Foram encontradas 721 questões.
Texto para as questões de 1 a 7.
1 "O rumor é a mais veloz das pragas malignas",
escreveu Virgílio, no Livro IV da Eneida. "Horrendo monstro
de pés rápidos, desconhece o sono, rasga a noite e
4 aterroriza cidades inteiras com sua mistura indiferente de
mentiras e verdades". Não precisamos recorrer à mitologia
para constatar que a propagação de notícias falsas é um
7 costume tão antigo quanto a palavra escrita - e talvez
coetâneo de toda comunicação humana. Platão, na
República, apregoou a disseminação de "nobres
10 falsidades" como necessário cimento social para sua utopia
de déspotas filosóficos. Em 1522, o grande e desbocado
poeta Pietro Aretino tentou tumultuar as eleições papais
13 publicando infâmias imaginárias sobre os candidatos; na
Inglaterra e na França do século XVIII, caluniadores
profissionais distribuíam misturas bem dosadas de notícias
16 reais com ficções comprometedoras, em temíveis panfletos
que vindicavam desavenças pessoais ou inimizades
políticas. Ou seja: as fake news - expressão vaga, que adoto
19 com relutância - não surgiram com as redes sociais. Por
outro lado, um breve lance de olhos ao cotidiano virtual é
suficiente para demonstrar que as novas tecnologias
22 alteraram a forma (ou a rapidez) com que essa antiga praga
nasce, apodrece e germina.
"O que é a verdade?", indagou Pilatos a Jesus Cristo;
25 mas não teremos espaço para responder ao legado da
Judeia. Fiquemos, então, com o seguinte truísmo: com
todas as ferramentas de pesquisa hoje disponíveis, é
28 relativamente fácil, mesmo ao mais distraído consumidor
de rumores, detectar informações suspeitas ou infundadas.
Ainda assim, a mentira - ou sua irmã mais perniciosa, a
31 meia-verdade - tende a prosperar. Em março (de 2018), a
revista Science divulgou uma pesquisa assustadora sobre a
propagação de notícias inexatas na Internet. Após analisar
34 3 milhões de compartilhamentos no Twitter entre 2006 e
2017, um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts concluiu que informações adulteradas têm
37 probabilidade de disseminação 70% maior que as notícias
simplesmente factuais. A acreditarmos na pesquisa, basta
que uma notícia seja falsa para que tenha mais
40 possibilidade de triunfo. E como se o "horrendo monstro de
pés ligeiros" fosse uma sereia cuja sedução aumenta
conforme o tom do falsete.
43 Os mesmos mecanismos que permitem a
multiplicação quase instantânea da falsidade podem servir
para desbancá-la e desmascará-la, com idêntica rapidez -
46 mas isso não resolve o problema, pois quem hoje é
paladino da verdade pode ser o propagador de notícias
falsas da semana que vem. Para derrotar o monstro, é
49 preciso admitir que ele existe - e que está no meio de nós.
Não somos inocentes, todos gostamos, às vezes, de uma
pitada confortável de imprecisão, de uma cálida
52 meia-verdade que nos afague as crenças. Dessa volúpia
inata à espécie, só nos salva o ascetismo mental: resistir à
rumorosa sereia é lutar contra a própria natureza humana.
55 Uma luta sem quartel - e que, por definição, não acabará
jamais.
José Francisco Botelho. História cultural das fake news. In: Revista Veja. São Paulo, Editora Abril, edição 2.575, ano 51, n.° 13, 28 de março de 2018, p. 103 (com adaptações).
Assinale a alternativa em que a expressão destacada do texto não retoma um termo anterior.
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Texto para as questões de 1 a 7.
1 "O rumor é a mais veloz das pragas malignas",
escreveu Virgílio, no Livro IV da Eneida. "Horrendo monstro
de pés rápidos, desconhece o sono, rasga a noite e
4 aterroriza cidades inteiras com sua mistura indiferente de
mentiras e verdades". Não precisamos recorrer à mitologia
para constatar que a propagação de notícias falsas é um
7 costume tão antigo quanto a palavra escrita - e talvez
coetâneo de toda comunicação humana. Platão, na
República, apregoou a disseminação de "nobres
10 falsidades" como necessário cimento social para sua utopia
de déspotas filosóficos. Em 1522, o grande e desbocado
poeta Pietro Aretino tentou tumultuar as eleições papais
13 publicando infâmias imaginárias sobre os candidatos; na
Inglaterra e na França do século XVIII, caluniadores
profissionais distribuíam misturas bem dosadas de notícias
16 reais com ficções comprometedoras, em temíveis panfletos
que vindicavam desavenças pessoais ou inimizades
políticas. Ou seja: as fake news - expressão vaga, que adoto
19 com relutância - não surgiram com as redes sociais. Por
outro lado, um breve lance de olhos ao cotidiano virtual é
suficiente para demonstrar que as novas tecnologias
22 alteraram a forma (ou a rapidez) com que essa antiga praga
nasce, apodrece e germina.
"O que é a verdade?", indagou Pilatos a Jesus Cristo;
25 mas não teremos espaço para responder ao legado da
Judeia. Fiquemos, então, com o seguinte truísmo: com
todas as ferramentas de pesquisa hoje disponíveis, é
28 relativamente fácil, mesmo ao mais distraído consumidor
de rumores, detectar informações suspeitas ou infundadas.
Ainda assim, a mentira - ou sua irmã mais perniciosa, a
31 meia-verdade - tende a prosperar. Em março (de 2018), a
revista Science divulgou uma pesquisa assustadora sobre a
propagação de notícias inexatas na Internet. Após analisar
34 3 milhões de compartilhamentos no Twitter entre 2006 e
2017, um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts concluiu que informações adulteradas têm
37 probabilidade de disseminação 70% maior que as notícias
simplesmente factuais. A acreditarmos na pesquisa, basta
que uma notícia seja falsa para que tenha mais
40 possibilidade de triunfo. E como se o "horrendo monstro de
pés ligeiros" fosse uma sereia cuja sedução aumenta
conforme o tom do falsete.
43 Os mesmos mecanismos que permitem a
multiplicação quase instantânea da falsidade podem servir
para desbancá-la e desmascará-la, com idêntica rapidez -
46 mas isso não resolve o problema, pois quem hoje é
paladino da verdade pode ser o propagador de notícias
falsas da semana que vem. Para derrotar o monstro, é
49 preciso admitir que ele existe - e que está no meio de nós.
Não somos inocentes, todos gostamos, às vezes, de uma
pitada confortável de imprecisão, de uma cálida
52 meia-verdade que nos afague as crenças. Dessa volúpia
inata à espécie, só nos salva o ascetismo mental: resistir à
rumorosa sereia é lutar contra a própria natureza humana.
55 Uma luta sem quartel - e que, por definição, não acabará
jamais.
José Francisco Botelho. História cultural das fake news. In: Revista Veja. São Paulo, Editora Abril, edição 2.575, ano 51, n.° 13, 28 de março de 2018, p. 103 (com adaptações).
O termo "fake news", emprestado da língua inglesa, tem sido muito usado para fazer referência a notícias não confiáveis e de rápida repercussão nos meios digitais. Em relação às ideias apresentadas no texto sobre esse assunto, assinale a alternativa correta.
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Os índices são indicadores epidemiológicos que mostram a frequência com que ocorrem certas doenças e certos eventos na comunidade, podendo incluir ou não o grau de severidade e atividade da doença. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta o índice que é utilizado para determinar a prevalência da cárie em estudos epidemiológicos
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A promoção da saúde bucal pode ser entendida como o resultado de ações que compreendem a saúde como um recurso para a vida com qualidade, determinada pelas condições sociais e ambientais na comunidade. O uso de fluoretos em odontologia é um consagrado procedimento que visa à prevenção da cárie dentária e faz parte da promoção da saúde. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta um meio eficaz de utilização coletiva dos fluoretos.
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O técnico em saúde bucal e o auxiliar em saúde bucal, no exercício de suas atribuições, deverão atender as determinações da Lei n.º 11.889/2008 e das resoluções do Conselho Federal de Odontologia. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta competência(s) do técnico em saúde bucal, sempre sob a supervisão do cirurgião-dentista.
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O Código de Ética Odontológica regula os direitos e deveres do cirurgião-dentista, dos profissionais técnicos e auxiliares e das pessoas jurídicas que exerçam atividades na área da odontologia, em âmbito público e(ou) privado, com a obrigação de inscrição nos Conselhos de Odontologia, segundo suas atribuições especıficas. Sendo assim, com base nos direitos fundamentais dos técnicos em saúde bucal e dos auxiliares em saúde bucal conforme o Código de Ética, assinale a alternativa correta.
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O técnico em saúde bucal e o auxiliar em saúde bucal, no exercício de suas atribuições, deverão atender as determinações da Lei n.º 11.889/2008 e das resoluções do Conselho Federal de Odontologia. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta a proporção máxima de cirurgiões-dentistas e técnicos em saúde bucal para a realização de suas atividades, sob supervisão.
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A Lei n.º 11.889/2008 regulamenta o exercício das profissões de técnico em saúde bucal e de auxiliar em saúde bucal. De acordo com essa Lei, assinale a alternativa a correta.
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A classificação dos resíduos, estabelecida nas resoluções do Conama, com base na composição e nas características biológicas, físicas e químicas, tem como finalidade propiciar o adequado gerenciamento desses resíduos no âmbito interno e externo dos estabelecimentos de saúde. Os resíduos foram classificados em grupos distintos: A; B; C; D; e E. De acordo com essa classificação em grupos, assinale a alternativa correta.
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Usar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) durante os procedimentos exigidos nos serviços de saúde, estar com as vacinações em dia, conhecer as doenças de risco e as vias de contaminação, visando a minimizar as portas de entrada, impedir todas as formas de infecção cruzada e praticar os conceitos de biossegurança no ambiente clínico e cirúrgico e na central de esterilização, monitorização e personalização de protocolo de controle de infecção são ações de relevante importância para proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. Com base nessa informação, assinale a alternativa que apresenta todos os EPI a serem utilizados pela equipe odontológica.
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