Foram encontradas 50 questões.
Por problemas de logística, os candidatos a um dos 18 empregos disponíveis no edital do concurso da Terracap — 3 empregos de nível médio e 15 empregos de nível superior — deverão realizar suas provas em data diferente da dos demais. Para evitar comentários de favorecimento ou de prejuízo, será realizado um sorteio para se decidir para qual emprego a data das provas será alterada. Assim, os empregos foram numerados de 1 a 18 e foram colocadas, em uma urna, 18 bolas idênticas, numeradas de 1 a 18, correspondentes às numerações dos empregos, para que se processe o sorteio.
Nessa situação hipotética,
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Os irmãos João e Pedro criam porcos para abate. Sabe-se que, na idade de abate, esses animais consomem, diariamente, a mesma quantidade de ração. João e Pedro possuem certa quantidade de porcos prontos para abate e ração em estoque suficiente para alimentar esses animais durante determinada quantidade de dias. João propôs a Pedro a venda de 75 porcos em idade de abate e, com isso, a ração em estoque daria para mais 20 dias. Já Pedro propôs a João a compra de outros 100 porcos em idade de abate e, com isso, a ração em estoque acabaria 15 dias antes do previsto. Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que os irmãos possuem
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Texto para as questões de 1 a 8.
1 Brasília completa cinquenta anos de existência, mas pouca gente sabe que fui um dos organizadores da festa de
seu primeiro aniversário. É que tinha sido convidado por Paulo de Tarso, o primeiro prefeito da cidade, a presidir a
Fundação Cultural.
4 Aceitei o convite porque Brasília era uma coisa nova e instigante e também por ajudar-me a sair do impasse em
que me encontrava: perdera o entusiasmo pelas experiências neoconcretas e não sabia que rumo tomar.
Tomei o avião que me levaria à nova capital.
7 Viver em Brasília, naquela época, não era mole não. O vento erguia nuvens de poeira – um talco vermelho que
tisnava nosso rosto e nossas roupas. Não havia transporte coletivo. Eu me valia do carro da fundação. Nosso único
divertimento era ir ao aeroporto ver subir e descer os aviões. Por isso, quando um grupo de teatro rebolado, do Rio, me
10 telefonou propondo apresentar-se na cidade, topei sem hesitar.
No dia seguinte à estreia, tal foi a indignação dos convidados que o presidente Jânio Quadros enviou um bilhete
ao prefeito mandando tirar o espetáculo de cartaz. Quando os jornalistas me procuraram, declarei que não o faria, já que
13 não era censor. Isso gerou uma crise que foi superada por um fato inesperado: o grupo fugira da cidade sem pagar-nos
o aluguel do teatro.
Dias depois, o prefeito me chamava ao seu gabinete para tratar da comemoração do primeiro aniversário de
16 Brasília. Na parte cultural, que a mim cabia, programei uma exposição do acervo do Museu de Arte de São Paulo, uma
temporada do Teatro de Arena e um desfile da escola de samba Estação Primeira de Mangueira.
Os dois primeiros eventos não implicavam maiores problemas, mas o desfile da Mangueira, sim, a começar pelo
19 número de sambistas que teríamos que transportar até Brasília. Felizmente, a Aeronáutica se dispôs a colaborar, pondo
à nossa disposição um avião onde caberiam umas cem pessoas. Não era o ideal, mas dava para animar a festa, sobretudo
porque, ao contrário dos outros eventos, este seria na rua, com participação dos funcionários todos e dos candangos que
22 trabalhavam na construção da cidade.
Mal saiu na imprensa a notícia do desfile, meu gabinete se encheu de funcionários dos mais diversos órgãos
públicos: eram mangueirenses que haviam sido transferidos para lá e queriam desfilar na sua escola. Desfilaram. Foi o
25 grande acontecimento do aniversário da cidade. Era tanta gente que o prefeito quase não conseguiu chegar ao palanque.
Mas preparar as comemorações não foi fácil porque, naquela época, para conseguir um prego, era preciso
atravessar a cidade inteira. Um major do exército, para nos ajudar, definiu a situação: “O problema, doutor Gullar, é
28 viatura e gasolina”.
Passado o sufoco, fiz uma "embolada", que cantei numa festa na casa do prefeito:
“Não adianta, seu prefeito, abrir estrada
31 Não adianta carnaval na Esplanada
Não adianta superquadra sem esquina,
Catedral de perna fina, rebolado de menina
34 Que o problema é viatura e gasolina.”
Meses depois, Jânio Quadros renunciava e eu voltava ao Rio já com outra cabeça: trocara a vanguarda artística pelo engajamento político.
Ferreira Gullar. Primeiro aninho. Internet: (com adaptações).
Em “mas dava para animar a festa” (linha 20), o verbo dar foi empregado no sentido de
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Texto para as questões de 1 a 8.
1 Brasília completa cinquenta anos de existência, mas pouca gente sabe que fui um dos organizadores da festa de
seu primeiro aniversário. É que tinha sido convidado por Paulo de Tarso, o primeiro prefeito da cidade, a presidir a
Fundação Cultural.
4 Aceitei o convite porque Brasília era uma coisa nova e instigante e também por ajudar-me a sair do impasse em
que me encontrava: perdera o entusiasmo pelas experiências neoconcretas e não sabia que rumo tomar.
Tomei o avião que me levaria à nova capital.
7 Viver em Brasília, naquela época, não era mole não. O vento erguia nuvens de poeira – um talco vermelho que
tisnava nosso rosto e nossas roupas. Não havia transporte coletivo. Eu me valia do carro da fundação. Nosso único
divertimento era ir ao aeroporto ver subir e descer os aviões. Por isso, quando um grupo de teatro rebolado, do Rio, me
10 telefonou propondo apresentar-se na cidade, topei sem hesitar.
No dia seguinte à estreia, tal foi a indignação dos convidados que o presidente Jânio Quadros enviou um bilhete
ao prefeito mandando tirar o espetáculo de cartaz. Quando os jornalistas me procuraram, declarei que não o faria, já que
13 não era censor. Isso gerou uma crise que foi superada por um fato inesperado: o grupo fugira da cidade sem pagar-nos
o aluguel do teatro.
Dias depois, o prefeito me chamava ao seu gabinete para tratar da comemoração do primeiro aniversário de
16 Brasília. Na parte cultural, que a mim cabia, programei uma exposição do acervo do Museu de Arte de São Paulo, uma
temporada do Teatro de Arena e um desfile da escola de samba Estação Primeira de Mangueira.
Os dois primeiros eventos não implicavam maiores problemas, mas o desfile da Mangueira, sim, a começar pelo
19 número de sambistas que teríamos que transportar até Brasília. Felizmente, a Aeronáutica se dispôs a colaborar, pondo
à nossa disposição um avião onde caberiam umas cem pessoas. Não era o ideal, mas dava para animar a festa, sobretudo
porque, ao contrário dos outros eventos, este seria na rua, com participação dos funcionários todos e dos candangos que
22 trabalhavam na construção da cidade.
Mal saiu na imprensa a notícia do desfile, meu gabinete se encheu de funcionários dos mais diversos órgãos
públicos: eram mangueirenses que haviam sido transferidos para lá e queriam desfilar na sua escola. Desfilaram. Foi o
25 grande acontecimento do aniversário da cidade. Era tanta gente que o prefeito quase não conseguiu chegar ao palanque.
Mas preparar as comemorações não foi fácil porque, naquela época, para conseguir um prego, era preciso
atravessar a cidade inteira. Um major do exército, para nos ajudar, definiu a situação: “O problema, doutor Gullar, é
28 viatura e gasolina”.
Passado o sufoco, fiz uma "embolada", que cantei numa festa na casa do prefeito:
“Não adianta, seu prefeito, abrir estrada
31 Não adianta carnaval na Esplanada
Não adianta superquadra sem esquina,
Catedral de perna fina, rebolado de menina
34 Que o problema é viatura e gasolina.”
Meses depois, Jânio Quadros renunciava e eu voltava ao Rio já com outra cabeça: trocara a vanguarda artística pelo engajamento político.
Ferreira Gullar. Primeiro aninho. Internet: (com adaptações).
Seriam prejudicados o sentido original e a correção gramatical do quarto parágrafo do texto caso
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Texto para as questões de 1 a 8.
1 Brasília completa cinquenta anos de existência, mas pouca gente sabe que fui um dos organizadores da festa de
seu primeiro aniversário. É que tinha sido convidado por Paulo de Tarso, o primeiro prefeito da cidade, a presidir a
Fundação Cultural.
4 Aceitei o convite porque Brasília era uma coisa nova e instigante e também por ajudar-me a sair do impasse em
que me encontrava: perdera o entusiasmo pelas experiências neoconcretas e não sabia que rumo tomar.
Tomei o avião que me levaria à nova capital.
7 Viver em Brasília, naquela época, não era mole não. O vento erguia nuvens de poeira – um talco vermelho que
tisnava nosso rosto e nossas roupas. Não havia transporte coletivo. Eu me valia do carro da fundação. Nosso único
divertimento era ir ao aeroporto ver subir e descer os aviões. Por isso, quando um grupo de teatro rebolado, do Rio, me
10 telefonou propondo apresentar-se na cidade, topei sem hesitar.
No dia seguinte à estreia, tal foi a indignação dos convidados que o presidente Jânio Quadros enviou um bilhete
ao prefeito mandando tirar o espetáculo de cartaz. Quando os jornalistas me procuraram, declarei que não o faria, já que
13 não era censor. Isso gerou uma crise que foi superada por um fato inesperado: o grupo fugira da cidade sem pagar-nos
o aluguel do teatro.
Dias depois, o prefeito me chamava ao seu gabinete para tratar da comemoração do primeiro aniversário de
16 Brasília. Na parte cultural, que a mim cabia, programei uma exposição do acervo do Museu de Arte de São Paulo, uma
temporada do Teatro de Arena e um desfile da escola de samba Estação Primeira de Mangueira.
Os dois primeiros eventos não implicavam maiores problemas, mas o desfile da Mangueira, sim, a começar pelo
19 número de sambistas que teríamos que transportar até Brasília. Felizmente, a Aeronáutica se dispôs a colaborar, pondo
à nossa disposição um avião onde caberiam umas cem pessoas. Não era o ideal, mas dava para animar a festa, sobretudo
porque, ao contrário dos outros eventos, este seria na rua, com participação dos funcionários todos e dos candangos que
22 trabalhavam na construção da cidade.
Mal saiu na imprensa a notícia do desfile, meu gabinete se encheu de funcionários dos mais diversos órgãos
públicos: eram mangueirenses que haviam sido transferidos para lá e queriam desfilar na sua escola. Desfilaram. Foi o
25 grande acontecimento do aniversário da cidade. Era tanta gente que o prefeito quase não conseguiu chegar ao palanque.
Mas preparar as comemorações não foi fácil porque, naquela época, para conseguir um prego, era preciso
atravessar a cidade inteira. Um major do exército, para nos ajudar, definiu a situação: “O problema, doutor Gullar, é
28 viatura e gasolina”.
Passado o sufoco, fiz uma "embolada", que cantei numa festa na casa do prefeito:
“Não adianta, seu prefeito, abrir estrada
31 Não adianta carnaval na Esplanada
Não adianta superquadra sem esquina,
Catedral de perna fina, rebolado de menina
34 Que o problema é viatura e gasolina.”
Meses depois, Jânio Quadros renunciava e eu voltava ao Rio já com outra cabeça: trocara a vanguarda artística pelo engajamento político.
Ferreira Gullar. Primeiro aninho. Internet: (com adaptações).
O vocábulo “por” introduz, no primeiro período do segundo parágrafo, uma ideia de
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Texto para as questões de 1 a 8.
1 Brasília completa cinquenta anos de existência, mas pouca gente sabe que fui um dos organizadores da festa de
seu primeiro aniversário. É que tinha sido convidado por Paulo de Tarso, o primeiro prefeito da cidade, a presidir a
Fundação Cultural.
4 Aceitei o convite porque Brasília era uma coisa nova e instigante e também por ajudar-me a sair do impasse em
que me encontrava: perdera o entusiasmo pelas experiências neoconcretas e não sabia que rumo tomar.
Tomei o avião que me levaria à nova capital.
7 Viver em Brasília, naquela época, não era mole não. O vento erguia nuvens de poeira – um talco vermelho que
tisnava nosso rosto e nossas roupas. Não havia transporte coletivo. Eu me valia do carro da fundação. Nosso único
divertimento era ir ao aeroporto ver subir e descer os aviões. Por isso, quando um grupo de teatro rebolado, do Rio, me
10 telefonou propondo apresentar-se na cidade, topei sem hesitar.
No dia seguinte à estreia, tal foi a indignação dos convidados que o presidente Jânio Quadros enviou um bilhete
ao prefeito mandando tirar o espetáculo de cartaz. Quando os jornalistas me procuraram, declarei que não o faria, já que
13 não era censor. Isso gerou uma crise que foi superada por um fato inesperado: o grupo fugira da cidade sem pagar-nos
o aluguel do teatro.
Dias depois, o prefeito me chamava ao seu gabinete para tratar da comemoração do primeiro aniversário de
16 Brasília. Na parte cultural, que a mim cabia, programei uma exposição do acervo do Museu de Arte de São Paulo, uma
temporada do Teatro de Arena e um desfile da escola de samba Estação Primeira de Mangueira.
Os dois primeiros eventos não implicavam maiores problemas, mas o desfile da Mangueira, sim, a começar pelo
19 número de sambistas que teríamos que transportar até Brasília. Felizmente, a Aeronáutica se dispôs a colaborar, pondo
à nossa disposição um avião onde caberiam umas cem pessoas. Não era o ideal, mas dava para animar a festa, sobretudo
porque, ao contrário dos outros eventos, este seria na rua, com participação dos funcionários todos e dos candangos que
22 trabalhavam na construção da cidade.
Mal saiu na imprensa a notícia do desfile, meu gabinete se encheu de funcionários dos mais diversos órgãos
públicos: eram mangueirenses que haviam sido transferidos para lá e queriam desfilar na sua escola. Desfilaram. Foi o
25 grande acontecimento do aniversário da cidade. Era tanta gente que o prefeito quase não conseguiu chegar ao palanque.
Mas preparar as comemorações não foi fácil porque, naquela época, para conseguir um prego, era preciso
atravessar a cidade inteira. Um major do exército, para nos ajudar, definiu a situação: “O problema, doutor Gullar, é
28 viatura e gasolina”.
Passado o sufoco, fiz uma "embolada", que cantei numa festa na casa do prefeito:
“Não adianta, seu prefeito, abrir estrada
31 Não adianta carnaval na Esplanada
Não adianta superquadra sem esquina,
Catedral de perna fina, rebolado de menina
34 Que o problema é viatura e gasolina.”
Meses depois, Jânio Quadros renunciava e eu voltava ao Rio já com outra cabeça: trocara a vanguarda artística pelo engajamento político.
Ferreira Gullar. Primeiro aninho. Internet: (com adaptações).
O texto, predominantemente narrativo, classifica-se, quanto ao gênero, como
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Texto para as questões de 1 a 8.
1 Brasília completa cinquenta anos de existência, mas pouca gente sabe que fui um dos organizadores da festa de
seu primeiro aniversário. É que tinha sido convidado por Paulo de Tarso, o primeiro prefeito da cidade, a presidir a
Fundação Cultural.
4 Aceitei o convite porque Brasília era uma coisa nova e instigante e também por ajudar-me a sair do impasse em
que me encontrava: perdera o entusiasmo pelas experiências neoconcretas e não sabia que rumo tomar.
Tomei o avião que me levaria à nova capital.
7 Viver em Brasília, naquela época, não era mole não. O vento erguia nuvens de poeira – um talco vermelho que
tisnava nosso rosto e nossas roupas. Não havia transporte coletivo. Eu me valia do carro da fundação. Nosso único
divertimento era ir ao aeroporto ver subir e descer os aviões. Por isso, quando um grupo de teatro rebolado, do Rio, me
10 telefonou propondo apresentar-se na cidade, topei sem hesitar.
No dia seguinte à estreia, tal foi a indignação dos convidados que o presidente Jânio Quadros enviou um bilhete
ao prefeito mandando tirar o espetáculo de cartaz. Quando os jornalistas me procuraram, declarei que não o faria, já que
13 não era censor. Isso gerou uma crise que foi superada por um fato inesperado: o grupo fugira da cidade sem pagar-nos
o aluguel do teatro.
Dias depois, o prefeito me chamava ao seu gabinete para tratar da comemoração do primeiro aniversário de
16 Brasília. Na parte cultural, que a mim cabia, programei uma exposição do acervo do Museu de Arte de São Paulo, uma
temporada do Teatro de Arena e um desfile da escola de samba Estação Primeira de Mangueira.
Os dois primeiros eventos não implicavam maiores problemas, mas o desfile da Mangueira, sim, a começar pelo
19 número de sambistas que teríamos que transportar até Brasília. Felizmente, a Aeronáutica se dispôs a colaborar, pondo
à nossa disposição um avião onde caberiam umas cem pessoas. Não era o ideal, mas dava para animar a festa, sobretudo
porque, ao contrário dos outros eventos, este seria na rua, com participação dos funcionários todos e dos candangos que
22 trabalhavam na construção da cidade.
Mal saiu na imprensa a notícia do desfile, meu gabinete se encheu de funcionários dos mais diversos órgãos
públicos: eram mangueirenses que haviam sido transferidos para lá e queriam desfilar na sua escola. Desfilaram. Foi o
25 grande acontecimento do aniversário da cidade. Era tanta gente que o prefeito quase não conseguiu chegar ao palanque.
Mas preparar as comemorações não foi fácil porque, naquela época, para conseguir um prego, era preciso
atravessar a cidade inteira. Um major do exército, para nos ajudar, definiu a situação: “O problema, doutor Gullar, é
28 viatura e gasolina”.
Passado o sufoco, fiz uma "embolada", que cantei numa festa na casa do prefeito:
“Não adianta, seu prefeito, abrir estrada
31 Não adianta carnaval na Esplanada
Não adianta superquadra sem esquina,
Catedral de perna fina, rebolado de menina
34 Que o problema é viatura e gasolina.”
Meses depois, Jânio Quadros renunciava e eu voltava ao Rio já com outra cabeça: trocara a vanguarda artística pelo engajamento político.
Ferreira Gullar. Primeiro aninho. Internet: (com adaptações).
Seriam mantidas a correção gramatical e o sentido original do texto caso fosse suprimida a vírgula empregada logo após
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Texto para as questões de 1 a 8.
1 Brasília completa cinquenta anos de existência, mas pouca gente sabe que fui um dos organizadores da festa de
seu primeiro aniversário. É que tinha sido convidado por Paulo de Tarso, o primeiro prefeito da cidade, a presidir a
Fundação Cultural.
4 Aceitei o convite porque Brasília era uma coisa nova e instigante e também por ajudar-me a sair do impasse em
que me encontrava: perdera o entusiasmo pelas experiências neoconcretas e não sabia que rumo tomar.
Tomei o avião que me levaria à nova capital.
7 Viver em Brasília, naquela época, não era mole não. O vento erguia nuvens de poeira – um talco vermelho que
tisnava nosso rosto e nossas roupas. Não havia transporte coletivo. Eu me valia do carro da fundação. Nosso único
divertimento era ir ao aeroporto ver subir e descer os aviões. Por isso, quando um grupo de teatro rebolado, do Rio, me
10 telefonou propondo apresentar-se na cidade, topei sem hesitar.
No dia seguinte à estreia, tal foi a indignação dos convidados que o presidente Jânio Quadros enviou um bilhete
ao prefeito mandando tirar o espetáculo de cartaz. Quando os jornalistas me procuraram, declarei que não o faria, já que
13 não era censor. Isso gerou uma crise que foi superada por um fato inesperado: o grupo fugira da cidade sem pagar-nos
o aluguel do teatro.
Dias depois, o prefeito me chamava ao seu gabinete para tratar da comemoração do primeiro aniversário de
16 Brasília. Na parte cultural, que a mim cabia, programei uma exposição do acervo do Museu de Arte de São Paulo, uma
temporada do Teatro de Arena e um desfile da escola de samba Estação Primeira de Mangueira.
Os dois primeiros eventos não implicavam maiores problemas, mas o desfile da Mangueira, sim, a começar pelo
19 número de sambistas que teríamos que transportar até Brasília. Felizmente, a Aeronáutica se dispôs a colaborar, pondo
à nossa disposição um avião onde caberiam umas cem pessoas. Não era o ideal, mas dava para animar a festa, sobretudo
porque, ao contrário dos outros eventos, este seria na rua, com participação dos funcionários todos e dos candangos que
22 trabalhavam na construção da cidade.
Mal saiu na imprensa a notícia do desfile, meu gabinete se encheu de funcionários dos mais diversos órgãos
públicos: eram mangueirenses que haviam sido transferidos para lá e queriam desfilar na sua escola. Desfilaram. Foi o
25 grande acontecimento do aniversário da cidade. Era tanta gente que o prefeito quase não conseguiu chegar ao palanque.
Mas preparar as comemorações não foi fácil porque, naquela época, para conseguir um prego, era preciso
atravessar a cidade inteira. Um major do exército, para nos ajudar, definiu a situação: “O problema, doutor Gullar, é
28 viatura e gasolina”.
Passado o sufoco, fiz uma "embolada", que cantei numa festa na casa do prefeito:
“Não adianta, seu prefeito, abrir estrada
31 Não adianta carnaval na Esplanada
Não adianta superquadra sem esquina,
Catedral de perna fina, rebolado de menina
34 Que o problema é viatura e gasolina.”
Meses depois, Jânio Quadros renunciava e eu voltava ao Rio já com outra cabeça: trocara a vanguarda artística pelo engajamento político.
Ferreira Gullar. Primeiro aninho. Internet: (com adaptações).
No texto, classifica-se como pronome relativo o vocábulo “que” empregado em
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Texto para as questões de 1 a 8.
1 Brasília completa cinquenta anos de existência, mas pouca gente sabe que fui um dos organizadores da festa de
seu primeiro aniversário. É que tinha sido convidado por Paulo de Tarso, o primeiro prefeito da cidade, a presidir a
Fundação Cultural.
4 Aceitei o convite porque Brasília era uma coisa nova e instigante e também por ajudar-me a sair do impasse em
que me encontrava: perdera o entusiasmo pelas experiências neoconcretas e não sabia que rumo tomar.
Tomei o avião que me levaria à nova capital.
7 Viver em Brasília, naquela época, não era mole não. O vento erguia nuvens de poeira – um talco vermelho que
tisnava nosso rosto e nossas roupas. Não havia transporte coletivo. Eu me valia do carro da fundação. Nosso único
divertimento era ir ao aeroporto ver subir e descer os aviões. Por isso, quando um grupo de teatro rebolado, do Rio, me
10 telefonou propondo apresentar-se na cidade, topei sem hesitar.
No dia seguinte à estreia, tal foi a indignação dos convidados que o presidente Jânio Quadros enviou um bilhete
ao prefeito mandando tirar o espetáculo de cartaz. Quando os jornalistas me procuraram, declarei que não o faria, já que
13 não era censor. Isso gerou uma crise que foi superada por um fato inesperado: o grupo fugira da cidade sem pagar-nos
o aluguel do teatro.
Dias depois, o prefeito me chamava ao seu gabinete para tratar da comemoração do primeiro aniversário de
16 Brasília. Na parte cultural, que a mim cabia, programei uma exposição do acervo do Museu de Arte de São Paulo, uma
temporada do Teatro de Arena e um desfile da escola de samba Estação Primeira de Mangueira.
Os dois primeiros eventos não implicavam maiores problemas, mas o desfile da Mangueira, sim, a começar pelo
19 número de sambistas que teríamos que transportar até Brasília. Felizmente, a Aeronáutica se dispôs a colaborar, pondo
à nossa disposição um avião onde caberiam umas cem pessoas. Não era o ideal, mas dava para animar a festa, sobretudo
porque, ao contrário dos outros eventos, este seria na rua, com participação dos funcionários todos e dos candangos que
22 trabalhavam na construção da cidade.
Mal saiu na imprensa a notícia do desfile, meu gabinete se encheu de funcionários dos mais diversos órgãos
públicos: eram mangueirenses que haviam sido transferidos para lá e queriam desfilar na sua escola. Desfilaram. Foi o
25 grande acontecimento do aniversário da cidade. Era tanta gente que o prefeito quase não conseguiu chegar ao palanque.
Mas preparar as comemorações não foi fácil porque, naquela época, para conseguir um prego, era preciso
atravessar a cidade inteira. Um major do exército, para nos ajudar, definiu a situação: “O problema, doutor Gullar, é
28 viatura e gasolina”.
Passado o sufoco, fiz uma "embolada", que cantei numa festa na casa do prefeito:
“Não adianta, seu prefeito, abrir estrada
31 Não adianta carnaval na Esplanada
Não adianta superquadra sem esquina,
Catedral de perna fina, rebolado de menina
34 Que o problema é viatura e gasolina.”
Meses depois, Jânio Quadros renunciava e eu voltava ao Rio já com outra cabeça: trocara a vanguarda artística pelo engajamento político.
Ferreira Gullar. Primeiro aninho. Internet: (com adaptações).
Conclui-se do texto que
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Considere-se que a Administração, sem prévia licitação, tenha permitido o fechamento de uma rua para a realização de uma festa junina organizada pela associação de moradores de um bairro residencial. Nesse caso, considerando-se a doutrina majoritária, está-se diante de um(uma)
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