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989503 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: SETEQ-PE
Texto 1
A velha na janela
Por Jairo Marques
Era apenas uma viagenzinha despretensiosa pelo interior mineiro, mas a imagem daquela senhora na janela, com o rosto já derretido pelo tempo, com as mãos aconchegando o queixo e com o olhar em um profundo nada ficou em minhas recordações. Uma mistura de sensação de solidão com um desgosto pela vagareza dos dias, do passar das horas.
Tempos depois daquela experiência, tenho a seguinte conversa com minha mãe, septuagenária:
– Tudo bem por aí, minha velha?
– Tudo na mesma, meu filho. O tempo parece que não passa aqui em casa. Os dias são tão longos, as noites mais compridas ainda. Fico num desassossego… Nada parece estar bom.
– Ah, mas a velhice também serve para descansar até cansar, né, mãe?
– Serve, mas é tempo demais. Por mais que eu invente coisas para fazer, sobram muitas horas à toa. Me dá um desatino, uma chateação.
Fiquei desconjuntado depois dessa prosa. Além da melancolia natural da idade, mamãe ainda tem amargado a falta de nosso cachorro velho, Nero, que morreu há pouco mais de dois meses, deixando um som da ausência quase desesperador em seu cotidiano. Seu coração sofre mais uma vez.
Mamãe é hoje como a velha da janela de Minas à procura de alento em passarinhos que vez ou outra saltitam por ali no chão e fazem shows por migalhas. Mamãe arrodeia por todos os lados as lembranças para tirar delas novas versões, nova graça, novos suspiros. Não por acaso, ela sempre reconta causos e ri deles com a graça de uma boa surpresa.
Não deu pé para que ela se preparasse para a chegada da tal terceira idade. Mal tinha tempo e disposição para programar o arroz com feijão do dia a dia, igual ao que acontece com a maior parte das mulheres trabalhadoras e provedoras de famílias deste país.
Minha velha não é dessas que conseguem se encantar com aulas de hidroginástica ao som de Anitta ou com bailinhos da saudade cheios de moças atrás de senhores abonados. Cansou-se até de fazer bolo, afinal, menino não chega mais faminto, grudando em sua saia, pedindo chamego e comida aos finais do dia.
Por mais que eu reinvente os horários de ligar para casa, sempre tenho a sensação de que ela estava me esperando a postos e ansiosa para saber da neta, do frio que congela minhas pernas secas nessas noites invernais, dos meus planos para o final de semana, da rotina no jornal.
É bem possível trabalhar contra a inerência desse estado de desgosto da velhice. Há uns que compram uma motoca e viajam pelo mundo fugindo para novos pontos a cada encostar da tristeza; há os que se rebelam contra os efeitos da longevidade buscando novidades para o cérebro, para as rugas e para a alma.
De qualquer maneira, penso ser necessário o mundo trabalhar mais por menos momentos de angústia com o tempo para os velhos. Uma construção social que não sobrevalorize a velocidade, que torne os ambientes mais convidativos para os velhos, pode ser um caminho. Experiências de comunidades de idosos, organizadas por eles mesmos, começam a ganhar fôlego no país, assim como iniciativas de acolhimento de empresas que querem a presença dos velhos para fomentar diversidade, valores humanos. Então, não é simplesmente uma questão de “coisas da vida”. Dá para ser diferente. (...)
Disponível em: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2017/07/26/a-velha-na-janela/ Acesso em: 15 ago. 2017. Adaptado.
Acerca das relações de sentido propostas para o emprego de certos termos no Texto 1, analise as afirmativas a seguir.
I. Em: “aquela senhora na janela (...) com o olhar em um profundo nada” (1º parágrafo), o autor pretendeu utilizar uma forma mais suave de expressar que a senhora em questão estava gravemente doente.
II. Quando o autor diz: “Fiquei desconjuntado depois dessa prosa.” (3º parágrafo), na verdade, ele emprega uma linguagem simples para indicar que, após uma conversa (com a mãe), ficou triste ou preocupado.
III. Em: “Não deu pé para que ela se preparasse para a chegada da tal terceira idade. Mal tinha tempo e disposição para programar o arroz com feijão do dia a dia (...) (5º parágrafo), as expressões destacadas devem ser lidas, respectivamente, como: “Não houve tempo (...)” e “Quase não (,,,)”.
IV. Em: “Então, não é simplesmente uma questão de „coisas da vida". Dá para ser diferente.” (9º parágrafo), o autor conclui seu texto defendendo a ideia de que não se deve encarar a difícil condição do idoso como „algo sem solução".
Estão CORRETAS:
 

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989487 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: SETEQ-PE
Texto 1
A velha na janela
Por Jairo Marques
Era apenas uma viagenzinha despretensiosa pelo interior mineiro, mas a imagem daquela senhora na janela, com o rosto já derretido pelo tempo, com as mãos aconchegando o queixo e com o olhar em um profundo nada ficou em minhas recordações. Uma mistura de sensação de solidão com um desgosto pela vagareza dos dias, do passar das horas.
Tempos depois daquela experiência, tenho a seguinte conversa com minha mãe, septuagenária:
– Tudo bem por aí, minha velha?
– Tudo na mesma, meu filho. O tempo parece que não passa aqui em casa. Os dias são tão longos, as noites mais compridas ainda. Fico num desassossego… Nada parece estar bom.
– Ah, mas a velhice também serve para descansar até cansar, né, mãe?
– Serve, mas é tempo demais. Por mais que eu invente coisas para fazer, sobram muitas horas à toa. Me dá um desatino, uma chateação.
Fiquei desconjuntado depois dessa prosa. Além da melancolia natural da idade, mamãe ainda tem amargado a falta de nosso cachorro velho, Nero, que morreu há pouco mais de dois meses, deixando um som da ausência quase desesperador em seu cotidiano. Seu coração sofre mais uma vez.
Mamãe é hoje como a velha da janela de Minas à procura de alento em passarinhos que vez ou outra saltitam por ali no chão e fazem shows por migalhas. Mamãe arrodeia por todos os lados as lembranças para tirar delas novas versões, nova graça, novos suspiros. Não por acaso, ela sempre reconta causos e ri deles com a graça de uma boa surpresa.
Não deu pé para que ela se preparasse para a chegada da tal terceira idade. Mal tinha tempo e disposição para programar o arroz com feijão do dia a dia, igual ao que acontece com a maior parte das mulheres trabalhadoras e provedoras de famílias deste país.
Minha velha não é dessas que conseguem se encantar com aulas de hidroginástica ao som de Anitta ou com bailinhos da saudade cheios de moças atrás de senhores abonados. Cansou-se até de fazer bolo, afinal, menino não chega mais faminto, grudando em sua saia, pedindo chamego e comida aos finais do dia.
Por mais que eu reinvente os horários de ligar para casa, sempre tenho a sensação de que ela estava me esperando a postos e ansiosa para saber da neta, do frio que congela minhas pernas secas nessas noites invernais, dos meus planos para o final de semana, da rotina no jornal.
É bem possível trabalhar contra a inerência desse estado de desgosto da velhice. Há uns que compram uma motoca e viajam pelo mundo fugindo para novos pontos a cada encostar da tristeza; há os que se rebelam contra os efeitos da longevidade buscando novidades para o cérebro, para as rugas e para a alma.
De qualquer maneira, penso ser necessário o mundo trabalhar mais por menos momentos de angústia com o tempo para os velhos. Uma construção social que não sobrevalorize a velocidade, que torne os ambientes mais convidativos para os velhos, pode ser um caminho. Experiências de comunidades de idosos, organizadas por eles mesmos, começam a ganhar fôlego no país, assim como iniciativas de acolhimento de empresas que querem a presença dos velhos para fomentar diversidade, valores humanos. Então, não é simplesmente uma questão de “coisas da vida”. Dá para ser diferente. (...)
Disponível em: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2017/07/26/a-velha-na-janela/ Acesso em: 15 ago. 2017. Adaptado.
Acerca das relações sintático-semânticas propostas para enunciados destacados do Texto 1, assinale a alternativa CORRETA.
 

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989118 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: SETEQ-PE
Texto 1
A velha na janela
Por Jairo Marques
Era apenas uma viagenzinha despretensiosa pelo interior mineiro, mas a imagem daquela senhora na janela, com o rosto já derretido pelo tempo, com as mãos aconchegando o queixo e com o olhar em um profundo nada ficou em minhas recordações. Uma mistura de sensação de solidão com um desgosto pela vagareza dos dias, do passar das horas.
Tempos depois daquela experiência, tenho a seguinte conversa com minha mãe, septuagenária:
– Tudo bem por aí, minha velha?
– Tudo na mesma, meu filho. O tempo parece que não passa aqui em casa. Os dias são tão longos, as noites mais compridas ainda. Fico num desassossego… Nada parece estar bom.
– Ah, mas a velhice também serve para descansar até cansar, né, mãe?
– Serve, mas é tempo demais. Por mais que eu invente coisas para fazer, sobram muitas horas à toa. Me dá um desatino, uma chateação.
Fiquei desconjuntado depois dessa prosa. Além da melancolia natural da idade, mamãe ainda tem amargado a falta de nosso cachorro velho, Nero, que morreu há pouco mais de dois meses, deixando um som da ausência quase desesperador em seu cotidiano. Seu coração sofre mais uma vez.
Mamãe é hoje como a velha da janela de Minas à procura de alento em passarinhos que vez ou outra saltitam por ali no chão e fazem shows por migalhas. Mamãe arrodeia por todos os lados as lembranças para tirar delas novas versões, nova graça, novos suspiros. Não por acaso, ela sempre reconta causos e ri deles com a graça de uma boa surpresa.
Não deu pé para que ela se preparasse para a chegada da tal terceira idade. Mal tinha tempo e disposição para programar o arroz com feijão do dia a dia, igual ao que acontece com a maior parte das mulheres trabalhadoras e provedoras de famílias deste país.
Minha velha não é dessas que conseguem se encantar com aulas de hidroginástica ao som de Anitta ou com bailinhos da saudade cheios de moças atrás de senhores abonados. Cansou-se até de fazer bolo, afinal, menino não chega mais faminto, grudando em sua saia, pedindo chamego e comida aos finais do dia.
Por mais que eu reinvente os horários de ligar para casa, sempre tenho a sensação de que ela estava me esperando a postos e ansiosa para saber da neta, do frio que congela minhas pernas secas nessas noites invernais, dos meus planos para o final de semana, da rotina no jornal.
É bem possível trabalhar contra a inerência desse estado de desgosto da velhice. Há uns que compram uma motoca e viajam pelo mundo fugindo para novos pontos a cada encostar da tristeza; há os que se rebelam contra os efeitos da longevidade buscando novidades para o cérebro, para as rugas e para a alma.
De qualquer maneira, penso ser necessário o mundo trabalhar mais por menos momentos de angústia com o tempo para os velhos. Uma construção social que não sobrevalorize a velocidade, que torne os ambientes mais convidativos para os velhos, pode ser um caminho. Experiências de comunidades de idosos, organizadas por eles mesmos, começam a ganhar fôlego no país, assim como iniciativas de acolhimento de empresas que querem a presença dos velhos para fomentar diversidade, valores humanos. Então, não é simplesmente uma questão de “coisas da vida”. Dá para ser diferente. (...)
Disponível em: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2017/07/26/a-velha-na-janela/ Acesso em: 15 ago. 2017. Adaptado.
Quanto a alguns aspectos formais do Texto 1, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
 

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988734 Ano: 2017
Disciplina: Direito do Trabalho
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: SETEQ-PE
A Portaria Nº 03, de 26.01.2015, da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego – SPPE dispõe sobre os procedimentos para emissão de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) para brasileiros. A referida norma trata da possibilidade de alterações de identidade aos titulares de CTPS.
Sobre as alterações de identidade, analise os itens a seguir:
I. Alteração de nome em virtude da mudança do estado civil (casamento, separação, divórcio, viuvez)
II. Alteração da data de nascimento por decisão judicial
III. Alteração de nome em virtude da mudança de sexo
IV. Alteração voluntária de nome por decisão judicial
Está(ão) CORRETO(S)
 

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988568 Ano: 2017
Disciplina: Direito do Trabalho
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: SETEQ-PE
Sobre a Portaria Nº 03, de 26.01.2015, da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego – SPPE, que dispõe sobre os procedimentos para a emissão de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) para brasileiros, analise as afirmativas a seguir:
I. Excepcionalmente, a CTPS poderá ser entregue a terceiro mediante apresentação de procuração particular com poderes específicos para a retirada da Carteira.
II. Não é considerada motivo para emissão de 2ª via de CTPS a alegação de substituição do modelo manual para o informatizado.
III. Para identificação civil, só será aceita a CTPS no modelo informatizado.
IV. A CTPS não será emitida para menor de quatorze anos ou para falecido, exceto nos casos em que houver ordem ou autorização judicial, sendo obrigatório o lançamento no sistema informatizado de emissão (CTPSWEB) e a anotação do número do mandado judicial no campo de anotações gerais da CTPS.
Está(ão) CORRETA(S)
 

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984054 Ano: 2017
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: SETEQ-PE
Se é verdade que
  • Todo indivíduo cordial é atencioso.
  • Todo indivíduo atencioso costuma ser educado.
Então, pode-se concluir CORRETAMENTE que
 

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983974 Ano: 2017
Disciplina: Economia
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: SETEQ-PE
Sobre os Empreendimentos Econômicos Solidários, analise as assertivas a seguir:
I. Representam uma forma de expressão da economia solidária.
II. Têm como características a autonomia institucional e a democratização dos processos decisórios, dentre outras.
III. Têm como característica a atividade rural, não contemplando a atividade urbana.
IV. São uma forma de inserção cidadã diante da participação ativa na comunidade em que estão inseridos.
Está(ão) CORRETA(S)
 

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983897 Ano: 2017
Disciplina: Direito do Trabalho
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: SETEQ-PE
De acordo com o Manual de Gestão do Sistema Nacional de Emprego - SINE (MTPS - 1ª Edição – Brasília - março/2016), analise as proposições a seguir sobre os serviços disponibilizados pelo SINE quanto aos grupos de trabalhadores que podem se habilitar ao seguro desemprego:
I. Trabalhadores formais ou os empregados domésticos dispensados sem justa causa.
II. Pescadores artesanais durante o período do defeso (período de reprodução dos peixes, em que os pescadores ficam impossibilitados de realizar sua atividade).
III. Trabalhadores resgatados de regime de trabalho forçado ou da condição análoga à de escravo.
IV. Trabalhadores com contrato de trabalho suspenso, se tiver sido aprovada a concessão da Bolsa de Qualificação Profissional.
Está(ão) CORRETA(S)
 

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983792 Ano: 2017
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: SETEQ-PE
Qual a próxima figura da sequência:
Enunciado 983792-1
 

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983629 Ano: 2017
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: SETEQ-PE
Sobre o conceito de ética, assinale a afirmativa INCORRETA.
 

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