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Um editorial publicado recentemente no British Medical Journal discute de que forma a insatisfação no trabalho rouba saúde.
Um dos autores é Cary Cooper, professor de psicologia da Universidade Lancaster, no Reino Unido. Ele faz uma crítica: na batalha contra as doenças cardiovasculares toda a atenção é dedicada aos comportamentos sobre os quais as pessoas têm controle direto, como alimentação e atividade física. Não basta.
“Há outros importantes fatores de risco sobre os quais as pessoas têm pouco controle. No topo da lista está o trabalho”, afirma Cooper.
Ao analisar 485 estudos que incluíram 267 mil pessoas, Cooper concluiu que a falta de satisfação no trabalho tem forte relação com baixa autoestima, depressão, ansiedade e síndrome de burnout.
Essa síndrome é uma resposta do organismo ao estresse ocupacional crônico. Os sinais clássicos são desmotivação, avaliação negativa de si mesmo, insensibilidade. A pessoa é consumida física e emocionalmente. Daí o termo burnout – do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim).
Situações assim costumam elevar os índices do chamado presenteísmo. O funcionário não falta, mas trabalha doente. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos demonstram que as perdas de produtividade por depressão e dores sofridas por trabalhadores que não faltam ao trabalho superam as perdas de produtividade derivadas do absenteísmo.
A insatisfação no trabalho é um terreno fértil para a ocorrência de transtornos mentais (entre eles, os depressivos). Esses males já são a terceira causa de afastamento do trabalho no Brasil. Ficam atrás apenas dos acidentes e das lesões conhecidas como LER/Dort, o conjunto de doenças provocadas pelo esforço repetitivo. Na região sudeste, os transtornos mentais ocupam o segundo lugar.
É preciso reconhecer quando as coisas não vão bem e interromper o ciclo de sofrimento. O erro de muita gente é esperar que a empresa faça isso por ela. Não fará. Tomar as rédeas da carreira e da vida é responsabilidade de cada um.
Ninguém merece um trabalho que não faça sentido para quem o executa. Sentido é algo particular, subjetivo. É possível encontrar sentido em qualquer tipo de trabalho – seja ele braçal, intelectual, criativo ou não.
SEGATTO, Cristiane. Paixão e saúde. Época. 04/10/2013. Disponível em: <http://epoca.globo.com/
colunas-e-blogs/cristiane-segatto/noticia/2013/10/bpaixaob-e-saude.html>. Acesso em 06 out. 2013.
Da leitura do texto, depreende-se que seu objetivo central é:
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Assinale a alternativa que apresenta as características que distinguem os passivos contingentes das provisões.
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Se dedicamos tanto tempo de nossa existência ao trabalho, ele não pode estar confinado ao escaninho mental onde guardamos irrelevâncias. O trabalho, qualquer que seja ele, precisa fazer sentido para quem o realiza. Trabalho sem sentido é vida sem sentido.
Uma das boas reflexões [sobre o tema] foi feita pelo professor Edmund Phelps, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, em entrevista ao meu colega Marcos Coronato.
Phelps acaba de publicar nos Estados Unidos um livro chamado Mass flourishing (Florescimento das massas), ainda sem previsão de lançamento no Brasil. Segundo o autor, cada indivíduo que emprega tempo e esforço numa atividade insatisfatória, mesmo que bem remunerada, é sintoma de uma sociedade doente.
Florescimento, segundo Phelps, significa pessoas em trabalhos que deem a elas a oportunidade de se envolver em algo e sintonizar suas mentes no que estão fazendo. Trabalhos que ofereçam oportunidades, experimentação, projetos de coisas novas. Significa fazer coisas que dão uma sensação de recompensa.
Se o trabalho permite aprimorar capacidades, ele oferece um ganho. Se, com essas habilidades aprimoradas, a pessoa chega a um salário melhor, esse é outro ganho. Phelps discorre também sobre os ganhos não materiais: a excitação de enfrentar desafios, a superação de obstáculos, a emoção da descoberta.
“Quando alguém é jovem e não tem dinheiro, é natural que pense mais em ganhos materiais. À medida que envelhecemos, os ganhos não materiais passam a ressoar profundamente em cada um de nós”, disse Phelps a Coronato.
Acho que já sou suficiente velha para sentir essa necessidade. Não é de hoje que coloco prazer no trabalho, liberdade e qualidade de vida acima dos ganhos materiais quando reflito sobre a minha carreira.
SEGATTO, Cristiane. Paixão e saúde. Época. 04/10/2013. Disponível em: <http://epoca.globo.com/
colunas-e-blogs/cristiane segatto/noticia/2013/10/bpaixaob-e-saude.html>. Acesso em 06 out. 2013.
Assinale a alternativa cujo pronome exerce a mesma função sintática que o pronome destacado em "...que deem a elas a oportunidade...".
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Um editorial publicado recentemente no British Medical Journal discute de que forma a insatisfação no trabalho rouba saúde.
Um dos autores é Cary Cooper, professor de psicologia da Universidade Lancaster, no Reino Unido. Ele faz uma crítica: na batalha contra as doenças cardiovasculares toda a atenção é dedicada aos comportamentos sobre os quais as pessoas têm controle direto, como alimentação e atividade física. Não basta.
“Há outros importantes fatores de risco sobre os quais as pessoas têm pouco controle. No topo da lista está o trabalho”, afirma Cooper.
Ao analisar 485 estudos que incluíram 267 mil pessoas, Cooper concluiu que a falta de satisfação no trabalho tem forte relação com baixa autoestima, depressão, ansiedade e síndrome de burnout.
Essa síndrome é uma resposta do organismo ao estresse ocupacional crônico. Os sinais clássicos são desmotivação, avaliação negativa de si mesmo, insensibilidade. A pessoa é consumida física e emocionalmente. Daí o termo burnout – do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim).
Situações assim costumam elevar os índices do chamado presenteísmo. O funcionário não falta, mas trabalha doente. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos demonstram que as perdas de produtividade por depressão e dores sofridas por trabalhadores que não faltam ao trabalho superam as perdas de produtividade derivadas do absenteísmo.
A insatisfação no trabalho é um terreno fértil para a ocorrência de transtornos mentais (entre eles, os depressivos). Esses males já são a terceira causa de afastamento do trabalho no Brasil. Ficam atrás apenas dos acidentes e das lesões conhecidas como LER/Dort, o conjunto de doenças provocadas pelo esforço repetitivo. Na região sudeste, os transtornos mentais ocupam o segundo lugar.
É preciso reconhecer quando as coisas não vão bem e interromper o ciclo de sofrimento. O erro de muita gente é esperar que a empresa faça isso por ela. Não fará. Tomar as rédeas da carreira e da vida é responsabilidade de cada um.
Ninguém merece um trabalho que não faça sentido para quem o executa. Sentido é algo particular, subjetivo. É possível encontrar sentido em qualquer tipo de trabalho – seja ele braçal, intelectual, criativo ou não.
SEGATTO, Cristiane. Paixão e saúde. Época. 04/10/2013. Disponível em: <http://epoca.globo.com/
colunas-e-blogs/cristiane-segatto/noticia/2013/10/bpaixaob-e-saude.html>. Acesso em 06 out. 2013.
Quanto às causas de afastamento do trabalho no Brasil, conforme o texto, é correto afirmar que:
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Se dedicamos tanto tempo de nossa existência ao trabalho, ele não pode estar confinado ao escaninho mental onde guardamos irrelevâncias. O trabalho, qualquer que seja ele, precisa fazer sentido para quem o realiza. Trabalho sem sentido é vida sem sentido.
Uma das boas reflexões [sobre o tema] foi feita pelo professor Edmund Phelps, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, em entrevista ao meu colega Marcos Coronato.
Phelps acaba de publicar nos Estados Unidos um livro chamado Mass flourishing (Florescimento das massas), ainda sem previsão de lançamento no Brasil. Segundo o autor, cada indivíduo que emprega tempo e esforço numa atividade insatisfatória, mesmo que bem remunerada, é sintoma de uma sociedade doente.
Florescimento, segundo Phelps, significa pessoas em trabalhos que deem a elas a oportunidade de se envolver em algo e sintonizar suas mentes no que estão fazendo. Trabalhos que ofereçam oportunidades, experimentação, projetos de coisas novas. Significa fazer coisas que dão uma sensação de recompensa.
Se o trabalho permite aprimorar capacidades, ele oferece um ganho. Se, com essas habilidades aprimoradas, a pessoa chega a um salário melhor, esse é outro ganho. Phelps discorre também sobre os ganhos não materiais: a excitação de enfrentar desafios, a superação de obstáculos, a emoção da descoberta.
“Quando alguém é jovem e não tem dinheiro, é natural que pense mais em ganhos materiais. À medida que envelhecemos, os ganhos não materiais passam a ressoar profundamente em cada um de nós”, disse Phelps a Coronato.
Acho que já sou suficiente velha para sentir essa necessidade. Não é de hoje que coloco prazer no trabalho, liberdade e qualidade de vida acima dos ganhos materiais quando reflito sobre a minha carreira.
SEGATTO, Cristiane. Paixão e saúde. Época. 04/10/2013. Disponível em: <http://epoca.globo.com/
colunas-e-blogs/cristiane segatto/noticia/2013/10/bpaixaob-e-saude.html>. Acesso em 06 out. 2013.
Assinale a alternativa em que a palavra tanto recebe mesma classificação morfológica que em " Se dedicamos tanto tempo de nossa existência ao trabalho...".
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Se dedicamos tanto tempo de nossa existência ao trabalho, ele não pode estar confinado ao escaninho mental onde guardamos irrelevâncias. O trabalho, qualquer que seja ele, precisa fazer sentido para quem o realiza. Trabalho sem sentido é vida sem sentido.
Uma das boas reflexões [sobre o tema] foi feita pelo professor Edmund Phelps, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, em entrevista ao meu colega Marcos Coronato.
Phelps acaba de publicar nos Estados Unidos um livro chamado Mass flourishing (Florescimento das massas), ainda sem previsão de lançamento no Brasil. Segundo o autor, cada indivíduo que emprega tempo e esforço numa atividade insatisfatória, mesmo que bem remunerada, é sintoma de uma sociedade doente.
Florescimento, segundo Phelps, significa pessoas em trabalhos que deem a elas a oportunidade de se envolver em algo e sintonizar suas mentes no que estão fazendo. Trabalhos que ofereçam oportunidades, experimentação, projetos de coisas novas. Significa fazer coisas que dão uma sensação de recompensa.
Se o trabalho permite aprimorar capacidades, ele oferece um ganho. Se, com essas habilidades aprimoradas, a pessoa chega a um salário melhor, esse é outro ganho. Phelps discorre também sobre os ganhos não materiais: a excitação de enfrentar desafios, a superação de obstáculos, a emoção da descoberta.
“Quando alguém é jovem e não tem dinheiro, é natural que pense mais em ganhos materiais. À medida que envelhecemos, os ganhos não materiais passam a ressoar profundamente em cada um de nós”, disse Phelps a Coronato.
Acho que já sou suficiente velha para sentir essa necessidade. Não é de hoje que coloco prazer no trabalho, liberdade e qualidade de vida acima dos ganhos materiais quando reflito sobre a minha carreira.
SEGATTO, Cristiane. Paixão e saúde. Época. 04/10/2013. Disponível em: <http://epoca.globo.com/
colunas-e-blogs/cristiane segatto/noticia/2013/10/bpaixaob-e-saude.html>. Acesso em 06 out. 2013.
Na frase "Acho que já sou suficiente velha para sentir essa necessidade", o termo grifado funciona sintaticamente como:
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Um editorial publicado recentemente no British Medical Journal discute de que forma a insatisfação no trabalho rouba saúde.
Um dos autores é Cary Cooper, professor de psicologia da Universidade Lancaster, no Reino Unido. Ele faz uma crítica: na batalha contra as doenças cardiovasculares toda a atenção é dedicada aos comportamentos sobre os quais as pessoas têm controle direto, como alimentação e atividade física. Não basta.
“Há outros importantes fatores de risco sobre os quais as pessoas têm pouco controle. No topo da lista está o trabalho”, afirma Cooper.
Ao analisar 485 estudos que incluíram 267 mil pessoas, Cooper concluiu que a falta de satisfação no trabalho tem forte relação com baixa autoestima, depressão, ansiedade e síndrome de burnout.
Essa síndrome é uma resposta do organismo ao estresse ocupacional crônico. Os sinais clássicos são desmotivação, avaliação negativa de si mesmo, insensibilidade. A pessoa é consumida física e emocionalmente. Daí o termo burnout – do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim).
Situações assim costumam elevar os índices do chamado presenteísmo. O funcionário não falta, mas trabalha doente. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos demonstram que as perdas de produtividade por depressão e dores sofridas por trabalhadores que não faltam ao trabalho superam as perdas de produtividade derivadas do absenteísmo.
A insatisfação no trabalho é um terreno fértil para a ocorrência de transtornos mentais (entre eles, os depressivos). Esses males já são a terceira causa de afastamento do trabalho no Brasil. Ficam atrás apenas dos acidentes e das lesões conhecidas como LER/Dort, o conjunto de doenças provocadas pelo esforço repetitivo. Na região sudeste, os transtornos mentais ocupam o segundo lugar.
É preciso reconhecer quando as coisas não vão bem e interromper o ciclo de sofrimento. O erro de muita gente é esperar que a empresa faça isso por ela. Não fará. Tomar as rédeas da carreira e da vida é responsabilidade de cada um.
Ninguém merece um trabalho que não faça sentido para quem o executa. Sentido é algo particular, subjetivo. É possível encontrar sentido em qualquer tipo de trabalho – seja ele braçal, intelectual, criativo ou não.
SEGATTO, Cristiane. Paixão e saúde. Época. 04/10/2013. Disponível em: <http://epoca.globo.com/
colunas-e-blogs/cristiane-segatto/noticia/2013/10/bpaixaob-e-saude.html>. Acesso em 06 out. 2013.
O termo "assim" em "Situações assim costumam elevar...":
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Um editorial publicado recentemente no British Medical Journal discute de que forma a insatisfação no trabalho rouba saúde.
Um dos autores é Cary Cooper, professor de psicologia da Universidade Lancaster, no Reino Unido. Ele faz uma crítica: na batalha contra as doenças cardiovasculares toda a atenção é dedicada aos comportamentos sobre os quais as pessoas têm controle direto, como alimentação e atividade física. Não basta.
“Há outros importantes fatores de risco sobre os quais as pessoas têm pouco controle. No topo da lista está o trabalho”, afirma Cooper.
Ao analisar 485 estudos que incluíram 267 mil pessoas, Cooper concluiu que a falta de satisfação no trabalho tem forte relação com baixa autoestima, depressão, ansiedade e síndrome de burnout.
Essa síndrome é uma resposta do organismo ao estresse ocupacional crônico(a). Os sinais clássicos são desmotivação, avaliação negativa de si mesmo(b), insensibilidade. A pessoa é consumida física e emocionalmente. Daí o termo burnout – do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim).
Situações assim costumam elevar os índices do chamado presenteísmo. O funcionário não falta, mas trabalha doente. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos demonstram que as perdas de produtividade por depressão e dores sofridas por trabalhadores que não faltam ao trabalho superam as perdas de produtividade derivadas do absenteísmo.
A insatisfação no trabalho é um terreno fértil para a ocorrência de transtornos mentais (entre eles, os depressivos). Esses males já são a terceira causa de afastamento do trabalho no Brasil(c). Ficam atrás apenas dos acidentes e das lesões conhecidas como LER/Dort, o conjunto de doenças provocadas pelo esforço repetitivo. Na região sudeste, os transtornos mentais ocupam o segundo lugar(d).
É preciso reconhecer quando as coisas não vão bem e interromper o ciclo de sofrimento. O erro de muita gente é esperar que a empresa faça isso por ela(e). Não fará. Tomar as rédeas da carreira e da vida é responsabilidade de cada um.
Ninguém merece um trabalho que não faça sentido para quem o executa. Sentido é algo particular, subjetivo. É possível encontrar sentido em qualquer tipo de trabalho – seja ele braçal, intelectual, criativo ou não.
SEGATTO, Cristiane. Paixão e saúde. Época. 04/10/2013. Disponível em: <http://epoca.globo.com/
colunas-e-blogs/cristiane-segatto/noticia/2013/10/bpaixaob-e-saude.html>. Acesso em 06 out. 2013.
Assinale a alternativa cuja trecho constitui uma opinião.
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Um editorial publicado recentemente no British Medical Journal discute de que forma a insatisfação no trabalho rouba saúde.
Um dos autores é Cary Cooper, professor de psicologia da Universidade Lancaster, no Reino Unido. Ele faz uma crítica: na batalha contra as doenças cardiovasculares toda a atenção é dedicada aos comportamentos sobre os quais as pessoas têm controle direto, como alimentação e atividade física. Não basta.
“Há outros importantes fatores de risco sobre os quais as pessoas têm pouco controle. No topo da lista está o trabalho”, afirma Cooper.
Ao analisar 485 estudos que incluíram 267 mil pessoas, Cooper concluiu que a falta de satisfação no trabalho tem forte relação com baixa autoestima, depressão(b), ansiedade e síndrome de burnout.
Essa síndrome é uma resposta do organismo ao estresse ocupacional crônico. Os sinais clássicos são desmotivação, avaliação negativa de si mesmo, insensibilidade. A pessoa é consumida física e emocionalmente. Daí o termo burnout – do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim).
Situações assim costumam elevar os índices do chamado presenteísmo(e). O funcionário(d) não falta, mas trabalha doente. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos demonstram que as perdas de produtividade por depressão e dores sofridas por trabalhadores(d) que não faltam ao trabalho superam as perdas de produtividade derivadas do absenteísmo(e).
A insatisfação no trabalho é um terreno fértil para a ocorrência de transtornos mentais (entre eles, os depressivos). Esses males(b) já são a terceira causa de afastamento do trabalho no Brasil. Ficam atrás apenas dos acidentes e das lesões conhecidas como LER/Dort, o conjunto de doenças provocadas pelo esforço repetitivo. Na região sudeste, os transtornos mentais ocupam o segundo lugar.
É preciso reconhecer quando as coisas não vão bem e interromper o ciclo de sofrimento. O erro de muita gente é esperar que a empresa(c) faça isso por ela. Não fará. Tomar as rédeas da carreira(c) e da vida é responsabilidade de cada um.
Ninguém merece um trabalho(a) que não faça sentido para quem o executa. Sentido é algo particular, subjetivo. É possível encontrar sentido em qualquer tipo de trabalho – seja ele braçal(a), intelectual, criativo ou não.
SEGATTO, Cristiane. Paixão e saúde. Época. 04/10/2013. Disponível em: <http://epoca.globo.com/
colunas-e-blogs/cristiane-segatto/noticia/2013/10/bpaixaob-e-saude.html>. Acesso em 06 out. 2013.
Assinale a alternativa que ordena termos do texto do particular para o geral.
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Um editorial publicado recentemente no British Medical Journal discute de que forma a insatisfação no trabalho rouba saúde.
Um dos autores é Cary Cooper, professor de psicologia da Universidade Lancaster, no Reino Unido. Ele faz uma crítica: na batalha contra as doenças cardiovasculares toda a atenção é dedicada aos comportamentos sobre os quais as pessoas têm controle direto, como alimentação e atividade física. Não basta.
“Há outros importantes fatores de risco sobre os quais as pessoas têm pouco controle. No topo da lista está o trabalho”, afirma Cooper.
Ao analisar 485 estudos que incluíram 267 mil pessoas, Cooper concluiu que a falta de satisfação no trabalho tem forte relação com baixa autoestima, depressão, ansiedade e síndrome de burnout.
Essa síndrome é uma resposta do organismo ao estresse ocupacional crônico. Os sinais clássicos são desmotivação, avaliação negativa de si mesmo, insensibilidade. A pessoa é consumida física e emocionalmente. Daí o termo burnout – do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim).
Situações assim costumam elevar os índices do chamado presenteísmo. O funcionário não falta, mas trabalha doente. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos demonstram que as perdas de produtividade por depressão e dores sofridas por trabalhadores que não faltam ao trabalho superam as perdas de produtividade derivadas do absenteísmo.
A insatisfação no trabalho é um terreno fértil para a ocorrência de transtornos mentais (entre eles, os depressivos). Esses males já são a terceira causa de afastamento do trabalho no Brasil. Ficam atrás apenas dos acidentes e das lesões conhecidas como LER/Dort, o conjunto de doenças provocadas pelo esforço repetitivo. Na região sudeste, os transtornos mentais ocupam o segundo lugar.
É preciso reconhecer quando as coisas não vão bem e interromper o ciclo de sofrimento. O erro de muita gente é esperar que a empresa faça isso por ela. Não fará. Tomar as rédeas da carreira e da vida é responsabilidade de cada um.
Ninguém merece um trabalho que não faça sentido para quem o executa. Sentido é algo particular, subjetivo. É possível encontrar sentido em qualquer tipo de trabalho – seja ele braçal, intelectual, criativo ou não.
SEGATTO, Cristiane. Paixão e saúde. Época. 04/10/2013. Disponível em: <http://epoca.globo.com/
colunas-e-blogs/cristiane-segatto/noticia/2013/10/bpaixaob-e-saude.html>. Acesso em 06 out. 2013.
Como autoestima, está grafada conforme o Novo Acordo Ortográfico (Decreto Nº. 6.583, de 29 de setembro de 2008), a palavra:
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