seguir.
“Não existe índio no Brasil”
Agora, esse termo indígena no Brasil, eu acho que é só uma
apropriação política. Nunca existiu índio no Brasil e vai continuar
não existindo índio no Brasil. Ele foi trazido pelos colonizadores que
passaram a chamar todo mundo aqui de índio. Essas pessoas até
hoje não se autoafirmam indígenas, mas usam a categoria que foi
criada pelo colonizador para garantir direitos. Então nós somos
índios, temos direitos, vamos garantir os nossos direitos a partir
dessa categoria. Mas continua no Brasil existindo os Mendonças
do Amarelão, os Potiguara do Catu, os Potiguara do Sagi, os
Potiguara da Baía da Traição, os Fulniô de Pernambuco, os
Xavante, os Tuxá da Bahia, os Caiapó lá na região Norte, os
Guarani-Kaiowá que perderam suas terras e estão espalhados em
vários Estados. Esses povos continuaram preservando sua etnia,
seu povo. Então não é pelo fato de eu ser índio que eu deixo de ser
Mendonça, eu sou Mendonça. E eu sou diferente do Potiguara do
Catu. Agora, eu acho que esse termo indígena se fortaleceu muito
a partir da década de 1970, a partir de toda aquela mobilização
indígena que houve a favor da constituição federal de 88, de
militância, de luta, para garantir, assegurar os direitos dentro
constituição federal.
Adaptado de CAMPOS. Tayse. Entrevista concedida para pesquisa de
doutoramento (setembro de 2021). Entrevistadora: Andreza de Oliveira
Andrade. Comunidade do Amarelão, João Câmara – RN, 2021. Entrevista
realizada em 21/09/2022 às 14hs.
Considerando o trecho de sua entrevista, sobre a identidade e a autoafirmação dos povos indígenas, depreende-se que
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