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1337128 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFJF
Orgão: UFJF
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Leia com atenção o seguinte texto, ao qual se refere a questão.

A sociologia do jeito

Roberto Campos

O jeito não é uma instituição legal nem ilegal, é “paralegal”.

Em primeiro lugar, essa instituição viceja assaz nos países latinos e é quase desconhecida nos anglosaxões, porque naqueles perduraram por mais tempo hábitos feudais, quer nas relações jurídicas, quer nas econômicas. O feudalismo é um sistema de profunda desigualdade jurídica, em que a lei a rigor só é aplicável ao servo e aos vassalos, porém extremamente flexível para o barão e o suserano. Estes se governam por relações voluntarísticas; aqueles por fórmulas impositivas.

Na Inglaterra, graças ao precoce desenvolvimento de sua burguesia mercantil, que se afirmou contra o Rei e os nobres, estabelecendo formas jurídicas de validade mais universal, feneceu muito antes que na Europa Latina o molde feudal.

Isso cerceou barbaramente as possibilidades de florescimento da instituição “paralegal” do jeito, a qual pressupõe, evidentemente, como diria Orwell, que todos os animais sejam em princípio iguais perante a lei, conquanto alguns sejam mais iguais que outros. Ou, como praticam, entre nós, os mineiros e os gaúchos: “Para os amigos tudo, para os indiferentes nada, para os inimigos a lei!”

A segunda explicação sociológica reside na diferença de atitudes entre latinos e anglo-saxões, no tocante às relações entre a lei e o fato social. Para o empiricismo jurídico anglo-saxão, a lei é muito menos uma construção lógica que uma cristalização de costumes. Ao contrário do Direito Civil, a Common Law é uma coletânea de casos e precedentes, antes que um sistema apriorístico e formal de relações.

Até mesmo na Lex Magna – a Constituição – prevalece essa diferença de atitudes. A Constituição inglesa, por exemplo, nunca foi escrita e a americana se cinge a três admiráveis páginas. Já as Constituições de tipo latino são miudamente norminativas e regulamentares. Com isso nos arriscamos, quase sempre, a um descompasso em relação ao fato social, o que nos leva ora à solução elegante e proveitosa (para os juristas) da mudança da Constituição, ora a interregnos deselegantes de ditaduras inconstitucionais.

As consequências sociológicas dessa díspar atitude – de um lado a tradição interpretável, do outro o preceito incontroverso – são profundas. No caso anglo-saxão, a lei pode ser obedecida, porque ordinariamente apenas codifica o costume corrente. Torna-se menos provável a ocorrência de grave tensão institucional por desadaptação da norma legal ao comportamento aceito. Não há grande necessidade de se dar um jeito, pois que a lei raramente é inexequível; nos casos em que é violada, é possível configurar-se, então, a existência de dolo ou crime praticado por pequena minoria social.

Dentro do formalismo jurídico latino, frequentemente o descumprimento da lei é uma condição de sobrevivência do indivíduo, e de preservação do corpo social sem inordinato atrito. Como dizia um meu criado português: “Esta lei não pegou, senhor doutor.” Pois (...) há leis que “pegam” e leis que não “pegam”. Estas, ordinariamente, são construções teóricas que não nasceram do costume e que às vezes transplantam formas jurídicas importadas de além-mar, sem relevância para as possibilidades econômicas de nosso ambiente. Textos fora de contexto.

Resta saber se não há uma terceira explicação, em termos de atitudes religiosas. No catolicismo, rígido é o dogma, e a regra moral, intolerante. No protestantismo, complacente é a doutrina, e a moral, utilitária. Há menos beleza e também menos angústia.

É bem verdade que numa visão mais comprida da história e do tempo, o catolicismo tem revelado surpreendente plasticidade para se adaptar à evolução dos povos e instituições. A curto prazo, entretanto, pode gerar intolerável tensão institucional, que não fora a válvula de escape do jeito, arriscaria perturbar o funcionamento da sociedade.

Já o protestantismo nasceu sob o signo revisionista. Elidiu-se praticamente a doutrina revelada ab alto, e quando as necessidades institucionais criam a ameaça de uma generalização do pecado, é muito mais fácil o protestantismo entortar as normas éticas. Assim, quando as exigências de um emergente capitalismo mercantil impuseram a organização de um mercado financeiro, Calvino fez da cobrança de juros um esporte legítimo, lançando às urtigas o preconceito aristotélico de que o dinheiro é estéril e o belo arrazoado aquiniano de ser o juro ilegítimo porque implica em cobrar o tempo, coisa que pertence a Deus e não aos homens. Ante a revolução trazida pelas grandes descobertas marítimas e a necessidade de acumulação para financiar investimentos na exploração comercial e industrial, os puritanos passaram a enxergar a opulência como manifestação exterior da bênção divina e não um desvario cúpido. E quando os mórmons se viram frente ao problema de povoar um deserto, não hesitaram em sancionar a poligamia. Ainda hoje, desaparecida a questão do povoamento acelerado, e proibida a bigamia simultânea, permanece legal a poligamia sucessiva, através do divórcio.

Procurou-se evitar a tensão social mediante uma frontal modificação das normas éticas, ao invés de recorrer-se ao instituto do jeito.

Não se tome a disquisição acima, entretanto, como uma justificação indiscriminada e licenciosa do jeito. Assim como há rua e rua, há jeito e jeito; em muitos casos não passa ele de molecagem de inadaptados sociais que ao invés de jeitosos são rematados facínoras.

Mas forçoso é reconhecer que há raízes sociológicas mais profundas; e que, se amputada essa instituição “paralegal”, dado o irrealismo de nossas formulações legais, a tensão social poderia levar-nos a duas extremas posições: a da sociedade paralítica, por obediente, e da sociedade explosiva, pelo descompasso entre a lei, o costume e o fato.

Daí, irmãos, a essencialidade do jeito.

CAMPOS, Roberto. A sociologia do jeito. Senhor, Rio de Janeiro, n. 7, p. 28-9, jul. 1960.

A leitura conjugada do nono ao décimo primeiro parágrafos NÃO permite o entendimento apresentado em uma das alternativas. Assinale-a.

 

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1336653 Ano: 2012
Disciplina: Gerência de Projetos
Banca: UFJF
Orgão: UFJF
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O Diagrama de GANTT é construído para planejar e controlar as atividades executadas ou a serem executadas em escala de tempo. A seguir, um exemplo do diagrama de GANTT:

Enunciado 1336653-1

Considere as afirmativas a seguir:

I) Um dos maiores limitadores do Diagrama de GANTT é a representação da interdependência entre as atividades.

II) Entre as suas vantagens, atribui-se a visualização dos conflitos entre as ações ou atividades.

III) No exemplo acima descrito, podemos afirmar que a ação 5 inicia-se posteriormente ao termino da Ação 2.

IV) Ainda, podemos afirmar, categoricamente, que havendo um atraso de um mês na Ação 4, o projeto também será atrasado em um mês.

Marque a opção CORRETA.

 

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1335736 Ano: 2012
Disciplina: Administração Geral
Banca: UFJF
Orgão: UFJF
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Segundo Mintzberg, uma universidade apresenta um conjunto de características peculiares que permitem classificá-la como uma Burocracia Profissional.

Das afirmativas a seguir, quais caracterizam a Burocracia Profissional?

I) A coordenação ocorre através de supervisão direta.

II) A coordenação ocorre através de padronização de habilidades.

III) A cúpula estratégica constitui a parte-chave da organização.

IV) O núcleo operacional constitui a parte-chave da organização.

V) O trabalho do núcleo operacional é padronizado e de habilidades, com grande autonomia individual.

VI) O trabalho do núcleo operacional é rotinizado e formalizado, com pouca separação.

VII) Descentralização horizontal e vertical.

VIII) Centralização.

Marque a opção CORRETA.

 

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1335577 Ano: 2012
Disciplina: Administração Geral
Banca: UFJF
Orgão: UFJF
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Em sua contribuição sobre divisão de trabalho, Mintzberg define, de forma mais ampla, cinco grandes áreas de especialização, aplicáveis a quaisquer estruturas organizacionais: cúpula estratégica, tecnoestrutura, linha intermediária, assessoria de apoio, núcleo operacional. As cinco áreas das organizações estão ilustradas na figura a seguir.

Enunciado 1335577-1

Considerando as afirmativas a seguir, identifique-as como verdadeiras ou falsas.

( ) A Cúpula Estratégica tem a responsabilidade de assegurar que a organização cumpra sua missão eficazmente, de maneira a satisfazer as exigências daqueles que de uma forma ou de outra exercem poder ou controle sobre a organização.

( ) A linha intermediária liga a cúpula estratégica ao núcleo operacional. Nessa linha, são feitas a coordenação e a supervisão, por meio de contatos diretos entre o gerente e o executor. O gerente coleta a ‘retro informação’ dos resultados do desempenho de sua própria unidade e transfere para os gerentes acima dele, e também intervém no processo decisório.

( ) A tecnoestrutura é composta por aqueles que desenvolvem o trabalho básico relacionado diretamente com a produção de bens ou prestação de serviços.

( ) No núcleo operacional, encontram-se os analistas, que prestam serviços à organização, atuando sobre as tarefas dos outros. Nesse nível, ficam aqueles que são incumbidos de estabelecer padronizações na organização.

( ) As assessorias de apoio foram criadas para apoiar a organização fora de seu fluxo de trabalho operacional.

Marque a opção cuja sequência esteja CORRETA, de cima para baixo.

 

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1335545 Ano: 2012
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: UFJF
Orgão: UFJF
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A definição da modalidade de licitação é determinada pelo tipo de contratação e pelo seu valor estimado. É INCORRETO afirmar:

 

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1335490 Ano: 2012
Disciplina: Administração Geral
Banca: UFJF
Orgão: UFJF
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Em abril de 2011, foi realizada uma pesquisa com os discentes e os docentes da Faculdade de Medicina da UFJF, com objetivo de verificação da adoção pedagógica de tecnologias da informação e comunicação (TICs), no Curso de Graduação em Medicina. A seguir, o enunciado e os resultados das Questões 2 e 3 da pesquisa.

Enunciado 1335490-1

Considere as afirmativas a seguir:

I) Na utilização das TICs para assuntos pessoais, os docentes e discentes do curso de graduação em Medicina/UFJF utilizam com maior frequência os e-mails e sites de relacionamento.

II) O e-mail em ambas as situações (assuntos pessoais ou profissionais) apresenta a maior frequência de utilização pelos docentes e discentes.

III) Ao comparar os resultados das duas questões observa-se uma profunda mudança na utilização dos sites de relacionamento e instantâneos.

É (são) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s):

 

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1335313 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFJF
Orgão: UFJF
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Leia com atenção o seguinte texto, ao qual se refere a questão.

A sociologia do jeito

Roberto Campos

O jeito não é uma instituição legal nem ilegal, é “paralegal”.

Em primeiro lugar, essa instituição viceja assaz nos países latinos e é quase desconhecida nos anglosaxões, porque naqueles perduraram por mais tempo hábitos feudais, quer nas relações jurídicas, quer nas econômicas. O feudalismo é um sistema de profunda desigualdade jurídica, em que a lei a rigor só é aplicável ao servo e aos vassalos, porém extremamente flexível para o barão e o suserano. Estes se governam por relações voluntarísticas; aqueles por fórmulas impositivas.

Na Inglaterra, graças ao precoce desenvolvimento de sua burguesia mercantil, que se afirmou contra o Rei e os nobres, estabelecendo formas jurídicas de validade mais universal, feneceu muito antes que na Europa Latina o molde feudal.

Isso cerceou barbaramente as possibilidades de florescimento da instituição “paralegal” do jeito, a qual pressupõe, evidentemente, como diria Orwell, que todos os animais sejam em princípio iguais perante a lei, conquanto alguns sejam mais iguais que outros. Ou, como praticam, entre nós, os mineiros e os gaúchos: “Para os amigos tudo, para os indiferentes nada, para os inimigos a lei!”

A segunda explicação sociológica reside na diferença de atitudes entre latinos e anglo-saxões, no tocante às relações entre a lei e o fato social. Para o empiricismo jurídico anglo-saxão, a lei é muito menos uma construção lógica que uma cristalização de costumes. Ao contrário do Direito Civil, a Common Law é uma coletânea de casos e precedentes, antes que um sistema apriorístico e formal de relações.

Até mesmo na Lex Magna – a Constituição – prevalece essa diferença de atitudes. A Constituição inglesa, por exemplo, nunca foi escrita e a americana se cinge a três admiráveis páginas. Já as Constituições de tipo latino são miudamente norminativas e regulamentares. Com isso nos arriscamos, quase sempre, a um descompasso em relação ao fato social, o que nos leva ora à solução elegante e proveitosa (para os juristas) da mudança da Constituição, ora a interregnos deselegantes de ditaduras inconstitucionais.

As consequências sociológicas dessa díspar atitude – de um lado a tradição interpretável, do outro o preceito incontroverso – são profundas. No caso anglo-saxão, a lei pode ser obedecida, porque ordinariamente apenas codifica o costume corrente. Torna-se menos provável a ocorrência de grave tensão institucional por desadaptação da norma legal ao comportamento aceito. Não há grande necessidade de se dar um jeito, pois que a lei raramente é inexequível; nos casos em que é violada, é possível configurar-se, então, a existência de dolo ou crime praticado por pequena minoria social.

Dentro do formalismo jurídico latino, frequentemente o descumprimento da lei é uma condição de sobrevivência do indivíduo, e de preservação do corpo social sem inordinato atrito. Como dizia um meu criado português: “Esta lei não pegou, senhor doutor.” Pois (...) há leis que “pegam” e leis que não “pegam”. Estas, ordinariamente, são construções teóricas que não nasceram do costume e que às vezes transplantam formas jurídicas importadas de além-mar, sem relevância para as possibilidades econômicas de nosso ambiente. Textos fora de contexto.

Resta saber se não há uma terceira explicação, em termos de atitudes religiosas. No catolicismo, rígido é o dogma, e a regra moral, intolerante. No protestantismo, complacente é a doutrina, e a moral, utilitária. Há menos beleza e também menos angústia.

É bem verdade que numa visão mais comprida da história e do tempo, o catolicismo tem revelado surpreendente plasticidade para se adaptar à evolução dos povos e instituições. A curto prazo, entretanto, pode gerar intolerável tensão institucional, que não fora a válvula de escape do jeito, arriscaria perturbar o funcionamento da sociedade.

Já o protestantismo nasceu sob o signo revisionista. Elidiu-se praticamente a doutrina revelada ab alto, e quando as necessidades institucionais criam a ameaça de uma generalização do pecado, é muito mais fácil o protestantismo entortar as normas éticas. Assim, quando as exigências de um emergente capitalismo mercantil impuseram a organização de um mercado financeiro, Calvino fez da cobrança de juros um esporte legítimo, lançando às urtigas o preconceito aristotélico de que o dinheiro é estéril e o belo arrazoado aquiniano de ser o juro ilegítimo porque implica em cobrar o tempo, coisa que pertence a Deus e não aos homens. Ante a revolução trazida pelas grandes descobertas marítimas e a necessidade de acumulação para financiar investimentos na exploração comercial e industrial, os puritanos passaram a enxergar a opulência como manifestação exterior da bênção divina e não um desvario cúpido. E quando os mórmons se viram frente ao problema de povoar um deserto, não hesitaram em sancionar a poligamia. Ainda hoje, desaparecida a questão do povoamento acelerado, e proibida a bigamia simultânea, permanece legal a poligamia sucessiva, através do divórcio.

Procurou-se evitar a tensão social mediante uma frontal modificação das normas éticas, ao invés de recorrer-se ao instituto do jeito.

Não se tome a disquisição acima, entretanto, como uma justificação indiscriminada e licenciosa do jeito. Assim como há rua e rua, há jeito e jeito; em muitos casos não passa ele de molecagem de inadaptados sociais que ao invés de jeitosos são rematados facínoras.

Mas forçoso é reconhecer que há raízes sociológicas mais profundas; e que, se amputada essa instituição “paralegal”, dado o irrealismo de nossas formulações legais, a tensão social poderia levar-nos a duas extremas posições: a da sociedade paralítica, por obediente, e da sociedade explosiva, pelo descompasso entre a lei, o costume e o fato.

Daí, irmãos, a essencialidade do jeito.

CAMPOS, Roberto. A sociologia do jeito. Senhor, Rio de Janeiro, n. 7, p. 28-9, jul. 1960.

Os sinais de acentuação gráfica presentes ou ausentes em palavras do décimo primeiro parágrafo motivam afirmações corretas em todas as alternativas seguintes, EXCETO em uma delas. Aponte-a.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1335087 Ano: 2012
Disciplina: Matemática
Banca: UFJF
Orgão: UFJF
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Um grupo de 50 servidores é formado por técnicos administrativos e professores, sendo que nenhum servidor pode ser simultaneamente professor e técnico administrativo. Desse grupo somente 3 dos técnicos administrativos são do sexo masculino, 31 servidores são do sexo feminino e 22 são técnicos administrativos.

O número de professores do sexo masculino nesse grupo é:

 

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1335054 Ano: 2012
Disciplina: Administração Geral
Banca: UFJF
Orgão: UFJF
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"A aceleração do trabalho só poderá ser obtida por meio da padronização obrigatória dos métodos, adoção obrigatória dos melhores instrumentos e condições de trabalho e cooperação obrigatórias. E esta atribuição de impor padrões e forçar a cooperação compete exclusivamente à gerência."

A partir dessa citação, concluímos que a organização poderá ser explicada:

 

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Questão presente nas seguintes provas
1335020 Ano: 2012
Disciplina: Matemática
Banca: UFJF
Orgão: UFJF
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No primeiro dia do ano letivo, a central de atendimentos de uma universidade prestou somente três atendimentos. A partir do segundo dia letivo, passou a prestar sempre dois atendimentos a mais do que havia prestado no dia anterior.

Em qual dia, a contar a partir do primeiro dia letivo do ano, a central de atendimentos chegou a prestar 501 atendimentos?

 

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