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Texto 12A1-I
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada,
como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este
é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar
dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa
fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um
cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação
um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada
houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que,
através de um processo associativo, surja-lhe de repente a
crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em
última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já
bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o
inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem
caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros,
de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde
como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com
prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na
máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude
ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre
infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que
escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só
quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de
viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a
própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os
vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e
colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as
situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer
um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer,
têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as
espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro
vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
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Texto 12A1-I
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada,
como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este
é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar
dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa
fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um
cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação
um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada
houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que,
através de um processo associativo, surja-lhe de repente a
crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em
última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já
bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o
inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem
caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros,
de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde
como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com
prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na
máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude
ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre
infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que
escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só
quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de
viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a
própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os
vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e
colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as
situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer
um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer,
têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as
espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro
vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
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Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada,
como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este
é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar
dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa
fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um
cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação
um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada
houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que,
através de um processo associativo, surja-lhe de repente a
crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em
última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já
bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o
inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem
caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros,
de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde
como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com
prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na
máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude
ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre
infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que
escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só
quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de
viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a
própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os
vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e
colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as
situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer
um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer,
têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as
espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro
vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
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Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada,
como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este
é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar
dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa
fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um
cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação
um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada
houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que,
através de um processo associativo, surja-lhe de repente a
crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em
última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já
bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o
inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem
caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros,
de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde
como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com
prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na
máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude
ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre
infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que
escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só
quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de
viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a
própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os
vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e
colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as
situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer
um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer,
têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as
espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro
vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
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Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada,
como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este
é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar
dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa
fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um
cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação
um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada
houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que,
através de um processo associativo, surja-lhe de repente a
crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em
última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já
bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o
inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem
caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros,
de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde
como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com
prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na
máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude
ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre
infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que
escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só
quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de
viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a
própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os
vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e
colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as
situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer
um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer,
têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as
espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro
vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
I No quarto período do primeiro parágrafo, a vírgula empregada após “qualquer” separa a oração de função adverbial da oração a que ela se subordina.
II O trecho “estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício” (penúltimo período do texto) poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência textual, da seguinte maneira: estes são lidos por puro deleite; aqueles, por puro vício.
III As aspas na expressão ‘tacam peito’ (terceiro período do segundo parágrafo) assinalam o emprego de gíria.
Assinale a opção correta.
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como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este
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dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa
fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um
cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação
um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada
houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que,
através de um processo associativo, surja-lhe de repente a
crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em
última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já
bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o
inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem
caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros,
de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde
como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com
prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na
máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude
ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre
infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que
escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só
quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de
viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a
própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os
vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e
colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as
situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer
um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer,
têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as
espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro
vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
I No trecho “recorrer ao assunto da falta de assunto” (último período do primeiro parágrafo), observa-se o uso do paradoxo.
II O trecho “Uns afagam vaidades, outros as espicaçam” (penúltimo período do texto) apresenta antítese.
III Em “a estes se lê” (segundo período do segundo parágrafo), observa-se a ocorrência de metonímia.
Assinale a opção correta.
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como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este
é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar
dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa
fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um
cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação
um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada
houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que,
através de um processo associativo, surja-lhe de repente a
crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em
última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já
bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o
inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem
caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros,
de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde
como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com
prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na
máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude
ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre
infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que
escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só
quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de
viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a
própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os
vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e
colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as
situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer
um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer,
têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as
espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro
vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
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Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada,
como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este
é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar
dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa
fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um
cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação
um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada
houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que,
através de um processo associativo, surja-lhe de repente a
crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em
última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já
bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o
inesperado.
Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem
caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros,
de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde
como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com
prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na
máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude
ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre
infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que
escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só
quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de
viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a
própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os
vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e
colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as
situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer
um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer,
têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as
espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro
vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.
Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
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Text 11A2-II
The production of the BNCC (Base Nacional Comum
Curricular) gave rise to a series of discussions on the role of
school systems in Brazil. A number of educators and researchers
expressed their concerns about the homogenizing perspective
reflected and refracted by the document. In other words, in a
country as socially and culturally diverse as Brazil is, how might
an educational instrument outline “essential types of knowledge”
for students, irrespective of their personal, regional, and local
specificities?
On the other hand, the document also incorporates a
discourse which values peripheral contributions. In doing so, it
adopts a more overtly progressive tone, which accentuates the
importance of diversity. Szundy, in her examination of the
BNCC’s English Language component, underscores how the
document subscribes to the notion of ideological literacy. The
author believes that the BNCC’s introduction of an intercultural
axis brings the document closer to an ideological stance which
“understands languages as resources that put us in contact with
otherness, with plural and equally valid ways of being and of
being in the world.” A bit further, the author argues that “BNCC
may urge us to situate teaching within the realm of decolonial
practices”.
We could be led to think that BNCC, by laying emphasis
on the situated nature of learners’ knowledge, reinforces
democratic ideals and seeks to promote unrestricted access to
critical education. This interpretation, albeit problematic, seems
less harmful than the enunciation of universal, “essential
knowledge.” However, it is also Szundy who, in her analysis of
the competences and skills associated with the teaching of
English in the Brazilian 6th grade, encounters an autonomous
view of reading: “The use of verbs such as formulate, identify
and locate in these three reading skills is at odds with the
formative and political understanding of the English language
found in the component’s introduction, as well as with the
document’s overall apprehension of the lingua franca concept
(…)”.
BNCC’s discursive and ideological diversity refracts a
myriad of epistemological and axiological contradictions,
illuminating a clash between ideological systems. Amidst such
conflicts, however, we may find openings for the creation of new
curricula. This point is repeatedly made in Szundy’s analysis as
she dwells on the skills and competences outlined by the BNCC
for the 9th grade in Middle Education. In such descriptors, the use
of verbs such as debate, analyse and discuss could suggest the
development of more critical and political linguistic practices.
Yet, in Szundy’s own words: “In BNCC, the English language’s
status as a lingua franca (…) is designed to assist students in
developing the skills and competences they need to become selfentrepreneurs and to participate in the global world without ever
calling its macro and micro structures into question; without ever
examining how these very structures operate to keep huge swaths
of the population at bay, deprived of any access to the
commodities of an utopian global village.”
BNCC, a normative document, prescribes a conditioning
of students’ reading practices. The underlying pedagogical
conception assumes the existence of a Cartesian reader, equipped
with enough autonomy to identify the precise routes laid down by
authors, as if fruition automatically conferred such abilities. This
project is incongruous with the nature of language itself, i.e., with
the fact that meaning emerges through socially and historically
situated contact with otherness (even when that otherness is
materialized in texts). Here, the notion of ideological sign comes
in handy once more, since meanings only arise in concrete
communicative situations, where they are imbued with existing
social values.
Internet: <doi.org> (adapted).
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Text 11A2-II
The production of the BNCC (Base Nacional Comum
Curricular) gave rise to a series of discussions on the role of
school systems in Brazil. A number of educators and researchers
expressed their concerns about the homogenizing perspective
reflected and refracted by the document. In other words, in a
country as socially and culturally diverse as Brazil is, how might
an educational instrument outline “essential types of knowledge”
for students, irrespective of their personal, regional, and local
specificities?
On the other hand, the document also incorporates a
discourse which values peripheral contributions. In doing so, it
adopts a more overtly progressive tone, which accentuates the
importance of diversity. Szundy, in her examination of the
BNCC’s English Language component, underscores how the
document subscribes to the notion of ideological literacy. The
author believes that the BNCC’s introduction of an intercultural
axis brings the document closer to an ideological stance which
“understands languages as resources that put us in contact with
otherness, with plural and equally valid ways of being and of
being in the world.” A bit further, the author argues that “BNCC
may urge us to situate teaching within the realm of decolonial
practices”.
We could be led to think that BNCC, by laying emphasis
on the situated nature of learners’ knowledge, reinforces
democratic ideals and seeks to promote unrestricted access to
critical education. This interpretation, albeit problematic, seems
less harmful than the enunciation of universal, “essential
knowledge.” However, it is also Szundy who, in her analysis of
the competences and skills associated with the teaching of
English in the Brazilian 6th grade, encounters an autonomous
view of reading: “The use of verbs such as formulate, identify
and locate in these three reading skills is at odds with the
formative and political understanding of the English language
found in the component’s introduction, as well as with the
document’s overall apprehension of the lingua franca concept
(…)”.
BNCC’s discursive and ideological diversity refracts a
myriad of epistemological and axiological contradictions,
illuminating a clash between ideological systems. Amidst such
conflicts, however, we may find openings for the creation of new
curricula. This point is repeatedly made in Szundy’s analysis as
she dwells on the skills and competences outlined by the BNCC
for the 9th grade in Middle Education. In such descriptors, the use
of verbs such as debate, analyse and discuss could suggest the
development of more critical and political linguistic practices.
Yet, in Szundy’s own words: “In BNCC, the English language’s
status as a lingua franca (…) is designed to assist students in
developing the skills and competences they need to become selfentrepreneurs and to participate in the global world without ever
calling its macro and micro structures into question; without ever
examining how these very structures operate to keep huge swaths
of the population at bay, deprived of any access to the
commodities of an utopian global village.”
BNCC, a normative document, prescribes a conditioning
of students’ reading practices. The underlying pedagogical
conception assumes the existence of a Cartesian reader, equipped
with enough autonomy to identify the precise routes laid down by
authors, as if fruition automatically conferred such abilities. This
project is incongruous with the nature of language itself, i.e., with
the fact that meaning emerges through socially and historically
situated contact with otherness (even when that otherness is
materialized in texts). Here, the notion of ideological sign comes
in handy once more, since meanings only arise in concrete
communicative situations, where they are imbued with existing
social values.
Internet: <doi.org> (adapted).
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