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1 Em primeiro lugar, é preciso definir o que vem a ser

igualdade social. Esse conceito pressupõe que todos sejam

forçados a viver em casas idênticas, ganhar os mesmos

4 salários, comer as mesmas comidas e acreditar nos mesmos

valores? Essa abordagem já foi tentada e os resultados foram

e são desastrosos, para não dizer trágicos. Como os

7 fundadores dos EUA sabiam muito bem, é impossível para

um governo arcar com a missão de assegurar igualdade para

todos os cidadãos. As pessoas não nascem iguais. Elas

10 possuem habilidades e talentos próprios. O principal papel

de um governo não é ir contra essa realidade e forçar algo

que não existe nem existirá. O bom governo é aquele que

13 oferece oportunidades iguais para todos buscarem a própria

felicidade.


Veja, 3/9/2008, p.17-20 (com adaptações).

Com base na organização do texto acima, julgue os itens subseqüentes.

Preservam-se a coerência textual e a correção gramatical ao se escrever, em lugar da oração desenvolvida "que todos sejam forçados" (l.2-3), a reduzida equivalente serem todos forçados.

 

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1 Em primeiro lugar, é preciso definir o que vem a ser

igualdade social. Esse conceito pressupõe que todos sejam

forçados a viver em casas idênticas, ganhar os mesmos

4 salários, comer as mesmas comidas e acreditar nos mesmos

valores? Essa abordagem já foi tentada e os resultados foram

e são desastrosos, para não dizer trágicos. Como os

7 fundadores dos EUA sabiam muito bem, é impossível para

um governo arcar com a missão de assegurar igualdade para

todos os cidadãos. As pessoas não nascem iguais. Elas

10 possuem habilidades e talentos próprios. O principal papel

de um governo não é ir contra essa realidade e forçar algo

que não existe nem existirá. O bom governo é aquele que

13 oferece oportunidades iguais para todos buscarem a própria

felicidade.


Veja, 3/9/2008, p.17-20 (com adaptações).

Com base na organização do texto acima, julgue os itens subseqüentes.

Na linha 1, a forma verbal "vem" está no singular porque concorda com o pronome demonstrativo "o".

 

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1 Tudo parece ter começado a mudar nos últimos anos

e as revisões profundas por que estão passando os discursos

e as práticas identitárias deixam no ar a dúvida sobre se a

4 concepção hegemônica da modernidade se equivocou na

identificação das tendências dos processos sociais, ou se tais

tendências se inverteram totalmente em tempos recentes, ou,

7 ainda, sobre se se está perante uma inversão de tendências

ou, antes, perante cruzamentos múltiplos de tendências

opostas sem que seja possível identificar os vetores mais

10 potentes. Como se calcula, as dúvidas são acima de tudo

sobre se o que presenciamos é realmente novo ou se é apenas

novo o olhar com que o presenciamos. Estamos em uma

13 época em que é muito difícil ser-se linear. Porque estamos

em uma fase de revisão radical do paradigma epistemológico

da ciência moderna, é bem possível que seja sobretudo o

16 olhar que esteja mudando. Mas, por outro lado, não parece

crível que essa mudança tivesse ocorrido sem nada ter

mudado no objeto do olhar que o olha.


Boaventura Souza Santos. Modernidade, identidade e a cultura

de fronteira. Tempo Social, USP, 1993, p. 39 (com adaptações).


Acerca das idéias do texto acima e de suas estruturas linguísticas, julgue os itens de 1 a 9.

No desenvolvimento das idéias do texto, a expressão "essa mudança" (l.17) retoma a idéia de "o olhar que esteja mudando" (l.15-16).

 

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1 Tudo parece ter começado a mudar nos últimos anos

e as revisões profundas por que estão passando os discursos

e as práticas identitárias deixam no ar a dúvida sobre se a

4 concepção hegemônica da modernidade se equivocou na

identificação das tendências dos processos sociais, ou se tais

tendências se inverteram totalmente em tempos recentes, ou,

7 ainda, sobre se se está perante uma inversão de tendências

ou, antes, perante cruzamentos múltiplos de tendências

opostas sem que seja possível identificar os vetores mais

10 potentes. Como se calcula, as dúvidas são acima de tudo

sobre se o que presenciamos é realmente novo ou se é apenas

novo o olhar com que o presenciamos. Estamos em uma

13 época em que é muito difícil ser-se linear. Porque estamos

em uma fase de revisão radical do paradigma epistemológico

da ciência moderna, é bem possível que seja sobretudo o

16 olhar que esteja mudando. Mas, por outro lado, não parece

crível que essa mudança tivesse ocorrido sem nada ter

mudado no objeto do olhar que o olha.


Boaventura Souza Santos. Modernidade, identidade e a cultura

de fronteira. Tempo Social, USP, 1993, p. 39 (com adaptações).


Acerca das idéias do texto acima e de suas estruturas linguísticas, julgue os itens de 1 a 9.

Segundo o texto, enquanto houver a confusão e a indefinição do "paradigma epistemológico da ciência moderna" (l.14-15), as práticas identitárias estarão baseadas em dúvidas.
 

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1 Tudo parece ter começado a mudar nos últimos anos

e as revisões profundas por que estão passando os discursos

e as práticas identitárias deixam no ar a dúvida sobre se a

4 concepção hegemônica da modernidade se equivocou na

identificação das tendências dos processos sociais, ou se tais

tendências se inverteram totalmente em tempos recentes, ou,

7 ainda, sobre se se está perante uma inversão de tendências

ou, antes, perante cruzamentos múltiplos de tendências

opostas sem que seja possível identificar os vetores mais

10 potentes. Como se calcula, as dúvidas são acima de tudo

sobre se o que presenciamos é realmente novo ou se é apenas

novo o olhar com que o presenciamos. Estamos em uma

13 época em que é muito difícil ser-se linear. Porque estamos

em uma fase de revisão radical do paradigma epistemológico

da ciência moderna, é bem possível que seja sobretudo o

16 olhar que esteja mudando. Mas, por outro lado, não parece

crível que essa mudança tivesse ocorrido sem nada ter

mudado no objeto do olhar que o olha.


Boaventura Souza Santos. Modernidade, identidade e a cultura

de fronteira. Tempo Social, USP, 1993, p. 39 (com adaptações).


Acerca das idéias do texto acima e de suas estruturas linguísticas, julgue os itens de 1 a 9.

Mantendo-se a relação de sentidos originalmente estabelecida entre os três períodos finais do texto, pode-se suprimir o ponto antes de "Porque" (l.13), desde que esta palavra seja reescrita com inicial minúscula.

 

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1 Tudo parece ter começado a mudar nos últimos anos

e as revisões profundas por que estão passando os discursos

e as práticas identitárias deixam no ar a dúvida sobre se a

4 concepção hegemônica da modernidade se equivocou na

identificação das tendências dos processos sociais, ou se tais

tendências se inverteram totalmente em tempos recentes, ou,

7 ainda, sobre se se está perante uma inversão de tendências

ou, antes, perante cruzamentos múltiplos de tendências

opostas sem que seja possível identificar os vetores mais

10 potentes. Como se calcula, as dúvidas são acima de tudo

sobre se o que presenciamos é realmente novo ou se é apenas

novo o olhar com que o presenciamos. Estamos em uma

13 época em que é muito difícil ser-se linear. Porque estamos

em uma fase de revisão radical do paradigma epistemológico

da ciência moderna, é bem possível que seja sobretudo o

16 olhar que esteja mudando. Mas, por outro lado, não parece

crível que essa mudança tivesse ocorrido sem nada ter

mudado no objeto do olhar que o olha.


Boaventura Souza Santos. Modernidade, identidade e a cultura

de fronteira. Tempo Social, USP, 1993, p. 39 (com adaptações).


Acerca das idéias do texto acima e de suas estruturas linguísticas, julgue os itens de 1 a 9.

No período "Estamos em uma época em que é muito difícil ser-se linear" (l..12-13), a expressão "em uma época" tem a função de localizar no tempo a afirmação de "ser-se linear". Por isso, a preposição "em" logo após "época", que tem igual função, poderia ser eliminada sem que houvesse prejuízo para a coerência e a correção gramatical do texto.

 

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1 Tudo parece ter começado a mudar nos últimos anos

e as revisões profundas por que estão passando os discursos

e as práticas identitárias deixam no ar a dúvida sobre se a

4 concepção hegemônica da modernidade se equivocou na

identificação das tendências dos processos sociais, ou se tais

tendências se inverteram totalmente em tempos recentes, ou,

7 ainda, sobre se se está perante uma inversão de tendências

ou, antes, perante cruzamentos múltiplos de tendências

opostas sem que seja possível identificar os vetores mais

10 potentes. Como se calcula, as dúvidas são acima de tudo

sobre se o que presenciamos é realmente novo ou se é apenas

novo o olhar com que o presenciamos. Estamos em uma

13 época em que é muito difícil ser-se linear. Porque estamos

em uma fase de revisão radical do paradigma epistemológico

da ciência moderna, é bem possível que seja sobretudo o

16 olhar que esteja mudando. Mas, por outro lado, não parece

crível que essa mudança tivesse ocorrido sem nada ter

mudado no objeto do olhar que o olha.


Boaventura Souza Santos. Modernidade, identidade e a cultura

de fronteira. Tempo Social, USP, 1993, p. 39 (com adaptações).


Acerca das idéias do texto acima e de suas estruturas linguísticas, julgue os itens de 1 a 9.

O desenvolvimento das idéias do texto permite inserir, na linha 10, sem prejudicar sua correção gramatical, uma vírgula logo após "são" e outra logo após "tudo", demarcando-se a expressão "acima de tudo".

 

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e as práticas identitárias deixam no ar a dúvida sobre se a

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identificação das tendências dos processos sociais, ou se tais

tendências se inverteram totalmente em tempos recentes, ou,

7 ainda, sobre se se está perante uma inversão de tendências

ou, antes, perante cruzamentos múltiplos de tendências

opostas sem que seja possível identificar os vetores mais

10 potentes. Como se calcula, as dúvidas são acima de tudo

sobre se o que presenciamos é realmente novo ou se é apenas

novo o olhar com que o presenciamos. Estamos em uma

13 época em que é muito difícil ser-se linear. Porque estamos

em uma fase de revisão radical do paradigma epistemológico

da ciência moderna, é bem possível que seja sobretudo o

16 olhar que esteja mudando. Mas, por outro lado, não parece

crível que essa mudança tivesse ocorrido sem nada ter

mudado no objeto do olhar que o olha.


Boaventura Souza Santos. Modernidade, identidade e a cultura

de fronteira. Tempo Social, USP, 1993, p. 39 (com adaptações).


Acerca das idéias do texto acima e de suas estruturas linguísticas, julgue os itens de 1 a 9.

Na linha 8, a preposição "perante", no contexto em que ocorre, contribui para que a "inversão de tendências" (l.7) seja interpretada como um processo ainda em curso.

 

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identificação das tendências dos processos sociais, ou se tais

tendências se inverteram totalmente em tempos recentes, ou,

7 ainda, sobre se se está perante uma inversão de tendências

ou, antes, perante cruzamentos múltiplos de tendências

opostas sem que seja possível identificar os vetores mais

10 potentes. Como se calcula, as dúvidas são acima de tudo

sobre se o que presenciamos é realmente novo ou se é apenas

novo o olhar com que o presenciamos. Estamos em uma

13 época em que é muito difícil ser-se linear. Porque estamos

em uma fase de revisão radical do paradigma epistemológico

da ciência moderna, é bem possível que seja sobretudo o

16 olhar que esteja mudando. Mas, por outro lado, não parece

crível que essa mudança tivesse ocorrido sem nada ter

mudado no objeto do olhar que o olha.


Boaventura Souza Santos. Modernidade, identidade e a cultura

de fronteira. Tempo Social, USP, 1993, p. 39 (com adaptações).


Acerca das idéias do texto acima e de suas estruturas linguísticas, julgue os itens de 1 a 9.

A preposição "sobre" (l.3), que introduz os complementos da palavra "dúvida" (l.3), está subentendida imediatamente antes da primeira ocorrência de "se" (l.5).

 

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e as práticas identitárias deixam no ar a dúvida sobre se a

4 concepção hegemônica da modernidade se equivocou na

identificação das tendências dos processos sociais, ou se tais

tendências se inverteram totalmente em tempos recentes, ou,

7 ainda, sobre se se está perante uma inversão de tendências

ou, antes, perante cruzamentos múltiplos de tendências

opostas sem que seja possível identificar os vetores mais

10 potentes. Como se calcula, as dúvidas são acima de tudo

sobre se o que presenciamos é realmente novo ou se é apenas

novo o olhar com que o presenciamos. Estamos em uma

13 época em que é muito difícil ser-se linear. Porque estamos

em uma fase de revisão radical do paradigma epistemológico

da ciência moderna, é bem possível que seja sobretudo o

16 olhar que esteja mudando. Mas, por outro lado, não parece

crível que essa mudança tivesse ocorrido sem nada ter

mudado no objeto do olhar que o olha.


Boaventura Souza Santos. Modernidade, identidade e a cultura

de fronteira. Tempo Social, USP, 1993, p. 39 (com adaptações).


Acerca das idéias do texto acima e de suas estruturas linguísticas, julgue os itens de 1 a 9.

Na linha 2, o uso da preposição "por" antes do pronome relativo deve-se à regência da forma verbal "passando", que está empregada no texto com a acepção de vivenciando.

 

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