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TEXTO 3
Comida
Titãs
Bebida é água Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída para qualquer parte
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer
Bebida é água Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comer
A gente quer comer e quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer pra aliviar a dor
A gente não quer só dinheiro
A gente quer dinheiro e felicidade
A gente não quer só dinheiro
A gente quer inteiro e não pela metade
Diversão e arte
para qualquer parte
diversão, balé
como a vida quer...
Desejo, necessidade, vontade
necessidade, desejo
necessidade, vontade
necessidade!
ANTUNES, Arnaldo; FROMER, Marcelo; BRITO, Sergio. Comida. Intérprete: Titãs. In: Titãs. Jesus não tem dentes no país dos banguelas. Rio de Janeiro: WEA. 1 disco sonoro (LP). Lado A, faixa 2. 1987.
A respeito do uso das funções da linguagem na canção, assinale a afirmação verdadeira.
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TEXTO 3
Comida
Titãs
Bebida é água Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída para qualquer parte
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer
Bebida é água Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comer
A gente quer comer e quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer pra aliviar a dor
A gente não quer só dinheiro
A gente quer dinheiro e felicidade
A gente não quer só dinheiro
A gente quer inteiro e não pela metade
Diversão e arte
para qualquer parte
diversão, balé
como a vida quer...
Desejo, necessidade, vontade
necessidade, desejo
necessidade, vontade
necessidade!
ANTUNES, Arnaldo; FROMER, Marcelo; BRITO, Sergio. Comida. Intérprete: Titãs. In: Titãs. Jesus não tem dentes no país dos banguelas. Rio de Janeiro: WEA. 1 disco sonoro (LP). Lado A, faixa 2. 1987.
Considere os seguintes versos da canção: “A gente não quer só comida /A gente quer saída para qualquer parte”. É possível reescrever estes versos de diversas maneiras, mantendo a equivalência de sentido, com EXCEÇÃO da forma como está estruturada no seguinte enunciado:
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TEXTO 3
Comida
Titãs
Bebida é água Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída para qualquer parte
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer
Bebida é água Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comer
A gente quer comer e quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer pra aliviar a dor
A gente não quer só dinheiro
A gente quer dinheiro e felicidade
A gente não quer só dinheiro
A gente quer inteiro e não pela metade
Diversão e arte
para qualquer parte
diversão, balé
como a vida quer...
Desejo, necessidade, vontade
necessidade, desejo
necessidade, vontade
necessidade!
ANTUNES, Arnaldo; FROMER, Marcelo; BRITO, Sergio. Comida. Intérprete: Titãs. In: Titãs. Jesus não tem dentes no país dos banguelas. Rio de Janeiro: WEA. 1 disco sonoro (LP). Lado A, faixa 2. 1987.
Ao fazer as perguntas, nos versos da canção “Você tem sede de quê? Você tem fome de quê?, o enunciador procura
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TEXTO 3
Comida
Titãs
Bebida é água
Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída para qualquer parte
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer
Bebida é água
Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comer
A gente quer comer e quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer pra aliviar a dor
A gente não quer só dinheiro
A gente quer dinheiro e felicidade
A gente não quer só dinheiro
A gente quer inteiro e não pela metade
Diversão e arte
para qualquer parte
diversão, balé
como a vida quer...
Desejo, necessidade, vontade
necessidade, desejo
necessidade, vontade
necessidade!
ANTUNES, Arnaldo; FROMER, Marcelo; BRITO, Sergio. Comida. Intérprete: Titãs. In: Titãs. Jesus não tem dentes no país dos banguelas. Rio de Janeiro: WEA. 1 disco sonoro (LP). Lado A, faixa 2. 1987.
Analisando o texto, pode-se traçar um perfil do enunciador da canção que se mostra com as características listadas abaixo, com EXCEÇÃO de
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TEXTO 2
ONU pede combate a desperdício de alimento para reduzir fome no mundo
Com um quarto do que se perde em escala global seria possível alimentar todas as vítimas de fome crônica do planeta; Brasil foi premiado por ações de combate à subnutrição.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou hoje (16), Dia Mundial da Alimentação, que o desperdício ainda é uma das principais razões da fome no mundo. Segundo a entidade, um terço dos alimentos produzidos no mundo por ano é desperdiçado – o equivalente a 1,3 bilhão de toneladas e mais de US$ 750 bilhões.
Para o responsável pela infraestrutura rural da FAO, Robert van Otterdijk, com um quarto do total desperdiçado seria possível alimentar todas as vítimas de fome crônica no mundo, que equivale a 842 milhões de pessoas, segundo dados recentes da instituição.
Segundo o especialista, “reduzir à metade esse desperdício, bastaria para aumentar a produção alimentar mundial em 32% e para conseguir dar comida a 9 bilhões de pessoas, a população mundial prevista em 2050”. Peritos da ONU calculam que será necessário aumentar em 60% da produção de alimentos para dar conta das necessidades futuras da humanidade, um patamar insustentável para o planeta.
Para a coordenadora de um relatório da FAO sobre os custos do desperdício alimentar, Mathilde Iweins, “as superfícies agrícolas utilizadas para a produção de alimentos que não serão utilizados equivalem às do Canadá e da Índia, em conjunto”.
As principais razões do desperdício são, nos países industrializados, o excesso de normas e regras, devido a preocupações sanitárias ou estéticas e, nos países em desenvolvimento, as reduzidas capacidades de armazenamento e de acesso ao mercado. O diretor da FAO na Ásia e Pacífico, Hiroyuki Konuma, alertou que a inflação também é uma barreira. “Os altos preços, que são 50% maiores em termos reais comparativamente há dez anos, aumentam a vulnerabilidade dos pobres”, disse.
Segundo a FAO pelo menos 2 bilhões de pessoas são vítimas da subnutrição, no mundo, 60% delas na região Ásia-Pacífico. Em todo o planeta, uma em cada oito pessoas e uma em cada quatro crianças com menos de cinco anos é vítima de má nutrição. Ao todo, 165 milhões de crianças
nunca desenvolveram seu potencial intelectual e físico devido à carência de nutrientes.
Em um relatório publicado em junho, a FAO avaliou que o custo da subnutrição e das carências em micronutrientes representam de 2% a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ou seja, entre US$ 1,4 bilhão e US$ 2,1 bilhões. “Conseguir o maior número possível de alimentos de cada gota de água, porção de terreno, partícula de fertilizantes e minuto de trabalho poupa recursos para o futuro e torna os sistemas mais sustentáveis”, lembrou a organização em nota.
Além das pessoas com problemas de subnutrição, outras 1,4 bilhão estão com excesso de peso, incluindo 500 milhões de obesos. A organização destacou a importância de uma dieta equilibrada para combater o aumento da obesidade e garantir a saúde das populações.
Notícia adaptada do portal Rede Brasil Atual publicada 16/10/2013 às 11h18min. Disponível em: https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2013/10/on u-pede-reducao-do desperdicio-de-alimento-para-reduzirfome- no-mundo-5807.html. Acesso: 10.11.2018.
Em relação aos valores sintáticos e semânticos da utilização do aposto no texto, assinale a afirmação verdadeira.
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TEXTO 2
ONU pede combate a desperdício de alimento para reduzir fome no mundo
Com um quarto do que se perde em escala global seria possível alimentar todas as vítimas de fome crônica do planeta; Brasil foi premiado por ações de combate à subnutrição.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou hoje (16), Dia Mundial da Alimentação, que o desperdício ainda é uma das principais razões da fome no mundo. Segundo a entidade, um terço dos alimentos produzidos no mundo por ano é desperdiçado – o equivalente a 1,3 bilhão de toneladas e mais de US$ 750 bilhões.
Para o responsável pela infraestrutura rural da FAO, Robert van Otterdijk, com um quarto do total desperdiçado seria possível alimentar todas as vítimas de fome crônica no mundo, que equivale a 842 milhões de pessoas, segundo dados recentes da instituição.
Segundo o especialista, “reduzir à metade esse desperdício, bastaria para aumentar a produção alimentar mundial em 32% e para conseguir dar comida a 9 bilhões de pessoas, a população mundial prevista em 2050”. Peritos da ONU calculam que será necessário aumentar em 60% da produção de alimentos para dar conta das necessidades futuras da humanidade, um patamar insustentável para o planeta.
Para a coordenadora de um relatório da FAO sobre os custos do desperdício alimentar, Mathilde Iweins, “as superfícies agrícolas utilizadas para a produção de alimentos que não serão utilizados equivalem às do Canadá e da Índia, em conjunto”.
As principais razões do desperdício são, nos países industrializados, o excesso de normas e regras, devido a preocupações sanitárias ou estéticas e, nos países em desenvolvimento, as reduzidas capacidades de armazenamento e de acesso ao mercado. O diretor da FAO na Ásia e Pacífico, Hiroyuki Konuma, alertou que a inflação também é uma barreira. “Os altos preços, que são 50% maiores em termos reais comparativamente há dez anos, aumentam a vulnerabilidade dos pobres”, disse.
Segundo a FAO pelo menos 2 bilhões de pessoas são vítimas da subnutrição, no mundo, 60% delas na região Ásia-Pacífico. Em todo o planeta, uma em cada oito pessoas e uma em cada quatro crianças com menos de cinco anos é vítima de má nutrição. Ao todo, 165 milhões de crianças
nunca desenvolveram seu potencial intelectual e físico devido à carência de nutrientes.
Em um relatório publicado em junho, a FAO avaliou que o custo da subnutrição e das carências em micronutrientes representam de 2% a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ou seja, entre US$ 1,4 bilhão e US$ 2,1 bilhões. “Conseguir o maior número possível de alimentos de cada gota de água, porção de terreno, partícula de fertilizantes e minuto de trabalho poupa recursos para o futuro e torna os sistemas mais sustentáveis”, lembrou a organização em nota.
Além das pessoas com problemas de subnutrição, outras 1,4 bilhão estão com excesso de peso, incluindo 500 milhões de obesos. A organização destacou a importância de uma dieta equilibrada para combater o aumento da obesidade e garantir a saúde das populações.
Notícia adaptada do portal Rede Brasil Atual publicada 16/10/2013 às 11h18min. Disponível em: https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2013/10/on u-pede-reducao-do desperdicio-de-alimento-para-reduzirfome- no-mundo-5807.html. Acesso: 10.11.2018.
O uso das aspas, no trecho “reduzir à metade esse desperdício, bastaria para aumentar a produção alimentar mundial em 32% e para conseguir dar comida a 9 bilhões de pessoas, a população mundial prevista em 2050”, serve para
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TEXTO 2
ONU pede combate a desperdício de alimento para reduzir fome no mundo
Com um quarto do que se perde em escala global seria possível alimentar todas as vítimas de fome crônica do planeta; Brasil foi premiado por ações de combate à subnutrição.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou hoje (16), Dia Mundial da Alimentação, que o desperdício ainda é uma das principais razões da fome no mundo. Segundo a entidade, um terço dos alimentos produzidos no mundo por ano é desperdiçado – o equivalente a 1,3 bilhão de toneladas e mais de US$ 750 bilhões.
Para o responsável pela infraestrutura rural da FAO, Robert van Otterdijk, com um quarto do total desperdiçado seria possível alimentar todas as vítimas de fome crônica no mundo, que equivale a 842 milhões de pessoas, segundo dados recentes da instituição.
Segundo o especialista, “reduzir à metade esse desperdício, bastaria para aumentar a produção alimentar mundial em 32% e para conseguir dar comida a 9 bilhões de pessoas, a população mundial prevista em 2050”. Peritos da ONU calculam que será necessário aumentar em 60% da produção de alimentos para dar conta das necessidades futuras da humanidade, um patamar insustentável para o planeta.
Para a coordenadora de um relatório da FAO sobre os custos do desperdício alimentar, Mathilde Iweins, “as superfícies agrícolas utilizadas para a produção de alimentos que não serão utilizados equivalem às do Canadá e da Índia, em conjunto”.
As principais razões do desperdício são, nos países industrializados, o excesso de normas e regras, devido a preocupações sanitárias ou estéticas e, nos países em desenvolvimento, as reduzidas capacidades de armazenamento e de acesso ao mercado. O diretor da FAO na Ásia e Pacífico, Hiroyuki Konuma, alertou que a inflação também é uma barreira. “Os altos preços, que são 50% maiores em termos reais comparativamente há dez anos, aumentam a vulnerabilidade dos pobres”, disse.
Segundo a FAO pelo menos 2 bilhões de pessoas são vítimas da subnutrição, no mundo, 60% delas na região Ásia-Pacífico. Em todo o planeta, uma em cada oito pessoas e uma em cada quatro crianças com menos de cinco anos é vítima de má nutrição. Ao todo, 165 milhões de crianças
nunca desenvolveram seu potencial intelectual e físico devido à carência de nutrientes.
Em um relatório publicado em junho, a FAO avaliou que o custo da subnutrição e das carências em micronutrientes representam de 2% a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ou seja, entre US$ 1,4 bilhão e US$ 2,1 bilhões. “Conseguir o maior número possível de alimentos de cada gota de água, porção de terreno, partícula de fertilizantes e minuto de trabalho poupa recursos para o futuro e torna os sistemas mais sustentáveis”, lembrou a organização em nota.
Além das pessoas com problemas de subnutrição, outras 1,4 bilhão estão com excesso de peso, incluindo 500 milhões de obesos. A organização destacou a importância de uma dieta equilibrada para combater o aumento da obesidade e garantir a saúde das populações.
Notícia adaptada do portal Rede Brasil Atual publicada 16/10/2013 às 11h18min. Disponível em: https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2013/10/on u-pede-reducao-do desperdicio-de-alimento-para-reduzirfome- no-mundo-5807.html. Acesso: 10.11.2018.
O texto jornalístico em análise, ao procurar manter a imparcialidade e a objetividade, utiliza-se do discurso direto e do indireto para registrar a fala de pessoas envolvidas na notícia. Atente para as seguintes afirmações a esse respeito:
I. No trecho “Peritos da ONU calculam que será necessário aumentar em 60% da produção de alimentos para dar conta das necessidades futuras da humanidade, um patamar insustentável para o planeta” , o jornalista busca reproduzir literalmente a fala dos peritos da ONU para permanecer sempre fiel aos fatos relatados.
II. O autor se vale do discurso direto no trecho “Conseguir o maior número possível de alimentos de cada gota de água, porção de terreno, partícula de fertilizantes e minuto de trabalho poupa recursos para o futuro e torna os sistemas mais sustentáveis” , para validar, de forma segura, a informação transmitida.
III. No enunciado “A organização destacou a importância de uma dieta equilibrada para combater o aumento da obesidade e garantir a saúde das populações”, o jornalista se reportou, através do discurso indireto, à fala da organização para adaptá-la aos objetivos da notícia.
IV. No excerto “as superfícies agrícolas utilizadas para a produção de alimentos que não serão utilizados equivalem às do Canadá e da Índia, em conjunto” , embora não haja marcas textuais, como o uso do verbo dicendi, e nem tipográficas, como o uso de dois pontos e de travessão, temos um caso de uso do discurso direto, em que o jornalista, para valorizar o que diz o especialista, recupera, pela indicação das aspas, sua fala literal.
Está correto apenas o que se afirma em
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TEXTO 2
ONU pede combate a desperdício de alimento para reduzir fome no mundo
Com um quarto do que se perde em escala global seria possível alimentar todas as vítimas de fome crônica do planeta; Brasil foi premiado por ações de combate à subnutrição.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou hoje (16), Dia Mundial da Alimentação, que o desperdício ainda é uma das principais razões da fome no mundo. Segundo a entidade, um terço dos alimentos produzidos no mundo por ano é desperdiçado – o equivalente a 1,3 bilhão de toneladas e mais de US$ 750 bilhões.
Para o responsável pela infraestrutura rural da FAO, Robert van Otterdijk, com um quarto do total desperdiçado seria possível alimentar todas as vítimas de fome crônica no mundo, que equivale a 842 milhões de pessoas, segundo dados recentes da instituição.
Segundo o especialista, “reduzir à metade esse desperdício, bastaria para aumentar a produção alimentar mundial em 32% e para conseguir dar comida a 9 bilhões de pessoas, a população mundial prevista em 2050”. Peritos da ONU calculam que será necessário aumentar em 60% da produção de alimentos para dar conta das necessidades futuras da humanidade, um patamar insustentável para o planeta.
Para a coordenadora de um relatório da FAO sobre os custos do desperdício alimentar, Mathilde Iweins, “as superfícies agrícolas utilizadas para a produção de alimentos que não serão utilizados equivalem às do Canadá e da Índia, em conjunto”.
As principais razões do desperdício são, nos países industrializados, o excesso de normas e regras, devido a preocupações sanitárias ou estéticas e, nos países em desenvolvimento, as reduzidas capacidades de armazenamento e de acesso ao mercado. O diretor da FAO na Ásia e Pacífico, Hiroyuki Konuma, alertou que a inflação também é uma barreira. “Os altos preços, que são 50% maiores em termos reais comparativamente há dez anos, aumentam a vulnerabilidade dos pobres”, disse.
Segundo a FAO pelo menos 2 bilhões de pessoas são vítimas da subnutrição, no mundo, 60% delas na região Ásia-Pacífico. Em todo o planeta, uma em cada oito pessoas e uma em cada quatro crianças com menos de cinco anos é vítima de má nutrição. Ao todo, 165 milhões de crianças
nunca desenvolveram seu potencial intelectual e físico devido à carência de nutrientes.
Em um relatório publicado em junho, a FAO avaliou que o custo da subnutrição e das carências em micronutrientes representam de 2% a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ou seja, entre US$ 1,4 bilhão e US$ 2,1 bilhões. “Conseguir o maior número possível de alimentos de cada gota de água, porção de terreno, partícula de fertilizantes e minuto de trabalho poupa recursos para o futuro e torna os sistemas mais sustentáveis”, lembrou a organização em nota.
Além das pessoas com problemas de subnutrição, outras 1,4 bilhão estão com excesso de peso, incluindo 500 milhões de obesos. A organização destacou a importância de uma dieta equilibrada para combater o aumento da obesidade e garantir a saúde das populações.
Notícia adaptada do portal Rede Brasil Atual publicada 16/10/2013 às 11h18min. Disponível em: https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2013/10/on u-pede-reducao-do desperdicio-de-alimento-para-reduzirfome- no-mundo-5807.html. Acesso: 10.11.2018.
A ideia principal que sintetiza o primeiro parágrafo da notícia acima é a que afirma que
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TEXTO 2
ONU pede combate a desperdício de alimento para reduzir fome no mundo
Com um quarto do que se perde em escala global seria possível alimentar todas as vítimas de fome crônica do planeta; Brasil foi premiado por ações de combate à subnutrição.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou hoje (16), Dia Mundial da Alimentação, que o desperdício ainda é uma das principais razões da fome no mundo. Segundo a entidade, um terço dos alimentos produzidos no mundo por ano é desperdiçado – o equivalente a 1,3 bilhão de toneladas e mais de US$ 750 bilhões.
Para o responsável pela infraestrutura rural da FAO, Robert van Otterdijk, com um quarto do total desperdiçado seria possível alimentar todas as vítimas de fome crônica no mundo, que equivale a 842 milhões de pessoas, segundo dados recentes da instituição.
Segundo o especialista, “reduzir à metade esse desperdício, bastaria para aumentar a produção alimentar mundial em 32% e para conseguir dar comida a 9 bilhões de pessoas, a população mundial prevista em 2050”. Peritos da ONU calculam que será necessário aumentar em 60% da produção de alimentos para dar conta das necessidades futuras da humanidade, um patamar insustentável para o planeta.
Para a coordenadora de um relatório da FAO sobre os custos do desperdício alimentar, Mathilde Iweins, “as superfícies agrícolas utilizadas para a produção de alimentos que não serão utilizados equivalem às do Canadá e da Índia, em conjunto”.
As principais razões do desperdício são, nos países industrializados, o excesso de normas e regras, devido a preocupações sanitárias ou estéticas e, nos países em desenvolvimento, as reduzidas capacidades de armazenamento e de acesso ao mercado. O diretor da FAO na Ásia e Pacífico, Hiroyuki Konuma, alertou que a inflação também é uma barreira. “Os altos preços, que são 50% maiores em termos reais comparativamente há dez anos, aumentam a vulnerabilidade dos pobres”, disse.
Segundo a FAO pelo menos 2 bilhões de pessoas são vítimas da subnutrição, no mundo, 60% delas na região Ásia-Pacífico. Em todo o planeta, uma em cada oito pessoas e uma em cada quatro crianças com menos de cinco anos é vítima de má nutrição. Ao todo, 165 milhões de crianças
nunca desenvolveram seu potencial intelectual e físico devido à carência de nutrientes.
Em um relatório publicado em junho, a FAO avaliou que o custo da subnutrição e das carências em micronutrientes representam de 2% a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ou seja, entre US$ 1,4 bilhão e US$ 2,1 bilhões. “Conseguir o maior número possível de alimentos de cada gota de água, porção de terreno, partícula de fertilizantes e minuto de trabalho poupa recursos para o futuro e torna os sistemas mais sustentáveis”, lembrou a organização em nota.
Além das pessoas com problemas de subnutrição, outras 1,4 bilhão estão com excesso de peso, incluindo 500 milhões de obesos. A organização destacou a importância de uma dieta equilibrada para combater o aumento da obesidade e garantir a saúde das populações.
Notícia adaptada do portal Rede Brasil Atual publicada 16/10/2013 às 11h18min. Disponível em: https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2013/10/on u-pede-reducao-do desperdicio-de-alimento-para-reduzirfome- no-mundo-5807.html. Acesso: 10.11.2018.
Na notícia o autor utiliza alguns recursos para dar veracidade às informações apresentadas. Assinale a opção que NÃO corresponde a um desses recursos.
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TEXTO 1
O Bicho
Manuel Bandeira
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
BANDEIRA, M. Poesias completas. 4. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986.
Considerando o uso do vocativo no último verso do poema “O bicho, meu Deus, era um homem”, atente para as seguintes afirmações:
I. O vocativo usado no verso em destaque revela que o poeta se mostrou indiferente à cena retratada.
II. O vocativo “meu Deus” assume, no contexto do poema, um duplo sentido: o de apelo e, ao mesmo tempo, o de acusação ao ente evocado.
III. Pelo uso do vocativo, o poeta, para mostrar o quão religioso ele é, evoca a figura de Deus como forma de oração e súplica.
IV. O vocativo utilizado no verso em análise destaca o impacto emocional do poeta por ver a degradação do homem colocado em nível inferior ao dos animais, como o cão, o gato e o rato.
Está correto somente o que se diz em
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