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A frase dita pela mulher mostra
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Acredite, progredimos sim
Faz hoje exatos 50 anos do chamado Comício da Central do Brasil, que funcionou como acelerador para a conspiração já em andamento que acabaria por depor o presidente constitucional João Belchior Marques Goulart, apenas 18 dias depois.
É bom olhar para trás para verificar que, pelo menos no terreno institucional, o país progrediu bastante desde que chegou ao fim o ciclo militar, há 29 anos. É um dado positivo em uma nação com tão formidável coleção de problemas e atraso em tantas áreas como o Brasil.
Ajuda-memória: o comício foi organizado pelo governo Goulart. Havia uma profusão de bandeiras vermelhas pedindo a legalização do ainda banido Partido Comunista Brasileiro, o que era o mesmo que acenar para o conservadorismo civil e militar com o pano vermelho com que se atiça o touro na arena.
Se fosse pouco, havia também faixas cobrando a reforma agrária, anátema para os poderosos latifundiários e seus representantes no mundo político.
Para completar, Jango aproveitou o comício para assinar dois decretos, ambos tomados como “comunizantes" pelos seus adversários: o que desapropriava refinarias que ainda não eram da Petrobrás e o que declarava de utilidade pública para fins de desapropriação terras rurais subutilizadas.
Na visão dos conspiradores, eram dois claros atentados à propriedade privada e, como tais, provas adicionais de que o governo preparava a comunização do país.
Cinquenta anos depois, é um tremendo progresso, do qual talvez nem nos damos conta, o fato de que bandeiras vermelhas - ou azuis ou amarelas ou verdes ou brancas ou pretas - podem ser tranquilamente exibidas em atos públicos sem que se considere estar ameaçada a ordem estabelecida.
Reforma agrária deixou de ser um anátema, e a desapropriação de terras ociosas é comum mesmo em governos que a esquerda considera de direita ou conservadores.
Continua, é verdade, a batalha ideológica entre ruralistas e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, mas ela se dá no campo das ideias, sem que se chame a tropa para resolvê-la. Pena que ainda continuemos primitivos o suficiente para que haja mortes no campo (além de trabalho escravo), mas, de todo modo, ninguém pensa em chamar o Exército por causa dessa carência.
Nos quase 30 anos transcorridos desde o fim do ciclo militar, foi possível, dentro da mais absoluta ordem e legalidade, promover o impeachment de um presidente, ao contrário do ocorrido em 1964, ano em que Jango foi impedido à força de exercer o poder.
Votei pela primeira vez para presidente em 1989, quando já tinha 46 anos. Meus filhos também votaram pela primeira vez naquela ocasião, o que significa que uma geração inteira teve capada parte essencial de sua cidadania durante tempo demais.
Hoje, votar para residente é tão rotineiro que ficou até meio monótono. Democracia é assim mesmo.
Pena que esse avanço institucional inegável não tenha sido acompanhado por qualidade das instituições. Espero que esse novo passo não leve 50 anos.
(Clovis Rossi, Folha de São Paulo, 13/03/2014)
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Acredite, progredimos sim
Faz hoje exatos 50 anos do chamado Comício da Central do Brasil, que funcionou como acelerador para a conspiração já em andamento que acabaria por depor o presidente constitucional João Belchior Marques Goulart, apenas 18 dias depois.
É bom olhar para trás para verificar que, pelo menos no terreno institucional, o país progrediu bastante desde que chegou ao fim o ciclo militar, há 29 anos. É um dado positivo em uma nação com tão formidável coleção de problemas e atraso em tantas áreas como o Brasil.
Ajuda-memória: o comício foi organizado pelo governo Goulart. Havia uma profusão de bandeiras vermelhas pedindo a legalização do ainda banido Partido Comunista Brasileiro, o que era o mesmo que acenar para o conservadorismo civil e militar com o pano vermelho com que se atiça o touro na arena.
Se fosse pouco, havia também faixas cobrando a reforma agrária, anátema para os poderosos latifundiários e seus representantes no mundo político.
Para completar, Jango aproveitou o comício para assinar dois decretos, ambos tomados como “comunizantes" pelos seus adversários: o que desapropriava refinarias que ainda não eram da Petrobrás e o que declarava de utilidade pública para fins de desapropriação terras rurais subutilizadas.
Na visão dos conspiradores, eram dois claros atentados à propriedade privada e, como tais, provas adicionais de que o governo preparava a comunização do país.
Cinquenta anos depois, é um tremendo progresso, do qual talvez nem nos damos conta, o fato de que bandeiras vermelhas - ou azuis ou amarelas ou verdes ou brancas ou pretas - podem ser tranquilamente exibidas em atos públicos sem que se considere estar ameaçada a ordem estabelecida.
Reforma agrária deixou de ser um anátema, e a desapropriação de terras ociosas é comum mesmo em governos que a esquerda considera de direita ou conservadores.
Continua, é verdade, a batalha ideológica entre ruralistas e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, mas ela se dá no campo das ideias, sem que se chame a tropa para resolvê-la. Pena que ainda continuemos primitivos o suficiente para que haja mortes no campo (além de trabalho escravo), mas, de todo modo, ninguém pensa em chamar o Exército por causa dessa carência.
Nos quase 30 anos transcorridos desde o fim do ciclo militar, foi possível, dentro da mais absoluta ordem e legalidade, promover o impeachment de um presidente, ao contrário do ocorrido em 1964, ano em que Jango foi impedido à força de exercer o poder.
Votei pela primeira vez para presidente em 1989, quando já tinha 46 anos. Meus filhos também votaram pela primeira vez naquela ocasião, o que significa que uma geração inteira teve capada parte essencial de sua cidadania durante tempo demais.
Hoje, votar para residente é tão rotineiro que ficou até meio monótono. Democracia é assim mesmo.
Pena que esse avanço institucional inegável não tenha sido acompanhado por qualidade das instituições. Espero que esse novo passo não leve 50 anos.
(Clovis Rossi, Folha de São Paulo, 13/03/2014)
Infere-se desse segmento do texto que
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É bom olhar para trás para verificar que, pelo menos no terreno institucional, o país progrediu bastante desde que chegou ao fim o ciclo militar, há 29 anos. É um dado positivo em uma nação com tão formidável coleção de problemas e atraso em tantas áreas como o Brasil.
Ajuda-memória: o comício foi organizado pelo governo Goulart. Havia uma profusão de bandeiras vermelhas pedindo a legalização do ainda banido Partido Comunista Brasileiro, o que era o mesmo que acenar para o conservadorismo civil e militar com o pano vermelho com que se atiça o touro na arena.
Se fosse pouco, havia também faixas cobrando a reforma agrária, anátema para os poderosos latifundiários e seus representantes no mundo político.
Para completar, Jango aproveitou o comício para assinar dois decretos, ambos tomados como “comunizantes" pelos seus adversários: o que desapropriava refinarias que ainda não eram da Petrobrás e o que declarava de utilidade pública para fins de desapropriação terras rurais subutilizadas.
Na visão dos conspiradores, eram dois claros atentados à propriedade privada e, como tais, provas adicionais de que o governo preparava a comunização do país.
Cinquenta anos depois, é um tremendo progresso, do qual talvez nem nos damos conta, o fato de que bandeiras vermelhas - ou azuis ou amarelas ou verdes ou brancas ou pretas - podem ser tranquilamente exibidas em atos públicos sem que se considere estar ameaçada a ordem estabelecida.
Reforma agrária deixou de ser um anátema, e a desapropriação de terras ociosas é comum mesmo em governos que a esquerda considera de direita ou conservadores.
Continua, é verdade, a batalha ideológica entre ruralistas e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, mas ela se dá no campo das ideias, sem que se chame a tropa para resolvê-la. Pena que ainda continuemos primitivos o suficiente para que haja mortes no campo (além de trabalho escravo), mas, de todo modo, ninguém pensa em chamar o Exército por causa dessa carência.
Nos quase 30 anos transcorridos desde o fim do ciclo militar, foi possível, dentro da mais absoluta ordem e legalidade, promover o impeachment de um presidente, ao contrário do ocorrido em 1964, ano em que Jango foi impedido à força de exercer o poder.
Votei pela primeira vez para presidente em 1989, quando já tinha 46 anos. Meus filhos também votaram pela primeira vez naquela ocasião, o que significa que uma geração inteira teve capada parte essencial de sua cidadania durante tempo demais.
Hoje, votar para residente é tão rotineiro que ficou até meio monótono. Democracia é assim mesmo.
Pena que esse avanço institucional inegável não tenha sido acompanhado por qualidade das instituições. Espero que esse novo passo não leve 50 anos.
(Clovis Rossi, Folha de São Paulo, 13/03/2014)
Sobre as ocorrências do vocábulo sublinhado, assinale a afirmativa correta.
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Dentre as diversas formas de abordagem técnica no trabalho de campo, a entrevista é um dos instrumentos mais utilizados.
Sobre esse procedimento de pesquisa, assinale a afirmativa correta.
Sobre esse procedimento de pesquisa, assinale a afirmativa correta.
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“Durante um plantão social em um hospital da redede saúde, o Assistente Social atende um usuário que, tendo percorrido vários estabelecimentos com encaminhamento para realização de exame de alta resolução, buscava, mais uma vez, informações para acessar esse serviço. O Assistente Social afirmou que nada poderia fazer, uma vez que lhe cabia apenas atender os usuários daquele hospital, e sugeriu que o usuário buscasse um posto de saúde para maiores esclarecimentos”.
Considerando a situação acima descrita e com base nos subsídios para a atuação profissional na saúde, assinale a opção que apresenta, para este caso específico, a conduta profissional correta.
Considerando a situação acima descrita e com base nos subsídios para a atuação profissional na saúde, assinale a opção que apresenta, para este caso específico, a conduta profissional correta.
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Sobre os instrumentos técnico-operativos do Serviço Social, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) São mediadores do trabalho realizado e adquirem sentido quando articulados aos objetivos profissionais.
( ) São componentes da dimensão técnico-operativa da profissão, desvinculadas do arcabouço teórico e ético.
( ) São procedimentos neutros e não interferem no modo de vida e de trabalho da população usuária do Serviço Social.
As afirmativas são, respectivamente,
( ) São mediadores do trabalho realizado e adquirem sentido quando articulados aos objetivos profissionais.
( ) São componentes da dimensão técnico-operativa da profissão, desvinculadas do arcabouço teórico e ético.
( ) São procedimentos neutros e não interferem no modo de vida e de trabalho da população usuária do Serviço Social.
As afirmativas são, respectivamente,
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A respeito das características da Política de Saúde no Brasil a partir dos anos de 1990, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) Os avanços preconizados pela Constituição Federal para a saúde, por meio dos dispositivos legais, são implementados sem resistências.
( ) O projeto de reforma sanitária adquire vulto no contexto da reforma gerencial do Estado brasileiro e da reordenação institucional das Políticas de Saúde.
( ) A saúde se torna mercadoria e passa a predominar o modelo assistencial privatista no conjunto do Sistema Único de Saúde.
As afirmativas são, respectivamente,
( ) Os avanços preconizados pela Constituição Federal para a saúde, por meio dos dispositivos legais, são implementados sem resistências.
( ) O projeto de reforma sanitária adquire vulto no contexto da reforma gerencial do Estado brasileiro e da reordenação institucional das Políticas de Saúde.
( ) A saúde se torna mercadoria e passa a predominar o modelo assistencial privatista no conjunto do Sistema Único de Saúde.
As afirmativas são, respectivamente,
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Com relação à definição dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A perspectiva da descentralização considera que os serviços devem ser distribuídos nos locais de moradia.
( ) A perspectiva da integralidade pressupõe que os recursos devem ser oferecidos com base nas necessidades.
( ) A perspectiva de regionalização indica a existência de áreas prioritárias no território nacional.
As afirmativas são, respectivamente,
( ) A perspectiva da descentralização considera que os serviços devem ser distribuídos nos locais de moradia.
( ) A perspectiva da integralidade pressupõe que os recursos devem ser oferecidos com base nas necessidades.
( ) A perspectiva de regionalização indica a existência de áreas prioritárias no território nacional.
As afirmativas são, respectivamente,
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Assinale a opção que apresenta características do Sistema Único de Saúde brasileiro (SUS).
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