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TEXTO 1
APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA
-------------Eu tenho o sono muito leve, e numa noite
-----dessas notei que havia alguém andando
-----sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em
-----silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que
5 ---vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela
-----janela do banheiro. Como minha casa era muito
-----segura, com grades nas janelas e trancas internas nas
-----portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro
-----que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando
10 -tranquilamente.
-------------Liguei baixinho para a polícia, informei a
-----situação e o meu endereço.
-----Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou
-----se já estava no interior da casa.
15 ---------Esclareci que não e disseram-me que não
-----havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que
-----iriam mandar alguém assim que fosse possível.
-----Um minuto depois, liguei de novo e disse com a
-----voz calma:
20 ----------— Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém
-----no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já
-----matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12,
-----que tenho guardada em casa para estas situações. O
-----tiro fez um estrago danado no cara!
25 ----------Passados menos de três minutos, estavam na
-----minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma
-----unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos
-----direitos humanos, que não perderiam isso por nada
-----neste mundo.
30 ----------Eles prenderam o ladrão em flagrante, que
-----ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez
-----ele estivesse pensando que aquela era a casa do
-----Comandante da Polícia.
-------------No meio do tumulto, um tenente se aproximou
-----de mim e disse:
-------------— Pensei que tivesse dito que tinha matado o
-----ladrão.
-------------Eu respondi:
-----— Pensei que tivesse dito que não havia
40 --ninguém disponível.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Aprenda a chamar a polícia.
Disponível em:
https://portuguesemdestaque.blogspot.com/p/cronicas.html.
Acesso em jan. 2019.
TEXTO 2
-------------Em um artigo, publicado em 23 de março de
------1999 na Folha de S. Paulo, Carlos Heitor Cony
------transcreve um manual de “Sobrevivência na Selva”,
------escrito pelo jornalista Leon Eliachar. Eis alguns
5 ----mandamentos:
-------------1) Não sair de casa;
-------------2) Não ficar em casa;
-------------3) Se sair, não sair sozinho, nem acompanhado;
-------------4) Se sair sozinho ou acompanhado, não sair a
10 --pé nem de carro;
-------------5) Se sair a pé, não andar devagar, nem
-------depressa, nem parar;
-------------6) Se sair de carro, não parar nas esquinas, nem
-------no meio da rua, nem nas calçadas, nem nos sinais.
15 --Melhor deixar o carro na garagem e pegar
-------uma condução;
-------------7) Se pegar uma condução, não pegar ônibus,
-------nem táxi, nem trem, nem carona;
-------------8) Se decidir ficar em casa, não ficar sozinho
20 --nem acompanhado;
-------------9) Se ficar sozinho ou acompanhado, não
-------deixar a porta aberta nem fechada;
-------------10) Como não adianta mudar de cidade ou de
-------país, o único jeito é ficar no ar. Mas não num avião.
25 ---------Segundo o colunista da Folha de S. Paulo
-------Carlos Heitor Cony, Leon não seguiu os conselhos
-------que deu, pois foi assassinado no banheiro de seu
-------apartamento. O caso dele teria sido passional, já
-------que se apaixonara por uma mulher casada. De
30 --qualquer forma, segundo o colunista, Leon poderia
-------ter acrescentado um mandamento aos dez que
-------inventou: “11) Não amar a mulher do próximo nem a
-------própria.”.
CONY, Carlos Heitor. Sobrevivência na selva. Folha de São Paulo, São Paulo, 23 mar. 1999.
O título do Texto 1 e os “mandamentos” do Texto 2 têm em comum
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TEXTO 1
APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA
Eu tenho o sono muito leve, e numa noite
dessas notei que havia alguém andando
sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em
silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que
5 vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela
janela do banheiro. Como minha casa era muito
segura, com grades nas janelas e trancas internas nas
portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro
que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando
10 tranquilamente.
Liguei baixinho para a polícia, informei a
situação e o meu endereço.
Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou
se já estava no interior da casa.
15 Esclareci que não e disseram-me que não
havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que
iriam mandar alguém assim que fosse possível.
20 Um minuto depois, liguei de novo e disse com a
voz calma:
— Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém
no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já
matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12,
que tenho guardada em casa para estas situações. O
tiro fez um estrago danado no cara!
25 Passados menos de três minutos, estavam na
minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma
unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos
direitos humanos, que não perderiam isso por nada
neste mundo.
30 Eles prenderam o ladrão em flagrante, que
ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez
ele estivesse pensando que aquela era a casa do
Comandante da Polícia.
No meio do tumulto, um tenente se aproximou
35 de mim e disse:
— Pensei que tivesse dito que tinha matado o
ladrão.
Eu respondi:
— Pensei que tivesse dito que não havia
40 ninguém disponível.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Aprenda a chamar a polícia. Disponível em: https://portuguesemdestaque.blogspot.com/p/cronicas.html. Acesso em jan. 2019.
O trecho “Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado (...)” pode ser reescrito da seguinte forma, sem perda de sentido:
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- Despesa PúblicaClassificações da Despesa PúblicaClassificação QualitativaEstrutura ProgramáticaTipos de Ações
Existem operações das quais resultam produtos (bens ou serviços), que contribuem para atender ao objetivo de um programa. Incluem-se também nesse conceito as transferências obrigatórias ou voluntárias a outros entes da Federação e a pessoas físicas e jurídicas, na forma de subsídios, subvenções, auxílios, contribuições e financiamentos, dentre outros. Trata-se do seguinte conceito de despesa orçamentária:
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A despesa orçamentária é toda transação que depende de autorização legislativa, na forma de consignação de dotação orçamentária, para ser efetivada. A despesa orçamentária, quanto ao impacto na situação patrimonial líquida, em que o comprometimento do orçamento (empenho) não constitui o reconhecimento de um bem, um direito ou uma obrigação correspondente, recebe a seguinte denominação:
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O art. 14 da LRF trata especialmente da renúncia de receita, estabelecendo medidas a serem observadas pelos entes públicos que decidirem pela concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita. Há uma espécie de renúncia de receita caracterizada pelo perdão da multa, que visa excluir o crédito tributário na parte relativa à multa aplicada pelo sujeito ativo ao sujeito passivo, por infrações cometidas por este anteriormente à vigência da lei que a concedeu. Por sua vez, há também a espécie caracterizada pelo perdão da dívida, que se dá em determinadas circunstâncias previstas na lei, tais como valor diminuto da dívida, situação difícil que torna impossível ao sujeito passivo solver o débito, inconveniência do processamento da cobrança dado o alto custo não compensável com a quantia em cobrança. Trata-se, respectivamente, das seguintes espécies de renúncia de receita:
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Existe uma etapa da realização da receita orçamentária constante da Lei Orçamentária Anual (LOA), que resulta de metodologias de projeção usualmente adotadas, observadas as disposições constantes na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Essa etapa implica planejar e orçar a arrecadação das receitas orçamentárias que constarão na proposta orçamentária. Trata-se da seguinte etapa de realização da receita orçamentária:
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- Receita PúblicaClassificação da Receita OrçamentáriaClassificação por Natureza da Receita (Níveis e Dígitos)
Em âmbito federal, a codificação da classificação por natureza da receita é normatizada por meio de Portaria da SOF, órgão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A classificação orçamentária que oferece a menor célula de informação no contexto orçamentário para as receitas públicas e contém todas as informações necessárias para as devidas alocações orçamentárias, denomina-se:
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O princípio orçamentário previsto, de forma expressa, no caput do art. 2º da Lei nº 4.320/1964, e que determina existência de orçamento único para cada um dos entes federados – União, estados, Distrito Federal e municípios – com a finalidade de se evitarem múltiplos orçamentos paralelos dentro da mesma pessoa política, denomina-se:
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As informações financeiras e não financeiras são de boa qualidade caso sejam capazes de influenciar significativamente o cumprimento dos objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil. As informações financeiras e não financeiras são capazes de exercer essa influência quando têm valor confirmatório, preditivo ou ambos. Trata-se da seguinte característica da informação contábil:
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O instrumento pelo qual os entes da Federação consorciados comprometem-se a transferir recursos financeiros para a realização das despesas do consórcio público, consignados em suas respectivas leis orçamentárias anuais (LOA), denomina-se:
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