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Foram encontradas 60 questões.

44828 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TCE-AM

Atenção: As questões de números 1 a 9 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

Apontadas como a solução técnica para que o potencial hidrelétrico da região amazônica possa ser aproveitado com poucos danos ambientais, as chamadas usinas a “fio d’água”, que têm reservatórios reduzidos, estão sendo criticadas por alguns engenheiros justamente pelo fato de armazenarem pouca água. Para esses especialistas, o maior trunfo ambiental desse tipo de hidrelétrica, que é o baixo nível de alagamento, é também um problema do ponto de vista energético, já que essas usinas não conseguem formar estoques substanciais de água, diminuindo, em muito, a capacidade de gerar energia em períodos de seca.

Essa técnica começou a ser debatida mais intensamente durante o processo de licenciamento ambiental das usinas do rio Madeira. O fato de os projetos das duas obras demandarem lagos pequenos foi preponderante para que as licenças fossem emitidas. Considerando que a maior parte das usinas hidrelétricas deverá ser instalada na Região Norte – que é mais sensível do ponto de vista ambiental –, a tendência desses projetos é de terem também reservatórios diminutos. Segundo o diretor de uma construtora, a redução dos reservatórios fará com que o Brasil fique mais dependente das usinas termoelétricas, uma vez que as futuras usinas terão pouca capacidade de geração na seca. Ele ressalta ainda que, com grandes reservatórios, a operação do sistema tem mais margem de manobra, já que a geração das usinas pode ser aumentada ou reduzida, dependendo das necessidades do momento.

Defensor das hidrelétricas como fonte de energia, um dos diretores do Ibama avalia que reservatórios de maior porte só são justificáveis se, comprovadamente, a relação custo-benefício para a sociedade for compensadora. Para outro consultor, é a própria formação geográfica do Norte do País – próxima fronteira hidrelétrica a ser explorada – que faz com que as usinas com pequenos reservatórios sejam uma tendência na região. Segundo ele, as usinas mais antigas, nas regiões Sul e Sudeste, beneficiaram-se do fato de o relevo ser mais montanhoso. Já na Região Norte, onde predominam as planícies, a construção de grandes barragens inundaria grandes áreas. Além disso, como os rios amazônicos têm grandes volumes de água, não seria simples construir barragens capazes de armazenar a vazão na época das cheias.

(Adaptado de Leonardo Goy. O Estado de S. Paulo, B12, 16 de março de 2008)

O principal argumento dos especialistas para as críticas quanto à nova técnica de construção de usinas está no fato de

 

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44824 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TCE-AM

Atenção: As questões de números 1 a 9 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

Apontadas como a solução técnica para que o potencial hidrelétrico da região amazônica possa ser aproveitado com poucos danos ambientais, as chamadas usinas a “fio d’água”, que têm reservatórios reduzidos, estão sendo criticadas por alguns engenheiros justamente pelo fato de armazenarem pouca água. Para esses especialistas, o maior trunfo ambiental desse tipo de hidrelétrica, que é o baixo nível de alagamento, é também um problema do ponto de vista energético, já que essas usinas não conseguem formar estoques substanciais de água, diminuindo, em muito, a capacidade de gerar energia em períodos de seca.

Essa técnica começou a ser debatida mais intensamente durante o processo de licenciamento ambiental das usinas do rio Madeira. O fato de os projetos das duas obras demandarem lagos pequenos foi preponderante para que as licenças fossem emitidas. Considerando que a maior parte das usinas hidrelétricas deverá ser instalada na Região Norte – que é mais sensível do ponto de vista ambiental –, a tendência desses projetos é de terem também reservatórios diminutos. Segundo o diretor de uma construtora, a redução dos reservatórios fará com que o Brasil fique mais dependente das usinas termoelétricas, uma vez que as futuras usinas terão pouca capacidade de geração na seca. Ele ressalta ainda que, com grandes reservatórios, a operação do sistema tem mais margem de manobra, já que a geração das usinas pode ser aumentada ou reduzida, dependendo das necessidades do momento.

Defensor das hidrelétricas como fonte de energia, um dos diretores do Ibama avalia que reservatórios de maior porte só são justificáveis se, comprovadamente, a relação custo-benefício para a sociedade for compensadora. Para outro consultor, é a própria formação geográfica do Norte do País – próxima fronteira hidrelétrica a ser explorada – que faz com que as usinas com pequenos reservatórios sejam uma tendência na região. Segundo ele, as usinas mais antigas, nas regiões Sul e Sudeste, beneficiaram-se do fato de o relevo ser mais montanhoso. Já na Região Norte, onde predominam as planícies, a construção de grandes barragens inundaria grandes áreas. Além disso, como os rios amazônicos têm grandes volumes de água, não seria simples construir barragens capazes de armazenar a vazão na época das cheias.

(Adaptado de Leonardo Goy. O Estado de S. Paulo, B12, 16 de março de 2008)

O 1º parágrafo do texto aborda

 

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44823 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TCE-AM

Atenção: As questões de números 10 a 20 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

O nosso planeta azul vive um paradoxo dramático: embora dois terços da Terra sejam cobertos de água, uma em cada três pessoas não dispõe desse líquido em quantidade suficiente para atender às suas necessidades básicas. Se o padrão atual de aumento de consumo for mantido, calcula-se que essa proporção subirá para dois terços da população mundial em 2050. A explicação para o paradoxo é a seguinte: a água é um recurso natural renovável pelo ciclo natural de evaporação-chuva e distribuído com fartura na maior parte da superfície do planeta. Acontece que a ação humana afetou de forma decisiva a renovação dos recursos hídricos. Em certas regiões, como o norte da China, o oeste dos Estados Unidos e o Lago Chade, na África, a água vem sendo consumida em ritmo mais rápido do que pode ser renovada. Estima-se que 50% dos rios do mundo estejam poluídos por esgotos, dejetos industriais e agrotóxicos, e 30% das maiores bacias hidrográficas tenham perdido mais da metade da cobertura vegetal original, o que levou à redução da quantidade de água.

Nos últimos 100 anos, a população mundial quadruplicou, enquanto a demanda por água se multiplicou por oito. Apenas 1% de toda a água existente no planeta é apropriada para beber ou para ser usada na agricultura. O restante corresponde à água salgada dos mares e ao gelo dos pólos e do alto das montanhas. Administrar essa cota de água doce já deveria despertar preocupação similar à existente em relação à gasolina. Não é o que acontece. Em tese isso faz sentido, pois a água é mais abundante e barata do que o petróleo, com a vantagem de ser um recurso renovável. O petróleo, no entanto, pode ser trocado por outras fontes de energia. Já a água é insubstituível.

Pouca gente nota, mas a água tornou-se um dos produtos mais presentes no comércio global. Países com poucos recursos hídricos, como a China, compensam a escassez importando a “água virtual” embutida em produtos agrícolas e industriais. Calcula-se que sejam necessárias dez toneladas de água para produzir o equivalente a dois dólares em trigo e a mesma quantidade do recurso natural, em média, para obter um produto industrializado de 140 dólares. Como se gasta mais na irrigação do que nas fábricas, em proporção ao valor final do produto, pode valer mais a pena para um país importar alimentos e concentrar suas forças na indústria.

(Adaptado de Diogo Schelp. Veja. 30 de janeiro de 2008, p. 87-89)

É pequena a proporção de água doce no planeta. O acesso ...... ela depende de um sistema eficiente de coleta e distribuição, pois muitas vezes é captada ...... quilômetros de distância, antes de ser entregue com qualidade ...... população.

As lacunas da frase acima estão corretamente preenchidas, respectivamente, por

 

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44822 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TCE-AM

Atenção: As questões de números 1 a 9 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

Apontadas como a solução técnica para que o potencial hidrelétrico da região amazônica possa ser aproveitado com poucos danos ambientais, as chamadas usinas a “fio d’água”, que têm reservatórios reduzidos, estão sendo criticadas por alguns engenheiros justamente pelo fato de armazenarem pouca água. Para esses especialistas, o maior trunfo ambiental desse tipo de hidrelétrica, que é o baixo nível de alagamento, é também um problema do ponto de vista energético, já que essas usinas não conseguem formar estoques substanciais de água, diminuindo, em muito, a capacidade de gerar energia em períodos de seca.

Essa técnica começou a ser debatida mais intensamente durante o processo de licenciamento ambiental das usinas do rio Madeira. O fato de os projetos das duas obras demandarem lagos pequenos foi preponderante para que as licenças fossem emitidas. Considerando que a maior parte das usinas hidrelétricas deverá ser instalada na Região Norte – que é mais sensível do ponto de vista ambiental –, a tendência desses projetos é de terem também reservatórios diminutos. Segundo o diretor de uma construtora, a redução dos reservatórios fará com que o Brasil fique mais dependente das usinas termoelétricas, uma vez que as futuras usinas terão pouca capacidade de geração na seca. Ele ressalta ainda que, com grandes reservatórios, a operação do sistema tem mais margem de manobra, já que a geração das usinas pode ser aumentada ou reduzida, dependendo das necessidades do momento.

Defensor das hidrelétricas como fonte de energia, um dos diretores do Ibama avalia que reservatórios de maior porte só são justificáveis se, comprovadamente, a relação custo-benefício para a sociedade for compensadora. Para outro consultor, é a própria formação geográfica do Norte do País – próxima fronteira hidrelétrica a ser explorada – que faz com que as usinas com pequenos reservatórios sejam uma tendência na região. Segundo ele, as usinas mais antigas, nas regiões Sul e Sudeste, beneficiaram-se do fato de o relevo ser mais montanhoso. Já na Região Norte, onde predominam as planícies, a construção de grandes barragens inundaria grandes áreas. Além disso, como os rios amazônicos têm grandes volumes de água, não seria simples construir barragens capazes de armazenar a vazão na época das cheias.

(Adaptado de Leonardo Goy. O Estado de S. Paulo, B12, 16 de março de 2008)

Uma outra justificativa exposta no último parágrafo para a construção de usinas a fio d'água está

 

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44821 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TCE-AM

Atenção: As questões de números 1 a 9 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

Apontadas como a solução técnica para que o potencial hidrelétrico da região amazônica possa ser aproveitado com poucos danos ambientais, as chamadas usinas a “fio d’água”, que têm reservatórios reduzidos, estão sendo criticadas por alguns engenheiros justamente pelo fato de armazenarem pouca água. Para esses especialistas, o maior trunfo ambiental desse tipo de hidrelétrica, que é o baixo nível de alagamento, é também um problema do ponto de vista energético, já que essas usinas não conseguem formar estoques substanciais de água, diminuindo, em muito, a capacidade de gerar energia em períodos de seca.

Essa técnica começou a ser debatida mais intensamente durante o processo de licenciamento ambiental das usinas do rio Madeira. O fato de os projetos das duas obras demandarem lagos pequenos foi preponderante para que as licenças fossem emitidas. Considerando que a maior parte das usinas hidrelétricas deverá ser instalada na Região Norte – que é mais sensível do ponto de vista ambiental –, a tendência desses projetos é de terem também reservatórios diminutos. Segundo o diretor de uma construtora, a redução dos reservatórios fará com que o Brasil fique mais dependente das usinas termoelétricas, uma vez que as futuras usinas terão pouca capacidade de geração na seca. Ele ressalta ainda que, com grandes reservatórios, a operação do sistema tem mais margem de manobra, já que a geração das usinas pode ser aumentada ou reduzida, dependendo das necessidades do momento.

Defensor das hidrelétricas como fonte de energia, um dos diretores do Ibama avalia que reservatórios de maior porte só são justificáveis se, comprovadamente, a relação custo-benefício para a sociedade for compensadora. Para outro consultor, é a própria formação geográfica do Norte do País – próxima fronteira hidrelétrica a ser explorada – que faz com que as usinas com pequenos reservatórios sejam uma tendência na região. Segundo ele, as usinas mais antigas, nas regiões Sul e Sudeste, beneficiaram-se do fato de o relevo ser mais montanhoso. Já na Região Norte, onde predominam as planícies, a construção de grandes barragens inundaria grandes áreas. Além disso, como os rios amazônicos têm grandes volumes de água, não seria simples construir barragens capazes de armazenar a vazão na época das cheias.

(Adaptado de Leonardo Goy. O Estado de S. Paulo, B12, 16 de março de 2008)

que é mais sensível do ponto de vista ambiental – (2º parágrafo)

A observação isolada pelos travessões representa, no texto,

 

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44820 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TCE-AM

Atenção: As questões de números 10 a 20 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

O nosso planeta azul vive um paradoxo dramático: embora dois terços da Terra sejam cobertos de água, uma em cada três pessoas não dispõe desse líquido em quantidade suficiente para atender às suas necessidades básicas. Se o padrão atual de aumento de consumo for mantido, calcula-se que essa proporção subirá para dois terços da população mundial em 2050. A explicação para o paradoxo é a seguinte: a água é um recurso natural renovável pelo ciclo natural de evaporação-chuva e distribuído com fartura na maior parte da superfície do planeta. Acontece que a ação humana afetou de forma decisiva a renovação dos recursos hídricos. Em certas regiões, como o norte da China, o oeste dos Estados Unidos e o Lago Chade, na África, a água vem sendo consumida em ritmo mais rápido do que pode ser renovada. Estima-se que 50% dos rios do mundo estejam poluídos por esgotos, dejetos industriais e agrotóxicos, e 30% das maiores bacias hidrográficas tenham perdido mais da metade da cobertura vegetal original, o que levou à redução da quantidade de água.

Nos últimos 100 anos, a população mundial quadruplicou, enquanto a demanda por água se multiplicou por oito. Apenas 1% de toda a água existente no planeta é apropriada para beber ou para ser usada na agricultura. O restante corresponde à água salgada dos mares e ao gelo dos pólos e do alto das montanhas. Administrar essa cota de água doce já deveria despertar preocupação similar à existente em relação à gasolina. Não é o que acontece. Em tese isso faz sentido, pois a água é mais abundante e barata do que o petróleo, com a vantagem de ser um recurso renovável. O petróleo, no entanto, pode ser trocado por outras fontes de energia. Já a água é insubstituível.

Pouca gente nota, mas a água tornou-se um dos produtos mais presentes no comércio global. Países com poucos recursos hídricos, como a China, compensam a escassez importando a “água virtual” embutida em produtos agrícolas e industriais. Calcula-se que sejam necessárias dez toneladas de água para produzir o equivalente a dois dólares em trigo e a mesma quantidade do recurso natural, em média, para obter um produto industrializado de 140 dólares. Como se gasta mais na irrigação do que nas fábricas, em proporção ao valor final do produto, pode valer mais a pena para um país importar alimentos e concentrar suas forças na indústria.

(Adaptado de Diogo Schelp. Veja. 30 de janeiro de 2008, p. 87-89)

Identifica-se relação de causa e conseqüência, respectivamente, no segmento:

 

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44819 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TCE-AM

Atenção: As questões de números 10 a 20 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

O nosso planeta azul vive um paradoxo dramático: embora dois terços da Terra sejam cobertos de água, uma em cada três pessoas não dispõe desse líquido em quantidade suficiente para atender às suas necessidades básicas. Se o padrão atual de aumento de consumo for mantido, calcula-se que essa proporção subirá para dois terços da população mundial em 2050. A explicação para o paradoxo é a seguinte: a água é um recurso natural renovável pelo ciclo natural de evaporação-chuva e distribuído com fartura na maior parte da superfície do planeta. Acontece que a ação humana afetou de forma decisiva a renovação dos recursos hídricos. Em certas regiões, como o norte da China, o oeste dos Estados Unidos e o Lago Chade, na África, a água vem sendo consumida em ritmo mais rápido do que pode ser renovada. Estima-se que 50% dos rios do mundo estejam poluídos por esgotos, dejetos industriais e agrotóxicos, e 30% das maiores bacias hidrográficas tenham perdido mais da metade da cobertura vegetal original, o que levou à redução da quantidade de água.

Nos últimos 100 anos, a população mundial quadruplicou, enquanto a demanda por água se multiplicou por oito. Apenas 1% de toda a água existente no planeta é apropriada para beber ou para ser usada na agricultura. O restante corresponde à água salgada dos mares e ao gelo dos pólos e do alto das montanhas. Administrar essa cota de água doce já deveria despertar preocupação similar à existente em relação à gasolina. Não é o que acontece. Em tese isso faz sentido, pois a água é mais abundante e barata do que o petróleo, com a vantagem de ser um recurso renovável. O petróleo, no entanto, pode ser trocado por outras fontes de energia. Já a água é insubstituível.

Pouca gente nota, mas a água tornou-se um dos produtos mais presentes no comércio global. Países com poucos recursos hídricos, como a China, compensam a escassez importando a “água virtual” embutida em produtos agrícolas e industriais. Calcula-se que sejam necessárias dez toneladas de água para produzir o equivalente a dois dólares em trigo e a mesma quantidade do recurso natural, em média, para obter um produto industrializado de 140 dólares. Como se gasta mais na irrigação do que nas fábricas, em proporção ao valor final do produto, pode valer mais a pena para um país importar alimentos e concentrar suas forças na indústria.

(Adaptado de Diogo Schelp. Veja. 30 de janeiro de 2008, p. 87-89)

Em tese isso faz sentido... (2º parágrafo)

O pronome grifado acima refere-se corretamente, considerando-se o contexto,

 

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44818 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TCE-AM

Atenção: As questões de números 1 a 9 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

Apontadas como a solução técnica para que o potencial hidrelétrico da região amazônica possa ser aproveitado com poucos danos ambientais, as chamadas usinas a “fio d’água”, que têm reservatórios reduzidos, estão sendo criticadas por alguns engenheiros justamente pelo fato de armazenarem pouca água. Para esses especialistas, o maior trunfo ambiental desse tipo de hidrelétrica, que é o baixo nível de alagamento, é também um problema do ponto de vista energético, já que essas usinas não conseguem formar estoques substanciais de água, diminuindo, em muito, a capacidade de gerar energia em períodos de seca.

Essa técnica começou a ser debatida mais intensamente durante o processo de licenciamento ambiental das usinas do rio Madeira. O fato de os projetos das duas obras demandarem lagos pequenos foi preponderante para que as licenças fossem emitidas. Considerando que a maior parte das usinas hidrelétricas deverá ser instalada na Região Norte – que é mais sensível do ponto de vista ambiental –, a tendência desses projetos é de terem também reservatórios diminutos. Segundo o diretor de uma construtora, a redução dos reservatórios fará com que o Brasil fique mais dependente das usinas termoelétricas, uma vez que as futuras usinas terão pouca capacidade de geração na seca. Ele ressalta ainda que, com grandes reservatórios, a operação do sistema tem mais margem de manobra, já que a geração das usinas pode ser aumentada ou reduzida, dependendo das necessidades do momento.

Defensor das hidrelétricas como fonte de energia, um dos diretores do Ibama avalia que reservatórios de maior porte só são justificáveis se, comprovadamente, a relação custo-benefício para a sociedade for compensadora. Para outro consultor, é a própria formação geográfica do Norte do País – próxima fronteira hidrelétrica a ser explorada – que faz com que as usinas com pequenos reservatórios sejam uma tendência na região. Segundo ele, as usinas mais antigas, nas regiões Sul e Sudeste, beneficiaram-se do fato de o relevo ser mais montanhoso. Já na Região Norte, onde predominam as planícies, a construção de grandes barragens inundaria grandes áreas. Além disso, como os rios amazônicos têm grandes volumes de água, não seria simples construir barragens capazes de armazenar a vazão na época das cheias.

(Adaptado de Leonardo Goy. O Estado de S. Paulo, B12, 16 de março de 2008)

O fato de os projetos das duas obras demandarem lagos pequenos foi preponderante para que as licenças fossem emitidas. (2º parágrafo)

A afirmativa acima relaciona-se, pelo sentido, com a outra afirmativa do texto de que as usinas a fio d'água

 

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44817 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TCE-AM

Atenção: As questões de números 1 a 9 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

Apontadas como a solução técnica para que o potencial hidrelétrico da região amazônica possa ser aproveitado com poucos danos ambientais, as chamadas usinas a “fio d’água”, que têm reservatórios reduzidos, estão sendo criticadas por alguns engenheiros justamente pelo fato de armazenarem pouca água. Para esses especialistas, o maior trunfo ambiental desse tipo de hidrelétrica, que é o baixo nível de alagamento, é também um problema do ponto de vista energético, já que essas usinas não conseguem formar estoques substanciais de água, diminuindo, em muito, a capacidade de gerar energia em períodos de seca.

Essa técnica começou a ser debatida mais intensamente durante o processo de licenciamento ambiental das usinas do rio Madeira. O fato de os projetos das duas obras demandarem lagos pequenos foi preponderante para que as licenças fossem emitidas. Considerando que a maior parte das usinas hidrelétricas deverá ser instalada na Região Norte – que é mais sensível do ponto de vista ambiental –, a tendência desses projetos é de terem também reservatórios diminutos. Segundo o diretor de uma construtora, a redução dos reservatórios fará com que o Brasil fique mais dependente das usinas termoelétricas, uma vez que as futuras usinas terão pouca capacidade de geração na seca. Ele ressalta ainda que, com grandes reservatórios, a operação do sistema tem mais margem de manobra, já que a geração das usinas pode ser aumentada ou reduzida, dependendo das necessidades do momento.

Defensor das hidrelétricas como fonte de energia, um dos diretores do Ibama avalia que reservatórios de maior porte só são justificáveis se, comprovadamente, a relação custo-benefício para a sociedade for compensadora. Para outro consultor, é a própria formação geográfica do Norte do País – próxima fronteira hidrelétrica a ser explorada – que faz com que as usinas com pequenos reservatórios sejam uma tendência na região. Segundo ele, as usinas mais antigas, nas regiões Sul e Sudeste, beneficiaram-se do fato de o relevo ser mais montanhoso. Já na Região Norte, onde predominam as planícies, a construção de grandes barragens inundaria grandes áreas. Além disso, como os rios amazônicos têm grandes volumes de água, não seria simples construir barragens capazes de armazenar a vazão na época das cheias.

(Adaptado de Leonardo Goy. O Estado de S. Paulo, B12, 16 de março de 2008)

... as chamadas usinas a "fio d'água" (...) estão sendo criticadas por alguns engenheiros... (1º parágrafo)

Transpondo a forma verbal grifada acima para a voz ativa, a forma correta passará a ser:

 

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44816 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TCE-AM

Atenção: As questões de números 10 a 20 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

O nosso planeta azul vive um paradoxo dramático: embora dois terços da Terra sejam cobertos de água, uma em cada três pessoas não dispõe desse líquido em quantidade suficiente para atender às suas necessidades básicas. Se o padrão atual de aumento de consumo for mantido, calcula-se que essa proporção subirá para dois terços da população mundial em 2050. A explicação para o paradoxo é a seguinte: a água é um recurso natural renovável pelo ciclo natural de evaporação-chuva e distribuído com fartura na maior parte da superfície do planeta. Acontece que a ação humana afetou de forma decisiva a renovação dos recursos hídricos. Em certas regiões, como o norte da China, o oeste dos Estados Unidos e o Lago Chade, na África, a água vem sendo consumida em ritmo mais rápido do que pode ser renovada. Estima-se que 50% dos rios do mundo estejam poluídos por esgotos, dejetos industriais e agrotóxicos, e 30% das maiores bacias hidrográficas tenham perdido mais da metade da cobertura vegetal original, o que levou à redução da quantidade de água.

Nos últimos 100 anos, a população mundial quadruplicou, enquanto a demanda por água se multiplicou por oito. Apenas 1% de toda a água existente no planeta é apropriada para beber ou para ser usada na agricultura. O restante corresponde à água salgada dos mares e ao gelo dos pólos e do alto das montanhas. Administrar essa cota de água doce já deveria despertar preocupação similar à existente em relação à gasolina. Não é o que acontece. Em tese isso faz sentido, pois a água é mais abundante e barata do que o petróleo, com a vantagem de ser um recurso renovável. O petróleo, no entanto, pode ser trocado por outras fontes de energia. Já a água é insubstituível.

Pouca gente nota, mas a água tornou-se um dos produtos mais presentes no comércio global. Países com poucos recursos hídricos, como a China, compensam a escassez importando a “água virtual” embutida em produtos agrícolas e industriais. Calcula-se que sejam necessárias dez toneladas de água para produzir o equivalente a dois dólares em trigo e a mesma quantidade do recurso natural, em média, para obter um produto industrializado de 140 dólares. Como se gasta mais na irrigação do que nas fábricas, em proporção ao valor final do produto, pode valer mais a pena para um país importar alimentos e concentrar suas forças na indústria.

(Adaptado de Diogo Schelp. Veja. 30 de janeiro de 2008, p. 87-89)

O homem desperdiça e polui a água como se ela de nada ....... e logo ...... pagar alto preço por esse desperdício.

Os verbos que preenchem as lacunas da frase acima estão flexionados com a devida correlação entre tempos e modos em:

 

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