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Eu resolvera passar o dia com os trabalhadores da
estiva e via-os vir chegando a balançar o corpo, com a comida
debaixo do braço, muito modestos. Em pouco, a beira do cais
ficou coalhada. Durante a última greve, um delegado de polícia
dissera-me:
— São criaturas ferozes! (...)
Logo que o saveiro atracou, eles treparam pelas
escadas, rápidos; oito homens desapareceram na face aberta do
porão, despiram-se, enquanto os outros rodeavam o guincho e
as correntes de ferro começavam a ir e vir do porão para o
saveiro, do saveiro para o porão, carregadas de sacas de café.
Era regular, matemático, a oscilação de um lento e formidável
relógio.
Aqueles seres ligavam-se aos guinchos; eram parte da
máquina; agiam inconscientemente. Quinze minutos depois de
iniciado o trabalho, suavam arrancando as camisas. Não
falavam, não tinham palavras inúteis. Quando a pilha de sacas
estava feita, erguiam a cabeça e esperavam nova carga. Que
fazer? Aquilo tinha que ser até às 5 da tarde. (...)
Esses homens têm uma força de vontade incrível.
Fizeram com o próprio esforço uma classe, impuseram-na.
Hoje, estão todos ligados, exercendo uma mútua polícia para
a moralização da classe. A União dos Operários Estivadores
consegue, com uns estatutos que a defendem habilmente, o seu
nobre fim. (...)
Que querem eles? Apenas ser considerados homens
dignificados pelo esforço e a diminuição das horas de trabalho,
para descansar e para viver.
João do Rio. Os trabalhadores de estiva. In: A alma encantadora das ruas. Paris: Garnier, 1908. Internet: www.dominiopublico.gov.br (com adaptações).
Julgue o item que se segue, relativos às ideias do texto acima e às estruturas linguísticas nele utilizadas.
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O direito e seu conjunto de atos e procedimentos
podem ser observados como atos literários, e um dos fatores
que pode explicar essa visão do direito como literatura é o fato
de que, devido à tradição positivista do direito, os atos
jurídicos são, via de regra, reduzidos a termo, isto é,
transformam-se em textos narrativos acerca de um fato. Sob a
ótica da literatura, esses atos escritos do sistema jurídico são
formas de contar e de repassar uma história. Assim, é
perfeitamente possível conceber, por exemplo, uma sentença
como uma peça com personagens, início, enredo e fim. Nessa
esteira de raciocínio, a citação de jurisprudência e precedentes
em uma petição seria um relato inserido em outro, adaptado à
necessidade de um suporte jurídico. Dessa forma, o literário é
intrínseco ao jurídico, que encerra traços da literatura pela
construção de personagens, personalidades, sensibilidades,
mitos e tradições que compõem o mundo social.
O direito é, por conseguinte, um contar de histórias.
Assim como os antigos transmitiam o conhecimento por
intermédio da oralidade, um processo judicial é, além de
processo de conhecimento, um conjunto de histórias
contrapostas uma à outra. Sua lógica sequenciada permite ao
juiz a compreensão do acontecimento dos fatos da mesma
forma que uma boa obra literária reporta o leitor ao
entendimento linear de sua narração. A correta narrativa
judicial é, portanto, um meio de se assegurar uma decisão
que responda às expectativas lançadas pela parte em um
procedimento judiciário.
Germano Schwartz e Elaine Macedo. Pode o direito ser arte? Respostas a partir do direito e literatura. Internet: www.conpedi.org.br (com adaptações).
Com referência às ideias desenvolvidas no texto acima e às estruturas linguísticas nele empregadas, julgue o item a seguir.
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De início, não existiam direitos, mas poderes. Desde
que o homem pôde vingar a ofensa a ele dirigida e verificou
que tal vingança o satisfazia e atemorizava a reincidência, só
deixou de exercer sua força perante uma força maior.
No entanto, como acontece muitas vezes no domínio biológico,
a reação começou a ultrapassar de muito a ação que a
provocara. Os fracos uniram-se; e foi então que começou
propriamente a incursão do consciente e do raciocínio no
mecanismo social, ou melhor, foi aí que começou a sociedade
propriamente dita. Fracos unidos não deixam de constituir uma
força. E os fracos, os primeiros ladinos e sofistas, os primeiros
inteligentes da história da humanidade, procuraram submeter
aquelas relações até então naturais, biológicas e necessárias, ao
domínio do pensamento. Surgiu, como defesa, a ideia de que,
apesar de não terem força, tinham direitos. Novas noções de
Justiça, Caridade, Igualdade e Dever foram se insinuando
naquele grupo primitivo, instiladas pelos que delas
necessitavam, tão certo como o é o fato de os primeiros
remédios terem sido inventados pelos doentes. No espírito do
homem, foi se formando a correspondente daquela revolta: um
superego mais ou menos forte, que daí em diante regeria e
fiscalizaria as relações do novo homem com os seus
semelhantes, impedindo-lhe a perpetração de atos considerados
por todos como proibidos. (...) Na resolução de seus litígios,
não mais aparecia o mais forte e musculoso diante do menos
poderoso pelo próprio nascimento e natureza. Igualados pelas
mesmas condições, afrouxados na sua agressividade de animal
pelo nascimento do superego, fizeram uma espécie de tratado
de paz, as leis, pelas quais os interesses e os “proibidos” não
seriam violados reciprocamente, sob a garantia de uma punição
por parte da coletividade.
Clarice Lispector. Observações sobre o fundamento do direito de punir. In: Aparecida Maria Nunes (Org.). Clarice na cabeceira. Rio de Janeiro: Rocco, 2012, p. 67-8 (com adaptações).
A respeito do texto acima, julgue o próximo item.
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