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Respondida
A respeito da trajetória da normatização referente ao
patrimônio arqueológico,
Respondida
No Brasil, a relação entre a Arqueologia e os museus é marcada
atualmente por:
Respondida
Segundo Krzysztof Pomian (1988), os museus de
Arqueologia tendem a adotar um dos dois seguintes
modelos: museus arqueológico-artísticos, que ressaltam os
aspectos estéticos e excepcionais dos objetos de suas
coleções; museus arqueológicos-tecnológicos, que
valorizam seus aspectos técnicos e funcionais. A aplicação
destes modelos sugere que:
A
a extroversão do patrimônio arqueológico goiano,
caracterizado pela pesquisa notadamente voltada para
sítios arqueológicos pré-coloniais, pode se inspirar,
prioritariamente, no modelo arqueológico-tecnológico.
B
as tipologias, cunhadas em um contexto europeu, não
dão conta das experiências de musealização da
Arqueologia Brasileira, uma vez que no Brasil não foi
utilizado o modelo arqueológico-artístico.
C
a existência de um modelo arqueológico-tecnológico
nos museus resulta diretamente das práticas de
desenterramento na pesquisa arqueológica.
D
o trabalho do arqueólogo, embora ligado à
interpretação de séries, não permite a um museu
transmitir isto com clareza, pois as instituições se
interessam em coletar artefatos com valores de
excepcionalidade e monumentalidade.
Respondida
No que diz respeito ao papel do Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com referência ao
patrimônio arqueológico, Alejandra Saladino (2014) aponta
que:
Respondida
Diego Lemos Ribeiro (2014) analisa alguns museus de
Arqueologia no Brasil e afirma:
A
os simpósios “Futuro dos Acervos” (SAB 2007), e
“Musealização da Arqueologia desafios
contemporâneos” (SAB 2009), entre outros, além da
atuação da rede de Museus e Acervos de Arqueologia
e Etnologia (REMAAE), criada em 2008, podem ser
destacados como momentos fundamentais do debate
na zona de interseção entre Arqueologia e
Museologia.
B
a musealização da Arqueologia já equacionou o
impacto gerado pela incorporação de novas coleções
nos museus, pois institucionalmente também se
expandem os espaços físicos, infraestrutura e recursos
humanos.
C
os museus, considerados alternativas à destruição do
patrimônio arqueológico por pesquisas mal
conduzidas e degradação dos sítios por ação antrópica
e biológica, seriam uma espécie de ‘oásis’ dentro dos
quais os acervos estão garantidos e chegarão sem
risco às futuras gerações.
D
o Museu Arqueológico do Sambaqui de Joinville
(MASJ) e o Museu de Arqueologia de Xingó (MAX),
instituições analisadas mais profundamente no artigo,
possuem equilíbrio entre o quantitativo de coleções e
as ações para seu processamento e pesquisa.
Respondida
A Musealização da Arqueologia
Respondida
Uma tentativa de síntese sobre a ocupação pré-colonial no
Centro-Oeste brasileiro foi realizada em 1999-2000 por
Jorge Eremites de Oliveira e Sibeli Aparecida Viana. Nessa
síntese, os autores afirmam que:
A
as primeiras ocupações da região, ao que tudo indica,
estão ligadas à presença de grupos caçadores-coletores
no início do Pleistoceno, por volta de 20.000
anos AP.
B
a análise de sedimentos de sítios localizados na região
de Serranópolis (GO), datados em 10.740 AP,
demonstrou a constância do clima quente e seco que
chegou, sem alterações, até os dias atuais.
C
os grupos agricultores e ceramistas, no Centro-Oeste,
à exceção do Pantanal, estão ligados a três tradições,
Una, Aratu e Bororo, que se estabeleceram em
terrenos de relevo acidentado, muitas vezes em
aldeias de formato arredondado.
D
a maioria dos sítios de caçadores-coletores encontra-se
em ambientes fechados (grutas e abrigos sob rocha), o
que indica que os grupos eram pequenos e com grande
mobilidade espacial. Tal constatação pode resultar do fato
de o estudo desses ambientes ter sido privilegiado.
Respondida
A história da Arqueologia brasileira ensina que:
A
a Arqueologia brasileira, aqui, como em outros países
da América Latina, já constava dos currículos de
cursos de graduação desde o início do século XX.
B
o primeiro órgão no Brasil a lidar exclusivamente
com a preservação do patrimônio pré-histórico foi a
Comissão de Pré-História, criada em São Paulo por
influência de Paulo Duarte em 1952. Também se deve
a Paulo Duarte o Instituto de Pré-História e Etnologia
de São Paulo, a Lei n. 3.924/61 e o projeto de um
Museu do Homem Americano, não realizado.
C
o passado pré-colonial, desde o início do século XX,
assim como em outros países da América Latina,
interessava a muitos pesquisadores estrangeiros, que
pesquisavam não somente as populações da Amazônia
mas todo o território brasileiro, e contribuíam largamente
para as sínteses sobre o povoamento das Américas.
D
a Carta de Goiânia: Posição dos arqueólogos
brasileiros frente à política do Patrimônio
Arqueológico Nacional, dirigida ao SPHAN em 1985,
reivindicava uma atuação mais forte do órgão frente
ao patrimônio arqueológico, tanto em fiscalização
como em execução direta das pesquisas.
Respondida
Carlos Costa e Fabiana Comerlato (2014), ao tratarem da
questão do endosso institucional em projetos de
Arqueologia, alertam que:
A
o endosso é uma carta de transferência de autonomia
institucional que é dada pela instituição que realizará a
guarda de acervos arqueológicos para a equipe do projeto
de Arqueologia apoiado. Para tal, é imprescindível que o
arqueólogo determine previamente a quantidade de
material que sairá do sítio, bem como sua organização e
suas estruturas internas.
B
a instituição museológica, ao conferir endosso
institucional, assume três responsabilidades: guarda
permanente dos bens da União, sua manutenção física e o
gerenciamento das informações a eles relacionadas.
C
as instituições museológicas atuam distantes do
licenciamento ambiental, dentro de outras lógicas e
princípios, conhecendo pouco o funcionamento deste
mercado e suas obrigações nessas relações. Assim,
ficam vulneráveis à atuação dentro de propostas que
vêm das empresas, quando não estabelecem suas
próprias regras de emissão dos endossos.
D
os museólogos e o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM)
são os que mais têm contribuído, entre os agentes envolvidos
nos processos de geração de acervos pelos endossos
institucionais (IPHAN, arqueólogos, instituições de guarda,
empresas de contrato, etc.), pois desenvolveram
metodologias e formaram uma massa crítica consolidada
sobre a geração de acervos arqueológicos.
Respondida
Os poderes administrativos são os responsáveis por definir
limites e obrigações de cada instituição, cargo e
procedimento existentes na administração pública. Nesse
sentido, atuar e tomar decisões, conforme a conveniência
dos interesses públicos e estatais, cabe ao poder