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[Singapore], March 11, 2014: The hiring scene for finance and accounting staff in Singapore will be among the most active anywhere in the world during the next six months.
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Frei Simão era um frade da ordem dos Beneditinos. Tinha, quando morreu, cinquenta anos em aparência, mas na realidade trinta e oito. A causa dessa velhice prematura derivava da que o levou ao claustro na idade de trinta anos, e, tanto quanto se pode saber por uns fragmentos de memórias que ele deixou, a causa era justa.
Era frei Simão de caráter taciturno e desconfiado. Passava dias inteiros na sua cela, donde apenas saía na hora do refeitório e dos ofícios divinos. Não contava amizade alguma no convento, porque não era possível entreter com ele os preliminares que fundam e consolidam as afeições.
Em um convento, onde a comunhão das almas deve ser mais pronta e mais profunda, frei Simão parecia fugir à regra geral. Um dos noviços pôs-lhe alcunha de urso, que ficou, mas só entre os noviços, bem entendido. Os frades professores(b), esses, apesar do desgosto que o gênio solitário de frei Simão lhes inspirava, sentiam por ele certo respeito e admiração.
Um dia anuncia-se que frei Simão adoecera gravemente. Chamaram-se(a)(d) os socorros(c) e prestaram ao enfermo(e) todos os cuidados necessários(c) (e). A moléstia era mortal; depois de cinco dias frei Simão expirou.
Durante estes cinco dias de moléstia, a cela de frei Simão esteve cheia de frades. Frei Simão não disse uma palavra durante esses cinco dias; só no último, quando se aproximava do minuto fatal, sentou-se no leito, fez chamar-se mais perto o abade, e disse-lhe ao ouvido com voz sufocada e em tom estranho:
— Morro odiando a humanidade!
O abade recuou até a parede ao ouvir estas palavras, e no tom em que foram ditas. Quanto a frei Simão, caiu sobre o travesseiro e passou à eternidade.
Depois de feitas ao irmão finado as honras que lhe deviam, a comunidade perguntou ao seu chefe que palavras ouvira tão sinistras que o assustaram. O abade referiu-as persignando-se. Mas os frades não viram nessas palavras senão um segredo do passado, sem dúvida importante, mas não tal que pudesse lançar o terror no espírito do abade. Este explicou-lhes a ideia que tivera quando ouviu as palavras de frei Simão, no tom em que foram ditas, e acompanhadas do olhar com que o fulminou: acreditara que frei Simão tivesse doudo; mais ainda, que tivesse entrado já doudo para a ordem. Os hábitos da solidão e da taciturnidade a que se voltara o frade pareciam sintomas de uma alienação mental de caráter brando e pacífico; mas durante oito anos parecia impossível aos frades que frei Simão não tivesse um dia revelado de modo positivo a sua loucura; objetaram isso ao abade, mas este persistia na sua crença.
Machado de Assis. Frei Simão. In: Contos Fluminenses. Rio de Janeiro: Globo, 1997.
A respeito do período: “Chamaram-se os socorros e prestaram ao enfermo os cuidados necessários”, assinale a alternativa correta.
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Frei Simão era um frade da ordem dos Beneditinos. Tinha, quando morreu, cinquenta anos em aparência, mas na realidade trinta e oito. A causa dessa velhice prematura derivava da que o levou ao claustro na idade de trinta anos, e, tanto quanto se pode saber por uns fragmentos de memórias que ele deixou, a causa era justa.
Era frei Simão de caráter taciturno e desconfiado. Passava dias inteiros na sua cela, donde apenas saía na hora do refeitório e dos ofícios divinos. Não contava amizade alguma no convento, porque não era possível entreter com ele os preliminares que fundam e consolidam as afeições.
Em um convento, onde a comunhão das almas deve ser mais pronta e mais profunda, frei Simão parecia fugir à regra geral. Um dos noviços pôs-lhe alcunha de urso, que ficou, mas só entre os noviços, bem entendido. Os frades professores, esses, apesar do desgosto que o gênio solitário de frei Simão lhes inspirava, sentiam por ele certo respeito e admiração.
Um dia anuncia-se que frei Simão adoecera gravemente. Chamaram-se os socorros e prestaram ao enfermo todos os cuidados necessários. A moléstia era mortal; depois de cinco dias frei Simão expirou.
Durante estes cinco dias de moléstia, a cela de frei Simão esteve cheia de frades. Frei Simão não disse uma palavra durante esses cinco dias; só no último, quando se aproximava do minuto fatal, sentou-se no leito, fez chamar-se mais perto o abade, e disse-lhe ao ouvido com voz sufocada e em tom estranho:
— Morro odiando a humanidade!
O abade recuou até a parede ao ouvir estas palavras, e no tom em que foram ditas. Quanto a frei Simão, caiu sobre o travesseiro e passou à eternidade.
Depois de feitas ao irmão finado as honras que lhe deviam, a comunidade perguntou ao seu chefe que palavras ouvira tão sinistras que o assustaram. O abade referiu-as persignando-se. Mas os frades não viram nessas palavras senão um segredo do passado, sem dúvida importante, mas não tal que pudesse lançar o terror no espírito do abade. Este explicou-lhes a ideia que tivera quando ouviu as palavras de frei Simão, no tom em que foram ditas, e acompanhadas do olhar com que o fulminou: acreditara que frei Simão tivesse doudo; mais ainda, que tivesse entrado já doudo para a ordem. Os hábitos da solidão e da taciturnidade a que se voltara o frade pareciam sintomas de uma alienação mental de caráter brando e pacífico; mas durante oito anos parecia impossível aos frades que frei Simão não tivesse um dia revelado de modo positivo a sua loucura; objetaram isso ao abade, mas este persistia na sua crença.
Machado de Assis. Frei Simão. In: Contos Fluminenses. Rio de Janeiro: Globo, 1997.
Infere-se do texto que
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| operações | unidades | valor unitário | valor total |
| Estoque inicial | 5 | 20 | 100 |
| 1.ª aquisição | 10 | 24,5 | 245 |
| Venda | 6 | 35 | 210 |
| 2.ª aquisição | 4 | 29,5 | 118 |
| Estoque final | ? | ? | ? |
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[Singapore], March 11, 2014: The hiring scene for finance and accounting staff in Singapore will be among the most active anywhere in the world during the next six months.
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É evidente que o comportamento ético humano tem um grau de elaboração e complexidade que o torna distintamente humano e não apenas uma cópia daquilo que outras espécies têm ao seu dispor. As regras da ética criam obrigações especificamente humanas para qualquer indivíduo normal que as conheça, e, é claro, a codificação das regras é exclusivamente humana. Quanto às narrativas que se construíram em torno das situações e das regras, são também exclusivamente humanas. No fundo não é assim tão difícil conciliar a percepção de que uma parte da nossa estrutura biológica e psicológica tem raízes não humanas com a noção de que a nossa compreensão profunda da condição humana confere a essas estruturas uma dignidade única.
A construção a que chamamos ética deve ter começado como um programa geral de regulação biológica. O embrião dos comportamentos éticos deve ter sido mais uma etapa na progressão que inclui os mecanismos não conscientes e automatizados que nos permitem regular o metabolismo, ter pulsões e motivações e sentimentos dos mais diversos tipos. Não é difícil imaginar a emergência da justiça e da honra a partir de práticas de cooperação. Um aspecto particular das emoções sociais, aquele que se exprime sob a forma de comportamento dominante ou submisso no interior de um certo grupo, teria tido também um papel importante nos processos de negociação que definem a cooperatividade.
Para que não se pense que a evolução e a sua bagagem de genes têm tido sempre um papel maravilhoso e nos trouxeram todos esses magníficos dispositivos, é hora de salientar que todas as emoções positivas de que venho falando, e que o altruísmo a que me referi, dizem respeito ao grupo. Em termos humanos, exemplos de grupos incluem a família, a tribo, a cidade e a nação. Para aqueles que estão fora do grupo, a história revolucionária das reações emocionais é bem menos amável. As emoções simpáticas podem muito facilmente tornar-se desagradáveis e brutais quando são dirigidas para fora do círculo a que naturalmente se destinam. O resultado é bem sabido: raiva, ressentimento, violência, todas as reações que facilmente reconhecemos como embriões possíveis dos ódios tribais, do racismo e da guerra.
Esta é também a hora de recordar que os mais recomendáveis comportamentos humanos não são necessariamente impressos nos circuitos neurais sob o controle do genoma. A história de nossa civilização é, de certo modo, a história de uma tentativa de oferecer os melhores dentre os nossos sentimentos morais a círculos cada vez mais amplos da humanidade, para além das restrições do grupo, de forma a abranger, eventualmente, a humanidade inteira. É claro que estamos muito longe de atingir esse ideal.
António Damásio. Em busca de Espinosa. São Paulo: Companhia das Letras, 2004 (com adaptações).
Acerca dos sentidos do texto, assinale a alternativa correta.
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Frei Simão era um frade da ordem dos Beneditinos. Tinha, quando morreu, cinquenta anos em aparência, mas na realidade trinta e oito. A causa dessa velhice prematura derivava da que o levou ao claustro na idade de trinta anos, e, tanto quanto se pode saber por uns fragmentos de memórias que ele deixou, a causa era justa.
Era frei Simão de caráter taciturno e desconfiado. Passava dias inteiros na sua cela, donde(a) apenas saía na hora do refeitório e dos ofícios divinos. Não contava amizade alguma no convento, porque não era possível entreter com ele os preliminares que fundam e consolidam as afeições.
Em um convento, onde a comunhão das almas deve ser mais pronta e mais profunda, frei Simão parecia fugir à regra geral. Um dos noviços pôs-lhe alcunha de urso, que ficou, mas só entre os noviços, bem entendido. Os frades professores, esses, apesar do desgosto que o gênio solitário de frei Simão lhes inspirava, sentiam por ele certo respeito e admiração.
Um dia anuncia-se que frei Simão adoecera gravemente. Chamaram-se os socorros e prestaram ao enfermo todos os cuidados necessários. A moléstia era mortal; depois de cinco dias frei Simão expirou.
Durante estes cinco dias de moléstia, a cela de frei Simão esteve cheia de frades. Frei Simão não disse uma palavra durante esses cinco dias; só no último, quando se aproximava do minuto fatal, sentou-se no leito, fez chamar-se mais perto o abade, e disse-lhe ao ouvido com voz sufocada e em tom estranho:
— Morro odiando a humanidade!
O abade recuou até a parede ao ouvir estas palavras, e no tom em que foram ditas. Quanto a frei Simão, caiu sobre o travesseiro e passou à eternidade.
Depois de feitas ao irmão finado(b) as honras que lhe deviam, a comunidade perguntou ao seu(b) chefe que palavras ouvira tão sinistras que o assustaram. O abade referiu-as(c) persignando-se. Mas os frades não viram nessas palavras senão um segredo do passado, sem dúvida importante, mas não tal que pudesse lançar o terror no espírito do abade. Este explicou-lhes a ideia que tivera quando ouviu as palavras de frei Simão, no tom em que foram ditas, e acompanhadas do olhar com que o fulminou: acreditara que frei Simão tivesse doudo; mais ainda, que tivesse entrado já doudo para a ordem. Os hábitos da solidão e da taciturnidade a que se voltara(d) o frade pareciam sintomas de uma alienação mental de caráter brando e pacífico(e); mas durante oito anos parecia impossível aos frades que frei Simão não tivesse um dia revelado de modo positivo a sua loucura; objetaram isso(e) ao abade, mas este persistia na sua crença.
Machado de Assis. Frei Simão. In: Contos Fluminenses. Rio de Janeiro: Globo, 1997.
No que se refere ao emprego dos pronomes no texto, assinale a alternativa correta.
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